Tirar História e Filosofia da grade escolar: o que está por trás disso?

madeinroma

Parece paranoia, mas, para mim, só pode ser coisa da bancada evangélica, que se sente toda toda no Congresso Nacional, tirar as disciplinas História e Filosofia da grade escolar. Disciplinas que libertam a mente das pessoas do pensamento religioso e que as faz questionar a cerca de tudo o que não encontra lógica, como por exemplo, dizer que Deus criou tudo o que há na face da Terra, portanto, é o legítimo dono de tudo, e pedir dinheiro em seu nome para implantar obras que ele gostaria de ver realizada. Como a querer dizer que o que não foi possível para Deus fazer, é para o homem. O grosso da massa pensando é uma situação muito perigosa para aqueles que exploram a fé e a ignorância popular quando o povo se encontra nela por falta de conhecimento ilustre.

Se visitarmos a história do Cristianismo e de seu ícone maior, o messias, que são os objetos de exploração da fé das pessoas pelos membros da tal bancada congressista, vamos nos deparar com uma série de mistérios e de verdades impostas que não se encaixam. Relatos que não encontram comprovação histórica ou arqueológica ou científica e por aí vai, de modo que os fiéis são postos na cegueira e creem em um monte de falácias sem fazer qualquer tipo de questionamento.

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” tem um capítulo inteiro e várias passagens que põem a fé cristã contra a parede. Vale muito a pena lê-los. A começar com a construção do cristianismo, que não passa de uma jogada política que Constantino Magno arquitetou, junto com alguns judeus para os quais ele ficou devendo favor, para vencer outro imperador, Magêncio, e constituir seu próprio império. O cristianismo ia na frente conquistando e fragilizando as pessoas com sentimentos de benevolência e de humildade, Constantino e aqueles judeus (que com certeza são ancestrais de todos estes que mandam no mundo atualmente) iam atrás, escravizando-as e se apoderando de seus pertences, terrenos e almas.

Passada essa informação, voltemo-nos para o messias cristão, que lá pelo ano de 1611 recebeu o nome de Jesus, o cristo. Antes tinha sido Esus, Iesus, nomes de deuses gregos. A Vulgata era grega lembra? Não há qualquer registro de sua existência e nem mesmo dos apóstolos que teriam escrito os livros proféticos da Vulgata, que deu origem ao canôn bíblico. Crucificação há historiadores que contestam veementemente que era prática dos romanos. Eles aceitam que eram, sim, dos palestinos. E ressurreição está completamente fora de questão para historiadores, cientistas, filósofos, palestinos, árabes e até para os próprios judeus. E a coisa fica até mais estranha quando se visita a tradição judia, que consta que o que seria o mashiach (messias), nem chegou ainda.

E não pára por aí: Se contesta a história do nascimento do menino Jesus, que seria uma adaptação de uma lenda persa, que percorre todo o oriente médio, a lenda de Mitra (mitraísmo), que, assim como a história da Arca de Noé, ganha versões de outros povos, inclusive os asiáticos. Tornando o cristianismo um quebra-cabeça que precisa ser devidamente montado para se saber o que é original cristão, o que vem da tradição judaica, o que é adaptação da cultura persa ou da hindu. E o que não é romano ou grego, né mesmo, Terta?

E quaisquer desses questionamentos só são levantados por quem entra em contato com a disciplina de História. Vista, é claro, sem parcialidade, por historiadores sérios e desvinculados de qualquer organização corruptora, como por exemplos os governos de qualquer época ou partido. E uma vez de posse de informações preciosas e restritas e em condições de fazer análises com liberdade, sem que ninguém dogmatize, quem dará trela para pastor ou outro tipo de pregador fanático religioso? Estes estarão a todo custo tentando, em nome de Deus, defender seu negócio, desviando a atenção do que puder salvar do rebanho com uso de políticas de combate do que revelarem ou questionarem seus opositores, usando até o medo do demônio para se sair bem na investida. Nessa hora até o diabo passa a ser colega.

É melhor atacar a educação infantil, tirando dela disciplinas que abrem a mente das crianças e as fazem despertar senso crítico e intelectualidade prodigiosa, que as tornam independentes até para ganhar o próprio dinheiro e espertas para não serem exploradas por oportunistas, porque senão a mamata de enriquecer em nome do divino acaba. E você sabe: não tem pobre na bancada evangélica no Congresso. Pobres são só os eleitores que os elegem.E assim permanecerão com eles no poder, por falta de projetos sociais progressistas que os abrangem. Tirar disciplina já consagrada de grade escolar é projeto social?

Eu acredito que a Bíblia é um grande livro de filosofia. É repleto de passagens metafóricas, parábolas, ensinamentos profundos. Se o leitor não tiver uma preparação filosófica antes de lê-la ele não entenderá nada. E é isto que pastores evangélicos, por exemplo, mais querem: que todo fiel das suas igrejas tenha a sua Bíblia, comprada na lojinha da própria, mas que ele não entenda nada se ler sozinho e busque com o pregador a interpretação. Aí fica fácil demais corrompê-lo, não é mesmo? Entende por que esses caras são votados?

Sem contar que a Bíblia também se passa por um livro de história. Pouca coisa sem comprovação, algumas coisas historiadores e cientistas se esforçam para comprovar, mas se trata de um livro de história sim. Caso meu levantamento de suspeitas quanto à motivação para se tirar as disciplinas citadas da grade curricular esteja certo, quanta incoerência há nessa marcação com elas, hein? Esta é a minha opinião.

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