Bem-vindo ao Governo Temer: Hocus Pocus Mamom Absalon

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A maçonaria sempre esteve sob suspeita de se meter em política, colocar seus membros nos postos graúdos da política mundial ou, quando não, seduzir e afiliar líderes estabelecidos pela força popular ou por vocação própria. E nessa condição de ter ou de obter representantes na condição de dar as cartas para a sociedade, os interesses da confraria sempre prevaleceram sobre os interesses dos interessados naturais, que são o país e a maioria da população.

No mundo todo vários estadistas ou homens de Estado foram ou são maçons, conforme se especula publicamente. Cada qual tem seu feito. Geralmente, grande feito. Porém, em especial quero discorrer sobre Salvador Allende, ex-presidente chileno e o primeiro líder marxista a ser eleito democraticamente, fato ocorrido em 1970. Allende era maçom convicto e tomava posturas que, até onde se sabe, não são comuns de se esperar tomar um fraterno da maçonaria.

Suas operações marxistas ou simpatizantes do marxismo iam da nacionalização de empresas – como indústrias, bancos, minas de cobre – à reforma agrária, alavancadas pelo lema “via chilena para o socialismo“, e visavam a criação de condições para que a massa pudesse se por em condição de igualdade com as elites. Paulatinamente, ele chegou a colocar em mãos chilenas 60% da economia interna, conforme a Wikipédia e outros textos sobre o estadista, espalhados pela internet a fora, publicam.

Seus afrontos ao poder imperialista fizeram com que a CIA, a agência de operações militares internacional dos Estados Unidos, que já havia agido no país, em 1964, para minar a consagração da candidatura de Allende em postos estratégicos, investisse em grupos de pressão, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista, para criar junto à massa, que adorava Allende desde 1964, quando perdera as eleições para Eduardo Frei devido a manobras da própria CIA, um clima de tensão sócio-política e de apodrecimento de reputação do presidente, tal qual aconteceu recentemente com Dilma Rousseff, que, no caso do chileno, o levou ao caminho da morte.

Conspiracionistas acreditam que a maçonaria teria sido a principal interessada em parar o estadista apunhalado pelas costas. A intenção dele seria criar uma maçonaria popular, para o povo. Um estado socialista na América do Sul onde o ideal junto à população seria o de igualdade, fraternidade e liberdade. E “todo poder emana do povo e para o povo deve voltar-se“. E isso a organização filosófica milenar só tolera pra ela contemplar. Embora faça de conta que não.

Atrás da CIA, do Patria Y Liberdad e do algoz de Allende, Augusto Pinochet, que teria também sido maçom, estaria a ordem superior das lojas chilenas, proveniente, talvez, dos Estados Unidos ou da Europa. Coisa que em Cuba não teria acontecido com Fidel e Raul Castro, por exemplo, porque a maçonaria cubana, da qual os irmãos Castro seriam afiliados, se voltava a seus afazeres filosóficos e mágicos apenas e não se metiam em política. Visava ganhar seu mamom, pronunciando deturpações de bençãos em latim, adorando G.A.D.U., o absalon, em suas “logias”,  sem ter que se preocupar com confiscos sob a acusação de prestidigitação, a mando de um irmão de grande posto no comando da nação onde operava. D. Pedro I, no caso do Brasil, não fora assim tão complacente com seus confrades em sua época.

Sim, claro, tudo isso é mera especulação!

A maçonaria seria obsecada por numerologia. Muita importância para a entidade têm os números capícuas e o 13. A data de morte de Salvador Allende, 11 de setembro de 1973, remete a essa obsessão. Excluindo o número que se refere ao mês, seguindo a regra dos nove fora, chega-se a dois 11. Que vai desembocar em um único capícua, o 22, que reduzido a um só algarismo, como manda a numerologia pitagórica, chega-se ao 4, que se refere ao 13 (1+3). Cuidado com as datas para os acontecimentos de seu interesse e com a expressão delas aumentar as chances de êxito nos mesmos, a maçonaria sempre teria tido. Daí as suspeitas dos conspiracionistas que discorrem sobre esse assunto.

Bem, esse longo resumo apresentando informações do assunto política e misticismo parece não ter qualquer relação com o título da postagem quanto à menção ao Governo Temer. Mas, não é bem assim. Neste momento, no Brasil, temos um presidente, da mesma forma que Allende, maçom convicto. Do tipo que faz os mais velhos esquecerem aquela máxima antiga de que maçom deve evitar o máximo que seja pública sua nomeação.

Apesar de a data da consagração do impeachment de Dilma Rousseff, 31 de agosto de 2016, ter escapado por um dia de ser uma data maçônica, pelo menos até onde se conhece sobre esse cálculo de datas atribuído à essa sociedade restrita, em suas andanças e aparições públicas o atual presidente da república faz questão de demonstrar sua convicção e devoção à instituição. Tal qual Allende fazia. Fica então a pergunta: Qual tipo de maçonaria pública Temer quer praticar? Voltada para a popularização da própria e se desconectando dela ao se vir embrenhado em políticas sociais? Ou voltada para a divulgação do poder da própria e embrenhada em ajeitar as coisas, incluindo desarmar de direitos os trabalhadores, para que os irmãos empresários possam atuar tranquilamente nos mercados de comércio e de produção estando ele ou não à frente do Poder Nacional a partir de 2018?

É melhor ficarmos de olho no que faz as equipes de Michel Temer, pois, de repente, quando pudermos enxergar com clareza seus planos, já teremos perdido todo o nosso poder de contra-ataque. E esse procedimento não inclui deixar fora de suspeita de participação nesse plano os medalhões da esquerda brasileira.

*Texto inspirado no conteúdo do livro “Os meninos da Rua Albatroz“. Algumas das referências constam, mais argumentativamente, no texto do livro.

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