A Idéia: Capítulo 6

L31A TUD0, P01S, É EXTR3M4M3NT3 ÚT1L PR4 V0C3!

O capitalismo está numa UTI. Esgota-se. Para continuar funcionando se vale de fraudes para gerar emprego e consumo. Se vale de negócios inúteis e trapaças. O consumidor, citando uma tática, é levado a frequentar filas de estabelecimentos como as casas lotéricas, tão somente para que esse tipo de comércio tenha a demanda que precisa para sustentar o negócio, dar lucro a um patrão, gerar tributos ao Estado e salário para populares. Conservando assim o consumo de muita gente.

Dentro desse exemplo, a tática também serve para aproveitar a presença do consumidor ao estabelecimento para extorquí-lo à comprar produto sem credibilidade junto ao público, mas que representa lucro fácil e pesado para a Caixa Econômica Federal, que são as loterias. Para conduzir o cliente à casa lotérica, o mais comum é a Caixa sabotar o funcionamento dos caixas-eletrônicos de suas agências.

Esse ato eu posso entender que o consumidor paga o pato com o aborrecimento que passa, mas, é por uma causa justa. Porém, não deixa de ser sinal de que o capitalismo não é lá a mística de ser a grande invenção econômica da humanidade com que sempre desfilaram os capitalistas. Chegou o momento em que esfregar na cara do Socialismo o tal sucesso econômico do Capitalismo é pura insandice, digna de se levar de volta na cara severas risadas.

E outra boa razão para socialistas darem risadas é quando enaltecem a honestidade que haveria nas relações dentro do Capitalismo e o ideal de liberdade, fraternidade e igualdade. O sabido truque que as fábricas de doce usam para economizar na produção de doce de leite e alcançar preço melhor na venda do produto, enchendo o composto de chuchu em pasta para dá-lo volume, desde há muito tempo vem evidenciando isso. O chuchu não tem gosto, portanto, o consumidor não sente que em seu pote de doce de leite não possui tanto leite assim. Mas, paga pelo subproduto bovino.

Eu não considero espúrio o objetivo de lançar um produto ou um serviço que não satisfaz qualquer necessidade humana simplesmente para alguém fazer seu ganha pão. Não me incomoda criarem um mercado para o empreendimento e doutrinar pessoas para utlizá-lo. Voltando a citar a Coca-Cola, o refrigerante por si só não é algo de utilidade concebível. O líquido que mata a sede e refresca é a água potável. Se quisermos nos divertir realizando essas tarefas, recorramos, então, às frutas e com elas, naturalmente, damos um sabor à água. Sequer precisamos adicionar o açúcar, pois, as frutas já o contém na forma de frutose.

A cola era, na ocasião, um sabor novo. Um sabor sintético, não existe na natureza. Para que o público viesse a experimentá-la foi preciso usar de artimanha. A carbonatação e o açúcar em excesso viciam. Logo, uma vez provada a cola, se dá a prisão da mente por causa do sabor e a recorrência do consumo devido à ação de substâncias químicas no organismo. Caimos, então, em uma cilada comercial. Qualquer semelhança com a Droga é semelhança mesmo.

Ambos os ingredientes dos refrigerantes fazem mal à saúde. “O consumo de açúcar, especialmente do açúcar branco, está ligado ao aumento do risco de ter problemas como diabetes, obesidade, colesterol alto, gastrite e prisão de ventre” (Site Tua Saúde, acesso em 20/9/2018 20:48h). A água gaseificada sofre suspeitas de afetar a absorção de cálcio pelos degustadores e com isso provocar doenças como a osteoporose, principalmente as bebidas sabor cola (vide o site Medclick, acesso em 20/09/2018 20:57h). E ainda: O dentista Adam Thorne, de Londres, disse que “a água com gás é extremamente ácida, e que as suas bolhas são ótimas em corroer o esmalte dos dentes – em longo prazo, isso deixa a dentição fraca e amarelada“, publicou o site Megacurioso, acesso em 20/9/2018 21:09.

Incontáveis produtos e serviços que dispomos hoje em dia têm as mesmas características. Podem ser citados a televisão, o videogame, o celular. Os parques de diversão, as pizzarias, as casas de apostas. O esporte, a moda, a mídia enquanto instituições.

Tudo isso é supérfluo e se vale de meios desonestos para continuar existindo. Objetiva a existência desses mecanismos de uso humano gerar empregos — inclusive para os donos dos negócios — e consumo. Tudo que o Capitalismo precisa para se sustentar.

