Caindo que nem patinho e elegendo quem Eles querem

Está uma febre de postagens nos murais do Facebook visando atacar a imagem do PT – automaticamente atacando todos os seus candidatos – e do candidato Jair Bolsonaro do PSL no que diz respeito à competição aos cargos eleitorais em 2018.

A maioria dos que postam os ataques, ainda que publiquem por conta própria, sendo que o trivial é compatilhar algo postado por alguém duvidoso, não passa de contribuinte, gente do gado que é tão vítima de quem supostamente ele está combatendo quanto de quem ele adere o marketing de guerrilha política. Ou seja: a maioria não vai ganhar nada vendo sair vitorioso da eleição quem a quem ele presta sua colaboração gratuíta.

E eu, que também sou um reles contribuinte, andava aderindo os ataques ao militar canastrão que concorre totalmente despreparado à Presidência da República. Andava porque encontrei uma iluminação, sobre a qual teço esta postagem, que me fez sair dessa matrix de contribuinte que nos foi implantada.

A carta de alforria me foi possível devido a estar ficando bastante chato eu publicar algo sem restrição de público e sempre aparecer alguém para comentar negativamente a publicação, se valendo de ofensas para fazê-lo e tudo mais.

É sabido que muitos dos comentários que aparecem nas postagens que vão ao ar no Facebook com o status público são patrocinadas. Pessoas ganham alguma coisa – ou às vezes não ganham, mas prestam militância contratada – para comentar. Os comentários realmente espontâneos muitas vezes vêm de pessoas que foram fisgadas e tomam as dores de quem as fisgou.

Se você posta contra o Bolsonaro, com certeza vai aparecer algum contratado dele ou do partido dele ou do marqueteiro dele para comentar algo que rechace o que você postou. E vice-versa se for pró inimigos dele. O motivo principal é que se o que você postou for uma verdade protegida ou tiver potencial para recrutar pessoas, aquele que é ofendido pela postagem não vai ficar a ver navios enquanto a casa dele cai.

E tem outra: Temos que ter senso crítico e desconfiômetro, pois, o que parece ser uma coisa pode muito bem ser o contrário. Eu desconfio, por exemplo, que a ideia é o Haddad ser eleito e o Bolsonaro, enchendo as pessoas de motivos com o material indubitável de ser fake que anda distribuindo, esteja num esquema que corrobora com isso. Até aqueles que pensam estar aderindo sua candidatura por ser oposição ao PT poderão ser surpreendidos conforme essa teoria, que é bastante contundente olhando-se para o que é propagado. Vai ver o pessoal que posta as postagens originais contra o Bolsonaro e contra o PT é o mesmo. Isso é tática de engenharia de opinião e os que se acham muito espertos não suspeitam. “Quereis ser sábio, tornas-te tolo“.

E nisso estava ficando chato ver o mesmo cara desconhecido, bolsonariano, entrando em minhas postagens, criticando o que postei e ainda me ofendendo. Eu me via obrigado a mudar o status da postagem que eu gostaria que fosse pública para “amigos apenas”.

Daí vi que a censura no Facebook e nas outras redes sociais, que são atualmente os melhores canais de comunicação, onde a opinião alcança mais gente e correria livre e solta, acontece quando o tipo de procedimento que tomei, mudar de status público para só amigos, é realizado.

Restringindo a publicação aos amigos apenas é o mesmo que ser calado, pois, estes já conhecem sua opinião ou, já que nesse hemisfério os sites conseguem inibir um amigo de ver certa postagem de outro, podem a conhecer de outra forma, fora da rede mundial de computadores até, sem o controle daqueles que buscam nos controlar de comunicarmos um com o outro.

Os nossos amigos já possuem seu próprio posicionamento perante ao que expressamos num perfil de rede social. Se a favor ou se contra, não é você quem vai influenciá-lo a tomar decisões se já não o fez. E nem sua postagem vai virar debate para se chegar a um consenso. O máximo que acontece são os simpatizantes darem uma curtida, que não aborrece nas notificações se entrar algum comentário novo na publicação ou outra reação, e pronto.

