Esquerda, Direita, o que são isso?

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Apesar do sucesso da postagem no Twitter, sofri severas críticas no Facebook por ter apresentado em jpeg uma caraminhola que duvida da integridade da ida do Internacional de Porto Alegre, clube de futebol, para a Segunda Divisão do Brasileirão. Não, não esqueci-me de que o Futebol (com f maiúsculo) no Brasil é intocável e que qualquer opinião que vai de encontro às crenças das pessoas perante a ele arranca represálias. Fi-lo porque qui-lo.

Alguns questionaram até minha imagem de esquerdista, alegando que o que eu postava era preocupação e argumentos conflitantes com a própria. Outros imaginaram que eu dava uma justificativa que amenizasse a queda do clube em questão, que fará sua estreia na divisão que todo ano espera que a CBF arrume um time grande, preferencialmente inédito, para torná-la viável, além de atingir outros objetivos. Coisa que não faz qualquer sentido, pois, não sou gaúcho e nem morador do Rio Grande do Sul e sou torcedor de um clube do meu estado, Minas Gerais. E tudo isso sem me dar direito de réplica: todas as críticas possuíam o comentário bloqueado para respostas. É até por isso que estou aqui discorrendo sobre isso. Aqui é meu e escrevo o que quero (rs)!

Bem, na minha opinião, a ideia de distinção de linha ideológica com uso de nomes de laterais vem do comportamento que se toma diante a uma causa, não necessariamente política. Contestar causas mercadológicas e midiáticas, que são as que encaixam minha crítica mencionada, é o que mais me move a ser “do contra”. Sim, esquerdista é “do contra” sim. Aquilo que não cabe uma oposição aniquiladora ou que não incomoda não cabe esquerdismo.

Tudo quanto é procedimento que tomamos a favor de uma causa é procedimento conservador, conserva a manutenção da verdade estabelecida para a causa. Convencionou-se chamar de comportamento de direita. Aquele que vai na tangente da causa a apoiando. O que rebela, contesta ou apresenta versões com relação à causa para serem apreciadas ou debatidas, vai na contramão de direção, portanto, é esquerdista.

Esquerdismo não é necessariamente “usar uma camiseta com a cara do Ché e com um buraquinho nela onde havia uma estrelinha do PT”, como muito bem disse em música os compositores da banda Pedra Letícia, bradando contra o vício da plateia de casas de shows de sempre estar a pedir que os músicos toquem Raul. Olha que atitude mais esquerdista, pois, toda banda quer tocar música do Raul Seixas para cativar o público e garantir uma audiência.

Disseram que eu ter publicado opinião estranha relacionada ao futebol fazia com que o veículo onde publiquei a mesma perdesse credibilidade, mas, tal qual o Pedra Letícia, eu não me importo com isso, afinal, publico ali o que eu penso. E dizer o que pensa é outra atitude esquerdista. Mascarar a opinião para agradar uma plateia e colher vantagens com o aumento desta já não é. Sinto desapontar! Ainda mais que eu não ganho nada com o que publico. Nem com o que agrada aos outros.

Noutra vez eu opinei noutro grupo esquerdista no Facebook sobre a minha rejeição ao sistema de cotas usado para entrada na faculdade federal no Brasil. Dispararam contra mim me chamando de falso esquerdista. No mesmo lugar publicaram a opinião sobre o assunto de uma filósofa bastante cultuada nos ambientes petistas. A opinião dela, que eu não conhecia até então, era idêntica à minha. Se o sujeito que publicou, que era um dos que me apontaram o dedo na cara, tivesse publicado antes o link para o vídeo, eu o teria compartilhado em vez de redigir um comentário. Olha quanta inocência ao criticar!

Bem, até na Bíblia, na minha opinião, essa ideia de ser “do contra” se relacionar com a esquerda está simbolizada. Na suposta crucificação de Jesus, o messias teria sido crucificado entre dois ladrões. Um mau e o outro bom. E o bom ficou à esquerda do messias. “Bom ladrão”: quer oposição à lógica fundada de que roubar é errado e que quem faz isso é mau maior do que esta? Pra mim essa é uma alusão inspiradora que diz que desde que a intenção seja boa é válido qualquer ato que não faz parte da natureza humana e por isso não é da jurisprudência de Deus e sim do homem. Eu já expliquei por aqui que roubar é um desses atos.

Mas, como assim, suposta crucificação de Jesus? Que esquerdismo é esse?

Já expliquei por aqui também isso. Não existe comprovação cabal desse fato. Mas eu só discorro sobre isso em meus veículos de comunicação. E até que essa comprovação apareça, de uma forma que não caiba mais ser do contra, assim como no caso da contestação da integridade da queda do Inter no Brasileirão ou do próprio Futebol brasileiro e mundial, minha opinião será mantida onde quer que eu seja livre para expressar. E sem que eu trave o direito de resposta.

“A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando é expressa por um liberal. Do contrário ela não prevalece”
(Adap. de Marquês de Maricá)

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