O que está por trás do atentado sofrido por Jair Bolsonaro?

Eu estava dentro de um ônibus. E de pé via várias pessoas visualizando na interface do Whatsapp o vídeo de um atentado. Tudo sugeria que se tratava de um político trajando uma camisa amarela, bem povão, sendo alvo de um esfaqueador enquanto sorria e acenava aos ombros de um sujeito que o carregava e o conduzia pela multidão. Mais suscetível a um atentado: impossível. Mais patética a cena: também impossível. Cheguei a pensar que fosse um meme, mas, as pessoas de quem eu assistia de tabela o vídeo inspiravam se tratar de algo realmente noticioso. E depois, todos que visualizavam no aplicativo de rede social o vídeo receberam uma cópia de imagens geradas pela TV Record aparentemente.

Ônibus lotado, então, não deu para saber de quem se tratava. E eu não ia perguntar, né? Mas, tentei deduzir que fosse algum candidato à presidência da república. Me passou pela cabeça que fosse o Lula, por causa da t-shirt bem povão. Imaginei que ele teria sido solto e a multidão o carregava para um palanque quando de repente ocorreu o desferimento.

Enfim, cheguei em casa. Minha mãe via o boletim de notícias que a TV Globo exibia. A Globo parou a telenovela Malhação para fazê-lo. Foi aí que vi que se tratava de Jair Bolsonaro. E foi aí que vi mais nitidamente as imagens.

Quem diria, o homem durão, fã de torturador, em plena rua de Juiz de Fora, cidade mineira de onde sairam os tanques do general Olímpio Mourão em direção ao Rio de Janeiro para dar início à façanha dos militares brasileiros mais cultuada por Jair Bolsonaro: O Golpe Militar de 31 de março de 1964.

A minha intuição bateu logo para me fazer suspeitar de se tratar também de um golpe. Só que eleitoreiro. Bolsonaro é alvo de uma faca na banha e nada de sangue espirrando? A cena seguinte, com ele sendo socorrido e carregado para uma ambulância ou viatura de polícia, corte visível de filmagem, mostrava homens segurando a maca e cuidando para que um pano branco tapasse o suposto ferimento. Pouparam a audiência, que obrigatoriamente teria que ver aquelas imagens, de se chocar ainda mais com a violência urbana? Pode ser!

No boletim que eu assistia, comandado por Renata Vasconcelos, a âncora do Jornal Nacional brindou a audiência com um comentário bastante insólito em se tratando de imprensa corporativa. Chamou de teoria conspiratória muitos dos comentários que os internautas postavam em seus perfis de rede social. E ainda defendeu a maçonaria das acusações que teriam sido lhe feitas nessas postagens. Isso foi bastante hilário, pois, quem duvida que a maçonaria esteja por trás de quase todos os presidenciáveis, sendo o mais óbvio o ex-capitão do Exército?

Bom, se a própria Globo está preocupada com a concorrência das informações espúrias e sem base fidedigna que internautas lançariam, então, por que não engrossar o caldo e ser mais um na multidão?

Sim, como todos que me leem sabem: eu adoro uma teoria conspiracionista, uma divagação nascida no âmago do meu ser e que me parece bastante argumentativa. Então, lá vai tudo que penso sobre esse caso.

Para um candidato que propagandeia seu foco na segurança da população e no armamento da população, Bolsonaro se mostrou frágil demais. Parece que ele facilitou bastante sofrer o atentado a se julgar pelas cenas liberadas. Será que uma faca foi empenhada em seu fígado realmente? Não teria furado uma bolsa de pano previa e estrategicamente colocada em sua barriga. Para quê a providência da polícia de borrifar spray de pimenta para espalhar os apoiadores do candidato? Eles poderiam ver de perto demais uma provável fraude?

