Teria sido o novo coronavírus desenvolvido para o Brasil? Pt.2

Hoje é o dia do Descobrimento do Brasil, então, vamos rever um trecho do que aconteceu com a Terra do Pau Brasil séculos após o avistamento do Monte Pascoal por Pedro Alvares Cabral, como diz a história oficial.

“Petróleo do futuro”. Legião Urbana.

2006. Quatro anos antes, em seu discurso de posse, o presidente Lula prometera entregar ao brasileiro as reformas que o país precisava. Desde Fernando Collor é que a intenção de desfazer o vínculo com o getulismo – política social de Getúlio Vargas – vigora. Principalmente o sistema trabalhista e o previdenciário. Para as necessidades já daquela época e forma de compor o orçamento público o getulismo não atendia.

O Brasil do regime civil sempre foi um governo pluripartidarista. E as oposições: de fachada. No fundo, os partidos todavia se ajudaram. Propagam divergências mais para inglês ver e mais para haver o convencimento do público de que vivemos uma democracia parlamentar.

Esse conchavo às escuras, até o Governo Temer não só cuidou de manter os mesmos políticos e partidos dando as cartas e se enriquecendo, como também defendeu dos militares o regime. Jamais deixaram de ser ameaça de quererem voltar ao poder. Direita, Esquerda e Centro na política do Brasil só existe para os eleitores, presas fáceis para os líderes desse conchavo. Idem ameaça de implantação de marxismo, leninismo, socialismo, comunismo, maoismo.

Uma espécie de política de encilhamento foi inaugurada com a chegada do PSDB à presidência da república, através de Fernando Henrique Cardoso. O tucano ficaria no posto por oito pensados anos, de comum acordo com os correligionários dos outros partidos.

A batuta passaria para Luís Inácio Lula da Silva, que posaria de presidente da república por também oito pensados anos e devolveria ao PSDB o cetro da nação ao seu término. Essa teoria já foi discorrida em postagem aqui no blog e a raiz dessa amizade entre FHC e Lula – prováveis pensadores do regime civil atual – pode ser conhecida ou recapitulada nas páginas do livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

O detalhe desse esquema é que pistas nos levam a concluir que o PMDB sempre esteve participando das decisões dos dois partidos. O antigo MDB, único partido democrático da época de bipartidarismo incondicional, que por não haver outra alternativa abrigou politicamente tanto FHC quanto Lula quando estes se conheceram, de certa maneira é quem tem na surdina liderado o Congresso Nacional.

Feito o ajuste de informações e retornando à data mencionada na entrada da dissertação, que marca o início do segundo mandato de Lula, o ex-metalúrgico teria fugido do compromisso feito em seu primeiro discurso de posse por causa da descoberta do Pré-Sal, a grande camada de petróleo existente no litoral brasileiro, ocorrido também em 2006.

Se o Pré-Sal não tivesse sido descoberto, Lula ia ter que se virar para resolver o problema de como arrumar dinheiro para continuar pagando salários de servidores públicos, políticos, aposentados, segurados do INSS e ainda os beneficiários dos projetos sociais que implantara em seu primeiro mandato – alguns deles são: Fome Zero, Bolsa Família, Prouni. Sem falar os custos do SUS e das universidades públicas.

Porém, as cifras teoricamente arrecadáveis com a exploração da camada de petróleo no litoral brasileiro levou não só Lula, mas, todos os governantes a imaginarem que todos os problemas de orçamento público estavam resolvidos para o Brasil. Os royalties cuidariam de conduzir o país ao Primeiro Mundo, como pensavam. Haviam até decidido precocemente quanto iria para a Saúde, quanto iria para a Educação…

Alguém no meio parlamentar, no entanto, estava de olhos abertos. Seu nome: Michel Temer. Estudos demonstravam uma verdade que a maioria dos políticos não queria enxergar: Explorar a galinha dos ovos de ouro do Brasil demandaria tecnologia e dinheiro que o país não possuía. E levaria anos para se extrair o primeiro barril de petróleo.

Sob a provavelmente falsa alegação de estar cansado do PMDB por não obter espaço para se projetar na Política e ganhar voz, Temer manobrou para se aproximar do PT. Antes disso ele enviou telegramas para a embaixada brasileira em Washington, nos quais se dizia preocupado com os rumos que o Brasil estava tomando – sugestivamente em direção ao socialismo – e pedia ajuda para colocar um nome do PMDB na presidência da república em 2010.

Na eleição de 2010, Lula não poderia concorrer. E, conforme os rumores conspiracionistas, seria a vez do PSDB voltar ao comando da nação, tal qual as regras do informal encilhamento concordado entre os políticos civis de destaque. Lula teria preparado de propósito uma substituta fraca: Dilma Rousseff, sua ex-ministra da Casa Civil. Não se esperava que ela fosse bater José Serra.

Foram os feitos de Lula que bateram Serra. E Dilma Rousseff subiu a rampa da Esplanada como a primeira presidenta da república do país. Mas, como vice de Dilma, Michel Temer se sentiu aliviado.

De posição privilegiada, Temer acompanharia os passos da presidenta. E ainda poderia dar os pitacos que como reles deputado ele jamais pôde dar e por causa disso tinha que se manter inerte, vendo uma bola de neve crescer, que eram os riscos que a economia brasileira sofria.

Mas, seus telegramas surtiram efeito. E a CIA já tinha um plano maquiavélico para pô-lo na presidência da república, como ele havia solicitado. Separar os brasileiros, enchê-los de culpa por achar que votaram errado, fazê-los contar os vencidos a cada fase de uma operação investigativa da Polícia Federal era o que estava, pelas mãos do Tio Sam, infalivelmente, por vir. Intelectuais perderiam o status de organizadores da sociedade e agricultores com fome de poder veriam chegar sua vez.

É meu amigo leitor, terei que descumprir o trato contigo. Não deu pra evitar a terceira postagem. Você me compreende, não? Mas, continua valendo: por nada desse mundo perca o que vem por aí!

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony”. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar”.

 

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