Antes que o Governo desabe – Pt.1

2019_07_01_21.06.18

Sou um cara que não votou em Jair Bolsonaro porque simplesmente um candidato tem que me convencer a votar nele e ele não conseguiu fazer isso. O que foi propagado como promessa de campanha do Bolsonaro – ou do PSL, como queiram – não me interessou nem um pouquinho. E eu já escrevi muitas vezes isso aqui no blog.

Mas, também sou um cara que sabe perder e que sabe avaliar o que o vencedor está propondo. O Messias nem tinha tomado posse ainda, mal acabara de ser eleito, e já sinalizava que ia me fazer queimar a língua. Daquele jeito que todo mundo gosta de queimar: obtendo vantagem com a queimadura. Acho que eu estou queimando mesmo são os dedos, pois, mais digitei contra o Bolsonaro do que falei.

E depois que o homem tomou posse e começou a mostrar as manguinhas – que nem mesmo quem votou nele pelo calor da emoção antipetista está gostando de vê-las -, aí é que eu botei fé mesmo.

Parece estarem mesmo dispostos a corrigir todos os problemas que assolam o Brasil e transformar o país numa potência em termos de desenvolvimento social. Doa a quem doer essa minha conclusão!

Esta é a primeira de uma série de postagens que vou publicar neste blog com o intuito de apresentar para o público leitor dele por que ando escrevendo essas coisas. Qual a minha visão dos planos do governo.

E quem avaliar positivamente minha análise e quiser seguir no meu levante pra não deixar o governo desabar, pelo menos não antes de deixar tudo implantado, basta compartilhar a opinião e deixar que a egrégora dela ganhe vida própria e saia por aí contagiando as pessoas para elas darem passos certos em direção à libertação.

Escrevo isso pelo seguinte, esperar que o lado derrotado se esforce para propagar qualquer risquinho de má conduta ou trapalhada do governo para por fim jogá-lo ao chão é algo inexorável.

Agora, lamentável é ver os que elegeram Jair Bolsonaro gastando tempo e energia com a mesquinharia de se sentir cada vez mais vingado contra os supostos inimigos de seu presidente.

Duvido da inteligência deles toda vez que os vejo compartilhar material chanfrinho e mentiroso produzido por um youtuber ou um viralista de rede social só pra eles propagarem. Desses que o produtor do material até goza quando vê dinheiro entrando com o giro de contador dos page-views no Youtube e com as inscrições em seu canal e com os compartilhamentos ou cliques em seus links postados no Facebook.

Às vezes nem do lado de quem propaga seus materiais esses oportunistas estão. Apenas conhecem bem a cabeça de bagre do bolsomimimion ou do esquerdopata e pra ganhar dinheiro com publicidade pessoal jorram nas interfaces de Whatsapp aquilo que bem sabem que seus alvos irão compartilhar.

O mesmo cara – ou grupo de caras – que faz material pra direitista propagar, faz pro esquerdista fazer o mesmo. Bobo é quem enxerga exclusividade e afinidade no que é só tática de marketing de comportamento social interessado em desviar focos para atender clientes.

A diferença é que o material de direita não tem credibilidade, pois, quando não é trabalho totalmente amador, que não deixa referência da informação pra ser consultado, é vídeo, até autêntico  – desses que é fácil conseguir gravar da TV Senado ou da TV Câmara -, só que editado. Com cortes e colagens para servirem a um propósito. Pra dar certa interpretação a quem se expõe a eles.

Já o material de Esquerda se vê citar fontes. E muitas vezes são veículos de informação de credibilidade alta da imprensa corporativa que dão autenticidade às informações.

Querendo ou não, uma TV  ou jornal O Globo, uma Folha de São Paulo ou uma Revista Veja são tradicionais, possuem registro, têm jornalistas formados e que precisam arcar com compromisso com a informação que propagam.

Ou seja: os supostos esquerdistas estão muito mais avantajados do que o mísero bolsonariano nessa guerra de informação e contra-informação.

E o presidente e seus assessores, sobretudo os de imprensa? Não dizem nada? Não interferem nessa guerra? Não instruem melhor seu militante? Nunca desmentem ou pelo menos contradizem contundentemente os ataques de seus opositores?

Parece estratégia isso, não? “Enquanto guerreiam se cegam, assim: governamos“. Inclusive os apoiadores do governo desde o início são cegados. Principalmente. Pois, são os menos capazes de entender os benefícios que oferecem as propostas no campo do Trabalho e da Economia.

Entendem só os sacrifícios que terão de fazer. E não gostam. Guerreiam contra o PT, o PSol e certos políticos para ocupar o tempo sem ter que pensar. É pra “doer menos”. A dor de quem milita sem conhecer bem a causa para a qual opera.

O presidente Jair Bolsonaro, esguio, em seu Twitter, que eu acompanho, está sempre postando algo do cotidiano e da agenda do governo. E ele faz isso com a maior naturalidade. Como se não sofresse rejeição alguma. Como se nada de perigoso para a continuidade da missão – como o caso Sérgio Moro, o ministro da justiça – estivesse acontecendo.

E muito do que ele posta interessa tanto a seus apoiadores, quanto a seus opositores. Tem muita coisa dos governos anteriores sendo continuada, sendo corrigida. E mantida a imagem que deu crédito a elas e a eles. Ou seja, tá havendo, no fundo, integração e não choque de transição de gestão.

Um exemplo que pode ser visto diz respeito às articulações com o Mercosul, bloco de comércio do qual participa o Brasil e na Era Lula foi muito honrosa para o país a participação. Espia:

eisoaijair

Então, se continuarmos a guerrear sem qualquer nexo, ficar de picuinha boba, com dorzinha de cotovelo ou cheios de repugnação doentia contra o outro, vamos acabar é perdendo o trem da história. Vamos perder a oportunidade que esse governo tem de fazer acontecer, finalmente, uma nação, que é o Brasil. Devemos aproveitar isso. Leia os demais textos desta série para eu me expressar melhor. Talquei?

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!