A conspiração contra o pensamento positivo

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Eu procurava informações sobre o pensamento e a pesquisa que fiz no Google me retornou vários links de páginas que falam sobre o pensamento em diversos tópicos. A maioria dos links focavam no ponto de vista esotérico, que gosta de frisar o pensamento positivo e torná-lo a panacéia para todos os males.

Mas, é claro, como é comum no Google, os links dos veículos da elite global, que insiste em nos manter no brete junto ao resto do gado, vêm em primeiro lugar. E todos eles, de maneira delicada e respeitosa, faziam cair por terra a possibilidade de se usar o pensamento positivo para se curar de doenças, a mais simples de ser curada que fosse.

Parei para ler uma das matérias, a do site conservador Hypescience, que se faz passar – mas eu não duvido que seja – por canal de comunicação dos grandes institutos de pesquisas científicas, principalmente as de ordem médica, para com isso ganhar status de fonte digna, segura e bem intencionada nos assuntos das ciências. Entenda-se como: ganhar visitação e destaque.

O veículo parece ser muito bem patrocinado. Mas, mantém o meio-termo entre parecer carecer de anúncios e ter já alguns parceiros comerciais para suas postagens. Já mencionei em outras postagens essa tática de captação de adeptos.

A matéria que li demonstrava muita preguiça para dizer para o visitante e leitor que o órgão de informação gostaria de dizer o contrário, mas, infelizmente, “estudos mostram que o pensamento positivo pode fazer piorar o estado psicológico de um canceroso”;  que cientistas de renome, como o cético James Coyne, professor de psicologia da Universidade de Pennsylvania, nos EUA, que realiza pesquisas na área da oncologia, conforme a fonte, duvidam da possibilidade de se curar de câncer pelo pensamento; e outras afirmações desanimadoras para quem precisa tanto que gente de opinião poderosa lhes dê alguma esperança no campo da saúde.

Preguiça essa que não passa de tática de persuasão. Como se alguém se sentisse bastante desconfortável em dizer algo que não gostaria de dizer, mas, que é a pura verdade. Quando sabe que ou é mentira ou não é bem o que dizem.

É, na minha opinião, notado por todo mundo que quando pensamos em coisas agradáveis, manipulamos nosso estado interno e nos mantemos em paz, alegres, bem dispostos, motivados. E por que não dizer: saudáveis? Já vi, sem depender de comprovação científica, pessoas se curarem de doenças de toda sorte só por não se renderem a elas ou não acreditarem que elas não podem ser curadas. Eu mesmo sou exemplo para mim mesmo. Pessoas que inventam de passar cocô de lagarta em machucado e com isso se saírem melhor do que com pomadas industriais específicas patenteadas.

Como eu também sou cético para com essas universidades que gostam de monopolizar a ciência com seus estudos e pesquisadores, essas Pennsylvannia, Harvard, Oxford da vida, me pus a pensar na razão de desencorajarem pessoas de contar com o que às vezes seria sua última alternativa: o pensamento positivo (ou comportamento positivo). Elas precisam de patrocinadores para suas pesquisas, não precisam? E eles são quase sempre os magnatas que atuam na indústria química-médica-hospitalar-farmacêutica.

E não é do interesse deles que por resolverem seus problemas com o uso do pensamento positivo seus clientes deixem de comprar seus alopáticos, fazer consultas nos consultórios dos médicos aliados ou tratamentos nos hospitais de conveniados. Que deixem de entregar receitas em farmácias a troco de remédios. É muito dinheiro envolvido que vai para outros bolsos. Às vezes de um curandeiro, um homeopata holista, um neurolinguista (isso mesmo) ou um escritor de livros de autoajuda (como eu).

Os estudos desses institutos, como eu discorro no livro “Os meninos da Rua Albatroz“, são nos entregue conforme conveniências de seus patrocinadores. As universidades são refém deles. Eu acredito que sejam sérios os resultados a que chegam e também os pesquisadores. Mas, infelizmente, como é próprio do capitalismo, a integridade ética perde para a ganância e para a necessidade de dinheiro, por isso, vemos a meia verdade chegar até nós através das Revista Science, por exemplo, com ar glamoroso, e ganhar sempre o mérito de ser apontada como verdade absoluta obtida por meio de pesquisas feitas por institutos super premiados. Ah… os prêmios que esse pessoal se gaba, como o Nobel, desculpe-me, mas eu também sou cético em acreditar que não há política por trás das premiações. Pelo menos de um tempo para cá. Tem cabimento Barack Obama ganhar o Nobel da Paz?

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