Álbum de figurinhas Brasil Novo (1973)

Ainda capítulo 2 do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, o garoto Tôim, ainda despedindo-se de sua rotina na moradia que a família irá deixar, remetia à sua memória as vezes em que revirava o lixo de um lote vago atrás de sua casa e encontrava vez ou outra figurinhas do álbum de figurinha que colecionava na época, o “Brasil Novo”, uma bem ufanista publicação para colar cromos ilustrados, que tinha o objetivo de levar por meio de mídia impressa àqueles que não podiam desfrutar de todas os meios de trânsito de cultura de massa disponíveis à sociedade, informações pertinentes do campo cultural, político e de desenvolvimento do país. O Governo Militar utilizava dessa forma de colonialismo cultural para arrancar adesão comercial e política por parte dos colecionadores que eram, sem chance de rejeição, formados pela indústria cultural. Através de álbuns de figurinha os generais arrancavam reverência e cooperação ao regime e a indústria cultural formava dependentes para os seus produtos e, consequentemente, dinheiro para utilizar dentro da nação e para destinar às suas matrizes no exterior. O Brasil começara a afirmar-se como um grande centro captador de devotos para esta indústria – que incluía editoras gráficas, emissoras de rádio e de televisão, gravadoras de discos, cinema – e arrecadador de divisas. Dinheiro que as metrópoles utilizavam, além de outros investimentos, para investir em ditaduras e prisão de mentes pelo mundo a fora. Por trás do colecionismo inocente havia um grande plano traçado.

brasilnovo

Visite o álbum: http://albumefigurinhas.no.comunidades.net/brasil-novo

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