E por serem amigos, ninguém vai se dignar a ofender o outro. Ou seja, todo tipo de interesse que o Facebook, por exemplo, pode ter com a movimentação sobre as eleições em sua rede não terá a ele utilidade considerando esse perfil de reação ao que é publicado em seu domínio.

As redes sociais se valem dessa movimentação para criar estatísticas, que de certa forma seriam verdadeiras, e vendê-las aos institutos de pesquisa. Esses institutos montam o quadro de pesquisa baseado mais nessas informações que as redes lhes passam do que se valendo de entrevistas tet-a-tet de opinião pública. E estes institutos, por sua vez, vendem o que coletam para a mídia, o braço que cabe à imprensa corporativa principalmente. Que presta serviços para os candidatos, partidos e demais entidades por trás deles.

Ou seja: o membro de rede social trabalha de graça ao manifestar sua opinião em seu mural e só faturam dinheiro com o que ele produz as redes sociais, os institutos de pesquisa e a mídia.

Mas, isso não é o pior. O pior é fazer parecer que só há dois partidos ou dois candidatos em disputa. O que se vê enaltecido nos murais é um embate, suposto é claro, entre Bolsonaro e Haddad. Quando há vários outros partidos e candidatos.

As redes operam para que essa realidade seja aceita, manobrando o que aparece nos murais de seus membros. Com isso, somos manipulados. Temos o voto reduzido à duas alternativas, ao bipartidarismo de outrora, em vez da quantidade certa de escolhas.

Isso é um sutil golpe antidemocrático. E todos lá vão caindo que nem patinho tomando decisões entre dois candidatos apenas, quando existem outros muito melhores do que eles, com propostas que realmente interessam à população, mas que não são do interesse dos que estão no controle eleitoral que sejam apreciadas, pois, trabalham os candidatos e partidos em foco e recebem a ajuda das redes sociais, dos institutos de pesquisa e da mídia corporativa para moldar o eleitor.

Tem mais: E aquele que anda soltando fumaça pela cabeça porque não quer que ganhe o Haddad e nem o Bolsonaro? Ele vai acabar pressionado a escolher aquele que ele tiver menos ódio dele para eleger ou votar indiretamente, como nos tempos militares, abstendo-se do voto ou votando nulo ou branco. Que covardia fazem com esse sujeito!

Quem estiver nessa condição de não querer no Segundo Turno os candidatos que estão nos empurrando deve tomar certa atitude. Confundir as redes sociais para que elas não consigam mandar pra frente informação que se aparecerem nas pesquisas ninguém vai duvidar de que seja a verdade porque é o que vê acontecendo em seu próprio mural ao logar nessas redes.

Essas pessoas deviam iniciar uma campanha de postar enaltecendo ou destruindo a imagem dos outros candidatos. Fazer virar febre, bem diversificada, postagens recorrentes sobre Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Ackmin e o restante da trupe.

Aí, sim, é uma baita guerrilha silenciosa e atitude democrática injetada à força pelos contribuintes, dando uma banana para o sistema corrompedor de opiniões. Duvido que ainda não esteja a tempo de ser configurado outro embate no Segundo Turno que não Bolsonaro X Haddad se todos procederem assim, pelo bem da democracia.

Conheça o seu candidato conhecendo os eleitores dele

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Você quer acabar com o PT? Não? Então, o Bolsonaro não tem propostas para você. É indiferente, o que te interessa é ver solução para os males que o Brasil passa? Novamente, o Bolsonaro não tem propostas para você. Porque parece que a proposta de Jair Bolsonaro caso ele seja eleito presidente da república é só acabar com o PT. Ou seja: Nem vai atender a população em seus anseios e nem vai conseguir cumprir o que promete. Acabar com o PT está além das forças até de gente mais gabaritada. Essa obsessão deve ser inerente ao deputado por ele em sua carreira de vinte anos na política jamais ter aprovado um projeto de lei. É falta de experiência mesmo.

