Quando nomes de tucanos aparecem como réus em alguma investigação, cai até avião carregando relator?

vlszavack

Aí é muita sacanagem do “destino”. Logo na hora que a novela tava ficando boa e que começou a aparecer no papel de vilão nomes que costumávamos ver na TV bancando os mocinhos, a novela vai ter que ser interrompida por causa de um acidente que levou a vida de alguém importante da equipe técnica?

Poxa, todo mundo sabe – a própria TV Globo educou todo mundo assim – que o momento de se avaliar se o artista é bom é quando ele tem que fazer o protagonista do mal, ou seja: o vilão da história. Se ele for capaz de fazer o telespectador odiá-lo tanto quanto é capaz de fazê-lo amá-lo, então, ele é realmente fera na interpretação. E aí, queimou nossa expectativa de verificar se o óbvio, na minha opinião, reinaria: os tucanos da história sendo odiados pela audiência só pelo motivo de, por não conseguirem mais enganar o público, serem tachados de estarem a interpretar suas vidas reais.

Se a solução a ser dada pelo diretor da novela for parar a produção, então, vai virar a mesma uma panela de pressão com caldo de feijão saindo pelos cantos da tampa: uma bagunça só. Vão ter que desprender quem tá preso e quem o público tanto queria ver metido no xadrez vai continuar locupletando na maciota, como se dizia antigamente. Agora, a privatização da Petrobrás e a entrega do Pré-Sal também terão que encerrar as atividades.

Portanto, se quaisquer dos lados nessa briga pode ser enquadrado em acusação de sabotagem do acidente de avião ocorrido com o relator do STF Teori Zavascki, o que em princípio freia a Operação Lava-Jato, sabe-se lá até quando, pois, com certeza vão querer engalobar o público com discursos de que será necessário fazer essa investigação para depois retomar as demais na operação, e arrastar isso pra mais de século, então, qualquer autorização que o Governo ou mesmo os acionistas das empresas envolvidas no escândalo tenham obtido para desfazer de braços delas precisará ser revisto.

Isso, é claro, do ponto de vista de um leigo no assunto, mas, que sabe que como parte do povo pelo menos ainda é um dos donos da Petrobrás e do Pré-Sal. E que não está nada satisfeito com a forma obscura e golpista com que acontecem as autorizações e adesões para a venda parcelada das estatais para grupos estrangeiros.

Nessa Teoria Conspiratória, a sempre suspeita de envolvimento em sabotagens, a poderosa CIA dos Estados Unidos, fica levemente fora de suspeita, pois, se pararem a entrega do petróleo brasileiro para os supostos empreendedores nefastos que ela operaria em seu favor, o combinado entre eles ficará pela metade. E, por outro lado, se nada muda ante ao acidente, os nomes velados terão que ser destampados. E isso acontecendo, é mais do que nomes de políticos e empresários corruptos que ficarão conhecidos ao povo. Destamparão até fatos trágicos questionáveis ocorridos por nossas bandas.

De repente até os incidentes com explosões de foguetes na base maranhense de Alcântara descortinariam. Mas não sob a justificativa de os Estados Unidos quererem evitar que outros países entrem na corrida espacial, como na reportagem da Superinteressante. Afinal, no caso do VLS, em 2003, o foguete cujo lançamento se tivesse prosperado colocaria nosso país no mapa cósmico, o Brasil recebia a cooperação da Ucrânia, ex-país comunista, que poderia muito bem se unir também politicamente ao Brasil – país que na Era Lula (2002-2010) tendia ao socialismo – no sentido de mostrar ao mundo poder de realização magnânima exercido sem reverência ao capital imperialista. O Tio Sam ficaria apertado a beça! Por enquanto esqueçamos os foguetes e esperemos explicações com relação ao comentado desastre de avião da vez. Vamos seguir essa que deve ser a novela substituta!

Sobre o acidente com Teori Zavascki, fontes: El Pais e Agência Brasil.

Eu não faço questão da notinha

venhaanarquisar
#VenhaAnarquisar

E então temos instaurado no lugar da democracia no Brasil um sistema ditatorial pró empresários e outros hegemônicos mantido por um grupo de políticos inescrupulosos e juristas covardes simpatizantes da justiça por conveniência. Políticos e juristas anárquicos à qualquer tipo de ética.

