De onde vem o poder de transformação?

A gente quando chega a certa fase da vida e vê que nem tudo deu certo pra gente como se esperava de dar, passa a acreditar em tudo e a tentar de tudo para sair da frustração herdada. E uma coisa que vem me interessando demais é magia. Branca, negra, não importa.

Uma coisa que já me desvencilhei dela é o conceito de bem e mal, divindade, seres sobrenaturais, deuses e demônios. Tudo isso são invenções humanas e o máximo que existe entre elas para se decidir com qual ficar é antagonismo. O ponto de vista — o que é do bem, o que é do mal ou o que interessa ser cultuado — é você quem escolhe. E ademais, muitos dos que são poderosos e ricaços se dignam a cultuar divindades satânicas e ocultismo e cuidam para que evitemos esta cultura e nos ocupemos com práticas religiosas cristãs exatamente para que não utilizemos das práticas a que eles se lançam e para que não gozemos dos benefícios que eles gozam.

E me lançando às mais diversas leituras e experimentos para se alcançar objetivos por meio de magia — feitiçaria, bruxaria, xamanismo, paganismo, wicca, magia cristã —, me pus a refletir sobre se realmente é possível o homem desencadear algum tipo de poder que modifique algo na realidade dele. E o que seria responsável por fazê-lo?

Alguns métodos mencionam fazer-se orações. Se for possível modificar algo na nossa realidade por meio de orações, o que traria essa modificação poderia ser a força do verbo (das palavras ditas e mentalizadas)? Já que o som materializa-se conforme a frequência de vibração, poderiam ser as ondas que se formam e vagam pelo ar após proferirmos as palavras da oração a entidade facultadora da transformação?

Outros mencionam o simples desejar. Imaginar e desejar profundamente. Seriam as ondas cerebrais emitidas nesses processos as responsáveis pela materialização ocorrida na realidade, caso isso dê certo? E essas ondas, seriam oriundas de sinapses neurais especiais brotadas no cérebro do mago após ter ele praticado algum ritual ou feito alguma absorção sensorial através de algum de seus sentidos humanos? De repente, ao inalar ou ingerir uma fragrância ou um elixir mágico; ou ao se expor à batidas de tambores e se mover em danças ritualísticas?

E ainda há os que sugerem que estarmos de porte de alguns objetos e elementais — como cristais, pedras preciosas, espelhos, tochas, galhos de árvores, folhas de plantas —, bastando portá-los ou tendo que apontá-los para o éter, combinando ou não com um pensamento disciplinador, havemos de receber em troca aquilo que queríamos obter antes de enveredarmos na magia praticada. O poder, nesse caso, estaria na energia — ou em alguma outra coisa — dos objetos ou elementos utilizados?

Em todos esses métodos a figura da crença é fortemente visível. O uso da mente idem. Mas, quando nada acontece após se lançar às práticas de algum método, é com as crenças que nos frustramos. Desencorajamo-nos de valorizar tanto a mente humana ou o cérebro humano por teoricamente torná-los capazes de realizar feitos metafísicos. Decidimos que ambos não têm poder algum de fazer pelo simples pensar modificações na realidade individual ou na coletiva. E procuramos deixar de ser besta e de continuar a apostar nisso. E concluímos de uma vez por todas que o jeito é contar com a sorte de ter um destino mais pródigo nos reservado. Que não seja só o insípido que temos vivido que vá ser a nossa existência. Matamos em nós nossa crença e nosso estímulo para se vir beneficiado por uma técnica que está ao nosso alcance utilizá-la.

Entretanto, se magia existir, se for possível mudarmos nossa vida por meio de magia, é a mente mesmo quem vai observar isso. É a mente quem vai apreender isso. Quem vai constatar o feito e quem vai utilizar o benefício conquistado. Sendo assim, não temos muito o que fazer. A não ser jamais pensar em magia ou jamais imaginar-se bem sem que seja preciso constituir muito esforço.

Deixar de se valer dessa faculdade humana é deixar o destino melhor para quem está disposto a apostar na fé, seja racional ou não, tenha-se comprovação ou não. Estar a imaginar é estar constantemente a se divertir. E divertir é a chave para a felicidade, pois tira o estresse, traz saúde e alegra a mente.

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