Tudo começou quando veio parar em meu inbox no Facebook uma postagem de algum bolsonariano. A postagem apresentava uma foto que mostrava vários homens pelados, em círculo, um cheirando a bunda do outro. O slogan de marketing de guerrilha era: “Só para não esquecermos… o que o Ministério da Cultura financiava com o nosso dinheiro“. E pra garantir a associação ao PT: a estrelinha vermelha fixada no canto superior esquerdo da foto.

O juíz Sérgio Moro até hoje procura um motivo pra legitimar a prisão do Lula. Os que caem na lábia dele, como os bolsonarianos, já se convenceram de que o homem deve ser mantido preso. O crime – provado – pouco importa. Mas, e os que acham que se for assim, acabou a liberdade pra todo mundo que não tiver a simpatia do STF? Eles não precisam ser convencidos? Já que basta colocar uma estrelinha que identifica o PT em uma foto junto com um slogan para que a legenda carregue a culpa do que diz o slogan, por que não colocar a assinatura do Lula numa réplica do quadro Mona Lisa, do Da Vinci, e provar pra todo mundo que o homem estaria preso por falsificação de obra de arte?

Então, já que caiu dentro da minha inbox sem a minha solicitação e ou autorização uma merda dessas, penso que tenho direito de acessar o link da postagem e até de tecer um comentário. E lá fui eu. Meu primeiro erro nesse episódio.

No comentário eu perguntei se a proposta de governo do Bolsonaro era acabar com o PT ou ele iria apresentar alguma ainda. Chamei de lixo o material da foto, porque é realmente o que eu acho, embora eu saiba que o que queriam atacar era a classe homossexual, dada a essas coisas, que chamam de arte moderna. E informei que nos tempos dos militares também havia incentivo à arte de todo tipo, querendo insinuar que os próprios militares não censuravam o homossexualismo, eles apenas não permitiam a massificação de elementos culturais disparados pela mídia, qual atitude mereceu meu elogio no comentário. Escrevi também que mesmo nos tempos militares, que Jair Bolsonaro acha que representa, também se gastava dinheiro público com eventos culturais.

Mesmo a postagem recebendo pra lá de 700 comentários, eu sabia que poderia haver manifestações contra o meu, mas não de forma tão alardeante e incoerente. Um sujeito conseguiu encontrá-lo perdido no meio de vários outros, simpatizantes à crítica, e se viu incomodado. Teve o trabalho de ir até o meu perfil no Facebook para procurar o que eu postava e voltou dele para me dar uma resposta cheia de ódio. Minhas publicações que ele selecionou só lhe foi possível acessar porque eu as classifiquei como públicas. Meu segundo erro nessa questão.

No mural do meu perfil circulava uma postagem de um jpeg instruindo as pessoas a não votarem na Dilma para o senado mineiro. Pelo menos três dos meus contatos compartilharam esse jpeg. Uma delas eu sabia ser bolsonariana, logo, instruía a não votar na Dilma por devoção à causa do mentor dela. Irritado com isso, resolvi publicar que eu iria votar na Dilma por não dever nada a ninguém e por não ser burguês. Com “burguês” eu quis dizer que em Minas Gerais se a Dilma não ganhar, ganha o Anastasia (PSDB), ou seja: os burgueses. Como não sou burguês, por que eu votaria no Anastasia? É o mesmo caso do Bolsonaro: Se pra mim é indiferente o PT acabar, pra que vou votar num cara que a preocupação dele é só acabar com o PT?