Esse grupo perdeu a última eleição presidencial para o Partido dos Trabalhadores, utilizou de sua hegemonia para armar um golpe de estado que o colocou onde queria, no trono presidencial, e agora quer se vingar do trabalhador por ele não ter votado em seus candidatos corruptos e ter preferido manter no posto a administração pública federal que, tirando a maquinagem da grande mídia, estava dando certo para o trabalhador e para o pobre, que são os que carregam nas costas o sistema.

Agora vem o presidente imposto e sua equipe querer implantar uma política trabalhista abusiva, que rasga a CLT e põe o trabalhador na mesma condição de um cavalo a levar chicotadas para fazer sua função pra dar lucro só pro patrão, encher os bolsos dos que aviltam o dinheiro arrecadado na forma de imposto com o trabalho e, de quebra, dar uma vida melhor para sindicalistas corruptos que mamam nas tetas da Contribuição Sindical e vão mamar na propina que a nova política trabalhista favorecerá, já que o que o patrão precisar que o operário faça, mesmo que ilicitamente, ele acordará com os sindicatos e o acordo que for firmado entre eles sobreporá a CLT.

Para colocarem um instrumento desses à disposição do patrão, por certo ele não tem boas intenções para com o trabalhador e quer tirar deste a única arma que ele tem, que são as limitações da arrogância da patronagem dada pela CLT. Eu vi muitas vezes pessoas ganharem causas trabalhistas na Justiça contra empresas e sindicatos, tendo os termos da CLT como objeto de defesa. Querem garantir que isso não volte a acontecer, blindando o empregador com esse instrumento.

Para esse governo ilegítimo e tirano, a culpa da crise, fictícia na minha opinião – inventada pra ser dado, por exemplo, presente de Natal para o setor de telecomunicação, sob a alegação de salvar empregos -, é toda do trabalhador. O empresário que sonega imposto ou administra mal sua empresa e por isso colhe maus resultados não tem culpa nenhuma. O político corrupto, que não quer rever seu salário desnecessariamente exorbitante e demais regalias e nem parar de locupletar e assaltar os cofres públicos, idem. A Reforma Política, que Dilma quis dar prosseguimento para acabar com a corrupção e limitar coerentemente os gastos públicos, por ameaçar os corruptos nem se fala mais nela. É realmente um bando de pilantras, mal intencionados como é de praxe, que está operando sob a insígnia da Lei. Querem enganar a quem com esse papo de que estão resgatando a economia do Brasil?

Querem acabar com todas as conquistas que o trabalhador conquistou nos últimos vinte anos. E há coisas que são tão absurdas, que faz até a gente duvidar de que seja sério o que foi divulgado do texto dessa reforma. Tem ar de ser coisa para distrair a população, colocar ela discutindo, para com isso chegarem a uma solução ou ganharem tempo para vê-la aparecer no meio político mesmo, que é de onde deveria vir.

Férias parceladas? Sabe lá se duas vezes de quinze dias. Quando vou descansar, viajar, curtir os benefícios que supostamente a vida de trabalhador me dá? Eu sei que “eles” podem fazer a toda hora ou a hora que desejarem, todas as coisas que não querem que eu possa. O que eu vou fazer aos oitenta anos quando eu finalmente me aposentar? Pegar o dinheiro que consegui juntar, sem o auxílio do FGTS, pois este não mais vai existir, e comprar uma área num cemitério para eu descansar numa lápide decente? E tem essa questão de juntar dinheiro também para se analisar. Se fosse realmente o trabalhador negociando diretamente com o patrão como os analistas favoráveis aos golpistas dizem, eu apoiaria. Só que não é.

Se fosse eu discutiria com o patrão o que eu ganharia e só aceitaria o trampo se o que eu ganhasse desse para eu custear a locomoção até o trabalho todos os dias, as outras lotações que eu viesse a utilizar no meu cotidiano, a comida mensal, as contas fixas. Eu teria que poder pagar um plano médico para mim e para a minha família. A escola dos meus filhos. A conta do supermercado. As tarifas do lazer. E, já que não mais existirá a poupança forçada do FGTS e do acerto ao sair da empresa: um valor com que eu pudesse abastecer uma caderneta de poupança e com ela formar um patrimônio para a velhice ou ter um seguro para as horas desempregado.

Só que não é. O “empregado” a que se referem nessa fala descompromissada é o sindicato. A vida do trabalhador estará a jugo de sindicalistas. Pessoas comuns, suscetíveis à corrupção, vão decidir tudo para o trabalhador, sem a permissão dele e sem ele ter direito de escolha entre permitir ou não.

