Como o futebol é usado para manipular a política

O texto ficou inevitavelmente grande, mas, se leres por completo agradecerás!

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IMAGEM: Internet

Uma coisa que não consigo engolir até hoje é a ascensão do tucano Aécio Neves na corrida para o Segundo Turno da sucessão presidencial de 2014. Naquele ano se comemorava os 50 anos do Golpe Militar de 1964 (comemorava, hein) e haveria Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Para mim,  é aí que começa a trapaça toda.

Não assisti a nenhum dos jogos pela televisão, no máximo vi no Youtube vídeos de alguns gols. Como faço hoje com qualquer evento, não só de esporte. Pelo rádio eu ouvi trechos de algumas partidas e até tempos completos. Futebol pelo rádio é local, a gente se identifica na narração, e para mim é para sempre.

É que eu não estava empolgado com aquela perda de dinheiro e com a arrogância da FIFA, de entidades governamentais e midiáticas. Mas, me lembro de ter ouvido pela Alvorada FM de Belo Horizonte, um spot de notícia que dava o índice de popularidade da presidente Dilma Rousseff pouco antes da estréia da Seleção Brasileira. Que era de 60%. Naquele momento o país começaria a medir se valera a pena tanto sacrifício exercido por populares, governos e empresas em pró da realização do evento megalomaníaco desimportante. Das empresas que apostaram pesado na realização da competição a Rede Globo era a grande interessada para que tudo corresse bem. Ela atingiria os objetivos que traçara com as transmissões, por isso ela ficou pianinho com a oposição ao PT. Só faltava beijar na boca do partido.

A audiência que ela esperava não saiu lá essas coisas. Nenhum órgão oficial de pesquisa ou veículo de comunicação vai confirmar o fiasco de ibope que foi, mas é o que foi. Muita gente não quis saber mais do que acompanhar jogo do Brasil e olha lá. Aquelas chatices de programas que duram o dia inteiro falando sobre Copa do Mundo que a TV e o rádio precisam que as pessoas preguem a bunda no sofá para vê-los ou ouvi-los tiveram que se contentar com as meia dúzias de atenções que conseguiam. Os patrocinadores devem ter ficado uma fera com o negócio mal feito. Os jogos das outras seleções: se eles não inventam esquetes como jogador comer orelha do outro e otras cositas mas não ia-se saber a respeito nem no Facebook, que foi o grande campeão de audiência durante a Copa 2014.

Para a Globo a seleção dela chegar à última fase da competição já salvava o investimento, pois, faria cumprir os objetivos midiáticos pelos quais a contrataram para cobrir o ensejo. Chegar à última fase de uma copa do mundo de futebol significa, na pior das hipóteses, disputar o terceiro lugar. Se fosse esse o destino a ser dado para os canarinhos, os álibis estavam sendo plantados com a fraca atuação na primeira fase e a passagem apertada pelo Chile nas oitavas de final.

Menciono destino a ser dado porque não é segredo nenhum que existe a acusação de que o futebol é controlado por uma certa fraternidade que controla tudo que chama atenção e que exige muito dinheiro para ser realizado e que em se injetando dinheiro o lucro é muito grande. Falam que essa fraternidade é a maçonaria – ou uma ordem maçônica que paga o pato em seu nome, mas que não passa de bode expiatório ou simples menção no que realmente tange os afazeres conspiratórios. Mas, o que a maçonaria não controla, não é mesmo? A fórmula é simples de entender: Ela opera onde as sociedades são governadas por empresas e os membros dessa organização é que são os donos dessas empresas. Logo, em tudo que eles põem o dinheiro deles eles exigem que seja feito de acordo com os seus interesses. Estes são prioritariamente políticos.