Nisso, da janela do quarto eu ouvia uma multidão soltando foguetes, tocando funk em alto volume e fazendo algazarra cantando hino de time de futebol após o “Parabéns pra você” em uma, obviamente, festa de aniversário. Isso já eram 23 horas. Há uma lei que diz que em zonas residenciais o barulho a essa hora deve ser diminuído. Bradei contra a perturbação e me desabafei indo para o Facebook postar uma foto do Caco Antirpes e o seu “Não basta ser pobre” se referindo ao alarido que pobre faz em suas comemorações. Eu queria aludir ao fato de que no Brasil há leis, mas, não se cumpre e nem fazem cumprir. Pergunta se apareceu a polícia mesmo havendo solicitações? E a outra coisa que eu quis aludir era que pobre tem certas manias que são por causa delas que a gente pasta com esses políticos usurpadores da baixa qualidade intelectual dos membros das classes populares, que eles determinam olhando para os hábitos desses membros. Não é porque não sou burguês que tenho que concordar com muitas das coisas que pobre faz.

Daí, o sujeito voltou com essas duas referências à postagem que comentei e me atacou dizendo que eu não dizia nada com nada, que não concluía raciocínio, que eu falei que ia votar na Dilma e que falei que não sou burguês, mas, critiquei pobre em um post. Terminou me chamando de petista. Esse contra-comentário foi não só o primeiro, mas, o erro derradeiro desse sujeito.

Putista” até que sou mesmo; “petista“, nem o PT quer que eu seja. Eu não sou popular, mas, do nada você ter 400 seguidores no Twitter, reunidos organicamente, nada de fake followers, é pra se comemorar. Desses 400 só me restaram cento e poucos simplesmente porque ousei duvidar das informações acerca da prisão do Lula. Falo mais abaixo à respeito. Faço saber que na opinião que dei no post da tal foto eu não deixei claro que eu não poderia ser petista. Se o sujeito achou que eu era bolsonariano é pura falta de capacidade analítica dele.

A postagem em que eu dizia que iria votar na Dilma para combater a que instruía a não votar na petista teve a visita, autenticada com um clique de reação, de uma das pessoas que propagaram a instrução que combati. Ou seja: concluí meu objetivo (e raciocínio) de ter minha resposta enxergada.

Nos comentários da publicação eu explicava que na verdade eu não votaria em ninguém e que ninguém mereceria o meu voto e que eu só quis dizer para uns e outros que voto em quem eu quiser e que eu tinha mais razões para votar na Dilma do que no PSDB (o cara que reagiu ao status e que havia compartilhado a instrução tem pensamento tucano).

Um colega, então, comentou que não votar não resolve o problema. Aí eu vi oportunidade para me expressar quanto ao que acho sobre tudo o que está acontecendo na mídia: prisão do Lula, popularidade do Bolsonaro, controle velado da política pela Mídia e pelo PSDB. Eu escrevi isto:

O sujeito que compartilha isso é eleitor do Bolsonaro. Só que eu tenho certeza que esse candidato é só um flanelinha, quando chegar a hora H ele vai dar de mão beijada para o PSDB o público que ele conseguiu colher, que nem fez a Marina Silva em 2014. E ele vai ter irritado tanto os esquerdistas com essa paranoia de exaltar o sistema militar, falar contra o socialismo, ofender negro, ofender homossexual, que esses eleitores, que jamais votariam no PSDB – de fato é a pior opção – vão votar só pro Bolsonaro não ganhar. A mídia vai preparar isso e todos vão cair que nem patinho. E tem dedo do PT nesse golpe. A prisão do Lula é fachada pra impedir ele de concorrer porque ele próprio não quer ser eleito porque sabe que é a vez do PSDB voltar pro posto conforme a regra de um certo conluio que está por trás desses partidos tudo e articulou esse golpe.

Mitificaram o Lula pra ele se tornar praticamente o único candidato da Esquerda realmente elegível. A Esquerda e os esquerdistas cairam que nem patinho não criando um substituto à altura. Logo, se o Lula não concorrer, sem chance de a Esquerda ganhar, que é o que interessaria ao pobre e ao trabalhador. Votando ou não votando a gente está deixando de votar.

