Vaza Jato: Sai hacker, entra a NSA

*Clique nos links leva à reportagem-fonte do assunto.

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Hackeiam são nossos cérebros

No primeiro contato com a informação sobre os vazamentos protoganizados pelo The Intercept eu já desconfiei de que alegar que o material vazado fora produto de interceptação via hacker de mensagens digitais era providência de gestão do vazamento. Daria respostas mastigáveis para aqueles que duvidariam do descuido confessado por Sérgio Moro dos envolvidos com relação à delicadeza da conversa operada supostamente no Telegram e à nobreza dos conversantes.

Isso, é claro, desconsiderando do grupo dos “duvidadores” os que entendem pelo menos um pouco de desenvolvimento de sistemas informatizados e de espionagem digital. Estes ficariam no aguardo de outra justificativa, pois, “esta não cola”.

Ainda que criptografassem as mensagens para assim entrarem no banco de dados ou em arquivos Xml, por exemplos, nos servidores, existem decriptadores que podem ser usados pelos provedores por trás dos aplicativos de comunicação para decodificar o que estiver em seu poder.

A crença em que a senha que um usuário usa em um serviço autenticado só ele conhece é tão equivocada quanto a que reza que é seguro navegar anonimamente na Deep Web. Coisa que já foi discutida aqui em post.

Se comprometeram em sua defesa os acusados desde o princípio com a alegação de que um invasor conseguiu a proeza de invadir celulares contendo conteúdos de conversas trocadas entre juristas. Exatamente os juristas que se houvesse provas de que teriam existido tais diálogos entre eles uma reviravolta na história nos contada sobre a prisão de Luís Inácio da Silva e sobre a eleição de Jair Bolsonaro seria viável. E ajudaria a inaugurar a próxima fase de um grande plano.

Informalmente, já que não podiam mudar a versão oficial, apresentaram para os céticos desta uma alternativa para eles degustarem. E dentre outras coisas tirar de cabeça aqueles que apostavam em ser o Telegram – que negou a possibilidade de hackeamento – o informante do The Intercept. O que faria mais sentido, pois, o aplicativo de comunicação mesmo que sem autorização dos membros tem toda a possibilidade de visualizar e guardar as informações veiculadas e armazenadas em seu banco de dados e pastas de mídias.

E só bobo que pensa que tanto o Telegram, quanto os outros sistemas do tipo, entre eles o Facebook, não fazem isso. Esses instrumentos foram criados por organizações envolvidas com governos ou foram absorvidos por elas ou pelos próprios governos para o fim de controlar pessoas e maneiras de pensar, além de saber sobre o que comentam entre si os civis.

Tinham também que convencer aqueles que acreditavam que os próprios espionados teriam fornecido ou preparado o material para seguir com a trama pensada provavelmente pela CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. E, diga-se de passagem, frear o editor do Intercept, Leandro Demori, que em entrevista ao podcast Mamilos provocou bravio: “Quem está falando que foi hacker tem que investigar e provar”.

Se estiver na hora de libertar Lula ou se o escândalo tiver só o objetivo de tapar a atenção do público, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol de repente precisariam ser, vamos dizer assim, desmascarados. Para a segunda hipótese vem funcionando direitinho o objetivo e para a primeira teremos que esperar pelo julgamento de Habeas Corpus do Lula, que será em agosto.

A alternativa apresentada para a contenção dos especialistas em invasões de hackers e combatentes da versão adotada pelos atacados pela Vaza-Jato parecia mais satisfatória até para quem estivesse convencido da oficial. Poderia ser a verdade explícita, que estaria fadada a ser descartada, graças ao esforço para sustentação da justificativa inicial e combate à opcional.

Não devemos esquecer que conforme o que divulgou o The Intercept Brasil, as atividades ilícitas atribuídas à juristas e procuradores da Lava-Jato atingem a grande imprensa nacional, principalmente as Organizações Globo. O comportamento desta, que chega a ser citada em uma das mensagens vazadas em que o autor sugere contratá-la para uma operação e tem farta referência a uma reportagem do O Globo sobre o triplex atribuído ao Lula, parece corroborar a acusação.

Considero suspeito de se tratar de busca de silêncio ou de limpeza de barra inclusive o vexame de audiência levado ao ar pelo Programa do Ratinho em que o apresentador, que apareceu como protagonista em uma notícia sobre dívida com a União, entrevista o juíz Sérgio Moro.

Dizer que o material publicado pelo The Intercept é falso e apresentar argumentos perturbadores contando com a ajuda de todos os envolvidos no caso, incluindo o The Intercept, estaria completamente ao alcance de uma cúpula. Fariam uma coisa dessas com o público depois do objetivo cumprido.

