A mídia está te resetando

Toda a mídia corporativa noticiou massivamente as manifestações ocorridas ontem, 29/09/2018, contra e a favor de Jair Bolsonaro. Este é o ponto a ser discutido nesta postagem. Para entendê-la, visite este link, site da Rede Globo.

protestoscontrafavorbolsonaro

IMAGEM: Internet.

A matéria lincada mostra uma escrachada campanha visando jogar a opinião pública contra um dos candidatos bem posicionados nas pesquisas sobre a preferência do povo para ocupação da Presidência da República nessas eleições 2018. A mensagem da matéria é ardilosa, o leitor é levado a chegar à conclusão de que houve mais manifestações contra Bolsonaro – é mencionado 116 cidades – do que a favor – 40 cidades. E mais: é o leitor que dá a si mesmo as manifestações mais povoadas se valendo da visualização de fotografias. As fotos exibindo os contra são primordiais em fazer pensar em multidões gigantescas e as “à favor” mostra gatos pingados.

Reflitamos: Com Haddad, do PT, em condições melhores para peitar Jair Bolsonaro, do PSL, já se consolidou, sem dar o braço a torcer, até pelos tucanos, que quem vota contra o Bolsonaro é petista. Então, por que nas manifestações contra o impeachment de Dilma Rousseff não mostraram essa mesma multidão?

Na minha militância pelo PCdoB de Flávio Dino, Manuela D’Ávila e Jandira Feghali eu participei das manifestações contra o impeachment e, vestido de camisa vermelha e segurando bandeira com a logo do partido, eu enxergava até mais gente do que o que é apresentado nas fotos que exibem a quantidade de contras do evento em discussão. Fica a pergunta: Por que na ocasião essa mesma mídia apresentava apenas centenas de petistas querendo defender o posto de Dilma?

O povo que anda apoiando Jair Bolsonaro o faz porque foi contaminado pelo ódio ao PT. Dentre esses apoiadores há muita gente que foi ajudada pelo partido e que se diz traída por ele.

Entretanto, esse ódio que o contaminou foi construído dessa mesma forma que faz, no caso do link deixado, a Globo para criar rejeição ao candidato ditador. E diga-se de passagem: #EleNão. Dessa mesma forma Dilma perdeu seu cargo eleito pelo voto direto e Lula foi colocado na prisão.

Fica claro que a mídia age conforme os seus intere$$es e faz o que quiser com a cabeça da população. Na verdade, a mídia recebe dinheiro para fazer, quem faz o que quer com o eleitor é quem a paga.

Só que, se percebe claramente, esse pessoal também erra. Aliás, não é de hoje. Já havia errado outras vezes. Veicularam o erro com o título de “caçador de marajá”.

Foto oficial do presidente Fernando Collor de Melo.

IMAGEM: site Wikipédia.

Esse pessoal não contava que o tiro que dera poderia sair pela culatra, que poderia aparecer alguém para substituir os “petralhas”, como ensinaram-nos a denominar os membros do PT, que fosse completamente avesso aos seus próprios interesses (talvez).

jair_bolsonaro_hitler

IMAGEM: site Politika.

E tudo que você viu de capítulo da novela que culminou no impeachment da Dilma e no impeachment de candidatura do Lula pode também não ter passado de manobras para setar a sua cabeça, você que era petista agradecido e vencedor.

Sérgio Moro, os magistrados do STF, Eike Batista, os Batista e os Odebredtch e etc. Cada nome que soou aos seus ouvidos e desfilou aos seus olhos nos jornais, rádio, televisão e sites tiveram um papel a cumprir e o cumpriram. Fizeram você acreditar num monte de possíveis inverdades.

E agora eles estão te tirando da hipnose. Estão te resetando. Por enquanto estão te fazendo enxergar uma certa verdade sobre a popularidade de Jair Bolsonaro para te fazer voltar às suas origens, voltar a ser petista e recusar dar seu voto no monstro ex-capitão militar. #EleNão. Não vai nessa que isso se explica com a frase “unidos pela democracia“. Ou tudo o que está neste texto é a mais pura verdade ou nada é.

Ou fizeram, com os mesmos golpes de opinião, você odiar o PT para cumprirem certo propósito, mas, não era pra você ser tão radical e ir logo escolhendo o ogro que está aí liderando as Pesquisas, ou fazem isso agora para que você prefira estar como estava antes. Que não venham com essa de que é por pura necessidade de estado de sítio que usam dessa tática nazista de marketing político para derrubar o candidato desprovido de bom senso.

Deixo claro, que sou totalmente partidário com a tática. #EleNão, #EleNunca, #EleJamais. Mas, não me contive em mostrar para o público que se ele fosse mais atento, não teria caído nessa tática e aceitado tirarem a Dilma, não teria criado o ódio ao PT e jamais teria entrado nessa de mutilar seu próprio caráter por se apresentar em público condescendente com tudo o que Bolsonaro prega e representa. E, caso você não reconheça, essa manobra para moldar opinião também é corrupção.

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