Para elegerem Aécio Neves, Marina Silva suicidou-se eleitoralmente?

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No capítulo anterior, o veneno AAV carregando a suspeita de autoria da morte de Eduardo Campos foi injetado na veia de seus adversários políticos, que poderia ser a de um tucano, tal qual o veneno PIG, carregando já a indelével acusação de assassinato do Celso Daniel, fora outrora injetado na veia de um petista. Mas não se preocupe quem foi picado, pois, não se trata do Soro da Verdade. Tucano sabe bem o que faz esse soro, pois, suspeita-se, estavam alguns deles lá com os militares nos calabouços da Oban, ajudando a aplicá-lo naqueles que lutavam pela liberdade deste país naqueles anos de chumbo. Eis, então, a conclusão da postagem “Teriam os tucanos assassinado Eduardo Campos?”.

A questão toda é que Marina subiu rapidamente nas pesquisas para trabalhar de flanelinha. Aécio ficou só comendo pelas beiradas, como bom mineiro que é (esse “bom mineiro” é só pra completar a expressão, pois, o cara só fica no Rio). E aos poucos ela ia sugando voto de Dilma e pisando na cabeça da Luciana Genro para ela não aproveitar a onda. Que Marina bem gostaria que fosse aos moldes da Terceira Onda. E, com isso, confundiu-se o público, não se podia cogitar o resultado daquela eleição sem segundo turno. Os votos dos decididos se dispersaram e os indecisos foram forçados a decidir. Mantiveram, sim, existindo com boa pesagem, os nulos e brancos. Porém, parte destes foram recrutados pelo marketing político que amedrontava a população quanto ao risco de um envermelhamento incondicional do país, uma vez que ambas legendas em disputa privilegiada eram da cor vermelha. Foi aí que Aécio Neves saiu da toca para acalmar os amedrontados, colocando a esperança azul no páreo.

O Governo Dilma estava sofrendo desgaste por causa dos ataques ao Pré-Sal, que colocaram Eike Batista, o principal acionista do programa do PT, em situação ruim na mídia nacional e internacional, e  por causa de outros esquetes políticos, entre eles o showzinho da preocupação da mídia com a corrupção no governo. Mas, como escrevi na outra postagem: Quem elege a esquerda, elege por ideologia e não é nenhum bobo, jogos midiáticos não o engana. Por isso, Dilma mantinha-se na frente. Mas, não podia cochilar senão o cachimbo caía. Macular um pouco a imagem de Marina Silva era preciso.

Eu não sei se você percebeu, mas no outro post eu fiz uma alusão ao PV, partido que a acriana Marina Silva já fez parte. E o PV é o Partido Verde. Bandeira da ecologia na cabeça. Liberação da maconha também. Ou não, Gabeira? E quando a gente lembra de ecologia no Brasil, lembra da Amazônia. E as causas da Amazônia, na eleição em questão, eram causas da Marina Silva. E se tem algo que gringo quer por a mão é na Amazônia. Não só na brasileira. Logo, nesse mundo canibal da política, a luz do fim do túnel estava na selva: jogaram na mídia que Marina Silva tinha compromisso com um judeu (judeu autêntico): George Soros. A humilde mulher fazia uma política verde-protecionista de fachada e estaria a destinar a grande e rica selva brasileira para as mãos do banqueiro sarcástico. Provavelmente, este marketing de guerrilha saíra dos antros onde o PSDB confabula. Mas é óbvio que também beneficiava o PT.

O que ferra o Brasil é a mania de querer imitar tudo o que acontece nos Estados Unidos. E se lá tem entrevistas e debates entre presidenciáveis na televisão, aqui tem que ter também. Uma grande de uma bobagem que não ajuda ninguém a decidir votar em ninguém. A não ser pelos esquetes circenses: Que peidorreiro que não decidiu votar no pastor Everaldo por causa daquele peidão ao lado do William Bonner e da Patrícia Poeta? O cara pensa: “Poxa, gente igual eu candidato a presidente, ué”. Se em vez disso ele tivesse cagado na cara do apresentador levava meu voto. Cá entre nós, o cara já tava numa rede de esgoto, né? Eu não faria outra coisa se me desse dor de barriga na hora!