E o que for decidido prevalecerá sobre a CLT. Ou seja: Se o empregado desconfiar que foi lesado e ele for reclamar, o patrão lhe dirá que um representante dele participou da decisão e com isso houve democracia. E, se hoje para frear os sindicalistas, que também abusam do trabalhador em seus tratos com a patronagem, o empregado pode usar os termos da CLT e cobrar prejuízos ou desfazer acordos, amanhã isso não será mais possível. É pegar ou largar. “Não está satisfeito: pede pra sair“. Vão lembrar da frase do Capitão Nascimento o tempo todo. Essa reforma só beneficia os exploradores do sistema.

Já que o gatilho para a anarquia vem de cima, a ordem agora, então, para o trabalhador, é observar como vivem os desagregados do sistema, encher-se de coragem e adotar o comportanento deles. Eles peitam esses exploradores e não dão retorno tributário para nenhum deles. Não praticam o consumismo formal, fiscalizado; não trabalham sob regimes trabalhistas de espécie alguma; não geram impostos para o governo e nem lucro para as empresas. Compram — quando compram — informalmente o produto C ou o D. E por vezes são vistos atravessando produtos A trazidos clandestinamente da China, ou de outro tigre asiático, via Paraguai (que já cogitam destruir a Ponte da Amizade), montando uma concorrência formidável para a maioria das empresas que formam o pool que apoia essas reformas escravagistas que o governo clandestino manda a safada da Grande Midia falar pra quem ainda acredita nela que são boas para o país.

É certo que a vida de desagregado tem seu preço. Comparando-a com a fútil vida moderna que nos condicionaram e nos condicionam a ela diariamente, pode ser que viver sem dignidade seja o preço. Mas, em que um mendigo que consegue todos os dias comer, beber água e encontrar um canto para dormir é menos digno do que um trabalhador comum? Tudo que a natureza nos exige para permanecermos vivos ele cumpre. Sem ter que se sujeitar a horários predeterminados por outros, sem ter que ouvir mandes e desmandes, receber a miséria que acham de pagar.

O mendigo não tem que se preocupar com a sua segurança, ele só tem que se defender. Ou com a de seus pertences, pois, ele não tem nada para ser lhe subtraído. Ele não tem que pagar para estar vivo até a hora em que ele partir desta para a mesma onde vai parar o trabalhador comum – e sem levar nada. O mendigo vai passar a vida realizando, totalmente livre, as mesmas experiências de sobrevivência que o cidadão agregado.

E depois que ele morrer ele vai se tornar igual a estes. Na sociedade que vivemos somos diferenciados dos mendigos apenas por aceitarmos as implantações de hábitos e de costumes que nos implantam na mente. Aí vamos achar-nos mesmo a estar na miséria, passando por privação, não levando uma vida digna, pois, viver na mendicância é abrir mão dessas coisas supérfluas e inatas. Se abrimos mão dos artificialismos e das convenções do que é vida digna impostos-nos pelo sistema, nos tornamos mendigos.

Costumo me lembrar de quando eu trabalhei como gerente de uma editora. Eu fui contratado para isso e exercia atividades relacionadas a esse posto. Na carteira profissional havia qualificação provisória e a remuneração, bem abaixo do que seria a prometida, idem. O tempo passava e a promessa de regularização dessa situação só prorrogava. E com o meu trabalho a empresa sempre atingia seus objetivos e eu via os patrões enriquecerem. Tentei arrumar outro emprego na área, mas, eu só encontrava funções gerais para trabalhar. Meu currículo estava me atrapalhando devido à qualidade excessiva para os cargos que surgiam.

Um dia falei para meus patrões que eu queria ser demitido e readmitido na vaga de zelador que eles estavam oferecendo. Expliquei que estando trabalhando em uma função que requer menos qualidade e ganhando um salário compatível com a função eu não me sentiria enganado e me sentiria mais digno. Eu sofreria menos e seria livre.

Percebe que é essa a mesma escolha que o desagregado faz? Pra que contribuir tanto com o sistema se você não é respeitado e só está melhor do que o mendigo enquanto mantiver o pensamento que o burguês que te explora implantou em sua cabeça, através de diversos instrumentos sociais, como a mídia e a escola por exemplos?

