Engenharia social pró Jair Bolsonaro

Tenho um amigo que viveu nos EUA por mais de vinte anos e que me disse que irá votar no Jair Bolsonaro em 2018. O motivo: Bolsonaro agrada com a sua fala desenfreada e com as causas que lhe preocupam.

bolsonaro-pinoquio

Quero dizer que sou esquerdista, porém, do ponto de vista da raiz da expressão: radical, conscientemente do contra, contestador de projetos de idoneidade duvidosa, inconformista. E, é claro, do ponto de vista da oposição ao imperialismo global e à exploração do homem pelo homem, características próprias do capitalismo.

Mas, se Bolsonaro fosse confiável, eu cogitaria votar nele pelas suas causas. As propostas dele para acabar com a baderna que virou a sociedade brasileira me interessa também. Eu também sou contra essa libertinagem toda que a mídia difunde e molda as pessoas para estarem nela. É só o que ganha fermento para acontecer na sociedade e a Esquerda não faz nada para evitar acontecer.

A mídia que consegue engenhar as pessoas é a grande mídia, que é um instrumento afamado como de direita. E se é de direita e a Esquerda não se opõe a ela, então, algo está errado. Quem é o autoproclamado esquerdista para me atirar a primeira pedra?

Sem contar que a maioria dos bolos que recebem o fermento dos veículos midiáticos quem prepara são os políticos ligados aos partidos de esquerda. Pelo menos é quem fica com a fama da autoria e não reclama. Coisas como, por exemplo, impedir que menor seja responsável pelos seus atos (oposição à redução da maioridade penal); impedir que os pais sejam austéros com seus filhos com palmadas quando o diálogo se esgotar, pra não deixá-los sem futuro e penar nas mãos de bandidos quando adultos (Lei das Palmadas). Um cara que quer combater o comando dos traficantes responsabilizando o drogado está muito mais perto de resolver a situação do que o que dá cobertura para este também meliante o classificando como doente mental e vítima da sociedade.

Eu partia para pegar um ônibus e dentro de uma estação uma pessoa contava para outra com ufanismo um feito de Jair Bolsonaro. A aparência do sujeito contador do caso era a de um bandido. Quem imaginaria que um sujeito desses contaria demonstrando otimismo qualquer feito do representante dos militares no Congresso. Seguindo a conotação, a ideia seria bandidos e propensos a bandidos estariam aderindo a candidatura do homem. Isso influenciaria mais e mais pessoas que querem ver a baderna e a violência acabar e têm predisposição a não votar no militar a terem o voto cooptado a favor dele.

Depois, já dentro do ônibus, um jovem com pinta de doente mental por causa de drogas não parava de falar sozinho em voz alta e de cantar um rap cheio de apologia ao crime, à droga e outras mensagens ruins e agressivas para quem estivesse por perto a ouvir sem solicitar a apresentação degradante. Todo mundo deixou o cara na dele. Claro, todos estavam com medo de perturbá-lo mais do que ele já era perturbado. Todo mundo ficou refém do cara.

As pessoas pensarem que está descontrolada a sociedade por causa das drogas e ver alguém que quer tocar no assunto por meio de propostas esperançosas é uma boa alavanca para angariar votos. E pensa nessa cena proporcionada por esse jovem tendo você recebido na mente a sugestão dada anteriormente dentro da estação? Associa, não associa? Não é à toa que o Bolsonaro tá bem nas pesquisas. Eu até acredito que a engenharia social que fazem para moldar a escolha do eleitor usando pesquisas de opinião pública, nesse caso não se aplica. O resultado que estão dando deve ser dados de pesquisa mesmo.

Mas, como eu disse no início, eu considero Jair Bolsonaro um avatar da direita, por isso é que eu só cogitaria votar nele se ele fosse confiável. Para mim ele não passa de um elemento para ajudar a distribuir os votos da esquerda, capturando alguns da outra ala. Papel que fez a Marina Silva em 2014, quando substituiu o candidato oficial de seu partido na época, morto em um suspeito desastre de avião. Se ela não entra na parada para disputar a eleição como titular da candidatura a presidente da república de seu partido no ato, o PSB, Dilma Rousseff faturaria sem presença no Segundo Turno aquela competição por votos.