E voltar, efetivamente, ao controle político da nação é para essa organização algo urgente. Avermelhando o país como estava o governo do PT, o poder desse grupo despencaria. Estatização de empresas aconteceriam e aí: “xô, propriedade privada e fonte de lucro”. E com Dilma Rousseff mantendo sua popularidade durante a copa naquele ano de eleição presidencial, mesmo com o favoritismo verde e amarelo indo para o ralo e este infortúnio sendo associado à presidente via marketing político de guerrilha espalhado em redes sociais na internet, a expectativa da entidade de chegar ao alto comando do país já em 2014 minaria, mesmo tendo ela um representante infiltrado na vice-presidência para manobrar nos bastidores do território inimigo. O plano B, então, teria entrado em ação.

As copas do mundo, bem como os principais campeonatos de futebol do planeta, incluindo o Brasileirão, são arranjados, de maneira muito bem feita, teoricamente livre de suspeitas. Quem suspeita de manobragem o faz por intuição antes de investigar a fundo. O motivo disso é ganância, lucram com a articulação popular pelos assuntos do mundo do futebol. Discussão contundente sobre isso há aos montes pela internet a fora, em literatura impressa e em vídeos de documentários.

Aquela seria uma copa para a Holanda ganhar. Enfrentaria o Brasil na Final. O Brasil receberia a compensação na Copa seguinte, a da Rússia, ficando com o título e elevando o preço do passe de seus heróis astronomicamente. Nota: Aqueles que zombaram do Kajuru quando ele se fazia a prever o resultado da Copa 2014, dando o título para o Brasil, não entendem nada nada da cabeça dos cartolas do futebol, por isso não entenderam o que intencionava fazer o polêmico apresentador de televisão e também o que ele conseguiu. Quem saca esse esquema o usa e se beneficia dele, nem que seja com projeção. Projeção no capitalismo é dinheiro à vista até quando vem em forma de calaboca.

A Colômbia enfrentou o Brasil nas quartas de final. Ela tinha tudo para experimentar sua primeira estada na semi. Mas, a ordem foi dada pela “ordem” – que não é a illuminatti, pois o nome desta é usado apenas para desviar os olhos da correta -, para que o jogo fosse difícil e terminasse com um parco 1×0 para os tupiniquins.

Como é mencionado no livro “Os meninos da Rua Albatroz“, que todo ser humano deve ler, no futebol de hoje em dia, uma jogada extraordinária em que um jogador muito bem agenciado e bombando na mídia dá um chapéu sobre um adversário, pega do outro lado, passa a bola entre as pernas do outro marcador e toca ligeirinho no cantinho do goleiro que aparece pode ser arquitetada e desempenhada com tamanha perfeição pelos atores… perdão: atletas, que parecerá aos olhos de quem a acompanha ao vivo, das arquibancadas do palco… digo: estádio, ter sido natural. Indubitável. Sem qualquer chance de ter sido fruto de armação. Cheio de cooperadores para que tudo desse certo em nome de Deus (no caso, o chefão do futebol). Vários dirigentes do esporte, patrocinadores, veículos de comunicação, locutores esportivos, árbitros, técnicos, atletas vão ficar furiosos se lerem isso, portanto, não creia em nada. Ok? E assim como as jogadas de mestre, os gols fabulosos, os “erros” de arbitragens e de mexidas de técnicos são muitas vezes farsas, os momentos nefastos de contusão, com ou sem consequente expulsão ou outra advertência ao infrator, fazem parte do show.

O esquete que me faz pensar ter sido a Copa do Mundo 2014 utilizada para conduzir a opinião pública a ceifar a popularidade da Dilma vem disso. Poucos minutos para acabar o jogo em que o Brasil vencia a Colômbia por 1 x 0, o zagueiro colombiano Zuñiga entrou duro no Neymar. E sem pensar duas vezes (cena preparada que até os locutores já sabiam ela) disseram no rádio e na televisão que o atacante brasileiro ficaria de fora dos dois últimos jogos do Brasil. A mídia trabalhava a aceitação popular de que com Neymar fora a seleção canarinho não tinha lá grandes chances de prosseguir. Criara-se ali o àlibi para uma vindoura desclassificação projetada. E não era porque quem viria era a poderosíssima Alemanha. Não era já amarelagem. A massa compreenderia a partida inesperada diante ao infortúnio da famigerada contusão do ex-jogador do Santos. Não compreendeu a suposta convulsão do Ronaldo Fenômeno em 1998 nos vestiários da Final perdida para a França? É o único epilético que se conhece ter sofrido epilepsia uma única vez (só chacota)!

