Enquanto novamente o gigante dorme

Você se lembra das passeatas de 2013? Criaram na ocasião a hashtag #OgiganteAcordou, lembra? Pois é, se havia acordado mesmo, voltou a dormir. O gigante só podia estar dormindo quando seu povo elegeu Jair Bolsonaro.

Bem, o fato é que JB está eleito, vai começar a presidir o Brasil daqui a bem pouco tempo. E precisamos pelo menos antecipar o que ele pretende fazer com o país. Ele ou os que estariam por trás dele.

Obviamente ele só tem três opções: Fazer um bom governo para todos; ser uma catástrofe – de caso pensado ou não – para todos; manter a situação como está.

Venho postando aqui neste blog suposições que vão do inferno ao céu. Não sou contra a nação, por isso, teço opiniões positivas sobre esse futuro governo, com base nas parcas informações que se vê lançadas na imprensa a respeito do eleito. E não sou estúpido de pensar em descartar o pessimismo tendo em vista as mesmas informações.

Para o mal ou para o bem, creio que o que quer que venha por aí do novo governo eu terei antecipado aqui as regras. Não tive vergonha nem mesmo de tecer cenários nefastos demais, típicos de serem enquadrados como teorias vagas sobre conspiracionismo.

Se houver surpresas, independente de serem boas ou más, se o que JB implantar for bem diferente do que tentei decifrar neste blog, o tempo todo a imprensa teria nos enganado, fazendo com que tenhamos utilizado as informações ejetadas para imaginar os polos possíveis que a nova administração federal se sucumbiria a eles e esta tinha em mente planos bem diferentes e não imagináveis se seguindo pistas falsas.

Antes mesmo do Primeiro Turno da Eleição 2018 acabar eu deixei observação de que Bolsonaro seria um bode expiatório e que se eleito quem governaria não seria ele. Passeei na possibilidade do MDB e do PSDB estarem num conchavo com o PSL e fariam um bastidor governamental. Quem daria as cartas seriam os dois partidos conservadores.

Reforcei a teoria apontando que o fracasso de votos que obtiveram Geraldo Alkmin e Henrique Meirelles fora proposital, teria seguido um esquema de voto-útil a partir do momento em que as duas legendas supostamente parceiras do PSL se viram fora da disputa conforme as pesquisas.

Alguém no Facebook até colaborou com essa hipótese, comentando na postagem que se isso estiver certo estariam intimidando a população com uma fachada militar nos postos de presidente e vice da república. Essa fachada ajudaria no combate à esquerda política e no suporte das medidas mais ostensivas que esse governo teria que adotar e certamente sofreria rejeição por parte da população, mesmo da que confiou seu voto à nova Situação.

Eu também divaguei sobre o cenário em que tentariam uma manobra para colocar de volta na presidência do país o PSDB, ficando o MDB como vice. Jair Bolsonaro sairia do cargo alegando incapacidade de presidir. Hoje – verdade ou não, pois, não se pode confiar no que sai de informação sobre Jair Bolsonaro – sabemos que ele carrega uma doença na região estomacal. Uns falam que se trata de um câncer avançado. Porém, ainda que mentiroso o fato, serve de álibi para o abandono do cargo de presidente da república.

Uma vez dono do cargo, o general Mourão o ocuparia e o presidente da Câmara dos Deputados, convenientemente escolhido um político do PSDB, o substituiria no posto de vice. Mais pra frente ocorreria uma manobra para que Mourão transferisse para o tucano o bastão. E aí teríamos o PSDB de novo comandando o Brasil e junto com o MDB concluir suas agendas iniciadas há longo tempo e interrompida pelos governos petistas. Uma lavagem de cargo público parecida com lavagem de dinheiro.

De outra forma, jamais se veria o PSDB – ou até mesmo o MDB – governando novamente, estando no posto legitimamente. E melhor ainda para as duas legendas: autorizadas a fazer tudo o que propôs Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão em campanha e que o eleitor aprovou com seu voto. Incluindo estabelecer o estado-mínimo nos campos da economia e do trabalho, destinar território e riquezas do Brasil para outras nações, privatizar empresas públicas, envolver a população em interesses sionistas, caçar direitos trabalhistas, criminalizar movimentos sociais, praticar genocídios, dar poderes obtusos ao Judiciário e até colocar o Brasil em guerra.

Porém, fatos novos apontam para teorias remanescentes desta, que a modifica pouca coisa, mas, a torna mais confiável de que pode ser estabelecida. O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, teria admitido que as Forças Armadas articularam para que Lula fosse preso. A prisão de Lula foi ocorrência crucial para que Bolsonaro fosse eleito. Isso daria suporte à opinião de que as Forças Armadas estivessem mesmo novamente no poder.

Em outra suposição, a confissão do general Villas Bôas poderia objetivar livrar o juíz Sérgio Moro de responder processos por sua atuação judicial – perseguição ao Lula – visando cargo político – Moro será o ministro da justiça de Bolsonaro –, o que dentre outras coisas poderia estragar os planos do novo governo – sendo ele totalmente do PSL ou conforme as teorias já mencionadas.