Marina teve muita ajuda da grande mídia para fazer subir sua candidatura. A propaganda voltada para sua até então imagem de esquerdista, ex-ministra de Lula, arrancou eleitores da Esquerda que estavam ajudando a puxar a corda para o lado do PT. Para ajudar essa massa a mudar sua opinião, essa mídia enchia-lhe a cabeça com ataques à candidatura de Dilma e vinculação do PT à Operação Lava-Jato, que começava a engatinhar na ocasião, exatamente para cumprir o propósito de eleger Aécio Neves.

Porém, às vésperas da eleição para decidir o primeiro turno, houve uma manobra e Marina, suspeita de ter pedido cargo no governo Aécio Neves para entregar o jogo, deu para trás e jogou seus eleitores de mão beijada para o candidato tucano. Até quem era Dilma a ferro e fogo entrou nessa. Sabe-se lá se Bolsonaro não vai fazer a mesmíssima coisa em favor daquele que o PSDB mandar para competir com ele?

E veja como vai ser fácil o PSDB ganhar se ocorrer um Jair Bolsonaro X Candidato tucano: Qual esquerdista que votaria no Bolsonaro? Nessa berlinda, ou ele votaria em tucano, com muito desgosto, só pra não deixar o Jairzinho vencer, com medo de ter que enfrentar ditadura militar novamente, ou ele não votaria, anularia seu voto. O que seria o mesmo que votar no PSDB, que certamente já teria engenhado com o trabalho da sua mídia – a hegemônica – a maioria dos que sobrarão para votar.

A Globo já anda fazendo a engenharia psicológica social pró-tucanos para não deixar o povo sem essas aves de rapina na cabeça. O episódio do capítulo de malhação envolvendo um afronto à polícia militar e uma matéria de telejornal em que William Bonner acusa a polícia do Rio de ser truculenta com suspeitos que andavam com fuzil na mão tiveram a intenção de manchar a imagem da instiuição policial. Ali ela estava não só jogando o público contra a instituição, mas também difamando o modelo militar. E tentava dar uma freada na popularidade do Bolsonaro para que as pessoas tivessem tempo também para cultuar outros candidatos e espalharem seus votos de maneira que mesmo que Lula consiga candidatar não se concentre nas mãos dele o potencial dos votos. Os tucanos, de certa forma têm um contingente cativo de eleitores, que são os que não se importam com a corrupção por de alguma forma se beneficiarem dela. Para estes, quando a notícia é contra petista ela é verdadeira e ela é duvidosa quando envolve tucanos.

Esta é a minha opinião!

Manual de Engenharia Social

social-engineering-manipulate-people

Suponhamos que uma elite saiba que se um ambiente for colorido predominantemente com tons brandos de rosa e lilás, a prosperidade contaminará todos os que vivem nele. Os ambientes onde moram, trabalham ou passeiam os membros dessa elite possuiriam as características que lhes facultariam harmonia, prosperidade e poder.

E suponhamos também que esse grupo dá as cartas para os demais nas sociedades a que estão integrados seus membros. São eles os donos dos principais negócios e são eles que controlam a classe política. Portanto, eles ditam as regras para os mercados de consumo, de arrecadação de impostos e de trabalho. Eles estão por trás da economia de uma nação e do comportamento da população na sociedade. São eles quem determina os investimentos do Estado dentro e fora do país, exploram seus recursos naturais e tomam as principais decisões políticas que uma nação deve tomar e que dizem respeito a todos os habitantes dela, como por exemplo: participar de guerras ou vender empresas públicas e extensões de terra do território.

E essa elite só consegue dominar os demais habitantes da nação a que faz parte porque ela possui veículos de comunicação para doutrinar as pessoas. Em vez de usar a força, comandando as forças armadas da nação contra o povo, ela utiliza a didatização da informação para criar mecanismos culturais e por intermédio deles disciplinar os naçãos para a obediência e subserviência em seu favor. A chamada colonização cultural. Controle mental.

