Conspiradores ou estrategistas?

anticonspiracionismo

Reconhecer por trás de seus truques o inimigo é uma forma de enfraquecê-lo. Mas, quando o inimigo está camuflado por trás de um título, essa tarefa se torna bastante comprometida. Imagine se de repente usassem o termo “salvador” para anunciar que o demônio está para chegar. Ele iria tocar o terror quando chegasse, sem encontrar qualquer alma preparada para recebê-lo à altura de seus golpes.

Tenha em mente o seguinte: Um grupo de pessoas bem-sucedidas em uma sociedade quer sustentar, se possível para sempre, a sua condição de dar as cartas para ela. Porém, os que recebem as cartas e o que fazer com elas só aceitam essa submissão enquanto os distribuidores de tarefa estiverem na condição mencionada. E é o fato de serem bem-sucedidos os membros desse grupo que garante seu poder sobre os submissos.

O fato de serem bem-sucedidos os tornam poderosos porque eles são donos das empresas que empregam a maioria da população. A qualificação de empregador já denota inerentemente o privilégio de dar ordens e receber obediência e reverência em troca. Se os donos de uma empresa deixam de ser bem-sucedidos, então, eles perdem seu poder junto a seus empregados. Até o ponto de perdê-los também como empregados ou de ter que se igualar a eles, transformando a companhia em uma cooperativa, para não deixar totalmente o negócio.

Logo, para não se afastar do posto, os cartolas de cada sociedade se reúnem em mesas redondas (sem chefe) para determinar estratégias para estarem sempre dando as cartas. Essas reuniões precisam acontecer em secreto, pois, do contrário os que os iriam subordinar não o fariam conhecendo seus planos. E porque os planos tecidos secretamente se tornam públicos só no momento da execução e também porque boa parte das vezes a população afetada por estes se sente prejudicada e a não ter escapatória de conduta senão acatá-los, o substantivo conspiração é adotado para definir o grupo que se reúne para traçar os planos “diabólicos” a que se submete a plebe e conspirador adjetiva cada membro da elite que a macula.

Na verdade, o que os chamados conspiradores são é, na verdade, estrategistas. E conspiração não passa de estratégias com objetivo omitido. Nisso, empresas conspiram para se manter encabeçando o ranking em seu mercado; governos conspiram para manter controlada a situação de governar; políticos conspiram para defenderem seus cargos. No fundo, todo mundo tem uma estratégia para lidar com alguma necessidade e precisa guardá-la em segredo até a hora de agir se quiser que lhe advenha o sucesso. Todo mundo conspira.

Entretanto, se todos nós enxergássemos assim e parássemos de chamar de conspiradores os estrategistas, eles perderiam força. Conspiração dá a ideia de se ter mais poder do que se tem. Dá a ideia de ser ilegal e também maquiavélico, perverso, diabólico, maniqueísta. Quem é chamado de conspirador mete medo e arranca obediência só por causa desse título. Sabe e faz uso disso. Quem quiser os deixar a ver navios basta chamá-lo pelo nome certo. Afinal, estrategistas todos nós somos, como eu creio que expliquei no parágrafo acima. Então, por que ter medo de um igual?

Sendo assim, não são os donos do mundo as 13 famílias mais poderosas do orbe terrestre; nem as Seis Irmãs do Petróleo; nem os Illuminatti, a Maçonaria, o Clube de Roma ou a Máfia Italiana; nem George Soros, os Rothchild ou os Rockfeller; nem os bildebergs ou a Nova Ordem Mundial. Esses são, sim, os maiores estrategistas do planeta.E como tal eles podem ser derrotados, pois, os definindo assim conseguimos enxergar seus limites e sabemos que falhas em estratégias costumam acontecer. Não foi por erro estratégico que a “conspiração” que derrubou o Governo Dilma amarga a crise que estamos vivendo?

As estratégias dos maiores estrategistas da Terra são  bem discutidas e quase perfeitas, por isso sai, quase sempre, tudo do jeito que esperam. O fato de usarem de ocultismo para melhorar as chances de elas prosperarem só significa que eles são místicos e botam sua fé no misticismo que cultuam. O qual está aberto para qualquer cidadão comum cultuar. Portanto, se ocultismo fosse o fator vencedor dessa gente, quem é vencido por isso o é por não ter mente aberta e não se valer também do que está disponível para todo mundo usar. Desde os tempos narrados na Bíblia, nos quais os próprios patriarcas bíblicos são exemplos de utilizadores. Não deixemos só para o pregador utilizar o que ele prega para que não utilizemos porque ele sabe muito bem o que faz e nós não.

O que eu tenho para por para refletir sobre esse assunto daria um texto maior do que o que já está. Tudo o que eu tenho a dizer sobre isso está no livro “Os meninos da Rua Albatroz“. E os textos grandes não alcançam boa audiência. Por essa razão, vou usar da estratégia para seduzir leitor que se usa nos sites mais populares, que é escrever pouco, deixando trechos  sugestivos que fazem com que o próprio leitor os complete.

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