Anarquia Já!

Não querem “Diretas Já”? Então, vamos de “Anarquia Já”!

pecdocapeta

Quando políticos assaltam um país e têm aos seus pés a Grande Mídia, o Judiciário e as Forças Armadas, resta ao povo a anarquia.

Se as ações dos políticos não correspondem ao que a maioria da população quer, não colaborar com o sistema é uma forma de ser menos reprimido e menos roubado.

Quando a Grande Mídia dá a aparência de que o que o povo quer é o que propõe o grupo elitista, do qual ela própria faz parte, para estabilizar o país e isso possui um ar suspeito, que diz aos corações mais sensíveis e as cabeças mais pensantes da parte que sairá oprimida e vendida que se trata de uma fraude, uma operação de falsa bandeira: é hora de se encher de coragem e anarquizar.

Quando o corpo de militares esquece que também integra a parte oprimida por esses bandidos de colarinho branco e se lança a disparar munição em seus próprios irmãos de linha social simplesmente para proteger os objetivos da corja, é hora de esquecer o medo e pensar como Lamarca: “Ousar lutar, ousar vencer”. Afinal, nosso medo de morrer é menor do que o medo de matar que os soldados repressores têm, pois eles não sabem se atiram na própria mãe ou quem sairá vitorioso da guerra, sendo que a punição virá de quaisquer dos lados em conflito.

Que Temer vai cair, isso ninguém duvida. Nem eles que estão dirigindo a nação. Por isso querem aprovar o quanto antes e o mais que podem os projetos vendilhões que são de seus exclusivos interesses. A aprovação da PEC 55 – a PEC do fim do mundo -, que cerceia por 20 anos os investimentos feitos em educação e saúde com o dinheiro que o povo gera é o maior insulto que a classe política dominante que aí está no Brasil pôde cometer aos brasileiros de todos os tempos. Do jeito que deu, o povo deu seu recado de que não era a solução e que a desabonava. Driblou todos os obstáculos para fazer sua verdadeira opinião aparecer, já que não pode contar com o Jornal Nacional, e conseguiu. Se os megeros que aprovaram essa Proposta de Emenda Constitucional agiram por vontade própria contra o povo, não o fizeram sem conhecer a vontade da população. É ato de corrupção mesmo, está na veia!

Agora, o que os Estados Unidos, por exemplo, esperam com a desestabilização da sociedade brasileira poderá ser cumprido. Queriam jogar brasileiros contra brasileiros e montar uma guerra civil no país. Para eles intervirem, é claro, como falsos moralizadores que são. E não há escapatória: vamos nos entregar à paixão insana pelo país e impedir da forma que pudermos que os que se beneficiarão dessa reforma orçamentária não vejam seus tiros saírem pela culatra.

Alguns falam em invadir Brasília e derramar sangue. Outros têm ideias melhores para apresentar. Mas, o que vem, pode-se esperar, é anarquia. Se não anarquia violenta, anarquia silenciosa, que é bem pior.

A dor que cai sobre o corpo devido a ferimentos escancarados e pancadas brutais é insuportável, mas a dor promovida pela indignação faz quedar qualquer medo de infringir ética e leis ou arriscar a própria segurança e a própria cidadania. Podem mandar de novo pra cá os mariners americanos para invadir e bancar os apaziguadores, como é de praxe o Tio Sam fazer aonde ele acha que é dono, como vimos recentemente fazer no Iraque e no Afeganistão. O “jeitinho brasileiro” virará “jeitinho bélico brasileiro” e a cobra vai fumar!

Essa administração que faz a cúpula do governo instaurado por meio de golpe de estado me faz lembrar o “Massacre de Ruanda”. Um incidente em que os dois maiores grupos étnicos do país entraram em choque supostamente para se estabelecer como maioria e governar. Uma etnia inteira, a dos Tutsis, foi levada ao extermínio enfrentando facadas e machadadas dadas pelos próprios irmãos da etnia hutu. Estes, bancados na surdina por grupos belgas e de outras nacionalidades europeias, enquanto administrava a paz no local uma hipócrita ONU. Após o sangue derramado ter perdido a atenção dos pacifistas e devoradores de horror do resto do mundo, a paz local foi estabelecida e foi cumprido o objetivo europeu de tomar o lugar para transformá-lo em um rentável paraíso turístico, sem a presença de uma etnia que dificultava a ocupação do território e a respectiva colonização dos habitantes, e contando com os serviços escravos da que sobrou. E é esse o destino que nos reservam se não abrirmos os olhos e nos unirmos quem é contra ou a favor do PT, do Lula, da Dilma e da Esquerda Brasileira.


─ Quanta dor o corpo humano pode suportar, Padre?

─ Eu não sei!

─ Será que quando a dor é demais um fusível queima e nós perdemos a consciência para suportá-la?

─ Eu não sei, Joe, a gente vai adiante!

(Diálogo (adap.) retirado do filme “Tiros de Ruanda” (“Shooting dogs“, BBC, 2005), que retrata a luta de um pregador europeu e seu tutelo vivendo na aldeia tutsi em pleno caos, tentando salvar a si e aos irmãos da congregação, dos ataques hutus que ceifaram, sob o comando obscuro de invasores brancos, mais de 600 mil vidas da etnia tutsi.)

2 comentários em “Anarquia Já!”

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