São desagregados do sistema, além dos pedintes, o vagabundo, o drogado, o alcoólatra, o trabalhador informal, o bandido classe B (aquele que não veste colarinho branco). O ermitão, o invasor de propriedades, o lunático. E o anarquista. Todos que rejeitam o modelo de sociedade e estilo de vida que o sistema oferece e quer manter são desagregados. Mesmo quando vivem às margens da sociedade como os monges.

Portanto, não taxarei mais quem bate carteira (que hoje deu lugar ao celular); quem pula catraca de ônibus ou de bilheterias; quem vende ou compra produtos falsificados; quem pirateia; quem usa software pirata ou sem licença; quem pratica charlatonagem; quem rouba; quem compra de camelô, de noiado ou de lojas clandestinas; quem trafica; quem invade propriedade; quem sonega imposto; quem faz download e fatura em cima; quem faz gato de fornecimento de água e de luz, de internet ou, principalmente, de TV a cabo; quem frauda crédito de telefonia móvel; quem não paga o IPTU; quem compra CNH. É esse pessoal, desviando dinheiro do governo e das empresas, é que vai me ajudar a derrubar esse bando de golpistas que tomaram de assalto Brasília. Ou pelo menos as leis que esse bando implantar.

Eu sei que o grosso da arrecadação ilícita desses crápulas vem da venda dos nossos recursos naturais, como o minério em geral, para o estrangeiro, e também com a extração e refinagem de petróleo ou com as árvores da Amazônia. Durante um tempo eles nem vão sentir o desfalque no bolso deles. Entretanto, eles não podem pagar o funcionalismo público com esse dinheiro não fiscalizado. A grana lavada que sai do setor de telecomunicação é suficiente só para pagar o quadro do próprio setor. Logo, uma rebelião no meio servidor público, principalmente nas corporações policiais, irá despontar. E, aí meu, será a condição que estamos esperando para acabar de vez com essa cúpula de ladrões e desgraçados que tomou conta do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e do Judiciário brasileiro.

Esse texto ficou grande, eu deveria tê-lo posto em um e-book e distribui-lo para que o interessado o imprimisse para ler em momentos sem computador ou celular na mão. Mas, adviria gastos monetários para o leitor que se dignasse a imprimir e o pequeno empresário não merece ver o leitor aplicar nele o que o texto ensina. Rs! Quem quiser me copiar (sem trocadilhos), vou organizar o texto desta página em um PDF e levá-lo para impressão. Vai estar sempre à mão me servindo de uma espécie de Bíblia para eu consultar e me motivar a praticar o meu boicote contra o sistema. E pode ficar sossegado, comerciante aliado onde eu fizer a impressão que pretendo, e fazer tranquilamente seu caixa 2, pois, eu não vou pegar a notinha.

Quer anarquia maior do que ler? Absorver análises de teorias conspiratórias que combatem a verdade estabelecida para você acreditar? Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”, nem que seja baixando um PDF pirata, pode notar que nem pus o link para ser clicado e acessar o local de compra, e comece agora a sua revolução pessoal contra esses que nos oprimem.

Jornada de trabalho de 12 horas uma ova, ditadores!

anarquia

Vi em um outdoor bastante reacionário um brado contra a pretensão do governo instaurado à base de golpe para prejudicar a classe trabalhadora do Brasil, uma mensagem de protesto convocando a população a dizer “não” à Reforma Trabalhista que esse governo quer fazer. Na pauta dessa reforma está a alteração da jornada de trabalho, que deixaria de ser de 8 e passaria a ser de 12 horas diárias a carga de trabalho até os 65 anos de idade.

Esse governo só está aí porque se incomodou com o fato de o governo que ele golpeou ter dado ao trabalhador dignidade e conforto para produzir e ter intencionado promulgar a Reforma Política, que entre outras coisas acabava com a mamata de políticos e dificultava a corrupção. Ou seja, Reforma Política, essa gente que não trabalha não quer fazer, não move uma palha para agilizar o processo que traz ganhos para a sociedade, e ainda se coloca contra, por ver ameaçadas suas regalias. Já Reforma Trabalhista cheia de prejuízos para o trabalhador, essa gente até se coça para votar a implantação o mais urgente possível.

Já não basta a arrogância demonstrada para a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo. PEC essa que não discuto aqui a integridade, por necessitar texto expositivo específico, mas que só de a Rede Globo noticiar de bom grado, obrigando sua audiência incauta a aderir a aprovação e se prostrar contra a oposição, já dá para saber que tem pegadinha para o povo se ferrar. Que nem tinha em apoiar a abertura do processo de impeachment.