Vamos imaginar agora que houve um incidente. Aconteceu de um rebelde saído da elite ou um sensitivo saído do povo levar as informações preciosas para este. E porções deste de repente começaram a decorar seu ambiente com a coloração milagrosa. Árvores do tipo da quaresmeira foram plantadas junto à arborização viária, criando extensos pomares cor-de-rosa choque em determinadas épocas do ano. Postes de luz foram pintados pela metade de rosa e de lilás. Os muros e paredes externas das casas idem. Os automóveis mais vendidos para os populares passaram a ter essas cores. E tudo quanto é detalhe dentro de casa, como a roupa de cama por exemplo, entrou nesse clima.

E com isso alguns efeitos começaram a ser sentidos. Passou a haver menos violência; as pessoas passaram a conter sua ansiedade e com essa contenção passaram a se sentir mais felizes. Com a ansiedade controlada, o consumo foi disciplinado e reduzido ao necessário. Passatempos provocadores de desequilíbrios sortidos como os que costumavam se entregar os comunas foram deixados de lado. As comunidades estavam se limitando a trabalhar e a se reunir em eventos pacíficos, silenciosos e agradáveis, quando não estavam repousando. O repouso passou a ser sagrado.

O Esporte só servia à prática e jamais ao culto. Se vir sentado em uma arquibancada de estádio ou no sofá da sala a ver pela televisão atletas correndo atrás de uma bola passara a ser uma atividade imbecil demais para gente que persegue a prosperidade se dignar a fazer.

A tecnologia perdeu a graça. Voltar as coisas como eram e se voltar à produção artesanal, dando chance para todos trabalharem, era o que interessava à nova humanidade. Recuperar tudo o que fora substituído pelos longos anos de progressismo selvagem, irresponsável e desumano era urgente. Os aparelhos celulares, por exemplo, voltaram a ser somente telefones.

A religião deixara de ser um instrumento político de adestração de pessoas e passou a ser a crença espontânea e controlada em um criador que seria o responsável pelo flúido vital que corre no sangue e faz parte da respiração de todos os seres vivos, proporcionando-lhes sentir a existência e atuar nela com livre arbítrio. Deus deixara de ser uma personagem e voltara a ser uma energia. Gente que explorava a religião se viu nua.

O cotidiano nas cidades se transformava bruscamente, isolando-se do que era trivial. O trivial que proporcionava o caos necessário para que a antiga elite dominante pudesse ter sob controle as populações.

Com a contenção do consumo e povos praticando o comunismo (vida em igualdade), obviamente a elite poderosa não iria ficar parada à espera de constatar que um ente que antes lhe era servo passasse a ser um igual em termos de condição social. Era preciso fazer com que essa revolução parasse.

Primeiramente precisariam desenvolver uma técnica para novamente atingir a atenção das pessoas. E quando isso se fecundasse, prover à elas desinformação que as levasse ao ódio à coloração milagrosa era imprescindível. Promover nelas crenças em afirmações fraudulentas com relação a essa coloração, que as enchessem de razões para que elas a evitassem, idem.

Também era necessário manter os contingentes ocupados a maior parte do tempo com o trabalho. Tirar deles a educação e o acesso à informações combatentes do controle. Diminuir-lhes as horas de repouso e propiciar-lhes lazer devorador e entretenimento emburrecedor.

A alimentação artificial, que corrompesse a saúde, e o tratamento aos debilitados feito com uso de alopáticos destruidores de organismo seriam usados para enfraquecer os indivíduos. O culto à alimentação orgânica e à homeopatia teria que ser destruído. Sementes trangênicas e agrotóxicos teriam que chegar aos agricultores. Óleo de soja, margarina, gordura hidrogenada e refrigerantes seriam administrados aos hábitos alimentares. Hitler remoeria no túmulo se soubesse que apropriaram de todas as suas invenções criadas para matar sem dor.

A água potável receberia flúor e cloro sob a alegação fraudulenta de que livrariam a água de germes e trariam benefícios à saúde. O flúor destruiria a inteligência dos bebentes desse hídrico e o cloro acidularia os organismos, os tornando suscetíveis ao câncer.

O plástico e o alumínio seriam a matéria-prima dos utensílios domésticos, das embalagens dos produtos e dos brinquedos das crianças. Dariam cabo nas panelas de barro, de argila ou de louça. A dioxina correria nas veias envenenando aqueles que entrassem em contato com ela. O líquido quente em copos de plástico era um momento esperado para a absorção dela.

