Não debater na televisão é apostar em fakenews

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Não há um só estudioso tentando provar que os OVNIs (Objetos voadores não identificados) não existem. Há, sim, muitos tentando comprovar o contrário. Da mesma forma, não há quem tente provar que Jesus não existiu. Há quem se esforce, inclusive cientistas, em provar o contrário. Ser cético, então, é situar-se em uma zona confortável, nenhum cético precisa provar a segurança da hipótese que defende.

Essa analogia pode ser empregada de modo reverso, conforme o que temos visto, nas campanhas eleitorais até agora. Nenhum candidato, ou suas equipes de marketing, tenta provar que é o melhor e sim por que o adversário não o é.

Porém, em vez de provas, como as arqueológicas que evidenciam cabalmente a hipótese nos casos pertinentes à História: fakenews. Fatos noticiosos falsos a respeito da vida pública e privada do adversário. Se os eleitores forem se amparar no material de guerrilha que andam jorrando nas redes sociais para ele consultar ele está lascado. Por essa razão é que me autocomprometi a desmantelar muitos deles aqui no blog.

E parece que as redes sociais não permitem material fidedigno passeando nos murais. Tentei postar alguma coisa assim e esperei que o que postei fosse alastrar, virar material campeão de compartilhamentos, mas, encontrei foi censura, inibição da visualização do material para que o mesmo não fosse conhecido e cultuado. Eu, que estava dando trela para a guerrilha entre simpatizantes de cada candidato, parei com isso imediatamente, pois, descobri que se você posta algo que você vá ganhar com a postagem, nem que seja notoriedade, a rede te impede. Pode ser que se você pagar a rede pelo sucesso, aí sim, seu material siga o curso esperado.

A verdade é que material que conscientiza, fatalmente atrapalha a guerra. Se você posta algo definitivamente aniquilador da campanha de um dos políticos ainda em disputa, a tendência é aqueles que estão convencidos do voto voltar atrás na sua decisão. E aí param de reagir a marketing de guerrilha e param de dar movimento nos murais. As redes faturam com esse movimento, como já explicitei aqui. Esse interesse que toda a Mídia tem é totalmente antidemocrático e ao meu ver criminoso. Mas, passa batido e ninguém observa. Se observa: não reclama.

O melhor a fazer, aqueles que compreendem a situação que me incomoda, é avaliar a coerência que cada facção política tem com a sua ideologia que professa. Ideologia de esquerda tende a manter programas de esquerda e vice-verso. Essa postura é só o candidato do PT que sustenta. Um exemplo: manter públicos sistemas educacionais e de saúde e em vigor benefícios sociais alcançados pelo trabalhador.

O PSL não passa firmeza quanto à sua linha ideológica e para piorar dá desculpas para não debatê-la na televisão, veículo de comunicação estendido à maioria da população, por essa razão o melhor para oferecer discussão pública. E o que se vê de supostas intenções do candidato do partido para seu governo é muito confuso e fragilizado devido à natureza de fakenews que tem o material que as difundem.

Tem material que diz que Jair Bolsonaro se prepara para acabar com o Ensino Público, o que atinge também a faculdade pública, muito cortejada pela população. Isso faz sentido por se tratar do que será um governo que mantérá relações condescendentes com o Tio Sam, Estados Unidos, país onde não há faculdades públicas por ser voltado para o liberalismo econômico. E há material que diz o contrário, diz haver a continuação da modalidade, porém, havendo restrições para que uma vaga nas escolas seja alcançada mediante comprovação de pobreza por parte do aspirante. Imagine que loucura: manter todo um sistema público de Ensino e correr o risco de a quantidade de alunos a merecer a matrícula ser inferior ao gasto do sistema.

Eu, por ser militante do PCdoB há longas datas, não tenho dificuldade para me defender desse quadro e fazer minha escolha. É indiferente para mim que o adversário de Fernando Haddad vá à TV mostrar o que tem para oferecer sua candidatura. Eu prefiro apostar no que já teve experimentada e aprovada a aplicação e o candidato que vai à TV dar seu parecer a respeito diz pra população que haverá continuação.

Temos que admitir que o fakenews ainda não é possível de ser veículado em transmissões ao vivo de redes de televisão. Ou você é ou você não é o que faz parecer; ou você tem ou não o que dizer. É preciso coragem e preparo por parte do candidato que respeita o eleitor e vai à debates, sem priorizar veículo de comunicação. Priorização que, inclusive, é repudiada em códigos legislativos.

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