A conspiração contra o aleitamento materno

Uma campanha mexicana visando chamar atenção para a questão do combate à amamentação em público, denominada “When Nature Calls”, chocou o público. Foram exibidas fotos de mães amamentando seus filhos dentro de banheiros sujos e apertados, em composição com o texto “Você comeria aqui?”. A intenção era colocar o expectador no lugar da criança, se vendo a comer seu sanduíche, por exemplo, no local para onde teria sido remetido as mães por causa dos que acham que elas não deveriam amamentar em público, sob as mais insensatas alegações. “Outras crianças podem ver e sentir vontade de mamar” é uma das que diferem da preocupação com a estética e com a conotação sexual, no caso do Brasil, que vê oportunidades em copiar tudo que estoura na mídia mundial e tem lá seu movimento anti amamentação em espaços livres a explorar essas supostas oportunidades – que ao meu ver é só a de se destacar negativamente na mídia como opositor de um ato que acompanha as sociedades humanas desde que elas foram fundadas. Mas, como no Brasil o negativo também gera lucro para quem o pratica ou defende, temos que conviver com o chifre procurado em cabeça de cavalo.

whenNatureCalls

FOTO: http://www.medicaldaily.com

Quando vi a postagem de um dos meus contatos no Facebook projetando este caso eu me lembrei de um outro envolvendo o assunto, que vi também nesta rede social. Nesse outro uma mulher postara o que seria uma receita lhe dada por um pediatra, na qual ele proíbe o aleitamento natural e recomenda a compra do Leite Nan, que é o industrial da Nestlé. Seria aqueles casos em que o médico usa sua patente para trabalhar como vendedor comissionado de produtos dos laboratórios farmacêuticos e da industria alimentícia.

Como uma coisa leva à outra, para entender a cabeça de um pediatra que recomenda que uma mãe corte o alimento que a natureza preparou para ela dar a seu filho e indicar em substituição um composto químico atingido artificialmente, o qual provavelmente nem as mães da família dos donos da organização que o fabrica utilizam em seus períodos de aleitamento por saber toda a verdade e por não serem frágeis à desinformação gerada para vender produtos, pois elas estão no lado que arrecada e não no que paga, remeti-me ao que orienta o doutor Lair Ribeiro sobre o leite. Ele argumenta bastante contundentemente em combate ao consumo de leite. Dizendo coisas que se deve amamentar naturalmente por no mínimo nove meses e até o segundo ano da criança (para nunca mais tomar leite), que o homem é o único ser vivo que utiliza do leite de outro animal, que o cálcio obtido no leite utilizado pela indústria leiteira não é tão absorvido pelo corpo humano como dizem e que ainda pode não trazer os benefícios que prometem. Outros médicos livres compartilham dessas informações e lembram que o leite pode ser um grande alavancador dos câncer de mama e de próstata.

Eu acredito mais no que diz este doutor do que no que vejo de informação a cerca do assunto expelida na mídia ou da boca de profissionais de saúde, principalmente médicos específicos, veículos de informação e porta-vozes de corporações. Estes, para mim, têm compromisso só com o capitalismo, com o faturamento das indústrias.

A ONU, que tem a imagem de organização séria cujas informações que deixa para as sociedades seriam invioláveis, recomenda o aleitamento materno por seis meses, elevando o alimento a um simples complemento para outras opções alimentares – provavelmente as industriais – pelos demais meses, o que, obviamente, o Ministério da Saúde do Brasil apoia a recomendação. Parece um esforço para garantir saídas de produtos dirigidos ao bebê, o qual não mede consequências e esquece a ética e é praticado por quem possui autoridade e credenciais que obrigam as pessoas a acreditarem no que é orientado e a tomar atitudes sabotadoras em nome do desconhecimento da informação precisa e do medo de estar a infringir qualquer lei em caso de não acatamento da orientação.

FONTE DE ALGUMAS INFORMAÇÕES: http://www.bolsademulher.com

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