A opressão por trás das olimpíadas do Rio narrada há decadas

Aqui está uma interpretação parodiada da música “Virgem”, lançada em 1987 pela cantora Marina Lima. Parodio, no caso, o evento das olimpíadas em curso, sediada pelo Brasil a duras penas em favor de instituições lucrativas do esporte mundial e de certa elite brasileira, sob a alegação de que o evento beneficia o país e engrandece a população, cuja maioria se vê excluída do próprio.

Os astros milionários do esporte mundial não precisam de você, pobre brasileiro. Precisam só de um palco para eles exibirem seus dotes muitas vezes fabricados e suas manias de superastro para você comentar a respeito. E quem disse que seus patrocinadores ou os do evento tinham que precisar? Estes só precisam que você compre seus produtos e que você doe sua atenção.

O hotel Marina quando acende, assim como a Tocha Olímpica, não é por nós dois e sequer lembram o nosso amor por esta pátria. Por trás dos Dois Irmãos o Farol da Ilha gira é para as embarcações trazendo os turistas que vão gastar na cidade e repousar no hotel após explorarem bastante as filhas virgens de nosso solo ou a gente inocente do Leblon.

Talvez as luzes que brilham no Vidigal brilhem por você. É para iluminar seu caminho de volta da batalha para casa. É pra te ajudar a caçar seu cantinho. Esperam que você tome um banho, tcheco que seja, e vá para frente da TV prestigiar os jogos. Saber sobre coisas importantíssimas para sua vida como a configuração do Quadro de Medalhas ou a existência de recordes mundiais quebrados. Quem sabe a fofoca que ronda essa gente desimportante que a mídia transforma em essencial para você. Permaneça em frente à TV até que a ordem para você sair seja dada pelos cartolas do entretenimento hiper lucrativo mundial.

Na hora que você for descer o morro, drible os tapumes que colocaram para tapar sua miséria. Tome o ônibus lotado e vá trabalhar para os gringos, patrão ou clientes, pelo seu salário de fome. Os holofotes da Globo se acendem para você somente quando lhe é conveniente acender. Quando é para atacar o governo que lhe tenta diminuir a angústia de morar em um país que sedia uma olimpíada sem primeiro dar dignidade para a maioria da sua população. Somente quando a aparição da sua pobreza e da injustiça que você sofre significa botar fora um governo é que te jogam luz. Ou então quando querem que você consuma algo que no fundo só serve para levantar dinheiro para a gente que o oprime.

Não esqueça: boicote seu consumo e sua audiência e você verá outra realidade surgir para você! E leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz” para você saber como fazer.

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