Com relação a frear a intenção do Governo de macular o trabalhador o colocando para trabalhar 12 horas por dia a tarefa não é muito difícil. Espalhar outdoors para o povo incauto (o que se informa através das rádios, tevê, jornais, revistas ou sites do PIG) até que é boa tática. Fazer manifestação nas ruas também é. Mas, o que vai derrotar os idiotas por trás dessa pretensão de mudança na CLT é outra coisa.

Protestos a gente já viu que por mais que a realidade nas ruas seja de total repúdio contra uma medida governamental, o Partido da Imprensa Golpista consegue fazer parecer o contrário. O que seus jornalistas covardes falam ou escrevem é o que vale como a ser a verdade. Pedir encarecidamente para que os frágeis telespectadores de telejornal desliguem o Jornal Nacional só dessa vez para que eles evitem de serem enganados mais uma vez pela mesma fonte de enganação é atitude em vão.

O método eficaz será, inexoravelmente, o boicote. Quem vai ter que urrar de trabalhar metade do dia é você, não é? Não trabalha, ué! Se ninguém trabalhar eles se vêem obrigados a mudar a lei. Eles é que não vão trabalhar. E nem os filhos deles ou os seus tutelos. Nem é a gentinha da Globo – que, na minha opinião, também não trabalha -, que para ela tá tudo bem se você tiver que passar o dia ralando. Por que será que a sua opinião nunca está na Globo, hein? Já reparou? Quem paga pelo que ela noticia você já sabe quem é!

Vão ter que continuar contando com a sua força nas máquinas. Demitir em massa está sempre fora de questão quando um levante bem numeroso tem que ser enfrentado. Não é só por causa da grana a gastar com as demissões, mas também com os problemas que há em ter que substituir às pressas um contingente ativo. Tá aí a linguagem que eles entendem e obedecem.

Cá entre nós, aumentar jornada de trabalho não ajuda em nada a resolver crises econômicas ou até mesmo de produção escassa. Mais do que racionalidade biológica, é matemática pura. Um país que precisa gerar emprego não está fazendo grandes coisas mantendo o mesmo contingente de trabalhadores no posto. Vão aumentar postos de trabalho para por mais gente trabalhando 12 horas por dia? Quantos a mais? Será que se dividir os postos em três turnos de oito horas, já que o dia só tem 24 horas, é bom lembrar, não se está empregando mais? Não se está gerando assim mais desconto de INSS per capita, que sustenta um monte de outros trabalhadores? Não se está pondo o pão na mesa de mais famílias? Não se está dando condições para mais gente consumir e as empresas venderem mais e, novamente, o Governo arrecadar mais com impostos?

O emprego não é solução só para as pessoas tirarem seu sustento não, é também para as empresas faturarem com o consumo promovido pelo salário recebido. Sem trabalhador, sem consumidor. O mesmo tanto de posto de trabalho, portanto, de trabalhador, significa o mesmo tanto de consumo. E aumentar o consumo é saída para a crise. E para garantir produção suficiente para atender os mercados, uma certa quantidade de gente que inicia o dia a todo pique e lá pela oitava hora do dia já não consegue – por razões naturais, emocionais, psicológicas e fisiológicas – produzir da mesma forma como começou o dia, não dará conta de saciar a fórmula para sanar a crise, pensada pelos imbecis por trás desse projeto vagabundo que explora trabalhador.

Se nada disso comover os indivíduos por trás desse insano projeto de lei, que são todos capitalistas inveterados e esses argumentos tira do túmulo para aplaudir até os que já partiram desta para  a melhor, então vamos a outros mais radicais.

Se o sujeito gastará 12 horas do seu dia com o trabalho, se em média ele gasta 1 hora para se locomover até o local de trabalho, serão 14 horas só nisso. Se ele vai para a escola após o expediente laboral, lá serão mais 4 horas em média. 14 mais 4 são 18, se não sabem. E volto a repetir: o dia tem 24 horas. Ou vão dar um jeito de aumentar as horas do dia também, seus energúmenos? 24 menos 18 dá 6. Seis horas para tomar banho, jantar e dormir. Imagine o tanto de gente que vai trabalhar só para tratar das doenças que decorrerão só da preocupação com a falta de tempo? Pra que esse povo vai querer trabalhar? Sem contar o prejuízo e o aperto que os afastamentos inevitáveis vão dar no patrão!