Segundo a tal versão para céticos e intelectos privilegiados, o procurador Diogo Castor de Mattos, ente de confiança de Deltan Dallagnol enquanto procurador da Lava-Jato, que receberia informações privilegiadas e com acesso a decisões antecipadas de Moro, teria vazado as mensagens de Deltan e Moro para se safar de uma “prensa” que Dallagnol estaria armando para o escritório de seus irmãos Analice e Rodrigo Castor de Mattos. A notícia de que Gilmar Mendes chamou a atenção para o fato de irmãos atuarem no mesmo processo pode ser confirmada.

Estes estariam a sofrer acusações de atuar em conjunto com o irmão procurador, que dentro do processo estaria a lhes repassar informações privilegiadas para o fim de extorquirem os reús da operação defendidos pelo seu escritório. Utilizariam o expediente das “delações premiadas” para faturar alto em cima de dinheiro oriundo de corrupção. O primo dos três, o subprocurador Maurício Gotardo Gerum, participaria do esquema revisando e endossando as sentenças baseadas nas acusações de Diogo, conforme alega a versão que o próprio MPF – Ministério Público Federal – diz ter sido espalhada pelo Whatsapp.

O descaramento teria sido tal, que o STF teria pedido publicamente que a Procuradoria-Geral da República investigasse a relação entre os irmãos, sob alegação de corrupção na operação lava-jato. Alguns acusados como João Santana e Palocci, teriam sido pressionados a rescindir contrato com o escritorio do advogado Roberto Batochio e forçados a “contratar” o escritório de Rodrigo Castor de Mattos.

Até Diogo pedir afastamento da força-tarefa da Lava Jato, em abril de 2019, alegando recomendação médica e sob as suspeitas de adversários da alegação de ter o esquema vindo à tona, o escritório de advocacia da família Mattos teria faturado mais de 30 milhões de reais, boa parte das atuações tendo passado a serem clandestinas, conforme, segundo a teoria, o ministro Gilmar Mendes teria tornado suspeito de pode ser uma razão não reconhecida.

Diogo e a advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do STJ João Otavio Noronha, tiveram um atrito muito forte. Fato que foi noticiado. A advogada teria reagido a um artigo publicado por Diogo Castor de Mattos, que criticava o ministro do Superior Tribunal de Justiça. Os alvos dos ataques teriam passado a denunciar publicamente as irregularidades praticadas pela família Castor de Mattos.

Ainda conforme o texto da teoria, ao manchar a reputação da Operação Lava-Jato, Diogo e Rodrigo teriam sido pressionados e ameaçados por outros procuradores da operação. Teriam copiado todas as mensagens do grupo como forma de se proteger caso fossem “fritados” publicamente por seus pares da operação.

A ambição dos irmãos teria crescido com a possibilidade de participarem da gestão da fundação bilionária que Dallagnol e Castor estariam tentando criar com fundos da Petrobrás. Diogo estaria sendo investigado pelo polêmico acordo extrajudicial firmado pelo MP.

Após discussão com Dallagnol, que o teria acusado de ser o responsável por ter sido negado pelo STF o acordo da fundação, Diogo teria ficado acuado, ansioso e preocupado com o que poderia acontecer com ele e seus irmãos. Com medo de serem desmascarados e descartados, os irmãos teriam facilitado o arquivo para o intercept publicar. A ideia seria fazer ir parar os holofotes diretamente para as cabeças de Moro e Dallagnol em vez da de cada um deles.

Uma variante dessa teoria, reza que a motivação de Diogo teria sido retaliação por ter sido obrigado a pedir seu afastamento da Operação Lava-Jato, que aconteceu em abril de 2019, sugestivamente poucas semanas antes de o Intercept publicar seu furo de reportagem.

E é relevante o fato apontado pelo construtor dessa teoria de até o momento em que ela começou a circular o vazamento tenha prejudicado somente as principais figuras da operação. Sem, no entanto, vazar qualquer mensagem dos irmãos Diogo e Rodrigo, que fariam o “serviço sujo” por trás das delações premiadas e seriam o “elo frágil” que já estaria prestes a ser fritado.

O “ponto de virada” que teria levado Diogo a vazar as mensagens teria sido a reclamação disciplinar aberta contra ele pelo Dias Toffoli na corregedoria nacional do MP, após manifestação de Diogo publicada no site “O Antagonista”. Só encontrei a matéria em que o site combate essa atitude de Toffoli e a que acusa Toffolli de censurar grupos de Whatsapp de juízes. Se esses vazamentos do The Intercept levarem à libertação de Luís Inácio Lula da Silva, o site O Antagonista parece que não ficará muito satisfeito com a decisão.

