Descrevendo o amor

E então você se pega pensando em alguém. E mesmo que você tome um sedativo para relaxar, esquecer um nome e dormir para conseguir paz, o sono teima em não vir.

E a comichão que dá querer ver e tocar a pessoa que se ama traz muita agonia. Deprime. É como se jamais tivesse estado perto da amada ou do amado. Jamais ter sentido seu cheiro ou ouvido sua voz.

A obsessão de querer consumir a sensação irresistível proporcionada pelo encontro com o outro jamais cessa. Confunde relembrar os momentos vividos com ele.

Na mente, a lembrança pura e simples do amor sendo consumido faz parecer que ele nunca existiu fora dela. Faz parecer que a todo instante o amor precisa ser renovado para ser real. Dá a certeza de que ele é incontinente.

Não é verdade que tudo que é bom dura pouco. Mas, é verdade que perturba a possibilidade de longa duraçao quando se trata do amor. Pois, a inquietação que é amar é capaz de enlouquecer os amantes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: