Fora, Trabalho Escravo

Este é um post de combate ao trabalho escravo e esperamos que as pessoas que se indignam com isso nos ajude a divulgar as informações.

trabalhoescravo

Você se lembra, falácia ou não, de quando a Nike foi acusada de empregar na China o Trabalho Escravo? Pois é, isso pegou mal para ela e a marca teve que se virar com a ruína gerada pela má fama propagada por ativistas do mundo todo que denunciavam o abuso. A empresa não estava envolvida diretamente com o evento mal afamado de exploração do trabalhador, ela era só a tomadora dos serviços de um terceiro, que fabricava na China para ela seus tênis e outros produtos, mas teria sido responsabilizada por um tribunal de justiçamento feito por pessoas sem vínculo com a formalidade capitalista, que tudo deixa passar para não arranhar a credibilidade de irmãos de fraternidades ou de clientes.

Isso é só um exemplo do modelo de terceirização amistosa que o Eduardo Cunha queria implantar no Brasil quando mandava e desmandava no parlamento brasileiro. Para não se sentir financiando a escravidão de homens, mulheres e crianças – segundo a organização Slavery Footprint: 27 milhões de pessoas ao todo atualmente – muita gente se viu a repudiar a marca e forçou, com seu boicote de consumo, a moralização da produção do tênis. Na lista de cinco pesos pesados do meio empresarial que receberam acusação de envolvimento com trabalho escravo estão a Apple, a Coca-Cola, a Hershey’s, Victorias Secret, além da Nike. Leia: clique!

O artigo 149 do Código Penal especifica que o trabalho escravo trata-se do crime de submeter alguém as condições análogas a de escravo e existe desde o início do século passado. Mas, quando uma empresa tenta forçar seu funcionário a dar a produção que ela quer, sem respeitar suas condições físicas e emocionais para isso, sua qualificação técnica, sua vida extraprofissional ou seus horários e se a operação que ela quer vê-lo realizar para cumprir meta é lícita ou não, negando a ele o direito de recusar a mutilar seu caráter ou a cometer crimes em nome da empresa sem que ele ganhe qualquer valor que vá compensar todos os problemas que incorrem os atos, ou quando ela, ao ver que o operador não consegue atingir o perfil técnico para prestar o serviço como ela deseja ou que ele não aceita defasar sua moral, o golpeia, planta provas mentirosas para o tornar refém da gestão e com isso lhe fazer agir como ela quer, ou quando ela o exige cumprimento de horas-extras, trabalhos em feriados, mesmo sem sua vontade, aproveitando-se a empresa da necessidade que tem o operador de se manter empregado, isso também é trabalho escravo.

E baseando nisso, e com conhecimento de causa, falando como cliente da operadora, prestes a fugir obviamente, eu colocaria a TIM Brasil Celular na lista da Slavery Footprint. Há call centers que atendem a esta operadora de telefonia móvel que são verdadeiros cativeiros de trabalho escravo. E a empresa não faz por onde interceder pelo operador, que só quer prestar seu trabalho em paz e de maneira a um dia poder trabalhar direto para a operadora de telefonia, sem ter que passar pelas sarcásticas e famigeradas centrais de atendimento, as que além de explorarem o trabalhador, não cumprem a missão social da empresa, que é prover atendimento. Certas centrais vivem enganando o consumidor com mentiras como sistemas fora de operação, ao obrigar o operador a não cancelar um plano e dizer para o cliente dele que o mesmo foi cancelado. E uma série de outros golpes que beiram o estelionato, a falsidade ideológica ou o crime de lesão moral ou de patrimônio ao colocar o consumidor endividado sem justa causa.

Já existe um movimento silencioso de ex-clientes da Tim, que deixaram de usar os produtos da operadora de tanto levar golpe de call center, reforçando o boicote ao tomar ciência da existência de abusos ao trabalhador patrocinado pela companhia ao não tomar providências (dizer que a operadora não sabe disso é forçar muito a amizade). Seja você mais um, caso essa situação te indigna e caso se depare com alguém que vive ou viveu essa realidade. Não é muito difícil de encontrar. E esse movimento cita a Anatel e o sindicato dos trabalhadores em telecomunicações como a fazer parte do bando de explorador de trabalhador e de consumidor de serviços de telefonia móvel. E a grande mídia, a PM e até a Justiça do Trabalho de dar cobertura ao, respectivamente, negar dar visibilidade ao fato, não ir até os locais de abuso para garantir a integridade moral e das informações prestadas pelo trabalhador quando este solicita a presença de um Agente da Lei, se por refém do sistema por depender da arrecadação gerada pelo Trabalho e estar sempre simulando greves ou alegando estouro de capacidade de atendimento para que os trabalhadores não tenham como solicitar intervenção do órgão.

Em tempos de eleições municipais, as causas trabalhistas não servem muito como bandeira política, por essa razão não há partidos políticos armados com megafones a bradar contra a exploração do trabalhador nas portas das fábricas ou dos call centers, entretanto, prefeitos deveriam ter essa preocupação, pois, é muito fácil para os ativistas por conta própria saírem de boca em boca espalhando que na gestão do prefeito Tal houve muito trabalho escravo e ele fez vistas grossas imaginando que a popularidade dele não cairia, pois não estaria havendo desemprego.

O sujeito suporta os abusos que sofre porque não há outra coisa para fazer durante a gestão do tal prefeito, ganha o salário mínimo decrescido do valor dos atestados médicos que ele tem que dar pra dar conta de aguentar o mês de trabalho, é tratado que nem um cachorro nessas empresas onde ele ganha um pirulito se cumprir meta. Isso é melhor do que estar desempregado? Todo mundo trabalha para enriquecer, não só para pagar contas. Se fosse, basta não contrair contas.

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. (Che Guevara)

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