Sérgio Moro sendo investigado e impedido de assumir o ministério ficaria comprometida a aparente blindagem jurídica que estariam preparando no Judiciário para dar suporte à verdadeira quadrilha que está sendo montada para assessorar a presidência da república e também as modificações que intencionariam fazer nos códigos penais brasileiros.

Comprometeriam-se também futuras necessidades de ordens de prisão e de mudanças na Constituição Nacional previamente intencionadas. A carreira de Moro sofreria irreparáveis manchas caso ele fosse enquadrado em atuação ilícita usando o cargo de magistrado. E nova eleição presidencial com base na comprovação de existência de fraudes eleitorais que teriam beneficiado Jair Bolsonaro – e até mesmo aqueles que foram eleitos por causa dele, como por exemplo Janaína Paschoal – seria uma consequência justa para todos os que concorreram na Eleição e incrivelmente drástica para os golpistas e seus financiadores, creio eu que norte-americanos.

Com a já sentida ditadura militar em curso, assumir responsabilidades comprometedoras, como a de estar por trás da prisão de Lula, em nada intimida os militares. Eles se acham a poderem confessar o que quiserem, pois, não daria nada para eles. Estariam no poder e acima da Lei.

Segue abaixo um roteiro criado por um anônimo e espalhado pela internet do que seria o estratagema caso a verdade esteja na suposição de estarem mesmo os militares por trás de toda a tramitação política que culminou na eleição de Jair Bolsonaro.

  • Anteriormente, fantoches manifestantes solicitaram intervenção militar na política brasileira.

  • Os militares teriam apoiado o juíz Sérgio Moro em sua caçada aos membros da Esquerda, que ocupavam os principais postos de poder no Congresso Nacional, no Senado e na Presidência da República. Com isso teriam conquistado a população incauta.

  • Teriam eles articulado a derrubada de Dilma Rousseff.

  • Teriam mantido Michel Temer na corda bamba até o decorrer da Eleição.

  • Teriam arrendado o STF (Supremo Tribunal Federal) e todo o Judiciário, cadenciando os juristas e os julgamentos e a Polícia Federal e inclusive os impedindo de realizar certas investigações, como a morte de Teori Zavascki, que dentre os juristas causava dissabor, inclusive questionando ações consideradas suspeitas de Sérgio Moro.

  • Teriam produzido a prisão ilegal do ex-presidente Lula, tendo em vista que se o mesmo não ocorresse o PT seria novamente eleito democraticamente e o plano de tirar do posto o partido que blindava as ações de interesse dos imperialistas por meio de parlamentares no Congresso seria neutralizado.

  • Estariam por trás da armação do indeglutível atentado sofrido por Jair Bolsonaro.

  • Teriam impedido o TSE de investigar as denúncias feitas pela Folha de São Paulo sobre o emprego de caixa 2 pela candidatura de Jair Bolsonaro para bancar fakenews contra os seus adversários eleitorais. Fato também importante na vitória do PSL.

  • Estariam por trás do pacto nacional entre os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo proposto pelo presidente do STF, Dias Toffoli.

  • Armariam a saída de cena de Bolsonaro para que Mourão se aposse do cargo. Em determinado momento de sua campanha, Bolsonaro disse que iria embora para a Itália, de onde descenderia, caso perdesse a Eleição. Poderia ele ter feito alusão a uma provável necessidade de se manter escondido após certa missão cumprida?

  • Viabilizariam, uma vez com o cetro da nação na mão, a pilhagem de território e riquezas do Brasil feita pelos Estados Unidos, através de negócios superfaturados.

  • Sufocariam os partidos de Esquerda e voltariam à condição de bipartidarismo, a exemplo dos Estados Unidos, como foi no próprio Brasil durante o último regime militar. Os partidos conservadores, liderados pelo DEM, se uniriam para formar a legenda democrática e o PSL seria a legenda republicana, disfarçando a linha ideológica verdadeira, a militar.

    O eleitor que elegeu Jair Bolsonaro só notará que o povo perdeu participação nas decisões do país quando constatar que viver em um país sem esquerda é dar tiro no próprio pé e conviver com uma democracia falsa como a dos Estados Unidos, onde quem dá as cartas são os políticos – todos conservadores –, os militares e as grandes corporações. A falsa impressão de ordem e progresso e de bem-estar social que se vive naquele país é que garante o não surgimento de rebeliões populares devido a insatisfações.

Com isso, fica mais uma teoria sobre o que estaria por vir com o novo governo. Uma delas é a correta. Sei que já é proibido fazer qualquer referência à China nesses novos tempos militares, mas, deixo um provérbio chinês para confortar quem compartilha das opiniões tecidas neste texto:

Espere o melhor, prepare-se para o pior e viva o que vier”.

Se for possível, tente fazer o gigante acordar de novo, lendo para isso “Os meninos da Rua Albatroz“.

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