Outro dia eu falei para um amigo, que está abilolado com esse Bolsonaro, que se a escolha fosse votar em Intervenção Militar ou nos candidatos reais ao posto de comando do Brasil, eu escolheria isso, mas não votaria no Bolsonaro porque ele é muito suspeito. Entre ter o Congresso tomado novamente pelos militares e sustentar lá esse bando de corrupto, de todos os partidos, que estão e que vão entrar lá, a gente estaria melhor amparado deixando as coisas por conta dos novos generais. Tem militar que já demonstrou que é confiável e que tem muito mais competência pra colocar ordem na casa. Nós não estamos melhor hoje do que estávamos nos tempos militares não. Eu vivi essa época e sei que não.

No fundo, o sujeito que incomodou com o meu comentário no post da tal foto ficou foi irado com o fato de eu chamar de lixo tudo quanto é coisa que apareceu no Brasil com esse nome dos anos 1990 pra cá. Falar que é mentira que o Governo Militar censurava qualquer tipo de expressão artística – até a homossexual – é falta de informação. Eu não sei sobre aqueles idos lendo nos livros da situação (regime civil), a história contada por quem está no comando, eu simplesmente vivi aquela época. Os “Secos & Molhados“, pra mim mola propulsora do homossexualismo no Brasil, é um exemplo que dá razão ao dito. E que o mesmo governo não empregava dinheiro público em projetos culturais é outra tolice. Basta lembrar das “Olimpíadas do Exército“, que reunia em uma Capital brasileira à cada ano todo o elenco da cultura e do esporte brasileiro da época.

Ou seja: pela minha opinião, que é a mesma que eu sempre coloquei aqui, não dá pra saber se sou esquerda ou se sou direita. Sou o que for melhor para o Brasil. O que me faça viver com dignidade e sem ser vendido para estrangeiro. Membro de classe nenhuma por não haver distinção de classe. Ao pé da letra, isso tá mais pra comunista, eu sei, mas o que chamam de comunista no discurso político brasileiro não tem nada a ver com isso. Se o meu oponente ficou tão irado com uma opinião que mais agride o petista do que um suposto representante dos militares, vai ver ele é que é o petista. Mas, pelo menos me fez ficar mais atento quanto a dois atos: não entrar em discussão no Facebook de quem não se conhece, mesmo recebendo algo em seu inbox, e não utilizar o alcance público em suas publicações. Publique só para os amigos.

Por isso é que em vez de eu voltar na postagem criticada para responder ao imbecil eu preferi escrever este texto. Afinal:

Nunca discuta com um idiota, pois, ele vai te arrastar até o nível dele e vai vencer a discussão por já ter experiência no nível“.
(Mark Twain)

 

Vem aí o A.I.-5 (Plim, Plim)

20anos

Pode até ser que no texto da PEC 55 haja algo de proveitoso, mas, é fato que ela foi aprovada contrariando parte significativa da população brasileira. O que está em questão, então, é a arrogância dos parlamentares diante ao poder e o descaso deles perante a quem os elegeram. Hoje é um limite orçamentário o que interessa a eles aprovar, sabe-se lá o que pode ser amanhã. Agora esses deputados e senadores não conhecem seus limites. Acham que podem tudo e que não há páreo para eles. Eles têm pólvora (a grande mídia), chumbo (o Judiciário) e balas (as forças armadas) e querem nos guerrear.

Imagine se não vão querer trazer de volta, se der na telha deles, o velho Ato Institucional número 5. Aquele instrumento político escravista que foi baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, Governo Militar. Ao qual, muitos dos que estão por trás da PEC do diabo (diabo é que gosta que a gente PEC), de uma forma ou de outra deu a sua contribuição. Escrachadamente, sabemos nós, as organizações Globo.

