Cruzeirense: Não é hora de viver cheio de vaidade!

Campanha do supermercado BH pro Cruzeiro

Depois de nítida gestão de torcedor, a fim de fazê-lo aguardar até a última rodada do Brasileirão 2019 para se vir comemorando ou lamentando participações em torneios em 2020, permanências na Série A ou partidas para a B, o brasileiro médio – que acompanha e acredita em futebol-esporte – teve sua escravizada mente libertada pela Indústria da competição e pôde voltar à realidade para praticar o esperado com desespero pelo Governo Bolsonaro consumo de fim-de-ano.

O rebaixamento do Cruzeiro (as palavras machucam, não é mesmo?) foi o fato mais comentado. E no esticar da conversa, fez rolar o boato, dado inclusive em emissora de rádio corporativa, que a cabeça do presidente deliberativo do Cruzeiro, o deputado estadual Wagner Pires, corria perigo de degola por torcedores revoltados.

Porém, podem chamar o Wagner Pires de tudo, menos de mal administrador. É só você compreender o modo cético de pensar dos militantes do Movimento Cético com respeito ao futebol que você compreende a razão dessa hipótese. É claro: corre-se o risco de deixar de lado para sempre o futebol!

Dessa forma, o patrocínio do clube, o Supermercado BH, uma empresa local, se safa de ter a marca visualizada nas costas dos jogadores nos jogos da Segunda Divisão apenas pelos torcedores que estarão muito longe para comprar do comércio.

O Cruzeiro está na pindaíba. Fez mal negócio ao arrendar o Mineirão e não acaba de pagar nunca a dívida que dizem que deveria ser do Aécio Neves. Teria comprado em vão títulos brasileiros para ver se com o ego massageado sua torcida correspondia à do rival em matéria de retorno financeiro com presença nos estádios, compras de produtos vinculados à imagem do clube e audiência para a imprensa esportiva. Teria feito trapaças nas vendas de jogadores. Deu calotes e mais calotes. E a conta chegou.

Agora, jogar a Série B – embora o time queira chamar de A2, que é o nome dado à série B feminina – foi cartada de mestre. Se o Cruzeiro tivesse escapado da degola ficaria na última posição no Brasileirão. Jogaria a Série A ano que vem premeditadamente limitado, contando com o que tivesse na Base e sem poder fazer muita gracinha com contratações que deixariam o time mais competitivo. Nessas condições, se não caísse agora, caíria então. E comemoraria o centenário na Série B.

Não ganharia dinheiro com o Brasileirão, pois, somente os 16 primeiros colocados na tabela de classificação é que ganha da televisão uma quantia em prêmio. E o que arrecadasse com o Estadual e com a Copa do Brasil não resolveria sequer os salários atrasados. A Copa do Brasil é milionária, mas, o Cruzeiro jogará a partir da primeira fase e sem muita expectativa de avançar até as que pagam prêmios melhores.

Jogando a Série B, é bem alta a chance de o Cruzeiro sagrar-se campeão. O campeão da Série B 2019, o Bragantino, faturou 6 milhões de reais pela primeira colocação na tabela. São seis milhões a mais do que ganharam os que cairam pra Segunda Divisão em 2019.

E ainda pode faturar com venda de mando de campo. Cuiabá, Brasília, Manaus tiveram construídos estadios para a Copa 2014 que ficaram sem ver jogos por falta de times de expressão nas localidades. Costumam pagar bem para ter embates interessantes em seus gramados. Um clássico como Cruzeiro e América MG pode ser um candidato a leilão.

Assim como todos os principais times de todos os estados, o Cruzeiro tem torcedor em todo o país. É, com isso, garantido também lotação e ganho com participação nas bilheterias. Depender só da boa vontade do torcedor cruzeirense ir ao campo, o próprio time sabe que é correr risco demais. Haja vista as lacunas que se viu nas arquibancadas do Mineirão no jogo do domingo último, 8 de dezembro de 2019.

Portanto, a teoria que diz que a pancadaria no Mineirão no último duelo de 2019 entre Cruzeiro e Atlético e mais a do jogo com o Palmeiras aconteceram para criar álibi para reforçar essa possível investida da diretoria do Cruzeiro não é nem um pouco conspiratória, é gestão de torcedor mesmo.

Torcedor tem que receber um motivo pra ele aceitar seu time ir mandar seus jogos em outras bandas. Mesmo que seja armado esse motivo por meio de engenharia social. Com imaginável ajuda da imprensa e até da Polícia Militar para funcionar.

E ademais, se antecipadamente a imprensa já dizia que a Polícia Militar mineira preocupava-se com a possibilidade de violência dentro do estádio devido à revolta de torcedores, por que tanta gente conseguiu entrar com bombas e outros materiais para fazer arruaça? É óbvio que era gente paga pra atuar e principalmente de frente para as câmeras, como se tudo fosse espontâneo.

Enquanto o Capitalismo tiver que manter as pessoas iludidas para que elas consumam e a roda do sistema gire, a alienação de pessoas continuará a existir.

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