5 táticas para assassinar a reputação de alguém

Assassinar a reputação de alguém ou de alguma ideologia é providência que existe na atualidade desde a Guerra Fria. Fazer cair a moral ou até mesmo a liberdade de ir e de vir ou de se expressar de algum adversário é o modo mais proeminente de tomar-lhe o posto e fazer valer as próprias ideias. Hoje em dia, quem pode contar com a grande mídia não precisa se esforçar muito para atingir esse objetivo, uma vez que, como se diz no jargão popular, jogar merda no ventilador é muito fácil. E providenciar para que o oponente injustiçado não tenha o mesmo espaço para resposta nos veículos de comunicação é totalmente possível, embora este impedimento seja ilegal. O direito de resposta e de combate em igualdade de condições é previsto por lei. Mas a mídia não pratica tolhimentos de direitos de maneira explícita. E, com base em instrumentalização de órgãos legisladores e com uso de manobras advocatícias, ela se possibilita aplicar as táticas lhe contratadas, sem ser incomodada juridicamente. Tais recursos lhe facultam manipular a opinião pública.

“Se você diz alguma coisa contra alguém e juíz nenhum te perturba, então você só pode estar com a razão”

É o que sobra para aquele que se submete à mídia pensar e tomar a atitude esperada pelo manipulador. Geralmente ficar indignado e agir como repeteco da desinformação.

Vamos, então, levar ao conhecimento público algumas dessas táticas usadas para colocar para escanteio um oponente.

1) Falar que o inimigo faz algo ruim que você quer fazer mas não quer que saibam.
Suponhamos que você tenha um propósito: chegar ao poder e decretar uma lei que extermina o Décimo Terceiro Salário.

Essa é uma petição antiga de muitos empresários, pois, o pagamento do provento criado no governo militar dificulta a vida das empresas ao final de cada ano. Muitos empresários, separados ou em consórcio, investem em campanhas eleitorais de candidatos de partidos de direita, que representam a classe de industriais, para obter o favor caso este chegue ao poder.

Pausa para um detalhe: acusações de tentativa de cerceamento de direitos do trabalhador vem sendo feitas à esquerda brasileira. O que não procede, pois é a esquerda que defende o trabalhador e é ela também que conseguiu a aprovação da maioria dos novos benefícios que hoje o trabalhador pode contar com eles. E para evitar sacanagens para com o eleitor, fazendo ele votar em candidatos comprometidos com cartéis de empresários, na pauta da reforma política que Dilma Rousseff tenta aprovar contém o texto que decreta o fim do investimento de empresas em campanhas eleitorais de candidatos a cargos políticos. Teimosia da presidente que lhe custa a manobra atual que lhe tenta tirar do posto. Dentro desse motim tem representantes, por exemplo, do agronegócio, que defendem aqueles que querem jogar no lixo a regulamentação contra o agrotóxico, e outras particularidades do setor, todas elas prejudiciais ao agricultor e ao consumidor de hortifrutigranjeiros.

Voltando ao assunto, se você aparecer na mídia pedindo voto para representar no Congresso essa ideia, acabar com o 13o salário, dificilmente você vai conseguir voto suficiente para se eleger. Mas, se você diz que o seu oponente, que já está no poder, é que pretende fazer isso, certamente irá conseguir derrubá-lo pela força popular, cuja opinião é manipulada com uma mentira bem construída, pois, a atenção da população se volta apenas para os veículos onde a informação corrompida prevalece. O público médio tende a não se dignar a verificar o que informam os veículos opositores, bem como os locais oficiais onde tal projeto de lei tem que estar registrado, para só depois de conhecer o que pensa cada um dos lados e confirmar se tal informação procede tomar sua atitude.

2) Derrubar a imagem para derrubar os argumentos
Voltamos a supor. Seu adversário é um homem conhecido por sustentar uma moral elevadíssima. Essa, então, passaria a ser o maior ponto fraco dele, pois, qualquer deslize, qualquer arranhão que sua moral sofra, afeta sua imagem. Sua intenção se tornaria duvidosa e enfraqueceriam-se os argumentos que as suportam se uma maculação à sua moral inabalável sucedesse.

São várias as armações que se pode fazer para cumprir o objetivo de macular a imagem de alguém. A começar pela calúnia e pela difamação feita anonimamente. Um boato espalhado pelo WhatsApp, por exemplo, hoje em dia alcança grandes dimensões. Pois, ninguém verifica a veracidade ou a lógica da situação trabalhada em um boato que surge. Embora esteja explícita qual seria a razão de ele existir, que é obviamente prejudicar alguém ou alguma ideologia o motivo de certo material estar a ser espalhado. Fato que por si só deveria merecer investigação mais cautelosa antes de se dar crédito. Ninguém se assanha a fazer o que é certo, que é verificar a veracidade ou não de um fato ou de um boato antes de espalhá-lo.

O caso do homem vestido de carteiro entregando panfleto com publicidade da Dilma na última eleição, se tornou um bom exemplo do emprego desta tática. Nessa armadilha à crença pública, à presidente foi associada a imagem de utilizador da máquina pública em benefício próprio.