Chega-se ao disparate de se criar empresas e consumo forçado ou fictício só para gerar condições para que o capital circule em dada região. Os cabides de emprego recebem fundos que vêm de corporações que nada têm a ver com a atividade do negócio. E benefícios fiscais vindos dos governos municipal, estadual ou federal para que a companhia ou uma filial sua seja instalada em dado território, gerando emprego para a população local e aquecendo, no mesmo loco, o consumo.

Isenções e reduções de taxas, deduções agressivas no Imposto de Renda, perdões de dívidas astronômicas e até doações de grandes somas de dinheiro público fazem parte do malabarismo que os governos fazem para criar desenvolvimento em suas regiões administrativas e afastar o assombro da impopularidade por não ser capaz de criar empregos. Vale tudo para manter gente empregada pelo menos pelo tempo que durar uma administração pública ou que os patrocinadores do negócio precisarem.

Como não basta um comerciante se valer de incentivo fiscal para explorar um comércio em certa localidade e garantir para ele demanda de fregueses, às vezes se valem de demandas fictícias ou ilegítimas para concluir a fórmula do sucesso. O melhor exemplo para ilustrar isso são os SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente. E mais ilustrativo ainda são os SAC que fazem atendimento para as operadoras de telefonia móvel.

O consumidor é levado a ligar para os SAC pelos mesmos motivos que o indivíduo desejando pagar sua conta de maneira independente e prática num caixa eletrônico de um banco é levado a buscar atendimento em uma casa lotérica.

Como já mencionado, o exemplo mais clássico é provido pelo setor de telecomunicação, especialmente a telefonia móvel. Se o sujeito tem um pré-pago, ele é levado a ligar para um SAC porque teve seus créditos reduzidos sem ter havido uso. Ou então teve promoção ou serviço ativado sem a sua autorização. Pelo aborrecimento incessante com SMS oferecendo ativações ou mensagens enganosas alegando que ele recebeu uma ligação e que precisa acessar um número de URA para ouví-la, sem que deixem claro que o acesso será cobrado, estando à espera dele uma mensagem gerada pela própria operadora para arrancar-lhe o valor do serviço inútil. E há aqueles truques, via SMS, de deixar o portador de uma linha de telefone móvel excitado para saber a respeito de um suposto prêmio que ele teria direito de resgatar ligando para um SAC.

Se o cliente tem um plano, ele tem que lidar com erros propositais ocasionados em sua fatura. Esbravejar e pedir contestação do valor é o mínimo que vai fazê-lo levar o dedo até o teclado do aparelho de telefone para discar uma trinca de algarismos precedida de um asterisco. Endereços postais físicos ou eletrônicos cadastrados ou tido alterado o cadastro de maneira a não chegar para ele a correspondência o farão procurar, bastante irritado, pela conta que não lhe veio. É uma falta de vergonha até com quem sustenta o negócio de uma operadora de telefonia móvel pagando a mensalidade de um serviço mal prestado que um dia as pessoas vão perceber que podem muito bem ficar sem ele.

E ambos os segmentos, pré e pós pago, passam pelas falhas propositais que ocorrem na prestação dos serviços. É o acesso à internet que é desligado em pleno dia e horário que a operadora sabe que seu clente precisará ou terá o interesse de usar o serviço. É impossibilidade de efetuar ou receber ligações. É estar a linha com a identificação do número emissor da chamada não aparecendo na tela do aparelho. É SMS que não vai ou que não chega. Qualquer serviço disponível em um celular pode ter burlado à distância seu funcionamento só para que o proprietário do aparelho ligue para um SAC.

Casos que são resolvidos, muitas vezes, durante o atendimento, sem que o atendente tenha tempo de conhecer o problema consultando os sistemas que usa. Bastando a ligação ser detectada e verificado que foi atingido o objetivo de fazer o cliente ligar pra falar com atendente e o SAC ter seu faturamento para que automaticamente a linha em reclamação volte ao seu normal.

Tudo isso visa extorquir o consumidor a ligar para um SAC. Eles sabem sobre o comportamento dele e a ligação será inevitável. Acontecendo ela com a urgência que os gestores de clientes esperam. E conseguem até determinar o horário para que ela aconteça. Sem importar se o cliente é corporativo ou pessoa física. Ou se ele irá se aborrecer com isso e cancelar linha e ou plano.

Desde que não seja tomada de início a decisão de acionar os órgãos de defesa do consumidor, cliente solicitar cancelamentos não é problema, pois, o SAC vai colocá-lo nas garras de uma equipe de retenção especializada em dar altos golpes para evitar cancelamentos. O estelionato do tipo dizer que o cancelamento foi efetuado e não foi é o mais comum.