O A.I.-5 limitava a liberdade de expressão. Se tem comparativo com os atos de agora, comparemos então com a pretensão de se querer impedir as pessoas de falar mal de políticos, esse bando de filho de uma pu… Desculpe-me, senhoras de respeito, eu não quis ofender! E outros abusos mascarados de projetos de lei que só o Judiciário brasileiro que não vê irregularidades neles e os aceita. Quantos não ferem a Constituição Nacional?

O A.I.-5 limitava a liberdade de comunicação. Atualmente se compara com a intenção de se reduzir a internet fixa. Coisa que interessa aos grandes veículos de comunicação deste país – braços do governo – por perderem audiência e venda de exemplares, já que o conteúdo da internet é amplo e mais livre do que o propagado pelos veículos mencionados e isso é de total agrado da massa que antes era freguês cativo, por falta de opção, do conteúdo formado por futilidades e desinformação.

Dificultar o uso da internet fixa também interessa aos mafiosos do Cartel da Telefonia Móvel, que vêm seu principal serviço sair de suas mãos, uma vez que o uso do voice-IP, do audio recorder e o desinteresse por comunicação fonada faz com que as pessoas atualmente prefiram se comunicar revezando entre teclar, clicar em emoticons sugestivos que substituem n palavras ou fazer uso de softwares que escrevem na tela tudo aquilo que se fala, economizando-se tecladas e kbytes enviados sem deixar de dizer o que se pretende. Esse pessoal desses nichos mercadológicos deve estar na cola desses políticos corruptos que fazem farra no Congresso Nacional para que eles lhes cumpram objetivos contratados possivelmente durante suas campanhas eleitorais.

O A.I.-5 limitava a cultura e a expressão artística. Se era conduzido a engolir aquilo que os militares escolhiam para a população mastigar. Na música, por exemplo, se era obrigado a ouvir ou a consumir o ABBA, Roberto Carlos, Frank Sinatra. Longe de querer dizer que esses eram ruins porque não eram. Protesto aqui é contra aquela decisão que não era sua. Ali Primera, Alfredo Zitarrosa ou Geraldo Vandré você tinha que ir para um lugar quase impenetrável para ouvir se fosse a sua querer ouvi-los.

Os enlatados norte-americanos dominavam a TV. A noite era das telenovelas da Globo em especial (será por quê?). Os telejornais pareciam comerciais de longa duração do Governo Militar. Os filmes da moçada comportadinha que não questionava nada eram permitidos ver. Tanto na TV quanto no cinema. Só dava eles. Censura Livre. Com esse pessoal cantando de galo seu Youtube vai reduzir a “sua” programação – se não fechar as portas por falta de novidade ou vazamento de material restrito (e também velocidade de banda) para cativar o público. E você vai ter que (argh) assinar a TV por assinatura da Globo se não quiser voltar a ver o lixo da TV aberta. Que continuará a ser lixo.

Nas bancas, se hoje já está ruim, acostume-se, pois, vai ficar pior. Talvez haja várias edições da Veja, da Época, da Isto É numa mesma semana, só pra fazer campanha para o PSDB e macular o PT. Que nojo será passar perto de uma banca! Aliás, será é perigoso. As velhas bombas vão voltar a estourar. Bombas mesmo. E as brasas feitas de página de revista e jornal hipócritas vão subir. A Playboy impressa deverá voltar a circular e você que adotou o pornô sem limites que a web ditou ao público vai ter que se virar com essa revistinha de direita em que nu é um par de seios carnudos de fora. Não que vá fazer falta o material útil durante a falta do que fazer, é só pra se saber que “a liberdade cairá por terra como num filme do Goddard”.

Nas livrarias, livros como “Os meninos da Rua Albatroz” devem receber o mesmo tratamento outrora dado para “O capital” e “Manifesto comunista”: proibido para maiores e menores de qualquer idade. Os didáticos terão o compromisso de fazer as pessoas ufanar o sistema capitalista cafajeste instaurado, mantido na base da escravidão do trabalhador e do consumidor, e transformar em heróis sujeitos que não possuem perfil para herói nem do Pedro Bial. Será a ditadura “civiltar” (civil e militar), como preconizou o escritor Ignácio de Loyola Brandão em seu “Não verás país nenhum”.

