A necessária trajetória do brasileiro até o fascismo – Pt. 3

No dia 2 de janeiro de 2019, notei uma diferença enorme no meu cotidiano. De cara, a desordem e a violência urbana nos locais por onde passo caíram de maneira completamente esdrúxula.

viaturas

Fez-me pensar que estavam esperando o novo governo entrar para acabarem com o que seria uma peça teatral que vinha sendo encenada desde o segundo mandato do Fernando Henrique Cardoso. O caos social que reinava antes pareceu ser para mim coisa artificial, já que pôde ser consertado logo no dia seguinte à posse de Jair Bolsonaro.

É lógico que a minha cabeça não aceita versão única. Então, eu também refleti sobre outra: Aqueles que provocavam o caos anterior pertenciam ao grupo (ou grupos) por trás do governo que se estabeleceu ou eram financiados pela gente dele. E depois de dezesseis anos de campanha de desestabilização da civilidade no país para tentar com isso responsabilizar o governo vigente e forçar a população a derrubá-lo e eleger outro, de preferência um candidato do grupo conspirador, alcançaram seu objetivo e pararam de atuar, voltando-se à rotinas que colaboram com a nova situação.

Se esta for a versão verdadeira, olha o poder que esses camaradas têm sobre a realidade do país e o tanto que podem fazer para realmente melhorá-lo agora que estão no poder!

Teve também mais uma versão para eu analisar. Os baderneiros tinham o aval dos governos anteriores (ou de grupos ligados a eles) para realizarem suas badernas e com o advento do novo governo os agentes judiciais que relaxavam prisões, davam alvará de soltura ou simplesmente evitavam que os baderneiros fossem responsabilizados perderam a capacidade de dar guarita e por isso os meliantes estão pianinhos e pararam, em peso, de atuar.

As badernas que eles faziam teriam o objetivo de desestabilizar a sociedade para esta aceitar a necessidade da administração provida pelos governantes em situação ou o objetivo de provocar caos que tampa notícias inaceitáveis pela população, como, por exemplo, as relacionadas à corrupção.

A polícia agora pode atuar sem medo de pegar um meliante hoje e ele ser solto amanhã e os membros da instituição policial, vítimas, denunciantes ou testemunhas sofrerem represálias. Por isso tenho visto constantemente viaturas policiais fazendo ronda e gente nas paredes, com as mãos para cima ou para trás, sendo revistada e até autuada pelos agentes da lei.

Diminuiu bem o pessoal que pula roleta nos ônibus depois que colocaram um aviso dentro deles dizendo que “evasão de passagem é crime” e alguns cabuladores de passagem serem detidos e responsabilizados pelo ato para servirem de exemplo.

Até aqueles babacas que colocam aqueles funks nojentos no mais alto grau de volume em seu som automotivo e sai tocando o terror sonoro pelas ruas nas periferias tenho visto sumir. Espero que todas essas ações de segurança sejam intensificadas.

A mesma coisa eu senti na economia. Senti mesmo, não só ouvi a grande mídia repetir exaustivamente que os mercados estavam pulando de alegria com a nova administração do Brasil.

Vi lojas cheias, promoções em shoppings sendo visitadas, pessoas arrumando emprego com facilidade, crescimento de oportunidades de negócios dantes inviáveis porque a probabilidade de assalto à estabelecimentos comerciais era grande.

Mesmo esse cenário econômico e trabalhista pode ter tido manipulada a alteração. Empresários e associações comerciais poderiam estar fechadas com Bolsonaro para logo que ele fosse eleito acabarem com a crise que ficticiamente provocavam. Seria uma negociação política seguida de promessa cumprida efetivado para o bem de todos.

Os cenários apontados neste texto descrevem ações que foram ou podem ter sido efetuadas por entes tanto de direita quanto de esquerda e também gente de lateral política nenhuma. E todas: ações fascistas, totalitárias, extorsivas, obscuras, corruptas.

Com exceção dos acontecimentos no Ceará, que ainda estão sob suspeita de ser armação política, a paz que aparentemente vem relatando experimentarem várias pessoas desde a posse do JB, à medida que se desenvolve o novo governo se cogita que o mesmo beneficiará todos os brasileiros. Logo, o fim justifica os meios.

Na próxima postagem falarei sobre oposição sadia e esquerdismo. Convido você a ler o livro “Os meninos da Rua Albatroz“, cujo texto à medida que anda o governo Bolsonaro parece ter servido de inspiração para as implantações do governo.

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