Soldados fortemente armados, dispostos a atirar para matar em quem estivesse cultuando o rosa-choque, não seria a soluçao. A elite precisava daquela gente viva para trabalhar para ela e para consumir nos mercados dela. Como era o normal que legava a ela sua supremacia socio-econômica. A solução era, sim, a engenharia social. Praticada remota e constantemente.

Os veículos de comunicação alinhados com essa elite poderiam difundir que a coloração milagrosa era um mal invisível. Mentiriam dizendo que pessoas estavam morrendo de uma estranha síndrome proveniente da exposição excessiva ao rosa-choque e ao lilás. Mostrariam na televisão atores simulando o fato fictício.

Diriam eles que cientistas gabaritados, detentores do Nobel e lecionadores das principais universidades do mundo, descobriram que a cor marrom tem forte influência na psique das pessoas para levá-las à prosperidade e ao bem-estar de maneira definitiva e não efêmera. Saberiam eles que a cor que eles trabalhassem traria o efeito contrário para a população. Diriam, para pincelar e obter simpatia, que o rosa ou o lilás tinham algum efeito nesse sentido, mas que ainda não era comprovado o fato ou até que ponto esse efeito seria realmente benigno. Proclamariam que o efeito dessas cores com relação as atitudes dos humanos tinha pouca duração. Que era passageiro e ilusório.

A indústria, sob alguma alegação fraudulenta, pararia de produzir itens pintados de rosa ou de lilás. A arborização viária seria trocada sob a falsa notícia de que abrigavam as árvores vigentes um inseto que estaria a causar um tipo desconhecido de doença viral. A necessidade de uma campanha de vacinação seria forjada para dar cobertura à desculpa esfarrapada sem qualquer base científica, nem mesmo nos moldes da ciência dessa elite.

Difamariam os mártires que levaram o conhecimento para o povo. Os levariam para a cadeia, para o desterro, para a clandestinidade ou para uma execução. Se livrariam deles e de sua capacidade de influenciar pessoas a seguirem suas orientações poderosas. Fariam as pessoas voltar a crer nos dogmas do Cristianismo, por exemplo, e associariam o nome desses mártires ao demônio ou à satanismo.

Infiltrariam membros da elite no meio do povo, os provendo de recursos para que eles se apresentassem de modo atraente aos cidadãos rompidos. E estes cuidariam de seduzir os desagregados com costumes torpes disfarçados que os levariam à ruína em médio prazo. Coisas como o American Way of Life.

Começariam sua campanha de aliciação de mente pelas crianças e pelos adolescentes. A parte mais suscetível para se perverter uma sociedade. O adulto eles precisariam infantilizar primeiro, então, com a ajuda das crianças um produto da mídia deles chegaria a estes e os captaria a devoção que abriria as portas para a re-colonização do rebanho perdido. E assim, o poder sobre as populações estaria recuperado e o segredo do uso da coloração milagrosa novamente arquivado.

Comente esta postagem se desejar a continuação do conto!

*Inspirado no livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

No mundo de Sofia

lula-1024x614

E se de repente tudo for um grande teatro? Lula e FHC continuam amigos, como nos tempos em que o primeiro ajudou o segundo a se firmar na política. A turma que na época da Ditadura Militar peitava os militares na rua, clamando por democracia, que se divide hoje em partidos de direita e de esquerda, está mais unida do que nunca e comanda o espetáculo de manchetes, cada um com o seu papel, que nos fazem indignar, sofrer, sentir vontade de abster-se da política e de fugir do Brasil, deixando tudo pra eles como eles querem.

E se de repente existe um grande plano traçado lá nos anos 1970 ou nos oitenta entre esses nomes de direitistas e esquerdistas que vemos desfilar na mídia e o que presenciamos, com mais peso pela tela da TV Globo, não passa de esquetes para esse plano funcionar? Se quando era a vez de estruturar o país empresarialmente e privatizar as empresas públicas que os militares criaram, os tucanos ganharam a vez por ser o PSDB um partido voltado para os interesses do patrão? E quando foi a vez de desafogar o povo da miséria para dar a ele condições de criar o consumo que as empresas criadas, emancipadas, implantadas ou desenvolvidas no governo tucano tivessem para quem vender os produtos e serviços sobressalentes da exportação, o cetro foi passado de mãos beijadas para o PT? No fim, é tudo uma grande maçonaria e todos eles confraternizam nela. Só a gente é que não. A gente só vota, só põe eles lá. A gente só contribui. Paga imposto, pratica o consumo, trabalha e dá audiência.

