“Lula livre” é inevitável aos planos de Jair Bolsonaro

Lula e Bolsonaro

Mudar a atual política econômica do Brasil para a que exige o mundo hoje em dia requer unidade nacional. Requer esforço conjunto e disposiçao para passar por recessão, re-educação de costumes individuais e sociais e de comportamento econômico; uso regrado da tecnologia; interesse pela busca da informação íntegra e útil; aumento de escolaridade e capacidade profissional; e principalmente rompimento com o modelo trabalhista que desde o Estado Novo de Getúlio Vargas temos mantido.

É preciso deixar a zona de conforto que esse modelo nos pôs nela para nos adaptarmos ao talvez admirável mundo novo que enfim chegou para todas as sociedades no planeta Terra. Se quisermos gozar de uma boa existência e também os que nos importam temos que dar de mão de egoísmos. A vida é curta, não dá pra passar o curto tempo dela em status de espera de melhora ou vivendo o que pode ser vivido. Temos que viver mais o prazer do que a angústia. E estar sempre em oposição, colecionando insatisfação, não é sabedoria. Se não se pode vencer o inimigo é bom se unir a ele e usar as armas dele em benefício próprio, ainda que haja adaptações.

Não dá mais para governos e empresas ficarem responsáveis por tutelar os trabalhadores. É dessa tutela que nasce a corrupção que quebra as cifras do sistema e obriga constantemente o uso de sangrias para contornar as quebras. E fode todo mundo!

Um país sem oposição” é o que sugere configurar-se. E para não haver oposição todos têm que estar caminhando na mesma direção. Interesses comuns conduziriam automaticamente a administração pública. O Parlamento teria a missão de levar ideias ao público para que se selecionem os interesses novos.

Isto parece comunismo? Sim. Na minha opinião. Mas, não amedronta nenhum conservador. Nenhum liberal fica com um olho no gato e o outro no peixe diante da instalação de uma sociedade que livremente se comporta uniformemente, dando a impressão de se viver em um regime planificado.

Conformar com os mais pobres estando gradativamente próximos dos mais ricos, a se considerar estilo de vida, acessos econômicos e nível de informação válida, é algo que a burguesia terá que tolerar se quiser sobreviver. Conformar em incondicionalmente estar trabalhando para receber benefícios do Estado é atributo que será legado ao povo.

Esse quadro social não pode esperar. Temos que largar de dor de cotovelo uns e ódio outros para levarmos o novo governo a estabelecê-lo ainda nesses quatro anos que estão por vir. Os elementos da Esquerda que ficaram para trás têm que ter vez sua voz nesse governo se quiserem que tal objetivo se atinja.

Ficarmos de picuinha tentando a todo tempo sabotar o que o outro tenta fazer para melhorar o país não ajuda ninguém. Nem tanto ao Sol, nem tanto ao mar precisamos ir. Mas, buscarmos união dentro da possiblidade de cada um em pró de um bem comum que é a validação da própria existência é imperativo.

No entanto, um problema se apresenta: Jair Bolsonaro e sua equipe não são capazes de conquistar a parte que por enquanto ele vem mantendo de fora de seu governo. Falo dos 62% que não votaram nele, considerando a população só de eleitores.

É preciso alguém com carisma e eloquência suficiente para convencer essa massa excluída, humilhada pela situação – quando em campanha e também nessas primeiras semanas pró eleição – e irada com os acontecimentos que vêm tomando a atenção de todas as imprensas.

Alguém que seja capaz de levar essa massa a largar o revanchismo, a dar de mão do modelo social que mesmo esse alguém teve o compromisso de mudar e aceitar passar pela privação e realizar o esforço que forem precisos para que o país social e soberanamente se reconstrua.

É preciso alguém que outrora, inclusive, foi estimado pela parte da população que hoje coopera com a radicalização inconsequente, totalmente incompatível com a política que quer implantar, que Bolsonaro insiste em ostentar.

É preciso alguém com história de luta e feitos por este país que motiva até mesmo aqueles que estão induzidos a negar, mas que, livres do ódio lhes fabricado por motivos políticos, conhecem muito bem cada fato e a integridade de cada informação sobre esses feitos, pois, experimentou na própria realidade a prosperidade proporcionada pelo feitor deles.

Este homem está preso. Na verdade, detido. Mas, o sistema judiciário, até mesmo a pedido do presidente da república, pode libertá-lo. O sistema lhe opressor pode se juntar a ele e solicitar a ele a condescendência de sua parcela do povo à política de socorro que se necessita implantar. E assim poderemos cantar “todos juntos vamos, pra frente Brasil” porque vai ser do interesse de cada um cantar.

“Lula livre” ainda que tenha-se que romper com ideologias e desavenças.

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