Tentando popularidade sem grass marketing

Até que alguma coisa em matéria de astroturfing, ou seja: espalhar uma mentirinha valiosa pra ver se cola, se o povo engole e repassa, a gente faz. Mas, nada comparado com as grandes companhias, que podem pagar até a Rede Globo pra espalhar suas lorotas marqueteiras. E, aos trancos e barrancos, meus veículos de comunicação computam cerca de 100 visitantes por dia, contagem independente da duvidosa contada pelo Google Analytics gratuito, e minhas ideias e meu trabalho ficam conhecidos de certo público. Se não atraio anunciante ou se não vendo meus livros, pelo menos faço brotar na mente de quem consigo submeter aos meus textos um modo de pensar fora do que querem os manipuladores da sociedade. E isso me faz contente, pois, me vejo alfinetando quem eu gostaria de alfinetar. Plantando a semente da insubmissão: “pra que se contentar em ser só consumidor ou só contribuinte, faça você também e só consuma o do outro se o outro consumir o seu reciprocamente”. Fazendo isso sem que eu possa ser declarado como um agente influenciador de massas contra o sistema.

O grass marketing, aquele marketing próprio da internet, com o qual se alcança muitos adeptos para uma causa explorando-se a ingenuidade dos internautas e sua predisposição para aceitar que toda opinião que aparentemente é compartilhada por muitas pessoas é verdadeira e está na moda discuti-la, é responsável por fazer famosos muitos blogueiros, youtubers, twiteiros e facebookers.

Consiste esse tipo de marketing em levar informação falsa ao público de um segmento de midia, não só internet, e contar com o efeito manada para fazer valer o objetivo de reunir em um perfil ou uma página de rede social, um blog ou um canal do Youtube, no caso da internet, um número grande de seguidores que possibilita almejar um bom faturamento com publicidade e fazer de um hobby um emprego.

É claro que os canais na internet onde se pode disponibilizar conteúdos oferecem, na surdina, sem parecer que isso seja verdade e sem responder às acusações, esse trabalho, manipulando seus bancos de dados para produzir falsos números de seguidores, visualizações, joinhas, comentários, compartilhamentos. É só dar uma graninha pra eles pelo serviço ou contratar contas premiuns. Você não acredita que clipe de Fulano teve mesmo bilhões de visualizações ou que Cicrano, que nem famoso é, tem milhares de seguidores no Twitter e no Facebook, acredita?

Só mesmo quem faz administração total de um site e faz questão de acompanhar por meios orgânicos a movimentação conseguida nele  é que consegue entender como essas popularidades biônicas que a midia injeta para a população acreditar e repetir é picaretagem.

Mas, verdade tem que ser dita: uma mentira dita muitas vezes e de formas diferentes vira verdade. O Cristiano Ronaldo pode até ganhar mesmo o dinheiro que difundem, mas, se não fosse o grass marketing feito pelo lobby do futebol ele não ganharia sequer o que realmente ganha. Se repetem tanto na mente do público que o cara ganha milhões, que foi vendido pro time tal por outros absurdos milhões, tendo a midia específica falando o nome do cara durante todo o jogo em uma partida que tem a sua participação, até quando ele não pega na bola, quem que seja alienado bastante por futebol que não vai querer ir ao campo para ver esse cara ao vivo? Quem desse tipo que não vai ver a propaganda com o ídolo dele na televisao todas as vezes que ela passar? Ou a participação dele num filme ou num clipe de um rapper qualquer? Quem assim que não vai comprar repetidas vezes o produto ou o serviço que estiver sendo associado à imagem desse jogador?

Portanto, não me incomodo de ter a baixa popularidade que tenho, pois, é totalmente normal e não difere de ninguém que nunca quis pagar para ser popular. Afinal, eu só pagaria por isso se eu tivesse um produto massivo para oferecer à compra a quem me visitasse. Livro é o que tenho e alavancar um grande público para vender-lhe livros, tendo gastado uma grana boa com propaganda, é jogar dinheiro fora. Melhoras em matéria de leitores tem havido, mas, ainda não ao ponto de merecer investimento em grass marketing. Basta usar a técnica gratuitamente mesmo. Se colar, colou!

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