Bem-vindo ao Governo Temer: Com os cumprimentos de Margareth Tatcher

Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.” (Margaret Thatcher)

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Parece premonição essa frase de Margaret Thatcher. Cabe como uma luva para Michel Temer. É provável que muitos brasileiros não saibam que o presidente do Brasil é ele. Coisa que não acontecia com Dilma Rousseff, que tal qual a ex-primeiro ministro do Reino Unido nunca posou de dama, embora essa última tenha sido registrada na História carregando a alcunha de dama de ferro.

E, então, o STF perdeu um relator importante, que estava prestes a fazer coisas importantes para o caso que a equipe de juristas que ele compunha controla as investigações. Acho que “controla” é palavra melhor do que “coordena” diante ao que se vê na mídia. E o presidente (acho que é esse o cargo) não pode indicar um substituto para o relator vitimado em uma queda de avião, pelo fato, conforme fontes pesquisadas, de ser ele “um dos nomes dos nomes mais citados nos depoimentos dos diretores da Odebrecht que o ministro agora falecido estava para homologar e que seriam divulgados no próximo mês” (Brasil 247).

Eu estive bebendo umas hoje com um amigo que morou nos Estados Unidos durante anos. E ele entrou na onda que prega que “Donald Trump é o cara”. Me disse que deseja votar no Bolsonaro para presidente da república em 2018. E que acha que as reformas pretendidas por Michel Temer serão boas para o Brasil. É claro que só concordamos em um ponto: eu tenho também lá minha simpatia por algumas “trampices” do Trump.

Esse meu amigo acha que o ricaço presidente dos Estados Unidos deveria ter um cover na presidência do Brasil. “Com toda certeza o Bolsonaro é que não é esse cover”, eu disse isso pra ele. Completei dizendo que talvez o atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, seja. Kalil é também rico, iniciante na política e destrambelhado. Mas, por serem iniciantes em administração pública, tanto um quanto o outro tem-se que esperar para saber se eles conseguirão manter o salto alto em qualquer circunstância. No caso do brasileiro: até na hora em que o PSDB resolver conspirar para depô-lo. Já que Kalil jogou para escanteio um tucano na eleição que venceu. E já que o PSDB tirou do posto a Dilma.

Nessa onda de cultuar vídeos virais e lembrar de grandes frases ditas por pessoas públicas espalhados pelo Whatsapp, meu amigo – recém “zapzapador” – me mostrou um vídeo que continha o depoimento de um brasileiro que mora nos states, no qual o cara faz apologia ao Trump e põe essa caraminhola de haver um similar dirigindo o Brasil. Conforme ele: se isso ocorrer e Trump não cumprir a promessa de legalizar os imigrantes clandestinos que gostam de trabalhar, ele volta para o país cheio de orgulho. Vai saber o que ele vai fazer se só a segunda condição para a volta dele se confirmar.

E depois do vídeo, meu amigo me mostrou um jotapegue (kkk – não pus entre aspas porque estou registrando o termo antes do dicionário Aurélio) contendo a frase abaixo, que é de Margaret Tatcher:

Deixe-me dizer em que acredito: no direito do homem de trabalhar como quiser, de gastar o que ganha, de ser dono de suas propriedades e de ter o Estado para lhe servir e não como seu dono. Essa é a essência de um país livre, e dessas liberdades dependem todas as outras.

Ok! Concordo com tudo e principalmente no que se refere ao Estado. Só que, quem se alinha com Donald Trump, não pode se alinhar com Margaret Tatcher, pelo menos no que diz a frase agora acima. O que faz o bilionário – pelo menos o que dizem na mídia que ele faz ou pretende fazer – é típico de país livre? E um cara como o Bolsonaro chegando ao poder, podemos ter a expectativa de o indivíduo ter o Estado para lhe servir e não como seu dono? E as reformas que Michel Temer quer fazer sendo viabilizadas na íntegra, é um fator compatível com o direito de o homem trabalhar como quiser?

É, acho que fiquei muito confuso nessa conversa de hoje. Ainda bem que a cerveja estava gelada e saborosa. Meu amigo teve que interromper a degustação por causa de uma pequena desorganização que apareceu em sua casa e as pessoas para quem ele ia emprestar alguns pertences foram lhe chamar para ajudá-las em meio à bagunça. Aproveitei a deixa para lhe lembrar uma frase, já que ele me mostrara uma e a gente falava sobre política:

Qualquer mulher que entenda os problemas de cuidar de uma casa está muito perto de entender os de cuidar de um país.
(Margaret Tatcher)

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