Coronavírus: O tratamento ao alcance de todos

*Caso você goste do que vai ler, compartilhe para que chegue às autoridades e aos empreendedores dos setores de saúde e informática para que possamos passar pela pandemia sem muitas dificuldades. Se não houver lobby para que as dificuldades temidas existam, a sugestão a seguir é solução verossímil.

Reflitamos:

O pânico maior sobre a Covid-19 que fazem no Brasil é por faltar estrutura hospitalar. A maior defasagem seriam leitos para os enfermos ficarem sob observação médica.

Certa vez, uma prima minha foi picada por uma aranha. No Pronto Socorro deram pra ela um AAS e ela ficou em repouso por cerca de oito horas, quando recebeu alta e foi embora. Olhavam ela de uma janelinha de hora em hora. Quando necessitava, mediam pressão, consultavam respiração, botavam um termômetro debaixo do braço dela. Nada que um leigo não consiga fazer, bastando seguir videoaulas no Youtube ou consultar aplicativos instalados num smartphone.

A mesma coisa ocorre com o quadro pior da Covid-19, que é a ocorrência de pneumonia. A maioria dos atacados por pneumonia ficam em leitos de hospitais tomando remédios e em repouso sob observação médica.

A pior das doenças é a falta de informação. Logo, pra eu escrever este texto fui atrás de explicações sobre o que é a pneumonia. Eis, então, prints do que pesquisei, já com a fonte embutida:

O que e pneumonia

Irritado com a minha situação de tosse que persiste há várias semanas, me felicitei quando alguém num grupo do Whatsapp me poupou a pesquisa para saber com que tipo de enfermidade eu devo estar. Tá aí o jpeg postado:

Execelente - sintomas de gripe alergia e covid19

Estou com alergia. Segue o baile!

Hoje temos a internet, que parece ser mais democrática do que os próprios sistemas de transporte e o de saúde públicos: todo mundo tem acesso. E todo mundo tem também em casa sistemas de vigília por câmeras de vídeo ou webcam em computadores ou smartphones, que levam imagens até um centro receptor.

Qual a dificuldade que há em enfermos ficarem no leito de suas próprias casas com alguém lhe dando os remédios conforme a receita de um médico – que pode, inclusive, ter sido dada pela internet mesmo, através de consulta mediante uso de webcam – e o leito estando sob observação de médicos e outros profissionais de saúde à distância por uma câmera instalada em um centro receptor, que pode ser uma sala situada em um posto de saúde ou um hospital, público ou privado?

Teletratamento

Basta haver um site onde pessoas com sintomas doentios entrem e façam cadastro para receber consulta médica e reservar uma sala de vídeo – que em sites há mais capacidade do que em NOCs (Network Operation Center – Centro de Operações de Rede) ou salas de recepção de imagens – para que o médico responsável acesse e faça inspeção para verificar o andamento do tratamento. Educação à distância ocorre assim. Conversamos uns com os outros assim e, ainda, de longe vigiamos nossas casas assim.

Siteteletratamento1

Siteteletratamento2

Ocorrendo urgência, o SAMU já saberá onde ir, traçará sua rota e chegará até com mais rapidez e já levando o material necessário.

Essa ideia nem é tão difícil de ser pensada. Resta saber se o lobby por trás dos hospitais vai deixar ser desenvolvida e implantada. Para cercar isso eu sugiro que os sites sejam de hospitais e os cadastrados seus pacientes e acionariam seus planos médicos para pagamento do tratamento em caso de entidade privada.

Digam ao povo que fico!

“Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, digam ao povo que fico”
(Adaptação da frase de D. Pedro I que registra o Dia do Fico)

Lulanaolivre

Poucos conseguem entender o que está acontecendo na política do Brasil. Em seus anos de governo, o PT abusou da estratégia de criar benefícios sociais para o trabalhador e empregabilidade sustentada pelo poder público.

Quando a fonte secou ou demonstrou sinal de fraqueza a curto prazo, através de fraternidades esotéricas os conservadores foram convocados a tomar de volta o posto presidencial e corrigir as cagadas do PT.

Afinal, se o próprio partido fosse fazer reforma na previdência da forma que era necessário fazer, reforma tributária, reforma social e política sua imagem ficaria arranhada para sempre.

Combinaram então um plano que envolvia Dilma sofrer o impeachment e se isso não fosse o suficiente para o eleitor esquecer o PT e apostar em novas legendas, inventariam uma prisão para o Lula.

E assim foi e está sendo. Porém, chegou a hora de aprovar a principal ou a mais polêmica, a mais difícil de passar pela adesão popular, das reformas: a reforma da previdência.

E o que pareceu que seria fácil quando passou pela Câmara, virou um angu de caroço, com a esquerda recrutando até mesmo quem estava fechado com o governo na aprovação.

Os esquerdistas pareciam querer pouco para arriarem. Bastava a liberdade de Lula. O trabalho de oposição à reforma da previdência ficaria a cargo dos próprios direitistas.

Então, a notícia chegou ao Lula como quem diz: “esse pepino é seu Lula, se vira, saia da jaula e trate de aprovar a reforma da previdência”.

Lula, então, convocou os seus advogados e inventou que não queria ser solto por um artifício indigno, não queria barganhar sua liberdade. Ou é declarado inocente ou ele fica na prisão.

Isso resolve sua situação de ficar escondido, longe da árdua batalha. Mas, não a do governo, de conter a oposição que sofre do seu próprio pessoal.

Só que não! O que não falta é gente replicando a conduta estapafúrdia do Lula e se cegando com isso. Essa cegueira é suficiente para criar uma cortina de ferro e blindar os parlamentares para eles aprovarem até mais do que a reforma da previdência.

