Acredite no que você quer que aconteça

Crer é criar. A criança crê, por isso a criança cria.

Se você coloca uma criança para acreditar em algo que você disse para ela, você dispara o processo criativo dela, o qual todos nós portamos e carregamos conosco para utilizarmos em nossa vida até o fim de nossos dias.

A ingenuidade, a inocência da criança e também a falta de experiência no mundo real faz com que ela se mantenha no estado ideal para promover em sua realidade tudo o que se passa em sua mente. Tudo o que vivemos ou o que temos hoje, em algum momento no passado, durante a infância ou não, nós sonhamos em ter ou viver e acreditamos que o faríamos em algum tempo no futuro.

Se você diz para uma criança que um cão pode voar, se você não a fizer descrer disso, ela vai ter isso em sua realidade própria em algum momento a partir de então. Ainda que não tenhamos conhecimento disso por não ter se manifestado coletivamente a materialização da crença da criança. Só porque aconteceu somente para ela não quer dizer que não aconteceu. Só podemos acusar de mentira quando temos certeza de o ser. Até que se prove o contrário, qualquer absurdo que alguém diga ter acontecido deve ser atribuído a uma experiência individual não comprovada para a fé coletiva.

E tem vez que por mais absurdo seja a crença ela se manifesta até mesmo no meio coletivo para que muitas pessoas entrem em contato e possam dar fé por meio de empirismo. Quantas coisas cabulosas vemos surgir no mundo? São sempre fruto da crença de alguém. O melhor exemplo são as invenções humanas. Até 1946, ninguém acreditava que se podia comunicar de um ponto com o mundo todo enviando uma mensagem com áudio e imagem móvel. Estou falando da televisão. E até bichos esquisitos tivemos que catalogar, pois, por mais que temos por convicção que eles não pudessem existir, eles existem. São aberrações, como tudo que apareceu com o rótulo de chupa-cabra – considerando até mesmo os fakes, pois, não deixam de ser criações imaginadas para se dar a luz. O propósito e a técnica para materializar a coisa crida não importam.

Portanto, ao engatilhar uma crença na imaginação de uma criança, tome cuidado. Se não queres que aquilo venha a ganhar forma material, tire depressa dela, faça-a descrer. Só que descrer é outro processo delicado. No exemplo dado, não é só dizer pra ela que cães não voam ou que não existem cães voadores, pois, uma vez a crença criada ela só pode ser combatida com uma crença substituta, já que nosso subconsciente não entende a negação, na imaginação tudo é possível, no mundo mental cães podem voar sim, é só se receber sugestão para imaginar isso. Ponha na sua mente aí agora um cão voando que você comprovará o que escrevo.

Crenças de combate a crenças são artifícios que utilizamos para modificar uma crença. Se quero que uma criança que crê que cães voam passe a crer o contrário, então, tenho que dizer para ela imaginar que cães somente andam pela terra. Tenho que produzir para ela uma afirmação. E repetindo isso para ela a afirmação acaba por ganhar sua aceitação. Esse é o processo que explica a razão de o Brasil viver a realidade que vive.

Sim, porque somos um povo que dá atenção para a mídia e tudo o que vemos acontecer na nossa realidade recebemos sugestão da mídia. A mídia nos informa com tamanha afirmação que jamais duvidamos. E como ela só tem o caos para nos sugerir, é o caos que temos para por na nossa realidade. A saída é criar forças e parar de dar atenção para a mídia porque se não o fizermos, aonde vamos parar?

Uma coisa perturba, se quando nos submetemos à mídia e recebemos dela sugestões para darmos fé e criar nossa realidade, então, não é só a criança que cria, os adultos também, pois, a maioria dos que se submetem aos telejornais ou aos jornais, por exemplos, que fazem parte da imprensa, que por sua vez faz parte da mídia, é de adultos.

Isso é verdade, esse poder criativo não nos abandona ao longo de nossa existência. Porém, o estado-criança: inocente, ingênuo, esperançoso, aprendiz e imaginativo, oferece a melhor condição para se desencadear o fenômeno da criação. Nós adultos com o tempo aprendemos a duvidar mais, a classificar o possível e a esperar que aquilo que for nos dito seja razoável de acordo com nossa experiência, então, deixamos de criar por nós mesmos simplesmente (com a nossa pura intenção de criar), pois, temos dificuldade para acreditar. E acreditar é a essência da fórmula do processo de criar. Uma única pessoa nos fazer acreditar em algo surpreendente passa a não ser suficiente para nos programar.

Mas, quando se trata de uma coletividade, de várias pessoas dizendo ou querendo o mesmo, se reunindo em algum lugar – que pode ser em frente a TV ligada em determinado canal em determinado horário ou em uma página de encontros na internet – para receber os comandos ou as ideias para que as imaginemos ou reforçamos a imaginação a cerca delas, vivenciando tudo mentalmente e desejando estar a vivê-las na realidade, aí nos colocamos no estado-criança e nele perfazemos a vida que levamos.

Todos os adultos que trouxeram para o mundo invenções ou descobertas que foram agradáveis ao coletivo e por isso contemplado, precisaram se colocar, naturalmente ou com uso de alguma técnica, no estado-criança antes de o fazer. Criança, para sempre somos e seremos. Criativos e criadores idem. Acostumamos a pensar que criança é um período ou uma faixa etária, mas, em verdade é um estado de espírito, o estado criativo.

A misteriosa Bíblia menciona que temos em nós o poder criativo tal qual o Criador tem e que precisamos estar com o espírito de uma criança para que façamos vir até o plano material o que só existe no “Reino dos céus”, que pode ser a imaginação.

“Então Deus disse: façamos o homem á nossa imagem e semelhança”
(Gênesis 1,26)

“Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”
(Lucas 18:16-17)

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