A ditadura que nos espera

Vamos ter que aprender a viver numa ditadura burguesa. Há dias que tento acionar o Ministério do Trabalho para reclamar de uma empresa. O telefone específico não atende e na portaria dizem estar de greve. Mas, na verdade é estratégia de má vontade contratada por interessados em não permitir que haja queixas contra empresas no Ministério do Trabalho.

Agora vai ser assim: se pode prejudicar uma empresa, tipo uma causa trabalhista ou de consumidor, então eles vão protegê-la de ser citada, de sofrer degradação da imagem e de ter que pagar indenizações, além de gerar seguro-desemprego ou afastamentos ou outro direito que tenha que ser pago pelos cofres públicos. Cercearão tudo que for para o governo pagar ou que esvazia a Caixa Econômica Federal, como o pagamento de FGTS.

De qualquer jeito conterão gastos públicos e segurarão o dinheiro nos bancos. E ajudarão as empresas a alcançar produtividade, impedindo ou inibindo os atestados médicos e outros truques que os funcionários usam como meio de remediar suas perdas e para desfazerem-se de cansaço físico típico da exploração do trabalho.Assim fica fácil equilibrar contas do Estado e parecer que o país retomou o progresso com o advento do impeachment da Dilma: às custas do trabalhador.

O trabalhador e o consumidor terão que rebolar para fazer sua queixa valer ou para fazer com que empresas e o sistema sintam e seja feita a Justiça. Com a imprensa o povo nunca pode contar. Os problemas do povo a imprensa não mostra. Ela é paga para não mostrar. Há um cerco contra o povo, pois a grande mídia não dá voz para ele.

Então, pela mídia as empresas não serão incomodadas; pelo governo também não; pelos sindicatos também não. E muito menos pelos partidos, que no caso só haverão os conservadores. Os de esquerda serão suprimidos.

Resta saber como se posicionarão as igrejas, as associações de bairros e de pequenos comerciantes e outros grupos que não participam do conluio por não serem convidados.

O PMDB e o PSDB priorizam elites burguesas e grupos econômicos em seus governos. O povo eles só usam para atingir seus objetivos. A crise de emprego de fachada, em que empresários e grupos estrangeiros de multinacionais se aliaram para forjar o desemprego, vai ser solucionada tão logo o Temer entre oficialmente no poder. É para dar aquele efeito moral fascista de providência tomada. Os preços, que combinaram de aumentar para forjar a inflação, baixarão e o consumo voltará como num passe de mágica. Os produtos que esconderam ressurgirão e pronto: acabou-se a crise, a eficiência entrou em ação, vote nela em 2018. Táticas de nazistas que imperialistas adoram usar.

Mais tarde é que o povo verá que virou zumbi, consumista de bobagem e eleitor de fascistas, e trabalhador escravo que não tem onde recorrer, pois todo o sistema estará corrompido e comprometido com os capitalistas. Incluindo ministérios públicos e sindicatos, quiçá a Polícia Federal. O povo terá que se conformar com a situação que se encontrar. De trabalhador  insatisfeito e de consumidor desrespeitado e desamparado.

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