O curioso foi ninguém comentar que a gravíssima contusão que tirou o Neymar da Copa ter durado menos de trinta dias para ele superar e estar novamente disponível para jogar bola. No dia 18 de agosto de 2014, 45 dias depois, Neymar voltou a jogar pelo Barcelona e ainda fez dois gols. O colombiano que teria o agredido também colheu bons frutos depois da tarefa feita. Só no Brasil é que ele foi marginalizado, é óbvio: massa alienada. Ficou mais conhecido até do que o comedor de orelhas, Soares do Uruguai. Pelo menos naqueles primeiros momentos pós copa, que é quando tudo que os marqueteiros preparam para por em campo frutifica. Fazer o número do algoz do Neymar fez muito bem ao Zuñiga. Até eu sei o nome dele! Minto: foi o Google que me contou.

E o estouro de atenção que foi quando o mártir reencontrou seu carrasco em campo em junho de 2015? Ainda estava fresco o assunto, por isso arrumaram logo o confronto.A chamada da TV Globo para buscar audiência para o jogo foi algo bem piegas como “veja o reencontro de Neymar com o seu carrasco da Copa”. Essa Rede Globo é muito brega!

Mas, voltemos para a Copa. A tarefa de fazer o Brasil chegar até a última fase fora cumprida. Se caso a seleção perdesse para a Alemanha ela disputaria o Terceiro Lugar. Surgiu, então, um encalço: Se para cumprir um propósito tivessem que tirar os canarinhos da Final, a audiência espetacular que daria essa transmissão fadaria ao fracasso. Os números até então já não eram os melhores.

A luz do fim do túnel vinha da outra semifinal. A Argentina estava no páreo. Iria repetir contra a Holanda a Final de 1978. Na fase, a laranja mecânica já tinha presença garantida desde a copa anterior.

Veja se você concorda comigo: Se o Brasil tivesse fora da Final e em seu lugar tivesse a Argentina, com o trabalho feito na psique do brasileiro desde 1978 para ele odiar os hermanos quando o assunto é futebol, você deixaria de ver o jogo da Final – até o fim da prorrogação que fatalmente iriam inventar de acontecer – e de torcer fervorosamente para a Alemanha? Não ia, não é mesmo? Você iria se juntar àqueles que não se deixam levar pela mídia e torcem para a Argentina assim mesmo, os que são fãs do Messi e mais o público orgânico da competição, pregaria a bunda no sofá e caçaria ver o maldito jogo. Uns secariam e outros pululariam para ver o argentino bola de ouro Leonel Messi aguardar uma única bola para salvar a pátria da Argentina. Essa bola até aconteceu. Claro que ela não ia faltar. Lembra daquela falta, último minuto da prorrogação, da entrada da área e do tipo que ele não costuma errar pelo menos a área do goleiro? E não é que ele chutou por cima do travessão? Cara, confesso que o segundo tempo da prorrogação até eu assisti. Se ele resolve não cumprir o trato com os donos do mundo (não só do futebol) e mete fora do alcance do goleiro como ele até então sempre fazia, hein? Os alemães ficaram preocupados: “lá vai esse cara fazer besteira”. Mas ele não fez, foi obediente. Rs! E assim aquela audiência foi salva. A Argentina também deve ter lá sua compensação num futuro próximo. Se bem que eles têm exportado a altos preços em euro (que parece com ouro) seus jogadores para a Europa ultimamente, né? Nem precisam de ganhar Copa do Mundo na base da maracutaia.

