Jornada de trabalho de 80 horas semanais? Revogaram a Lei Áurea?

Estourou na mídia aí – li no blog “Conversa Afiada”, do Paulo Henrique Amorim, e em páginas do Facebook -, que o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, deseja “revogar a Lei Áurea” colocando o trabalhador para trabalhar 80 horas semanais em vez da jornada atual que é de 44 horas.

Pois bem, agora que o trabalhador está desguarnecido, pois o golpe de estado dado na presidente Dilma Rousseff visava isso, baixar a guarda que assegurava os direitos do trabalhador e ainda o fazia avançar, tudo quanto é merda de colarinho branco de terno e gravata presidente come quieto de confederações inúteis, dessas que o brasileiro sustenta com seu suor sem precisar delas, pois elas só cuidam dos direitos dos patrões (na verdade elas enchem eles de direitos), quer dar pitaco na política, cassar direitos do povo e fazer alterações nas leis trabalhistas e até na Constituição Nacional.

A gangue que tomou o poder representa eles, então, eles estão se sentindo capazes de tudo. Por que não iriam querer pegar o sol com a mão, né? Não são eles e nem os filhos deles que vão trabalhar duro doze horas por dia, cheio de patrão sugando e enchendo o raio do saco, com serviço que nenhum deles quer ou se presta a fazer. Pra depois estudar (pra nada) mais quatro horas e tentar arrumar tempo para comer e dormir.

Não vamos cometer o erro de menosprezar o poder deles porque a gente tá muito mal representado no governo. Esquerdistas para nos defender ainda está cheio lá no Congresso, Câmara dos Deputados e até no Senado. Precisamos, é claro, fortalecer isso nas próximas eleições. E gente que não quer comprometer sua reeleição também tem por lá. E essas aprovações passam por eles. De maneira que se vierem a posar de que votaram a aprovação porque sofreram pressão ou porque não têm força política, fazendo o número do infeliz indignado com a sua insuficiência, os colocam na lista de traidores a levar pau sem piedade nas eleições seguintes, ainda que o motivo seja incompetência e falta de bravura e criatividade. Mas, para isso virar verdade da noite para o dia, sem a gente poder sequer responsabilizar os que poderiam evitar esse afronto, uma vez que eles, de bolso cheio, cairiam fora sem dar tchau, pouco custa. Já não confio mais nem em quem eu confio, pois, o dinheiro desses exploradores da sociedade, que sustentam a carreira desses políticos mercenários e vendilhões, e mais o auxílio da mídia golpista tornam inerte qualquer aspiração, mesmo que decente.

Porém, volto a escrever tudo que venho escrevendo nesses posts que elaboro e lanço aqui: “todo poder emana do povo”. É você, povo, que permitirá ou não esse abuso. Basta fazer desde já o que você vai precisar que os políticos que deveriam te representar nas casas políticas deveriam fazer: ter coragem e também informação para conhecer o procedimento correto e proceder. E não é vendo o Jornal Nacional ou o Fantástico, por exemplo, que você vai ter essa condição de anular qualquer ação dos governantes que venha a te tirar o pouco que você tem. Se ligando à Globo PIGtures ou aos comparsas dela para se informar você estará é cometendo suicídio sócio-econômico. Você tem saída.

Você só tem que fazer umas continhas. Quem tem empresa, indústria, comércio, negócio, empreendimento tem é para produzir algo e ganhar dinheiro com o que produz, não é mesmo? E, precisa de gente para trabalhar para produzir o que quer que seja. Se você disser “NÃO” à arrogância do sr. Robson Braga de Andrade, é claro que você não estará sozinho, pois, embora os sindicatos todos pareçam estar a ser recrutado pela força patronal e exercem sindicalismo suspeito, você pode contar com a cooperação do amigo de linha de produção, pois, ele estará sentindo na própria pele também, as corporações ficarão em maus lençóis.

Isso porque se você não trabalhar, a empresa não terá quem produz e, com isso, não terá produto para vender. Se você não trabalhar, você não conseguirá grana para consumir. Se você não consumir, mesmo que esses fdps (desculpe-me pela sigla suja) consigam resolver o problema da produção, o que duvido, pois, eles não gostam de trabalhar, eles não terão a quem vender o que conseguirem produzir. Para obter-se o que se precisa para viver, os anarquistas unidos conseguem se ajudar na base do mutirão e da permuta. É tão prático que não consigo imaginar nem mesmo a força policial sendo empregada para conter a ação, pois, como disse Martin Luther King, quando se boicota não se está conflitando bélica ou fisicamente contra o sistema. É uma guerra em silêncio. Sem sangue e sem dor. Quero dizer, dor há para o bolso dessa elite burguesa que acha que a gente é capacho dela.

E quanto aos políticos comparsas que aprovarem o feito: boicote de voto neles. Fórmula eficiente para aquietar o facho de qualquer conspiração. É o povo ou não é quem manda nesta espelunca de sociedade? Somos bolcheviques, porra!

Pra mim, esse estouro de informação deve ser marketing de guerrilha político para distrair o povo enquanto conspiram em outros assuntos. O tal do Robson diz inspirar-se no governo francês para fazer sua sugestão. Será que ele pretende copiar da França tudo em matéria de direitos trabalhistas, inclusive a remuneração mensal pelo cumprimento da jornada? Claro que ele só deve ter em mente a gente socando marreta em pedra doze horas por dia, né!

O Brasil precisa é reduzir jornada. De 44 horas para 22. Colocar duas pessoas para fazer o trabalho que faz uma atualmente. Estamos sofrendo crise de emprego, precisamos gerar postos de trabalho, não é mesmo? Aumentando as horas da jornada de trabalho vai é piorar a situação. Não criará postos e ainda, quantos trabalhadores não aparecerão com problemas de saúde física por causa de exaustão e psicológica por causa da falta de tempo para cumprir as outras atividades – dentre elas estar com a família – e por causa da perda de direito? E sem falar da falta de dinheiro, pois, isso aí eu sei que não vão nem pensar em resolver a questão que se arrasta por longos tempos, ainda que nesses anos de PT no comando tenha amenizado, doa a quem doer o que eu escrevi.

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