Caindo que nem patinho e elegendo quem Eles querem

Está uma febre de postagens nos murais do Facebook visando atacar a imagem do PT – automaticamente atacando todos os seus candidatos – e do candidato Jair Bolsonaro do PSL no que diz respeito à competição aos cargos eleitorais em 2018.

A maioria dos que postam os ataques, ainda que publiquem por conta própria, sendo que o trivial é compatilhar algo postado por alguém duvidoso, não passa de contribuinte, gente do gado que é tão vítima de quem supostamente ele está combatendo quanto de quem ele adere o marketing de guerrilha política. Ou seja: a maioria não vai ganhar nada vendo sair vitorioso da eleição quem a quem ele presta sua colaboração gratuíta.

E eu, que também sou um reles contribuinte, andava aderindo os ataques ao militar canastrão que concorre totalmente despreparado à Presidência da República. Andava porque encontrei uma iluminação, sobre a qual teço esta postagem, que me fez sair dessa matrix de contribuinte que nos foi implantada.

A carta de alforria me foi possível devido a estar ficando bastante chato eu publicar algo sem restrição de público e sempre aparecer alguém para comentar negativamente a publicação, se valendo de ofensas para fazê-lo e tudo mais.

É sabido que muitos dos comentários que aparecem nas postagens que vão ao ar no Facebook com o status público são patrocinadas. Pessoas ganham alguma coisa – ou às vezes não ganham, mas prestam militância contratada – para comentar. Os comentários realmente espontâneos muitas vezes vêm de pessoas que foram fisgadas e tomam as dores de quem as fisgou.

Se você posta contra o Bolsonaro, com certeza vai aparecer algum contratado dele ou do partido dele ou do marqueteiro dele para comentar algo que rechace o que você postou. E vice-versa se for pró inimigos dele. O motivo principal é que se o que você postou for uma verdade protegida ou tiver potencial para recrutar pessoas, aquele que é ofendido pela postagem não vai ficar a ver navios enquanto a casa dele cai.

E tem outra: Temos que ter senso crítico e desconfiômetro, pois, o que parece ser uma coisa pode muito bem ser o contrário. Eu desconfio, por exemplo, que a ideia é o Haddad ser eleito e o Bolsonaro, enchendo as pessoas de motivos com o material indubitável de ser fake que anda distribuindo, esteja num esquema que corrobora com isso. Até aqueles que pensam estar aderindo sua candidatura por ser oposição ao PT poderão ser surpreendidos conforme essa teoria, que é bastante contundente olhando-se para o que é propagado. Vai ver o pessoal que posta as postagens originais contra o Bolsonaro e contra o PT é o mesmo. Isso é tática de engenharia de opinião e os que se acham muito espertos não suspeitam. “Quereis ser sábio, tornas-te tolo“.

E nisso estava ficando chato ver o mesmo cara desconhecido, bolsonariano, entrando em minhas postagens, criticando o que postei e ainda me ofendendo. Eu me via obrigado a mudar o status da postagem que eu gostaria que fosse pública para “amigos apenas”.

Daí vi que a censura no Facebook e nas outras redes sociais, que são atualmente os melhores canais de comunicação, onde a opinião alcança mais gente e correria livre e solta, acontece quando o tipo de procedimento que tomei, mudar de status público para só amigos, é realizado.

Restringindo a publicação aos amigos apenas é o mesmo que ser calado, pois, estes já conhecem sua opinião ou, já que nesse hemisfério os sites conseguem inibir um amigo de ver certa postagem de outro, podem a conhecer de outra forma, fora da rede mundial de computadores até, sem o controle daqueles que buscam nos controlar de comunicarmos um com o outro.

Os nossos amigos já possuem seu próprio posicionamento perante ao que expressamos num perfil de rede social. Se a favor ou se contra, não é você quem vai influenciá-lo a tomar decisões se já não o fez. E nem sua postagem vai virar debate para se chegar a um consenso. O máximo que acontece são os simpatizantes darem uma curtida, que não aborrece nas notificações se entrar algum comentário novo na publicação ou outra reação, e pronto.

E por serem amigos, ninguém vai se dignar a ofender o outro. Ou seja, todo tipo de interesse que o Facebook, por exemplo, pode ter com a movimentação sobre as eleições em sua rede não terá a ele utilidade considerando esse perfil de reação ao que é publicado em seu domínio.

As redes sociais se valem dessa movimentação para criar estatísticas, que de certa forma seriam verdadeiras, e vendê-las aos institutos de pesquisa. Esses institutos montam o quadro de pesquisa baseado mais nessas informações que as redes lhes passam do que se valendo de entrevistas tet-a-tet de opinião pública. E estes institutos, por sua vez, vendem o que coletam para a mídia, o braço que cabe à imprensa corporativa principalmente. Que presta serviços para os candidatos, partidos e demais entidades por trás deles.

Ou seja: o membro de rede social trabalha de graça ao manifestar sua opinião em seu mural e só faturam dinheiro com o que ele produz as redes sociais, os institutos de pesquisa e a mídia.

Mas, isso não é o pior. O pior é fazer parecer que só há dois partidos ou dois candidatos em disputa. O que se vê enaltecido nos murais é um embate, suposto é claro, entre Bolsonaro e Haddad. Quando há vários outros partidos e candidatos.

As redes operam para que essa realidade seja aceita, manobrando o que aparece nos murais de seus membros. Com isso, somos manipulados. Temos o voto reduzido à duas alternativas, ao bipartidarismo de outrora, em vez da quantidade certa de escolhas.

Isso é um sutil golpe antidemocrático. E todos lá vão caindo que nem patinho tomando decisões entre dois candidatos apenas, quando existem outros muito melhores do que eles, com propostas que realmente interessam à população, mas que não são do interesse dos que estão no controle eleitoral que sejam apreciadas, pois, trabalham os candidatos e partidos em foco e recebem a ajuda das redes sociais, dos institutos de pesquisa e da mídia corporativa para moldar o eleitor.

Tem mais: E aquele que anda soltando fumaça pela cabeça porque não quer que ganhe o Haddad e nem o Bolsonaro? Ele vai acabar pressionado a escolher aquele que ele tiver menos ódio dele para eleger ou votar indiretamente, como nos tempos militares, abstendo-se do voto ou votando nulo ou branco. Que covardia fazem com esse sujeito!

Quem estiver nessa condição de não querer no Segundo Turno os candidatos que estão nos empurrando deve tomar certa atitude. Confundir as redes sociais para que elas não consigam mandar pra frente informação que se aparecerem nas pesquisas ninguém vai duvidar de que seja a verdade porque é o que vê acontecendo em seu próprio mural ao logar nessas redes.

Essas pessoas deviam iniciar uma campanha de postar enaltecendo ou destruindo a imagem dos outros candidatos. Fazer virar febre, bem diversificada, postagens recorrentes sobre Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Ackmin e o restante da trupe.

Aí, sim, é uma baita guerrilha silenciosa e atitude democrática injetada à força pelos contribuintes, dando uma banana para o sistema corrompedor de opiniões. Duvido que ainda não esteja a tempo de ser configurado outro embate no Segundo Turno que não Bolsonaro X Haddad se todos procederem assim, pelo bem da democracia.

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