Cresça em inteligência e alimente sua prosperidade

arvoredelivros

IMAGEM: Pinterest

Eu era bastante indiferente quanto a uma observação que sempre me teciam. “Você é tão inteligente, não entendo por que não ganha dinheiro”. Um dia eu encuquei e cismei que precisava encontrar essa resposta. Podia não significar nada para mim esse enigma, mas, responder ao que me perguntam é algo que é lei.

De cara eu decidi que uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. Podia ser que ganhar dinheiro fosse mais fácil para quem compreende bem os mecanismos da vida social e o funcionamento da natureza. Entretanto, quantos debilóides são podres de ricos?

A base da riqueza é a venda. Quer queira ou não, tudo que vendemos é um produto que temos para oferecer. Mesmo quando em forma de força de trabalho. Daí, busquei na minha mente o que eu produzia e o que além disso eu poderia produzir.

Pra não demorar muito pensando, ficou claro para mim que meu produto são os livros que publiquei. É, podemos usar isso para discorrer sobre esse assunto. O próximo passo foi concluir que eu não era próspero materialmente porque eu não conseguia vender satisfatoriamente meus livros.

A indagação seguinte foi “e por que não”. Então, a resposta óbvia pairou na minha cabeça: “as pessoas que eu posso alcançar não compram livros”. E olha como fui cônscio e não disse para mim que elas não leem, pois, ler elas leem, mas, a maioria quer fazer isso de graça. Desde que as interessem, elas vão atrás de material literário.

Me veio aquela mensagem que a gente sempre vê em trabalhos de autoajuda, que menciona jogar semente em terra fértil. A paródia com meus livros seria disponibilizá-los onde há compradores de livros.

Não estou falando do óbvio, de ir parar os exemplares em prateleiras de livrarias. Simplesmente porque esse óbvio eu não estou entre os autores que podem contar com ele. Minha alternativa é eu fazer chegar ao leitor o meu trabalho, na raça. Em vez de um terreno fértil, eu precisarei adubá-lo.

O que se assemelharia a adubar a terra nesse caso? Seria chegar em um ambiente e educar aqueles que nele habitam a ler e a comprar o que for ler? Como fazê-lo?

Se eu conseguir achar essa fórmula terei eu uma inteligência acima da média. E inegavelmente esta será premiada com a prosperidade que andam me cobrando.

Na lavoura, as sementes seriam os livros, o adubo seria a estratégia publicitária. Talvez a terra seriam os compradores. Se ela já for fértil, não precisará de adubo.

Se tira disso uma lição empolgante: Meu faturamento estará garantido se eu lançar meus livros em um terreno fértil, onde ninguém necessita passar por uma estratégia de marketing para ser convencido a ler e a comprar o que for ler. Mas, caramba, que lugar seria esse?

Para alguém se destacar pela inteligência não deve ser só pela capacidade cognitiva, de raciocínio, de explanação. Deve ter um pacote. E dentro dele tem que estar “habilidade de efetuar relacionamentos”. De que adianta você ter muita inteligência e só se relacionar com quem a suga ou a inibe? Pessoas que te desmoralizam ou que não te faz exercitar seu precioso dom para te ajudar a extrair o máximo de seu potencial.

Pronto, provavelmente matei a charada. Seria eu caminhar ao lado do meu próprio leitor e consumidor. Contar histórias para ele que o deixe bastante empolgado, inspirado e imaginativo. E em seguida recomendar onde ele encontra mais delas. Não podendo deixar de dizer: “Se quiser trago amanhã mesmo para você um livro desse pra você comprar”.

É como o dono da padaria indo toda manhã, como quem não quer nada, na casa de seus fregueses e ouvir deles: “oh, que bom que você passou por aqui a esta hora, estamos nos preparando para o café da manhã, mas, não compramos ainda o pão, você tem aí para nos vender”.

Não. É diferente. O terreno do dono da padaria já é fértil, todos nós já temos o hábito de tomar café de manhã. O meu não, o meu tem que ser adubado. Pode ser que o sujeito abordado seja leitor, consumidor e tudo mais. Mas, ele deve ter um gênero literário que goste mais, um autor. Às vezes compra pela capa, pela crítica ou pela propaganda.

É difícil lutar contra a indústria, mas, adubar, quando é a alternativa, é mais certo de funcionar se se construir relacionamentos cativantes com clientes potenciais.

Todo mundo que escreve gosta de discorrer sobre assuntos que conhece. Procura conhecer bem, inclusive. Então, enquanto o escritor está no seu… raport, vamos dizer assim, ele procura entreter ou criar interesse em seu companheiro de ocasião quanto aos assuntos que domina. É criando familiarização com um objeto que um indivíduo o compra.

Logo, se você discorre com alguém sobre preparos gastronômicos de modo a levar essa pessoa a lamber os lábios imaginando o prato, ela vai querer saber mais sobre isso se você o ensinar onde é possível conseguí-lo. A resistência vai ser a de sempre: ter que pagar para degustar. De graça, até injeção na testa!

Eu estava brincando quanto a falar pro meu amigo e leitor logo de cara para ele comprar um livro meu. Eu posso dizer para ele ler lá no meu blog, onde é gratuito, mais a respeito do que discorri para ele e o fiz ficar interessado. Aí, sim, o meu blog pode ser um terreno fértil e germinado. Os frutos estarão nele à venda. Se eu conseguir que o meu relacionamento vá até meu blog, o resto é questão de layout das prateleiras.

E assim, creio que respondo a pergunta que não cansam de me fazer. É fazer crescer a inteligência que a prosperidade surge. A inteligência é um imã para o dinheiro.

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