Quando a aplicação da Lei das Palmadas é devida

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” faz crítica ou apologia a alguns instrumentos de repressão ou a métodos disciplinares do tempo da Ditadura Militar no Brasil e da Atualidade. Portanto, cabe aqui, no tópico “Registros do Livro”, o conto que segue.

Estavam mãe e filho numa estação de ônibus. O menino era daqueles levados e elétricos. Ia e voltava de um ponto ao outro da estação num pique só. Não aguentando mais ter que vigiar seu rebento, a mãe parou o próprio e disse pra ele: “Se você cair e machucar você vai apanhar”.

Aí, sabe como é nosso subconsciente, né? Recebeu sugestão, se programou. Depois que a programação é feita vem a execução. Duas ou três voltas a mais e o garoto se arrebentou no chão.

A mãe, então, tirou o filho do local e desceu-lhe uma surra. Ali mesmo, em frente a testemunhas. Ela nem teve a preocupação de verificar se o garoto machucou-se. Foi logo tirando o tamanco, subindo-o e descendo-o na bunda do pirralho.

Estaria eu preocupado com a Lei das Palmadas? Tô nada! É que a mulher não cumpriu com o que prometera. O menino só deveria apanhar se ele caísse e se machucasse. Até então ela só verificara a primeira condição. A segunda ficou por conta das tamancadas.

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