Em 2014, em agosto, ocorreu o acidente de avião que levou o candidao à presidência da república Eduardo Campos. Que eu também escrevi aqui que duvidava da verdade injetada pela imprensa corporativa. Como eu disse na época, eu não fui ao velório e não sei se ele estava mesmo naquele avião. Só sei que ele segurava a vice-liderança na preferência do eleitor na ocasião e o desastre pôs fim em tudo para ele. Mas, ascendeu Marina Silva, que o substituiu na candidatura do PSB.

Marina Silva que se encontra na terceira posição nas pesquisas este ano e que já mandou nota lida pela mesma Renata Vasconcellos dizendo que a violência a candidatos é um golpe na democracia. Aguardemos as próximas informações para ver onde ela vai parar no ranking mencionado.

Um outro relato que a âncora do JN fez durante o tal boletim é um tanto quanto mais nojento: Carmen Lúcia teria declarado que estava preocupada com a segurança de todos os candidatos, de todos os partidos, nessa eleição. Só se for de todos os candidatos de todos os partidos simpáticos ao golpe que os conservadores aplicaram no brasileiro, derrubando Dilma do posto e botando Lula na cela, que junto com as declarações nada pacíficas que faz Bolsonaro em sua campanha e não preocupa Carmen Lúcia são o verdadeiro causador do ódio que assola a população e a faz protagonizar cenas de atentados à integridade física de alguém, quer seja verdadeiro ou não o fato noticioso.

A história nos conta que após o ocorrido com Eduardo Campos, Marina Silva cresceu ao ponto de fazer frente para Dilma Rousseff, que estava prestes a ganhar aquela eleição sem ter que enfrentar segundo turno. E ninguém até hoje sabe explicar direito por que cargas d’água Marina deixou o cachimbo cair e perdeu seus votos para Aécio Neves na reta final. Vendendo seus eleitores em uma aliança ao tucano no segundo turno. Se era uma compra dos tucanos, não funcionou o truque: Dilma ganhou.

Colocar o tal Adélio “Lee Oswald”, que apresentaram como suposto autor do desferimento ao Bolsonaro “Kennedy” associado a um partido de esquerda é outra coisa bem suspeita. Se colocassem um petista declarado soaria mais suspeito ainda. Ia parecer aquele caso das bolinhas de papel assassinas jogadas na careca do José Serra em 2010 para abalar a imagem do PT e ajudar o presidenciável da ocasião a derrotar Dilma.

Por isso, na minha opinião, como tudo aqui, a saída foi associar ao PSol o decretado meliante, dizendo coisas como uma suposta militância de outrora ao partido. Há o alibi de dizerem que o que o motivou ao crime teria sido irritação com o deboche que Bolsonaro faz ao assassinato sofrido por Marielle Franco do PSol. Não esqueçamos que induzir a população a rejeitar o armamento pretendido por Jair Bolsonaro também está na pauta de estratégias. Porém, nada me tira da cabeça que os mentores e financiadores do cenão ou atentado são tucanos. Logo, logo, o Alckmin deve aparecer bem na fita na disputa por um lugar no Segundo Turno.

E para fecharmos essa explanação com um voto de humanitarismo dentro da tragédia, Conforme a TV Globo, Jair Bolsonaro recebeu duas bolsas de sangue para transfusão. O filho dele quando desmaiou na frente da Jandira Ferghali durante um debate pela Prefeitura do Rio de Janeiro, não quis receber a ajuda da candidata médica por ela ser do PCdoB. Mas, infelizmente, para eles, Bolsonaro vai ter que engolir receber sangue provavelmente de petista e outros esquerdistas, incluindo nordestinos. O voto até que é possível recusar, né? Sai “Bolsa Família” entra “Bolsa de sangue família”!

Acaso gente rica de direita faz doação de sangue? Quem enche os bancos de sangue são os trabalhadores. É um dia de folga do trabalho por ano que a doação proporciona. Dá para se livrar com isso pelo menos um pouco da exploração ao trabalhador que os empregadores estão com a corda toda para explorar e o Bolsonaro ou candidato conservador algum se digna a botar em suas causas o combate.

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