Sem medo de contestar: Ditadura do proletariado sim, por que não?

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Opressão existe em qualquer meio trabalhista. Mas, só acontece quando a parte subordinada da relação não procede de modo a dar o resultado que a comandante quer ou não aceita a forma de o subordinado atuar, mesmo dando resultados. Quer seja por ameaçar seu posto, quer seja pelo fato de o operador dar resultado sem sabotar nenhum critério lhe dar direito a uma remuneração variável e isso comprometer o orçamento com que as chefias desejam operar, o que lhes dão mais lucro pessoal. Ou seja, os gestores oprimem por que querem montar nas costas do operador.

Algumas empresas ou algumas gestões em particular, parecem oprimir o trabalhador por preferência. Não sabem gerir pessoas e não conhecem ou não são capazes de desenvolver métodos de operação capazes de fazer a empresa gerar o lucro que precisa para existir e ainda aumentar o ganho pessoal do gestor, sem oprimir o trabalhador e nem enganar o cliente. E, ainda, possibilitando que esses dois últimos também saiam ganhando nessa relação de trabalho e de consumo.

No caso do trabalhador, a opressão é premeditada: a empresa procura contratar quem ela pensa que vai se submeter a qualquer abuso por precisar muito do emprego ou por intimidar-se com as noticias que evidenciam que emprego está difícil ou que poucas empresas estão empregando. Motivos que, inclusive, essas empresas desonestas fazem de refém o resto do sistema, como o Ministério do Trabalho, que faz vistas grossas para os abusos dessas gestões, a fim de evitar o aumento do desemprego, que faz cair o consumo e a arrecadação de impostos.

Entretanto, mesmo diante dessa realidade, protestar e não aceitar essa condição de escravo é preciso. Quem dá as cartas é o trabalhador. Unidos: sim. Se o operador que realiza a atividade-fim e sofre maus tratos resolve cruzar os braços até ter sua vontade atendida, não há chefe e nem patrão que o faça circular. Terão que engolir a opressão que desejam lançar, terão que mudar os critérios para ganho de remuneração variável para índices honestos e suportáveis, se quiserem ver o operador trabalhar e salvar o faturamento da empresa, que é ele que faz.

Pense nisso, se você é importante para a empresa onde trabalha, é enganado para não ganhar comissão, é submetido a exercer práticas criminosas para dar o resultado que sua gestão deseja colher, sofre muita cobrança injusta de produção e muita ameaça de sanções cujo merecimento é tão abusivo quanto são os motivos alegados para aplicá-las. Não se curve ao seu chefe, pois ele também é empregado. Se você o afronta – dentro dos seus direitos – e o impede de obrigá-lo a fazer o que você não tem que fazer, quem vai ser intimidado é o chefe dele e quem sai ganhando é você e seu chefe. Ele vai é te agradecer por ter a consciência de luta que você tem.

Estamos caminhando para uma luta de classes e nisso a esquerda, que integro, tem know-how e é perita. Venham!

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