O STF vem tentando fazer com que os adeptos desta versão a descartem. E no melhor estilo cinematográfico, enquanto Moro tenta criar uma cortina de fumaça sobre um hacker que nunca existiu, internamente começa uma nova “caça as bruxas” dentro da lava-jato. Todos começam a desconfiar de todos. Numa avalanche que ninguém sabe onde vai terminar.

Eis que ao tecer a respeito dessa teoria em uma página supostamente de esquerda no Facebook, uma suposição me apareceu como a resposta certa sendo soprada em minhas costas pelo calouro da cadeira de trás em uma prova de Vestibular.

Eu havia postado por lá o link para a reportagem do site da Carta capital: “LAVA JATO: Telegram diz que não há indícios de invasão por hackers”. Ao que gerou a conversa abaixo.

  • Alguém delatou? [escreveu uma mulher]
  • Sim, o departamento de justiça dos Estados Unidos. O bobo útil [Sérgio Moro] não é mais necessário,agora vem o descarte. [escreveu um homem]
  • Camarada, penso que nem você. Já tá rolando que o delator é o ex procurador de justiça da força-tarefa da Lavajato, mas, eu não acho que foi exatamente ele. Tem mais coisa. [escrevi]
  • Me corrija, por favor: São 25 procuradores da lava jato. Tem um que é agente da CIA. Ele tem todos os docs e áudios. Simplesmente ele passou para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que por sua vez passou para o inimigo do Moro. Advinha quem é? [o homem novamente]
  • Por favor, me conte esse segredo! Rssss [eu]
  • Sempre que você fabrica uma doença, você produz também o antídoto. Foi o que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez. Entregou para quem? O repórter do Intercept [Glenn Greenwald]. Não há hacker, só a NSA mesmo.
  • Tudo a ver! Valeu! Falo disso na postagem Já tínhamos convicção, agora, temos também a prova.

De fato, trabalhando para o The Guardian, Glenn Greenwald foi quem levou a público os rumores publicados por Edward Snowden, ex-funcionário da NSA. Seu relato jurava que a agência de segurança dos Estados Unidos estaria espionando o mundo todo através de um aplicativo chamado Prism. A Operação Lava-Jato teria surgido disso.

  • Eu até lembrei do episódio em que o Snowden avisou Dilma sobre as invasões da NSA à Petrobrás, ao governo brasileiro, que culminaram na viabilização da Lavajato, lembra?
  • Sim, vdd.
  • O segredo pra mim está desvendado. E a barricada que o Facebook faz pra proteger essa informação, cuidando por exemplo pra não reagirem à postagem que linquei aí em cima, me convence completamente disso. É sim a NSA por trás disso. Se foi a CIA que preparou Moro em 2009, conforme o wikileaks, para comandar operações jurídicas no Brasil, sob alegação de se tratar de combate ao terrorismo, aí deram origem à Lavajato com base em informações colhidas pela NSA dentro da Petrobrás e dentro do Governo brasileiro.

Para resumir essa teoria conspiracionista eu deixei na conversa o link de um vídeo postado no Youtube. E a partir disso não houve mais comentários na postagem. Suspeito de que o Facebook teria a inibido.

Essa coisa toda faz pensar que estamos sendo inundados por uma chuva de informações falsas. E enquanto cada um tece sua versão da verdade lhe aceita ou se ancora em alguma versão fabricada por terceiros, o governo brasileiro – talvez orquestrado pelos regentes do capitalismo no mundo – segue sua agenda, tentando vencer a oposição que sofre para implantar as soluções que precisa dar urgentemente ao quadro financeiro, social e político brasileiro.

Artificialização da realidade nacional que temos sido submetidos a ela desde antes do início da era petista. Passa pelo impeachment indevido de Dilma Rousseff – com a suposição de ter sido um plano em que até o próprio PT estaria junto com o PSDB e o PMDB entre os articuladores –, o atentado mal explicado sofrido por Jair Bolsonaro em campanha eleitoral (assista os dois vídeos “A facada no mito”: vídeo 1 e vídeo 2), e desemboca na série de factóides que vêm fazendo com que o público desvie sua atenção para eles e o governo ganhe pelo menos tempo.

Coisa que o general Santos Cruz, recém demitido do governo Bolsonaro, criticou em uma entrevista, de maneira bem cônscia, na qual chamou de “show de besteiras”, alegando serem invenções, tais factóides. Eu diria que os vazamentos publicados pelo The Intercept poderia ser uma delas.