E aí está ficando de fora o tempo gasto com igrejas, clubes, bares, televisão. Televisão? KKKKK, a Globo vai ficar sem público para ver o Jornal Nacional e o Fantástico! O povo vai trabalhar de 7 às 19 e chegar em casa sem pique para ver novela, já caçando cama. Viva o Temer! Um monte de igrejas irão falir por falta de fiéis, bares por falta de clientes, clubes e escolas por falta de frequentadores. Estará todo mundo ou trabalhando ou cansado.

Que merda de solução é essa que abala a economia mudando os hábitos da população e ocupando o tempo dela com o trabalho? Vocês estão falando de 12 por 36? Se for, tudo bem, faz sentido. Estão falando em limitar a classe trabalhadora a pessoas que já estudaram e que estão na fase de construir família e constituir patrimônio e deixar o resto para os jovens fazerem? Citaram 65 anos como idade limite para se trabalhar essa carga horária, logo, não estão pensando nisso. E falam até em aumentar a idade para a aposentadoria, ora! E as atividades que já é medicamente consagrado ser insalubre trabalhar nelas por mais de 6 horas corridas, vão torná-las salubres? Será com aquelas pesquisinhas fajutas e fraudes científicas que a mídia contratada divulga? Aquelas do tipo: “Pesquisas apontam que as telefonistas podem trabalhar até 12 horas seguidas graças ao avanço da tecnologia de call center e blá blá blá”?

E o melhor de tudo nessa indecência de políticos indecentes e desocupados, que por serem desocupados querem por as outras pessoas para trabalhar a mais: nem falam em melhorar o salário. Se tem uma coisa que todo mundo é convicto é de que se trabalhar mais ajudar a faturar mais, então, não se faz cara feia. Tanto é que quando a hora extra é paga em dinheiro em uma empresa, não precisa nem de ela perguntar quem quer fazer.

Agora, o que seria justo para compensar o seu cansaço, o seu sentimento de tédio e desespero porque as horas não passam e você gostaria de estar a fazer outra coisa, a sua saúde se definhando por causa da rotina repetitiva e do expediente longo? O dobro do salário mínimo? 1700 reais? Você não é ingênuo de pensar que as empresas vão dobrar seu custo com funcionários sem aumentar seus preços, é? Em pouco tempo o que se compra hoje com 880 reais se comprará com 1700. Não haverá ganho nenhum.

Eles não jogam para perder e se você, por qualquer dos argumentos que eles lançarem para te convencer a aderir o plano deles, que nem você aderiu quando apoiou o golpe contra a Dilma, der aval para eles mancharem a Consolidação das Leis Trabalhistas ou a Constituição Nacional e oficializarem essa pretensão de te fazer trabalhar quase o dobro do que já trabalha – e repito: é só você que trabalha, esse pessoal que vota leis que alteram o trabalho não trabalha, vão às sessões no Congresso quando é de interesse deles, senão nem isso fariam – você não vai poder reclamar depois, pois, eles dirão que foi colocado em discussão o assunto e a “maioria” escolheu o que foi escolhido. Que predominou a vontade do povo e vão mostrar esse povo pelas tomadas circenses das manifestações que eles promovem para fazer gravações e manipular a opinião de idiota que se deixa levar com a exibição dos vídeos editados decorrentes delas. Essa maioria que escolhe no Brasil você já sabe que não é nas urnas que a escolha acontece. Por isso, não abra mão de boicotar o trabalho e de ir às ruas. A palavra “urnas” até parece com “ruas”! As empresas sentir sua ausência e precisar de você para elas realizarem seu exercício desmente qualquer verdade imposta pela mídia mentirosa, o PIG.

Conclusão: Pare de ver televisão, de ouvir rádio, de ler jornal, de cair nos golpes compartilhados nas redes sociais; preste atenção em outdoor; participe de manifestações de trabalhadores e de estudantes; filie-se a um partido de esquerda (somente PT, PCdoB e PSol, pois os demais são duvidosos); busque conhecimento para ficar esperto e não cair nos golpes dessa gente que quer te escravizar e seja capaz de tomar atitudes radicais, como grevismo e anarquia, para impor aos patrões e políticos ordinários a sua necessidade e a sua vontade. E se acaso estiveres nas drogas ou no álcool dê um jeito de sair dessas coisas, pois, estando nelas você está nas mãos desse mesmo pessoal e é peça de utilização dele para fazer de refém muitos dos outros. Não seja mané!

No mais, o de sempre e que resume tudo o que foi escrito: Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz” para aprender os truques do Sistema contra você.