O velho truque da dispensa de ministro

Veja-PauloGuedes

A situação é a seguinte:

Bolsonaro ganhou a eleição para presidente fazendo com que um monte de servidor público, cristãos protestantes e pessoas contaminadas contra o PT com uso de trabalho de manipulação de opinião confiasse em sua promessa de moralizar o Brasil, acabar com a corrupção e a roubalheira nos cofres públicos, colocar petistas em cana e botar arma na casa de cada brasileiro e brasileira de bem. Ou seja: só promessa vaga e populista.

Para arcar com as promessas, ele decidiu colocar um chamado por ele de técnico no gabinete principal de cada ministério.

Para as pastas da Economia e do Trabalho, o técnico escolhido foi o ex-consultor de banqueiro Paulo Guedes. O motivo principal talvez fosse o fato do homem ser ultraliberal.

O bom disso é que cada vez que Guedes solta uma frase o barulho que ela faz não só ensurdece a população, mas, também a cega totalmente. Deixa toda a atenção dela voltada para a fala.

E com essa cortina esticada, Bolsonaro pode pôr em prática o que lhe interessa (e aos seus) e também se esconder de ter que arcar com certas coisas que prometeu. Ou pelo menos de ter que andar rápido com a implantação delas.

Acontece que a Reforma da Previdência, uma das bombas que vêm sendo adiadas de estourar desde o governo Collor, que todos os presidentes dele pra cá prometeram tirar do papel e mantiveram guardada, não agrada a maioria dos que confiaram seu voto ao então candidato do PSL. E menos ainda aos oponentes clássicos do presidente, os esquerdistas.

Pelo menos aos primeiros deveria agradar, pois, se cogita que se votaram no Jair é porque estariam decididos a apoiar o político no que quer que ele precisasse. Mas, não é como acontece, então, agora o presidente está em maus lençóis.

Guedes, o ministro da economia, nos primeiros dias de governo virou estrela. Muitos, como diz Bolsonaro: marxistas culturais, andaram proclamando que ele é que seria o verdadeiro atual presidente da república. Coisa que estava enciumando o seu Jair e por certo fez com que ele aquietasse um pouco o facho de seu guru. A idéia dos marxistas culturais era esta mesmo!

Com a volta da discussão a cerca da reforma da previdência, o economista Paulo Guedes voltou a ganhar foco. O texto polêmico dela é dele. E dizem que tem também pitaco de seu chefe imediato, o presidente da república. E junto com o foco no ministro veio o aumento da insatisfação com o governo de todos que serão afetados pelo texto maldito.

Parece que o Governo recuou quanto à essa reforma. Terá que fazer alterações no texto e de repente estaria disposto a isso há bastante tempo. Só que tem a vaidade pra se tomar conta, né? E a inevitável perda de moral para com o povo e para com seus aliados se der de ré.

Algo teria que ser feito para parecer que o que vier a ser finalizado com relação à esse filho sem pai que é a Reforma da Previdência foi fruto de legítima autonomia de ação e de livre e espontânea vontade do Governo a decisão.

Entrou em cena, então, o velho truque do dono do invento que esbraveja com aqueles que querem fazer modificações no brinquedo que inventou. Qual birrento ameaça largar o cargo de inventor devido a isso, alegando, pra que ninguém o tache de louco, que nem queria estar o ocupando.

Com toda certeza houve acordos com Paulo Guedes para que ele bancasse em público o bode expiatório e ameaçasse deixar a chefia de seu ministério. O Governo vai acabar mudando para algo suportável essa reforma é porque não teve cacife para aguentar a pressão do povo.

E vai dizer com boca boa que só não saiu como queria o tratado – em outras palavras: como exigia o capital e o patrão Tio Sam – porque o frouxo do criador das polêmicas do texto pulou fora na primeira derrota na Câmara.

E Guedes, sai? Minha opinião: Espero que não. As propostas do guru do Bolsonaro são radicais, mas, a situação financeira do país fazem-na cruciais, indispensáveis. Todos teremos que fazer um esforço imensurável para entendê-las e apoiá-las. Na próxima postagem eu explico melhor. Usarei um exemplo tão claro, que parecerei estar desenhando.

meninosdaalba

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Boa leitura, absorção de cultura e diversão!

 

 

 

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