E se de repente, durante a vez do pobre, o Partido dos Trabalhadores exagerou no cumprimento de seu papel, fez mais do que tinha que fazer e o avanço que deu à classe trabalhadora comprometeu as divisas do país, de um jeito que a garantir todos os benefícios conquistados pelos tutelados do partido o orçamento público fadaria a falir em poucos anos? Não tendo feito coisa errada alguma, tendo havido corrupção alguma, mas, errado nos cálculos. Sendo esses erros irreparáveis, senão por meio de medidas drásticas, que incorrem em ajuda internacional e venda de estatais e de empresas nacionais competitivas. Ajuda que se viesse pelo simples vir a opinião pública não aceitaria nem à força. Daí a razão da participação massiva da grande mídia para chocar e conduzir essa opinião. O PT teria pecado por excesso.

Se de repente, todos os congressistas, de direita e de esquerda, durante o segundo Governo Dilma se reuniram com empresários e poderosos, do Brasil e do estrangeiro, para traçar uma estratégia de socorro que levasse o país às reformas para o Trabalho e para a Previdência, ao corte orçamentário e às perdas de benefícios pelo povo, considerados necessários para se retomar o progresso? Daí saindo a Operação Lava-jato e a queima de imagem do Partido dos Trabalhadores e da Esquerda brasileira, cuja finalidade seria tirar do povo a ternura absorvida nos anos de conquistas jamais imaginadas pela Classe Media. Ternura que ficou declarada no momento em que Dilma foi reeleita.

Se de repente o impeachment de Dilma Russeff foi um golpe que teve a condescendência da própria e de todo o PT. Se de repente Michel Temer só é um testa de ferro que topou bancar o tirano e sofrer as consequências do choque ideológico que levaria o povo com as medidas votadas por toda classe política e empresarial para serem tomadas, simplesmente pelo fato de que alguém teria que fazê-lo e ele seria o mais indicado por ser na ocasião da estruturação do plano o vice-presidente do país?

Se de repente nomes como Jair Bolsonaro apareceram na cena só para garantir de o povo continuar a ter aversão pelo tipo militar e com isso fazer minar qualquer tentativa de intervenção da classe, ainda que supostamente tenha partido de liberais civis esse tipo de solicitação para que a sombra dela contivesse a também suposta conduta dos congressistas mais badalados na mídia e daqueles que pregam sem medir consequências a implantação do Socialismo?

Se de repente a posição que passou a ocupar na política o Supremo Tribunal Federal, bem como a parcialidade que demonstra ter em relação a políticos conservadores e grupos empresariais alinhados com a compra de empresas brasileiras, faça parte do jogo? Fazendo parte também os movimentos de rua e das centrais sindicais; o surgimento do avatar Sérgio Moro e sua perseguição ao Lula; as prisões mega midiáticas que supostamente teriam acontecido; os deliciosos casos de vazamentos por meio de escutas telefônicas e delações premiadas, que lavam a alma dos que se contaminaram com o ódio ao Lula ou ao Aécio; a constrição intestinal causada nos que diariamente se submetem aos dejetos que caem do reto da Grande Mídia, sobretudo da Rede Globo e da Editora Abril.

Se de repente, mesmo tendo a mídia bastante habilidade para moldar a opinião do público, o fato de ainda assim o povo insistir em votar no Lula em 2018 é que levou o ex-presidente da república a aceitar ser finalmente setenciado por seu suposto perseguidor e quem sabe dar um fim na esperança do povo em fazer justiça contra esses manipuladores da realidade nacional, ter seus direitos de volta e voltar ao ponto em que Dilma parou e retomar o caminho que o país estava seguindo, o qual incomodava bastante a elite global que financia e coordena todo esse circo?

Se de repente, de verdade mesmo só exista a sua atenção às notícias que saem e a sua reação a elas? Se de repente, de verdade mesmo só exista a necessidade de você criar um senso mais crítico e bradar contra o sistema que o envolve, o colocando na simples posição de expectador, deixando que pseudos dramaturgos tomem decisões para o seu futuro e para o futuro da sua casa, o Brasil, sem deixar que você participe disso ou que pelo menos saiba o que realmente está acontecendo na sua nação.