3) Incriminação
Hoje em dia, o CPF é um documento bastante frágil, pois, as empresas o requerem ao criar cadastros para possibilitar negócios e, mesmo havendo em teoria punição para o uso indevido dos dados do cliente e garantia por parte das empresas de sigilo absoluto, elas, encriptadamente, fazem essa utilização imprópria. Que atire a primeira pedra quem não teve ou quem não sabe sobre alguém que teve em seu CPF ativação de plano de telefonia móvel ou de algum pacote de serviços adicionais de telefonia, sem que tivesse sido solicitado. Isso, então, dá vazão para que alguém com acesso, querendo prejudicar outro alguém, crie e divulgue a imagem de caloteiro ou até de estelionatário a este último, com base na restrição de seu crédito.

4) Gravações duvidosas
Em tempos em que qualquer um pode ganhar um troco por simplesmente ser sósia de alguém ou saber imitar a voz de alguém, vídeos com conteúdo comprometedores e escutas telefônicas com o mesmo teor não deveriam ir a público sem antes passar por uma investigação minuciosa para se saber a autenticidade. Deixando de lado as preliminares legais, que em se tratando do jurídico brasileiro, pelo menos em casos em que não há interesse do mesmo em providenciar urgência, como por exemplo solucionar imbróglio de trabalhador contra empresas ou ações de aposentados, pois estes parecem não precisar de rapidez nas decisões do Estado, já demandaria um bom tempo para ser liberada ao público a gravação.

Porém, isso não acontece. E para criar provas falsas contra um opositor vale tudo. E dependendo do alvo, de quem solicita ou do motivo da incriminação, os órgãos legisladores parecem ser bastante cordiais com quem aplica esse golpe. Haja vista a quantidade de médicos que não aceitam se submeter ao esquema corrupto da máfia dos remédios que se veem enrascados com a justiça por causa de acusação, mediante prova eletrônica, de ato indevido com os pacientes; babás que teriam maltratado bebês; padres que teriam praticado pedofilia; e políticos incorruptíveis citados em telefonemas escutados por meio de grampo, cuja conversa acorda recebimento de propina. E, ainda, ex-presidentes, tidos como macaco velho, que teriam se descuidado e usado justamente o telefone para falar com uma correligionária exatamente o que favoreceria a seus opositores tirá-lo do caminho. Você engole essa? Teve ou não a condescendência do ex-presidente em ter sua conversa gravada para dar o burburinho que deu e servir a algum propósito? Esquerda e direita e esses grupos econômicos por trás dessa questão que mexe com a opinião pública parecem estar de mãos dadas ou não? A probabilidade ou o próprio impeachment seria só um teatro para tapar a Lavajato, assim como o Referendo de 2004 tapou o Mensalão, ou não?

5) Testemunha falsa
Ao mesmo tempo em que vivemos uma época em que o cristianismo fala mais alto do que qualquer outro código de ética, vemos desfilar o costume de dar testemunho falso pela simples razão de se ganhar um trocado que teoricamente compensaria o encargo de consciência. E, assim, muitas pessoas que estão numa “merda profunda” ou doentes em estágio terminal ou noutra situação de desespero aparecem diante às câmeras, da Globo de preferência, para criar embaraços contra alguém. Aliás, o fato de ser sempre a Globo a ter com exclusividade os testemunhos ou as escutas ou outro tipo de material, a mim causa bastante suspeita.

Além de fazer um borburinho efervescer no meio popular e cegar ou distrair as pessoas que se submetem à mídia ou que se satisfazem com qualquer barulhinho que parece merecer um espanto, a testemunha falsa faz alguém ficar em maus lençóis porque mesmo sendo fácil de se destruir a prova, a vontade do sistema em retardar essa atividade fará com que o réu inocente se desgaste ou que precise recuperar urgentemente sua credibilidade para utilizá-la e não consiga a tempo. Algum prejuízo a vítima leva ou os conspiradores ganham, no mínimo, com o atraso feito a ela. Casos que acontecem muito em véspera de eleições.

O testemunho falso já era preocupação dos judeus e dos imperadores romanos nos tempos narrados na Bíblia. Não é por acaso que aparece entre os dez mandamentos de Deus entregues a Moisés o “não levantarás falso testemunho”.

Bem, você está de porte agora do conhecimento de cinco táticas que são aplicadas para destruir a reputação dos outros. Obviamente existem outras. Neste artigo foram relacionadas apenas essas cinco. Todas elas são mencionadas no livro “Os meninos da Rua Albatroz”. Mas, lembre-se; se você for um Zé ninguém e praticá-las abertamente, sem mascarar-se, certamente você terá que responder pelo que praticou. Você pensa que é verdade a maioria das acusações que você vê desfilar na mídia não é porque não pode ser outra coisa, mas, sim, porque essas táticas de assassinato de reputação foram preparadas por marketeiros e praticadas por especialistas. No Brasil, Quando se é profissional, até para o crime se é útil, e se tem o lugar ao sol garantido. Com direito a ganhar muito dinheiro. É só observar a boa vida que levam muitos desses âncoras de telejornais, colunistas de jornais e outros personagens que aparecem nesta postagem.

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