Aprovação da Reforma da Previdência: Jamais atrapalhe o seu inimigo quando ele está cometendo um erro

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As criptomoedas, como o Bitcoin, podem secar os cofres do mercado financeiro. Faltarão dinheiro padrão dentro deles e sobrarão bytes de dados à disposição dos consumidores para efetuarem suas compras.

Há uma condição que em se configurando destrói o Capitalismo por completo, que é todos os envolvidos no sistema se equipararem financeiramente. O exemplo abaixo demonstra como isso se sucederia.

Imagine que você monte um depósito de material de construção em uma região recém loteada. Considere que todos os lotes do loteamento foram vendidos e que os compradores decidiram já construir.

Essa primeira fase do bairro é a que garante para você o maior lucro, pois, não só sua probabilidade de venda é boa, muitos clientes automáticos, você sequer precisará gastar com propaganda, como também é boa a expectativa de saída de qualquer produto com que você queira trabalhar. As construções saindo do zero, você venderá areia, cimento, brita, portas e janelas.

Na próxima fase, alguns itens do seu catálogo já não serão fartamente vendáveis, pois, as casas já estarão construídas. Você passará a fornecer peças de reposição. E não poderá deixar de ter no seu catálogo itens não reparáveis, como areia por exemplo, pois, pode pintar alguém que queira fazer no próprio imóvel alguma reforma ou alguma ampliação. Nessa fase, seu lucro cai bastante, pois, pode acontecer de mensalmente poucos clientes irem ao seu estabelecimento pedir alguma coisa para reparos.

Isso acontecendo, você não poderá mais contar com a quantidade de funcionários que você tinha na primeira fase, por não precisar mais deles e nem dar conta de pagá-los. E seu catálogo de mercadorias cairá bastante em categoria e quantidade de itens. Isso frustrará, inclusive, seus fornecedores.

Uma transformação enorme já aconteceu nesse caso. Mas, pode ficar pior.

Em dado mês ou por meses seguidos nenhum cliente pensará em visitar seu comércio para fazer alguma compra. Cliente zero não é expectativa plausível, mas, redução de venda de modo a comprometer os pagamentos mensais é completamente esperável.

Como problemas como esse já foram resolvidos outrora, sem ser mudando o empresário de ramo ou criando novas necessidades e produtos para casas, no caso, ou sem ser criando marketing psicológico de vendas, do tipo que faz o consumidor achar que precisa fazer uma atualização em seu item de consumo para acompanhar a moda ou a modernidade, a chamada obsolescência planejada?

Ah, e sem ser sabotando as construções dos moradores, tipo investindo em acidentes criminosos que obrigam a reconstrução de prédios, como se suspeita de já ter ocorrido na história do setor de negócio em estudo. Capitalismo é sujo, não esqueçamos disso!

O dinheiro pessoal já apareceu como saída. Dentro do próprio exemplo podemos explicar como funciona isso.

Suponhamos que em um dos imóveis do loteamento o dono precisou fazer um grande desaterro. E que a terra que teve que ser desassoreada ficou guardada no próprio quintal. Seu dono cuidou dela para que ela ficasse fértil e fosse boa para plantação.

Suponhamos que o dono desse lote precise de algo que o depósito de material de construção do bairro possa lhe fornecer. E que o empresário do depósito tenha descoberto ou criado junto aos moradores uma demanda de terra para plantação.

Os dois então fariam uma troca. O dono da terra fértil estaria pagando com ela a mercadoria de que precisaria. Ela teria sido seu dinheiro pessoal.

Tanto melhor vai parecer com isso, se o dono da terra souber a respeito da demanda surgida ao depósito. Seu dinheiro pessoal valorizará. Em vez de troca com o depósito ele pagaria o que precisasse com uma fração da terra.

Como seria o depósito o administrador da demanda, este cuidaria de comprar todas as moedas que o dono da terra tivesse. Isto se não quisesse enfrentar a concorrência dele na venda do artigo aos precisados.

Concorrência nem seria o pior cenário. O pior seria se o dono da terra resolvesse fazer mesmo dela seu dinheiro pessoal e passasse a conseguir tudo o que precisasse ou desejasse dando porções de sua gleba em troca. Ele conseguiria preço melhor por ela agindo dessa forma do que vendendo ao depósito.

Por que isso afetaria com mais ênfase o depósito?

Pense na seguinte situação: O supermercado da região recebe mensalmente terra fértil em troca de artigos da lista de compras de supermercado do dono da terra.

O supermercado não teria o que fazer com essa terra todo mês. Exceto, vender para o depósito. Uma compra que sairia mais cara para o depósito, pois, o supermercado lançaria seu lucro. Só não sairia com ágio se o supermercado recebesse em produtos do depósito, o que não é esperável de acontecer todo mês.

E se fosse?

Se fosse e se outros ramos nesse sistema procedessem comprando e vendendo com a terra, o dinheiro sumiria. Nem é preciso comentar que se sucederia a falência dos bancos devido a não necessidade de guardar e movimentar dinheiro ou de imprimir moeda.

Nesse cenário pode até ser que entre as empresas do mercado de consumo estaria resolvido o balanço. Mas, e quanto aos pagamentos dos funcionários, dos impostos, da Previdência e dos fornecedores de mercadorias dos comércios? Estes não aceitariam o dinheiro pessoal em questão como remuneração pelos seus feitos.

Se você criar seu próprio dinheiro e infiltrá-lo no meio onde você reside é possível que você vá desestabilizar o sistema nele adotado, caso seja o Capitalismo.

Entretanto, você não sentirá falta de nada que não de dinheiro. A prosperidade incide em você ter o que precisa e não em você ter dinheiro.

É como ter tudo, menos dinheiro. Percebe como o dinheiro é uma ilusão e não tem valor algum? E que instituições como os bancos só existem enquanto ele existe?

É por isso que quem insiste na manutenção do sistema monetário no mundo e quem são as instituições mais ricas e perversas no planeta são os bancos. Comece sua revolução socialista destruindo os bancos.

A Reforma da Previdência no Brasil, aprovada na semana que passou, parece ser um cavalo de Tróia nesse sentido. A parte da população que ficou ressentida é a mais criativa. Desta se pode esperar uma poderosa moeda pessoal que vá fazer o trabalho de vingança.

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

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