Tragédia de Janaúba: Made in Estados Unidos?

A partir de certo momento da minha vida, eu me vi enfiado, por causa dos empregos que arrumei, num meio onde as pessoas se faziam de cultas, intelectualizadas, socialites, esclarecidas. E eu me deixava ser contaminado com aquilo. E acabei absorvendo aquele arquétipo de indivíduo social. Do tipo educadinho, gostos refinados e outras besteiras.
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E aquela gente jogava suas opiniões aonde os assuntos eram discutidos e eu podia ouvir. Sem dar palpite, é claro, pois não era bemvindo o meu palpite. Só acompanhando e exibindo risos e gargalhadas sem achar graça e dizendo gostar de certos valores (chatos) cultuados por aquela gente, sem realmente gostar e sim tolerar, para continuar sendo aceito nos grupos, mesmo que às espreitas.
 
Daí, passei a desprezar as opiniões dos amigos que eram os meus reais iguais. Eu achava que eles não tinham bagagem para me fazer qualquer observação a respeito de qualquer assunto, mesmo que banais, como o que vemos rolar na mídia pro povão discutir.

 

Mas, a quebra do transe ou da hipnose que sofri ocorreu faz tempo e eu há muito me libertei daquele estilo nojento de levar a vida, comendo angu e arrotando caviar.

E uma cabelereira me fez pensar a respeito da opinião dela sobre essa tragédia ocorrida ontem, 06 de outubro de 2017, em Janaúba, Minas Gerais. O brasileiro é mestre em repetir o que vê surgir na mídia, principalmente na televisão. Quer seja no jornalismo, quer noutro segmento cultural.

Se um chinês encher de balas crianças nos Estados Unidos, após a exibição no Brasil do fato catastrófico remoto, em ampla e atraente cobertura, alguém vai gerar a versão tupiniquim para a catástrofe.

Na ocasião que trago à mente para exemplificar foi a conhecida Tragédia do Realengo, ocorrida em 7 de abril de 2011 no Rio de Janeiro. E muitos outros casos de repetecos de tragédias importadas do primeiro mundo poderiam ser reportados se fosse o tema intrínseco deste texto.

Então, continuando a discorrer sobre a opinião da cabelereira, era o caso do público brasileiro exigir que notícias de tragédias sociais fossem inibidas de serem informadas pela imprensa do Brasil. Pelo menos a televisiva. Assim, não se influenciaria ninguém (apesar de eu achar que a ideia dos veículos comunicadores é essa mesmo e que eles ganham subsídio para isso vindo do meio empresarial e político).

E, ademais, reportagens do tipo – fatos policiais – têm que se limitar à região onde ocorrem. Qual o ganho, até mesmo informacional, que o público de certa localidade tem ao saber que um psicopata saiu disparando balas em crianças dentro de um jardim de infância? Isso pode até ser informado, a imprensa precisa rechear seus blocos e cadernos de notícias, mas não com o intuíto de aprisionar mentes a um fato que apenas deveria ser noticiado. Enterrado se possível!

Ficar chocado com a violência que ocorre em um meio distante ou encher-se de preocupação com as vítimas que mal se sabe se são realmente de carne e osso não é ganho nenhum. É tirar as pessoas do que estão fazendo e fazê-las perder tempo e dinheiro ou distraí-las para tapar ações nefastas, de politicos, empresários ou de burgueses, que a mídia é paga para tapar.

É deturpar informações e impregnar na mente do público, para que ele aceite, que em qualquer parte do mundo é dos círculos populares que saem as fatalidades mais grotescas e que por causa disso as pessoas devessem permitir ou continuar a permitir que a sociedade seja governada pelos entes dos meios mais sofisticados, pois, eles seriam mais pacíficos, controlados emocionalmente e entenderiam, em posição privilegiada, melhor a psique humana. Uma vez “eles” no governo, nós já sabemos o que acontece depois. Sem precisar que veículo de comunicação nenhum nos informe. Aliás, essa farra eles já não nos informam de maneira alguma!

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