Então, voltando ao assunto, os presidenciáveis vinham dando entrevistas em tudo quanto é canal de televisão e levando ao público suas propostas de governo (uns) e de ganhar a eleição (outros). Os que em vez de apontar soluções escolhem atacar o adversário para ver se ganha uns pontinhos a mais nas pesquisas apresentam proposta para ganhar eleição. O povo que se dane se ele ganhar (É por isso que o PT ganhou). Alguns vão bem em uma entrevista em um canal, outros vão melhor em outro canal. E o momento derradeiro é o debate entre os candidatos à presidência da república com melhor pontuação nas pesquisas, independente de elas serem partidárias ou não e de o resultado exibido para o público ser sincero ou não. E, sobrepondo a todos esses momentos de aparição para expor ideias para o público, Marina Silva saiu triunfante do debate da Rede Record, o penúltimo deles. Ela foi quem o espectador melhor fez repercutir a aparição. Ganhara ela mais alguns pontinhos para apertar a diferença para Dilma Rousseff na ocasião.

Faltava o maldito debate da Globo. Sempre a uma semana da eleição. Depois deste, nenhum candidato a cargo político numa eleição pode aparecer em canais de mídia em tom de campanha. Nem no santinho. E é histórica a fama de condução manipuladora por parte do mediador que este debate tem. Dele sai finalista quem melhor se apresentou (ou foi melhor apresentado) para o telespectador. As gotas de suor na testa combinadas com a gravata torta, que Boni, chefe da Rede Globo na época, confessou ter colocado em Collor para que ele se comparasse ao Lula em termos de imagem junto aos populares no último debate entre os presidenciáveis transmitido pela Rede Globo em 1989, não foram parar em Aécio Neves — Aécio se Valeu de recursos parecidos em seus programas eleitorais para a TV e para o rádio, como, por exemplo, ganhar foco o seu rosto olhando e apontando para cima enquanto pronunciava a palavra “Deus”, coisa que mesmo que fosse um suposto judeu, amigo do Luciano Huck, provavelmente de irmandade étnica, a dizê-lo, o que soaria hipocrisia para os atentos, faria ganhar simpatizantes entre o público evangélico, que àquela altura formava um contingente numeroso de votos —, mas, foram parar em Marina Silva artifícios parecidos. Ela pareceu estar com dor de barriga (quem sabe o pastor Everaldo dera para ela essa dica) e só fez cagada que deixou a galera que ia votar nela aborrecida. Essa galera migrou para o PSDB na hora. Devia achar esses eleitores que não dava mais para voltar para o PT porque o partido recusaria. E àquela altura não se cogitava anular voto por causa do medo, incutido midiaticamente no eleitor, do outro ganhar. É desse jeito!

Marina suicidou-se eleitoralmente? Por quê? Teriam os tucanos assassinado mesmo o correligionário dela como zumbe certa teoria conspiratória surgida na época? Ela saberia do fato se isso é mesmo verdade? Teriam amedrontado ela com uma pequena ameaça? Ou não, o trato com George Soros, se existia realmente, obrigava ela a entregar os pontos em nome do Aécio? Os endinheirados tucanos teriam oferecido à pobre Marina uma gorda propina, além de um ministério  — talvez o do meio-ambiente novamente  — e algumas cadeiras para outros membros do PSB em troca da chance de ir para o Segundo Turno disputar com o PT o cedro da nação? Marina trepidara com a oferta imaginando que seu partido ou sua candidatura estaria indo longe demais e não saberia o que fazer na concorrência direta contra o PT e fatalmente perderia no Segundo Turno, deixando escapar a proposta tucana que poderia ser valiosa?

Deixe aí sua opinião. Esta é a minha.

Nao esqueça do meu livro, “Os meninos da Rua Albatroz“, vendê-lo é a forma de eu poder continuar a escrever, que é a coisa que eu mais gosto de fazer depois de votar (até parece).

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