A gente não sabe se buscam nossa soberania, se há inimigos maiores, que afligem tanto os radicais quanto os moderados e os conservadores, esquerdistas e direitistas, a classe empresarial brasileira. Não é nenhum absurdo imaginar que todos nesse palco estariam juntos em nome de um ideal em comum. Todos mesmo. Incluindo Lula e Bolsonaro. E nós, aqueles a quem estariam protegendo desses inimigos, não participamos das ações de defesa.

Até concordo que se procedessem com candidaturas normais na eleição passada não conseguiriam tirar de cabeça o eleitor de votar no PT e repetiria-se 2014. Mas, tenho certeza que a maioria dos eleitores que votaram no Bolsonaro votaria em outro candidato melhor apresentado. Eu estaria nessa maioria.

Creio que tenha sido, sim, armação as informações que colocavam nas pesquisas em que o PT aparecia na ponta na preferência dos eleitores, mesmo ainda com a possibilidade de Lula concorrer. Era, pra mim, tática para viabilizar a chegada por via democrática à presidência da república o candidato que chegou. Com o aval do eleitor para pôr em prática toda a insandice que ele propagou em campanha eleitoral e que simplesmente sumiu de seu discurso e de sua agenda agora que ele se encontra no posto. Portanto, fomos, sim, manipulados. E pelos dois lados.

Para o bem do Brasil inventaram prisões políticas, candidato caricato que vence eleição para presidente da república, preocupações malucas como guerra contra a Venezuela sem motivo justificável. A grande mídia, a imprensa corporativa do mundo todo, atuaria como atores nessa trama. Sabendo de tudo e fingindo noticiar fatos espontâneos surpreendentes. Fingindo concorrência e preocupação com o fato de veículo de comunicação ter sido o protagonista de certo noticiário, quando os fingidores saberiam que a Ordem decidiu que seria quem cumpriria tal papel.

Há quem diga que para manterem dentro das acepções democráticas as ações pró implantação das medidas necessárias para corrigir o país é que esses esquetes de notícia surgem. Até mesmo para viabilizar uma intervenção militar constitucional, que é o que penso que vá acontecer depois desse episódio legado ao The Intercept ser o protagonista e tendo como vilão da história o ministro da justiça do governo Bolsonaro. Não pode ser simples assim livrar o Brasil das supostas garras da China e da Russia. Outra providência que alegam estar por trás desse panorama confuso que vivemos.

Eles mesmos produzem catástrofes, escândalos e com eles confundem ou distraem a opinião pública; eles mesmos consertam tudo. Também manipulando a opinião pública. O estrago da, na minha opinião, personagem Sérgio Moro, que conforme o Pravda dedicou sua carreira a perseguir Lula, vem sendo remediado do modo que podem. A revista Exame, por exemplo, publicou que um hacker teria se passado pelo juíz, usando suas iniciais, SFM, no dia 4 de junho de 2019, e pelo Telegram teria enviado o que seriam as mensagens divulgadas pelo The Intercept.

Sustentar a versão que aponta um hacker como informante dos vazamentos que comprometem Moro e Dallagnol é importante para se safarem dessa.

O certo é que quer acreditemos no que querem que acreditemos, quer não, o que têm para nós depois que os números da conspiração se esgotarem é o que será nos dado. Estamos sujeitos às articulações de gente que tem poder suficiente para moldar nossa realidade.

O melhor a fazer é se tornar adepto do niilismo e deixar que tomem as decisões. Se estas doerem ou ocasionarem perdas insuportáveis, reagir a elas conforme o poder que se tenha para reagir. Um niilista é infalível no boicote. Sendo indiferente, se sobrevive.

Bem, este texto é uma espécie de desabafo. Quero dizer às autoridades que orquestram a realidade da humanidade, que sem alternativas eu me submeto a ela, mas, deixo claro que não sofro manipulação. Sou niilista ao extremo. E meu ceticismo me permite aceitar qualquer teoria, por mais absurda que pareça, como ser a verdade. A qual sempre me será indiferente. Irei de casa para o trabalho e do trabalho pra casa todos os dias do mesmo jeito. Não ganhando nada durante esse expediente, mas, em compensação: sem contribuir com qualquer coisa.

E penso que não preciso escrever mais a respeito do assunto tecido. Escrevo isto pra mim mesmo, eu sei. Só ficarei na torcida por um país melhor. Qualquer novo factóide, pra mim é só complemento. É mais episódios da série. Se eu continuar escrevendo a respeito eu virarei um disco arranhado repetindo a mesma faixa. Prefiro discursar sobre o que na minha opinião pode ser aproveitado dessas propostas que o governo tem rebolado para implantar.

Gastarei um tempo a mais apenas, na próxima postagem no caso, para tecer sobre o quanto perdemos deixando que a mídia, sobretudo as mídias sociais, nos informe e nos mova a se meter a informar.

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