E os órgãos de justiça, que saberiam de tudo isso e deveriam acabar com essa farra, não incomodam os criminosos. Participariam das operações fraudulentas por obterem lá suas vantagens ou cooperariam com o propósito maior, que é fazer o capitalismo girar. Essa é a necessidade que faz tudo ficar lícito. De certa forma, são os capitalistas que fazem as leis para que todos nós no mundo deles cumpramos. Até as que beneficiam o consumidor. Achou ruim, vá morar na Coreia do Norte!

E não adianta utilizar os canais de auto atendimento. Eles querem que você ligue para um SAC e para falar com atendente. Não adianta acessar o site da operadora para resolver um problema que pode ser resolvido nele porque nessas horas ele vai estar fora do ar. Se for algo que necessite logar no site, o sistema de login não vai funcionar.

O mesmo acontecerá com os canais de USSD, SMS, atendimento de balcão. Quem o fizer vai receber a mensagem que diz que os sistemas estão inoperantes ou em manutenção ou em substituição e será estorquido a ligar para um número de SAC.

E ao fazê-lo, é bom que seja em horário vespertino, lá pelas cinco da tarde. Do contrário, é bom torcer para que o SAC já tenha atingido sua quota diária de atendimentos a cumprir para o tomador do serviço e esteja já a ganhar por ligação que recebe. Ou das duas uma: o cliente vai ter um mal atendimento e seu problema não vai ser resolvido ou vai ouvir do atendente que os sistemas estão inoperantes, seguido de um pedido de retorno – ligar novamente – em duas horas. Que é o que as gestões de SAC chamam de script de contingência.

Sabotam os sistemas para que eles se tornem inoperantes e o atendente tenha que dizer isso. E, desde que o SAC não tenha atingido a quota diária de atendimentos a cumprir, quanto mais o cliente ligar é melhor.  Atinge-se mais rapidamente a quota porque a rechamada não é contada nessa fase. Se optarem por ligar outro dia é melhor ainda, pois, é uma ligação a menos que terão que batalhar por ela. E ainda não correrão o risco de não receber o SAC pela ligação repetida antes do dia acabar.

Não é só pelo motivo de manobrar as ações dos clientes no contato com a operadora ou torná-los suscetíveis a uma abordagem que de repente o faça adquirir um novo produto o motivo de os clientes serem induzidos a falar com um atendente. É possível deduzir que canais de autosserviço os próprios tomadores de serviço de atendimento podem construir os seus. Pra que gastos com humanos se robôs podem fazer o serviço, é mais barata a manutenção, operam com mais eficácia e menos predisposição a erros e não têm os problemas que humanos têm?

Robôs, por exemplo, jamais faltam ao serviço. E atendimento automático, as próprias empresas que contratariam serviços de atendimento poderiam instalar em sua unidade. É ter um espaço para equipamentos eletrônicos, investir em sistemas de CRM e em uma equipe de analistas e administradores de sistemas para manter os robôs funcionando. Não mais do que dez funcionários, incluindo os de zeladoria.

Pensando assim, os SAC não existiriam por falta de contratador. Seria uma opção a menos de negócios para um empreendedor investir e de emprego para as pessoas. Essa é a primeira razão de o Governo obedecer tal qual um cachorro as regras impostas pelo que seria um cartel que comanda a telecomunicação no Brasil.

Vistas grossas aos abusos que esse cartel comete contra os consumidores do nicho mercadológico e favorecimentos com incentivos fiscais, isenções de tributações e perdões de dívidas é o mínimo que o Governo faz pra que as empresas desse nicho colaborem em atuar de modo a proporcionar empregabilidade de larga escala. Explorarei mais esse cenário no próximo capítulo, bem como inserirei as agruras que sofrem os trabalhadores desse setor por causa da classificação de cabides de empregos que recebem as centrais de atendimentos.

Embora em nada a Idéia seja desonesta, ela pode ser classificada como uma modalidade de negócio supérfluo. Precisa ser apreciada pelo público como uma opção para lhe conferir dinheiro para quitar as obrigações realmente necessárias. Tal qual é com outras opções. O diferencial é que a Idéia está ao alcance de todos. Ninguém precisa ter grande conhecimento em implantação e administração de negócios. E nem grande soma de dinheiro para participar do programa e obter seus benefícios. Tudo o que se precisa é entendê-lo e agir como consumidor. Dos produtos e serviços que já se consome e de outros que se pode virar consumidor. Mas, todos itens que já estão disponíveis em seus mercados. Disponibilizados por outros empreendedores.

V3NG4 SI3MPR3 4QU1, P0ST3 UN C0M3NT4R10!

Post incial:

A Idéia – Introdução

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