Você pode entender os ensinamentos de Jesus abrindo uma garrafa de cerveja

Calma! Leia primeiro e depois você crítica ou esbraveja-se!

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A porcaria da mini-Brahma agora não dá mais para tirar a tampinha só com a mão. Sei lá o que deu na Ambeve para ela tirar essa praticidade da garrafinha de 300 ml do líquido precioso que nasceu lá na Mesopotâmia e que era oferecido aos deuses em tempos de celebrações.

Aí, né, bebum como eu sou e seco para tomar uma cerveja, ao constatar essa dificuldade tive que correr atrás de abridor de lata. E numa festa, por mais que você conheça a casa dos seus pais e sabe onde fica qualquer coisa, o abridor de lata – ainda mais em uma situação dessas – é que não vai ficar no lugar mesmo.

Estando na cozinha silenciosa e incapacitado de utilizar o utensílio apropriado para abrir garrafas, entrei em desespero. Desespero porque eu não sou o Magyver para arrancar tampinha de garrafa com um isqueiro e já não sou tão jovem e com a dentição tão boa para utilizar os dentes. O jeito era ir até onde estava a bagunça na casa, onde tinha gente escutando funk na maior altura, para ver se alguém sabia onde estava o abridor ou se alguém poderia me dar uma forcinha e liberar pra mim o líquido da garrafa.

Me lembrei que da outra vez que isso aconteceu – na casa da minha mãe sempre tem festa -, o namorado da minha sobrinha tirou pra mim a tampinha de um mesmo vasilhame. Bastou um garfo, um movimento distinto e alguns segundos para ele me livrar do sofrimento. Pensei em procurá-lo para repetir-me o número.

Só que bateu-me um sentimento de impotência. Poxa, se ele consegue, eu também consigo! Jesus, conforme a Bíblia, ensinou isso pra gente quando tentou ensinar Pedro a andar sobre as águas. É uma questão de confiança, que na Bíblia traduz-se por fé.

A gente acostuma com a anatomia das coisas e é por isso que a gente não consegue resolver as situações imprevisíveis de uma forma que não a que consideramos natural. Tem hora que essa forma natural não é viável, então, temos que recriar. Utilizar o princípio usado no modo original de se fazer uma coisa e adaptá-lo em outro objeto. Você não atinge resultados diferentes fazendo a mesma coisa. Dizia Einstein. E nem o mesmo resultado se atinge de uma única maneira. Isso sou eu que estou dizendo!

O princípio utilizado pelo abridor de latas é o da alavanca. Você firma a garrafa para um lado e o impulso dado pelo abridor ou pelo garfo ou pelo isqueiro do McGyver para o lado contrário é que vai fazer com que a tampinha se solte, desde que haja uma força maior que a da resistência da tampa no gargalo da garrafa.

De repente, comecei a achar que se eu conseguir abrir uma tampinha resistente de uma garrafa sem uso de um abridor eu também conseguirei andar sobre as águas. Por que o princípio de andar é o mesmo tanto para a terra quanto para a água ou para o ar. A diferença está no apoio para os passos. O ar ou a água não oferecem uma resistência para sustentar nossos passos como a tampinha oferece à alavanca para proteger o gargalo da garrafa. No entanto, uma condição distinta exercida pela alavanca consegue romper com isso. E a força a mais exercida por ela é que determina tudo.

Quem sabe é assim que se caminha sobre as águas: Um movimento distinto no andar e uma força maior que faz anular a da gravidade, transformando a água em uma esteira que é só passar por cima. Desconfio que essa força, no caso, é a da vontade. Que foi a que faltou para mim e eu acabei indo mesmo procurar o namorado da minha sobrinha para me quebrar novamente o galho. PS: Ele acabou foi por quebrar o casco. Força demais, Mônica!

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