O A.I.-5 limitava a participação política da sociedade. Tirava dela o direito de greve e de realizar passeatas e outros tipos de protestos. Pensa: o único meio que temos, hoje em dia, de fazer aparecer os problemas que passamos e nossa verdadeira opinião acerca dos assuntos badalados é promovendo manifestações, já que a grande mídia não nos dá visibilidade porque é arregimentada ou concumbinada com os golpistas que comandam a nação na luz ou na sombra, e a menor não aparece além de para nós mesmos. Como será quando esses canalhas que ocupam cargo de senador ou de deputado desbandeirarem de vez? Vamos ter que fazer uma vaquinha para limpar os espaços sujados pelos baderneiros que carregam sprays pelas noites e voltar com a legítima pichação de esquerda. Aquilo sim aparecia e comunicava. Vamos cuidar para que não tenha vez os “Cão Fila Km 26” para atrapalhar.

O poder de compra eu não sei se vai aumentar (duvido que vá), mas, por certo vão nos querer ditar os produtos que poderemos (ou deveremos) comprar. A indústria da manipulação imperialista vai deitar e rolar em cima de nós. Portanto, esqueça desde já a compra do novíssimo I-Phone 7, pois, vem aí o velho A.I.-5. Guarde seu dinheiro para fugir do país. E se fores o último: apague a luz e feche a porta!

Bem, voltando da divagação, graças a Deus, teçamos agora o contragolpe. A gente vai ver tudo isso rolar e ficar parado? Que masoquismo é esse? Claro que não! A primeira providência é desde já, enquanto ainda há liberdade, cortar os braços desses golpistas. Como? Parar de dar audiência para os veículos de comunicação da Grande Mídia. A corja precisa deles para fazer as informações que quiser que cheguem até nós escoar. Se estas não chegam: “fudeu pra eles”. Desculpe-me pela expressão!

Leia um pouco sobre certos camaradas e entenda o que eles dizem. Theodor Adorno, por exemplo, que achava que a revolução viria das artes. No futuro o emprego escassearia e todos teriam que aprender um tipo de arte para oferecer no mercado e viver dela. Isso é prático! Mas, não era só isso: ele achava que em usando a arte para se comunicar a eficiência é maior. Eu também acho. Tô aqui usando a minha. Adorno era músico além de sociólogo. O importante mesmo é que você leia.

Vamos criar e cantar cancões de guerra, quem sabe: canções do mar. Canções de amor? Ao que vai vingar? Como disse o Caetano Veloso ao emplacar uma ode à America. E assim passar as mensagens – ao mesmo tempo que trabalha – sem ter que contar com os veículos que querem monopolizar a distribuição de informação e as oportunidades de trabalho e manter-nos, com isso, aprisionados. Assim esses instrumentos quebrarão. Sociedade alternativa, meu! E eles quebrados, vixi, é “nóis” livres!

(1)Preparar a nossa invasão
E fazer justiça com as próprias mãos
Dinamitar um paiol de bobagens
E navegar no Mar da Tranquilidade

Toquem, o meu coração
Façam a revolução
Que está no ar, nas ondas do rádio
“Na internet” repousa o repúdio
QUE DEVE DESPERTAR WOW

Wow wow wow wow wow

(2)If you twist and turn away.
If you tear yourself in two again.
If I could, yes I would
If I could, I would let it go.

This desperation, dislocation, Separation,
condemnation, Revelation, intemptation
Isolation, desolation
Let it go and so to find away
I’m wide awake,
I’m not sleeping Oh no, no, no.

(1) “Rádio Pirata” (adap.). RPM. 1985
(2)”Bad” (adap.). U2, 1984.

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