Estariam os tucanos por trás do Uber?

Tá dando problema? Então deve ter tucano por trás da cortina!

Naoaouber

Essa é boa, o cara é filho de ex-taxista, o pai dele o criou atrás do volante de um táxi, e se revoltou comigo porque respondi pra ele, ao me perguntar, que sou contra o Uber. E eu havia reforçado ainda mais minha rejeição quando li uma postagem de um taxista conhecido meu que dizia que um prestador do serviço de transporte particular gerenciado por aplicativo de celular, havia batido em seu táxi, que se encontrava parado, aguardando passageiro, em frente à boate de onde saíra bêbado o condutor servidor do sistema Uber de transporte alternativo (perueiro cibernético). Ficou para o taxista treinado e devidamente legalizado, pai de família, ausentar-se do trabalho por conta de dias com o carro no conserto, essa conta herdada, pelo menos até que a perícia o reembolse, caso o irresponsável não tenha as costas quentes junto ao departamento estadual que legisla o trânsito, e mais o aluguel do  carro, que o proprietário não vai querer saber de perdoar os dias sem rodar. Locatário e motorista dependem do táxi rodando para o seu sustento.

Aos usuários desse tipo de transporte alternativo, que só não é clandestino por falta de vontade política, costumo dizer o seguinte: Não pode pagar táxi, vá de ônibus. Se for pra economizar, economize pagando pela sua segurança. Não incentive a criminalização e nem a politicagem que está por trás disso.

Político no Brasil tem que ser ardiloso. Tem que ter lido o livro “A arte de ter razão”, do Arthur Schopenhauer, e muito sobre Antonio Gramsci e suas táticas para confundir a população e fazê-la tomar uma atitude como correta para enfraquecer a oposição a ele, esta seria acusada de dificultar o caboclo de ter seus procedimentos tidos como politicamente corretos. Tudo que é politicamente correto não passa disto: um esforço para tornar popular um comportamento, cujo comportamento contrário é defendido pelos adversários políticos.

Não pense que grupos de políticos brancos estão muito preocupados com a situação dos negros em uma sociedade porque não estão. É só um filão que eles veem para atacar seus concorrentes na política, para se tornarem populares na mídia ou para explorar o consumo e ou o voto dos negros. Gramsci ensinou isso. Para gerar assunto que tapa a visão do povo, que o fica discutindo por um bom tempo e permitindo que manobras sejam feitas por políticos enquanto a cegueira popular acontece, também é bastante útil esquetes que aparecem na mídia sob a alcunha de caso de ofensa racial. Quem não passou dias indignado ou ocupando seu tempo contando o caso do jogador negro de futebol comendo uma banana que foi lhe atirada enquanto ele se preparava para cobrar um escanteio? Enquanto isso, na sala de justiça… seu bolso encolheu! E pode ter certeza que o do jogador protagonista da cena encheu!

E a questão do Uber, pelo menos em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, passa por isso. O governo municipal é do PSB e o estadual é petista. Seus adversários políticos majoritários, que têm influência na mídia e nos órgãos regulamentadores de serviços, incentivam, na surdina, é claro, o uso do Uber como gerenciador de serviços de transportes particulares e incentivam os passageiros a aderir a fretagem. E saem atrás dos problemas que certamente essa utilização irresponsável vai dar. De porte deles, na surdina também, eles buscam a parceira, a grande mídia, para dar visibilidade à questão e acusar de negligência as administrações pública em situação por não resolvê-la. E estes não resolvem porque encontram obstáculos nos imbróglios políticos, causados por seus próprios acusadores, que se virem a questão resolvida perdem ponto junto ao eleitor. Afinal, eles se colocam como alternativa impecável de administração pública. Bem sabe eles que como oposição a esquerda brasileira é muito melhor do que como situação e que as táticas de Gramsci ou os estratagemas de Schopenhauer seus políticos e intelectuais também conhecem bem.

É possível ao eleitor brasileiro utilizar essas táticas em benefício de seu voto. Só é preciso se informar quanto a elas. Indico, a quem pretende se defender do sistema, para saber sobre as quais, o livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

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