Quem é realmente herói, quem é realmente vilão, quem está do seu lado. Em que se pode acreditar? O que não é trapaça? O que não é golpe de opinião? O que é proteção da nação? Feita por gente que sabe de tudo o que acontece nos bastidores do mundo e que sabe que evitar a perda de soberania do Brasil e consecutiva colonização dos brasileiros se trata de um jogo de xadrez difícil de jogar pois, os melhores enxadristas estão à mesa. Você sabe dizer corretamente qual é a verdade?

Eu escolhi boicotar tudo isso. Não acredito em nada do que sai na mídia como verdade e menos ainda faço repercutir.

“Por diferentes motivos, a maioria das pessoas é tão absorvida pelo cotidiano que a admiração pela vida acaba sendo completamente reprimida.”
Jostein Gaarder em “O Mundo de Sofia”

Botafogo 1, Atlético Mineiro 1: o lobby do futebol faz sua melhor exibição

elv20170709057_A9gguXE[1]

IMAGEM: Google.

09/07/2017, pelo Campeonato Brasileiro o Botafogo enfrentou o Atlético Mineiro no estádio Nilton Santos no Rio de Janeiro. O Atlético vinha de vitórias seguidas pelo campeonato, incluindo uma sobre o grande rival Cruzeiro, e o Botafogo amargava duas derrotas, uma em casa para o Avai. O Botafogo tinha a volta do ex-goleiro da Seleção Brasileira, Jeferson. Que estava afastado da posição titular por muitos meses, por causa de uma contusão. O goleiro que o substituía andava fazendo bonito na área e tomar dele a posição não era uma operação fora de qualquer risco junto à torcida do fogão. Mas, o lobby do goleiro exigia isso. A partida estaria batizada para favorecer sua volta de maneira a atar as mãos e botar mordaças na boca de cada torcedor botafoguense que intencionasse admitir o contrário. Logo, ele tinha que sair herói dela.

Em campo, o time titular com que o Atlético jogava não se sabia se era a opção B, C ou Z. E outra coisa que não se sabia a razão é por que o Atlético não jogava com a opção A. Se era para poupar os atletas titulares absolutos, cabia a pergunta “poupar de quê”, pois, tanto o próximo jogo pela Copa do Brasil ou pela Libertadores, que são decisivos, estavam longe de ser jogados. E, ademais, jogador de futebol ganha um burro de um dinheiro é pra jogar. Não é pra ser poupado de partida ou forçar expulsão ou inventar contusão pra não jogar. O torcedor contribui é para vê-los em campo, em todos os jogos. A verdade estava então na suspeita de que os jogadores em campo pudessem terem sido escalados por seus agentes, visando aparecerem para olheiros do futebol, através das arquibancadas de um bom palco localizado no Rio de Janeiro ou através da transmissão internacional da televisão. O horário do jogo favorecia a visibilidade no exterior.

O fato de o Atlético jogar com sua opção sem letra conhecida daria a chance para o Botafogo alcançar facilmente sua vitória. Mas, o que se viu foi o contrário: um time ajustado, brigador, ladrão de bola e que conseguiu marcar gol primeiramente. Isso, qualquer um que desconfia de maquinação sabe que se trata de formação de álibi para o que estaria por vir. Pareceria que o Galo estava mais determinado e o Bota apático.

E, então, o Atlético chutou duas bolas para gol e o goleiro programado para sair herói da partida as defendeu espetacularmente. Que eram defensáveis todo mundo viu, mas, ouvindo a narração do narrador do Premiere – entenda-se: Rede Globo – ditando didaticamente o que o observador deveria observar, pareceu que foram verdadeiros milagres.

O gol do Atlético foi marcado por um produto do lobby do Galo que estão tentando de toda maneira fazer o torcedor engolir que foi certeira a contratação que visa exportação forçada para o futebol estrangeiro ou visa fazer, mais uma vez, o clube agir como boi-de-piranha, mantendo no elenco jogador que outrora fora promessa do futebol brasileiro, mas que não conseguiu o devido passaporte para a glória. Algo não funcionou direito com esse cara.

