Um candidato a prefeito teria dado o cano em um ex-funcionário, seu concorrente, usando isso resolve dar o cano no eleitorado

Olha que recurso imbecil para se ganhar voto: O candidato do PSDB à Prefeitura de Belo Horizonte mostrou o depoimento de um anônimo em seu programa político para tentar convencer o eleitor de que o seu oponente, Alexandre Kalil, não é um candidato íntegro, pois, conforme o depoimento do anônimo, Kalil, que teria sido patrão do anônimo, não acertou com este seus direitos trabalhistas após encerrada a relação profissional. O eleitor despreparado (o que sempre vota errado) se comoverá com o depoimento e indignado com uma situação que se for verdadeira será isolada, não compete ao coletivo para se decidir um voto, segue para a urna para se vingar do Kalil e fazer sua justiça pessoal (como se estivesse fazendo mesmo).
 
Quem garante que a história que o anônimo conta é verdadeira ou se ela está contada integramente? Que eleitor, que tem sua vida pessoal e outras coisas para fazer, vai se ocupar de tirar a limpo a história para então decidir se confia nela e vota no candidato do PSDB? E se alguém preferir gastar tempo, dinheiro, trabalho e faz isso, de maneira, é claro, a não ser ludibriado por apresentação de documentação falsa, como quando disponibilizam pro eleitor para consulta, em um site ou em um comitê eleitoral, certos materiais que seriam as provas de certa denúncia, estaria ele tomando a atitude certa levando para a comoção com um caso isolado sua decisão, que pode ajudar a colocar um candidato na prefeitura, o que incide sobre todos os moradores da cidade?
 
Pedir para os candidatos e para os partidos não utilizarem esse tipo de recurso é suplicar em vão. Eles sabem o que estão fazendo e que os eleitores espertos utilizam esse fato para os descartar do voto. Mas este é minoria e o candidato não preocupa em perdê-lo, ele sabe que o frágil eleitor que se rende a apelos emocionais (como carregar criança, subir no caminhão de lixo, tomar café num barraco de favela) é um contingente muito maior e que vê televisão de modo a pensar que o que passa nela não precisa ser confirmado. Eu não perderia meu tempo suplicando para políticos para serem mais objetivos com suas intenções para o cargo que disputam, mas, perco meu tempo, escrevendo o tanto que for, para desmantelar seus golpes. Aí está mais um desmantelamento.
Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz” e aprenda a se defender desse tipo de marketing político.

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