Bem, avancei na informação, então, a solução dada para o faturamento com a audiência do último jogo da copa já conhecemos. Aproveitaram o potencial que daria a possibilidade dos rivais de laboratório argentinos ganharem uma copa sediada pelo Brasil. Porém, outras soluções teriam que ser dadas. Só o Brasil sofrer uma derrota para a Alemanha não efetivaria como queriam os conspiradores. Àquela altura isso era perfeitamente compreensível. Além do álibi de ficar de fora do jogo o suposto craque Neymar, que sem ele, supostamente a equipe não jogava, havia o de terem tirado outros jogadores importantes pelos mais variados motivos inexplicáveis ou torpes. Foi pra campo praticamente um time B do Brasil. Tinha o fato de jogar em casa, né? Mineirão, Belo Horizonte. E aqui é o país do futebol, porra, somos os melhores do mundo, o único hexacampeão! Ou é penta? Eu nem sei mais.

Naquele dia, algo mais desastroso do que a queda do viaduto Guararapes, que ficava nas mediações do Mineirão e que havia acontecido poucos dias antes do jogo, poderia acontecer e se fosse associado à imagem do governo, colocando nele a culpa, daria bons frutos em termos de destruir o adversário político. Seria fatal. A queda do viaduto já estava ajudando.

Com toda fragilidade do time do Brasil levado a campo, somada aos outros fatores, a torcida aceitaria sem reclamar da equipe até o placar de uns três a zero. Mas, desde que visse jogadores aguerridos defendendo a camisa. Pois o público ficou foi na saudade. O que viu foi jogadores apáticos, descompromissados, provavelmente cumprindo ordens, pois devem eles obediência a seus agentes e ao lobby internacional do futebol. Rolou uma entrega lamentável de resultado. Nem o Peru conseguiu fazer pior diante a Argentina em 1978. Basta ver os gols da Alemanha contra o Brasil daquele dia, de xícara vazia e sem a alienação de torcedor que não aceita essa explicação para não perder a ternura pelo futebol brasileiro e pelas organizações que o prende a isso para faturar em cima dele, que se percebe o quanto foi estranho aquelas atuações. No gramado do Mineirão, pelo lado brasileiro não pisavam representantes da legítima e honrosa história do futebol do nosso país, que agora se encontra manchada por um inusitado 7 x 1 para os alemães.

Depois disso, um monte de comídia que aparece na televisão, que sabe muito bem o que aconteceu naquele dia, apareceram na mídia com horário marcado para manifestar sua profunda decepção com o fato e explicar que com o Brasil na situação que estava com relação a governo não se poderia esperar outra coisa. Pegou o uso da tática granciana de se jogar a opinião pública contra um adversário utilizando a responsabilidade deste para com a satisfação da sociedade?

Neste país, onde a maioria gosta de se submeter à mídia, de achar que ela expressa a verdade e representa – em vez de formar – a opinião dessa maioria, essa massa que acha que não pode ficar sem saber e sem proferir o que circula no meio midiático, o quarto poder deita e rola com atividades ilegais que são legalizadas por conveniências por um corpo político corrupto, que junto com os veículos de comunicação fatura nas costas dessa gente sem dar nada de tangível ou de importante pra ela. E o produto final que geram esses conspiradores é usado contra o próprio sujeito que lhes dão atenção.

Fechando, então, minha leitura individual desse episódio, se você pensa que não podia ficar pior, enganou-se! Entraria em cena a disputa do Terceiro Lugar da copa. O Brasil não poderia ficar com ele, pois, se o Primeiro antes da copa começar seria da Holanda, ela não poderia voltar para casa com as mãos abanando. Mesmo tendo havido a promessa, feita pelos majors do certame, de ser ela a próxima campeã do mundo para compensar a mudança de última hora. Vai que de novo não dá?

Quando tudo rende resultado, o Brasil ficar em quarto lugar na competição que sediou e  que era o franco favorito, combinado com as outras mazelas fabricadas, tudo isso associado ao governo o denegriria. A volta da Direita ao comando máximo e legítimo da nação poderia ser certeira. Pode ser que àquela altura o Brasil perder naturalmente por 3 tentos a 0 para a Holanda, que era até melhor time do que a Alemanha, não inspiraria se tratar de conspiração. Mas, jamais vamos saber se os pseudo jogadores canarinhos não entregaram essa também.

“Às vezes, de tão inacreditável a verdade deixa de ser conhecida”
(Heráclito)

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