Eu sei que todos que me leem pensam que sou maluco por pensar que por incrível que pareça, certas jogadas que acontecem dentro de campo sofrem maquinação, mas, o fato de o zagueiro Emerson Silva ter resvalado na bola e com isso feito parecer que o goleiro Jeferson fora vencido não foi um acaso. O narrador da “Globo” fazer questão de frisar isso o tempo todo não foi à toa. Ele também ganha o dele nessa palhaçada comercial. E ele jura que em determinado tempo do jogo a torcida do Botafogo vaiava o tal zagueiro, o culpando pela derrota momentânea. É aquele papel que esses narradoreszinhos têm que cumprir de moldar a opinião de quem os ouvem ou de jogar torcida contra jogador. Uma derrota apertada sempre tem sabor de injustiça quando o gol do adversário teve ajudinha de zagueiro do time atrapalhando a defesa certeira de um goleiro que é astro do time. A torcida nesses casos tende a ser tolerante. O narrador da TV trabalha isso fácil, fácil!

Como se não bastasse o Atlético jogar sem seu melhor escrete, o atleticano teve que conviver com o cenão do pênalti forçado: O zagueiro do Botafogo deu um jeito de a bola pegar na mão dele para ajudar o juíz a consolidar o pênalti encomendado para fazer a imagem do bom retorno do goleiro Jeferson e salvar o patrimônio de seu agente.

Agora, para não me macularem muito porque gosto de por caraminholas de teorias de conspiração na mente de quem me lê e jogar o público contra a mídia, principalmente, faço uma pergunta ao mais ingênuo de todos os atleticanos: Por que cargas d’água o Rafael Moura foi bater o pênalti, se havia em campo Robinho, o batedor oficial em qualquer time que ele joga? E, cá entre nós, não importa se o goleiro andou ou não, aquilo é pênalti que se bata? Mostrando o canto onde se vai bater?

Na certa, o Robinho só não bateu porque era para perder aquele pênalti e reforçar a imagem de herói do goleiro produto de lobby. Todos em campo deviam saber disso. E a grande imprensa esportiva idem. Então, fica o Rafael Moura com a fúria do torcedor. Ele tem lá seu crédito junto à massa e todos vão é se perguntar por que Robinho não bateu. Falar que em campo o Rafael era quem tinha mais gols pelo Galo no campeonato não é desculpa, pois, a situação àquela altura da partida era delicada.

Bom, o Galo continuou atacando, chegando na área do Botafogo e perdendo seus gols de maneira simples. Iago brincando de Controle para treinar o goleiro Jeferson; o mesmo acontecendo com Robinho cara a cara com o goleiro, quando poderia liquidar a fatura. A maioria esmagadora da torcida acha que foram lances naturais, perda de gol por falta de responsabilidade. “Faz parte do futebol”, é o que dizem. Eu é que não me iludo, pra mim é tudo script, tudo farsa para vender jogador, iludir o público e tomar dinheiro dele. Já que o FBI está de olho no futebol mundial, deveria olhar com carinho essas coisinhas que a gente tem que acreditar que é disputa e não teatro. E já que o Sérgio Moro é o cavaleiro da justiça contra a má índole e a corrupção, eis aí um bom caso. Só não vai dar mídia porque mexe com a Globo.

Daí veio a hora combinada para o Botafogo fazer o gol de empate: O final do jogo. Eu achei até que o Galo iria ganhar por 1 a 0, sem que o goleiro Jeferson perdesse sua noite de gala em sua volta aos campos pelo Botafogo, pois, pegou um pênalti, fez boas defesas, uma delas cara a cara com Robinho, o gol que tomou “nada pôde fazer”. Fazendo parte do script do narrador da “Globo”, inclusive, enaltecer que o arqueiro é um dos maiores ídolos do Botafogo, “não é qualquer um que joga 430 partidas por um só clube“. E enaltecia demais, também, que era o centésimo encontro na história entre Botafogo e Atlético Mineiro. Acho que ele pensava que isso daria um certo status ao jogo medíocre.

O gol botafoguense veio de um pênalti também. O jogador do Atlético que o cometeu, outro produto de lobby, filho de um técnico famoso: Wagner Mancini, não precisava dar um tronco no jogador que lhe tomou a frente, mas, devia estar seguindo script. E olha como “Eles” são fortes na manipulação, embora não conseguem convencer aqueles que estão de saco cheio do futebol industrial: O cobrador do pênalti também telegrafou a cobrança e o goleiro Victor defendeu, para livrar a barra do Galo junto a seu torcedor, que pensaria que o empate foi lucro para o Botafogo passando pelo que passou. Só que, em vez de rebater para os lados, como é o seu normal, Victor rebateu para frente, nos pés do cobrador. Aí, meu, se o batedor da penalidade perdesse o gol, até o goleiro herói da noite iria sofrer vaias de seu torcedor. Aí seria demais!

Bom, que eu não acredito no futebol atual, isso mundialmente falando, todos que me leem estão carecas de saber, mas que para mim essa partida foi a melhor exibição para que minhas críticas ganhem adeptos que tiverem boa vontade de olhar com esse olhar, disso eu não tenho a menor dúvida. Mais pra frente o Atlético vai ter sua compensação vindo da mão do Botafogo. É só esperarmos para vermos e desconfiarmos. Se isso não acontecer é porque mudaram os planos. Mudanças de planos dessa corja fazem o futebol aos poucos se moralizar. Logo, só temos a ganhar espremendo esses manipuladores de opinião na parede.

A dificuldade de se informar no Brasil

Vi hoje um veiculo de comunicação veicular uma mensagem que dizia que conforme uma pesquisa, o número de pessoas com mais de 65 anos empregadas cresceu 30%. O veículo é bancado pelo governo ou pelos grupos empresariais que apoiam o governo por ele defender seus interesses, então, duvidei da informação.

Julguei se tratar do velho truque de fazer as pessoas pensarem conforme uma receita de bolo para, por fim, darem sua adesão para a aprovação das pseudo-reformas trabalhista e previdenciária que o governo ilegítimo quer empurrar no povo para ele pagar as dívidas que os congressistas em benefício próprio contrairam para o brasileiro comum pagar, além de se ajoelhar e dar os punhos para serem algemados para condução até os postos de trabalho escravo dos masters do imperialismo global.

Sucedendo-se a trama, as pessoas desprecavidas submetidas à informação-golpe, amparando-se nos dados da falsa pesquisa, criticariam aqueles que atacam os reformistas com o argumento de que o trabalhador não consegue trabalhar nessa idade por se encontrar debilitado e por não encontrar oportunidades de trabalho.

Daí me lembrei dos velhinhos pulando de pára-quedas e comendo churrasco de carne gorda da reportagem-golpe do Fantástico, dos anciãos famosos que estão com o burro na sombra convocando os anciãos anônimos para continuar na ativa tal qual eles estariam e das campanhas publicitárias do Governo com intuito de convencer a população a aceitar sua proposta escravista para a Previdência, as quais levaram um bom dinheiro do defasado orçamento público, provavelmente enchendo de cobre entre outras as contas correntes dos veículos de comunicação golpistas. Os mesmos de sempre da imprensa escrita, falada e televisiva.

Pus-me a pensar: Como é difícil a gente se informar no Brasil. Os veículos de imprensa que aparecem são só os que trabalham para os que querem que uma opinião seja aceita. A informação que chega fácil para o mais simplório dos viventes locais vem deles. E esta é corrupta, duvidosa, mal-intencionada.

Se é com o uso de números circenses e estratégia de moldagem de opinião que querem fazer uma idéia ser aderida, então, só pode ser ruim o que querem que demos total liberdade pra gente no Congresso Nacional por em prática e tiranizar. Se fosse integra, não teriam a menor dificuldade para transmitir à população a informação. Bastaria falar abertamente sobre ela, sem obscuridade e sem maquiagem da mídia. Sem cenas pastelãs de velhinhos praticando esporte radical. Vai ver os velhos dos esquetes só toparam a façanha pra assegurar uma graninha já que estão prestes a perderem suas aposentadorias.

Então é isto: Se qualquer veículo de comunicação da grande mídia der uma informação, ainda que citando alguma pesquisa, acredite no contrario e tome atitudes contrárias. É o que eu faço! Agindo assim você está seguro. E o seguro, este sim, morreu de velhice.