De burro, Lula não tem nada. Menos ainda o governo.

É teoria conspiratória, mas, pode muito bem ser a verdade. Não deixe de pensar nisso!

Quanto mais supremacia, mais decadência

capitallxcomum

No Comunismo, o bem público permanece público. A propriedade privada sofre estatização e passa a pertencer ao público (povo).

No Neoliberalismo, o bem público se torna privado. E a propriedade privada continua a ser privada.

No Comunismo há participação plena do povo como proprietário dos bens e das riquezas nacionais. Ninguém explora ninguém.

Os que contestam isso não fazem outra coisa que não tentar impedir que essa verdade seja percebida e encoraje a destruição de suas mordomias pela busca dessa situação de igualdade.

No Neoliberalismo, os grupos hegemônicos compartilham os bens privados. E o restante da população é explorado por estes.

Não é preciso ser um gênio em economia para decidir qual sistema é melhor. Mas, é preciso ter conhecimento e coragem para tomar a decisão de lutar por ele.

Continue fazendo isso da forma que dá: apoiando o neoliberalismo. Pois, quanto mais rico se fica, mais pobres se faz.

Chegará-se a um ponto em que os pobres não conseguirão mais sustentar a riqueza dos ricos. Ou perderão o interesse por isso. E sem essa sustentação, os ricos empobrecerão.

Veja o exemplo tirado do futebol. O futebol é super maqueado. Clubes são feitos vencedores, enquanto outros são feitos perdedores. As rivalidades entre os clubes também são fabricadas e artificialmente suportadas.

Os clubes e as federações fazem negócios entre si, que incluem controle de resultados de partidas e destino de títulos. Sem importar se o torcedor espera ver em campo a verdade que acredita nela: que presencia um esporte, uma disputa. E não o cumprimento de um trato, de uma negociação.

Funcionando dentro dessa dualidade de clubes prósperos e clubes semi-fracassados ou sem brilho algum, mas, com contingente de torcedor que interessa ao mercado de consumo do segmento esportivo, o mimimi que alimenta a imprensa existe. E é isto que atrai anunciantes e, portanto, receita não só para os veículos de comunicação.

Um exemplo que dá razão para essa realidade teria se dado esta semana na Copa do Brasil 2019.

Temos o time do Cruzeiro de Belo Horizonte exposto na mídia como a estar em brava crise financeira por causa de dívida oriunda de corrupção. Em sorteio suspeito colocaram um embate do clube contra o rival local no torneio. Isto, se bem administrado conseguiria gerar uma boa soma de dinheiro com as atenções alcançadas.

Na fase em que ocorreu o embate, Quartas de Final da competição, o vencedor passando dela abocanharia onze milhões de reais. Teriam administrado, então, uma derrota do Atlético, inesperada até mesmo pelo próprio torcedor cruzeirense, no Mineirão no jogo de ida. E uma vitória, no Independência, estádio do Atlético, faltando um golzinho pra mandar para o número da disputa de pênaltis a sorte da partida, que se recorressem a ele seria manjado por já ter sido bastante usado em outras jogadas envolvendo os dois escretes.

E pra garantir que o Cruzeiro ganhe mais dinheiro com doações da confraria – que toda ela tem interesse em que o clube não seja abalado pela crise que o assola, pois, é bom instrumento de arrecadação para todos – teriam tirado do torneio os virtuais campeões, Flamengo e Palmeiras. Os quais, se enfrentassem a equipe mineira com o compromisso de cederem a ele a vitória, qualquer um suspeitaria de maracutaia devido à superioridade atual da equipe carioca e da paulista ante a mineira.

É mais fácil o flamenguista pensar que perder para o Atlético Paranaense na casa dele e em uma disputa de pênaltis é compreensível e o palmeirense achar que foi injustiçado perante o Internacional de Porto Alegre. Os quatro: participantes também da confraria, que mais parece uma companhia de teatro.

Com isso, o Cruzeiro provavelmente abocanhará os 70 milhões de reais prometidos ao campeão do certame. O que amenizará sua crise, que não parece ser de hoje que o meio a conhece. Talvez, esses últimos títulos que o clube de Minas Gerais contemplou faça parte dessa campanha de socorro financeiro ao próprio. Não cair para a Segunda Divisão do Brasileirão idem.

Salvo, é claro, se este texto alastrar-se. Aí, mudarão alguma coisa. De maneira, é claro, que só especialista percebe a alteração. Coisa que desencorajaria a crença no que prega o autor dele. Que por incrível que pareça, antes mesmo de publicar qualquer coisa, encontrou no meio simplório onde se encontram os mais iludidos torcedores gente com tal desconfiança.

Saída essa que ocasionaria o campeão não sair, de bom grado, do campeonato com o prêmio, só com o título. Futebol é capitalismo e no capitalismo tudo é produção, ficção, montagem para dar consumo e etc.

Mas, à medida em que uma agremiação do pólo vencedor se distancia cada vez mais em conquistas do seu rival, o público que cultua este o deserta. Perde seu interesse por ele ou muda sua preferência de atenção e vai torcer para o outro.

Mesmo havendo o marketing psicológico, injetado pela cúpula que conduz o modo de pensar desse nicho social, que marginaliza ou abomina o chamado vira-folha.

Esse distanciamento faz com que as presenças no estádio e as audiências dos veículos de comunicação sofram baixas; crianças que torceriam para o clube fracassado deixariam de existir por falta de incentivo dos pais, que imaginariam formarem fracassados ou sofredores ao legar ao filho sua preferência de torcida.

E com isso se estabelece o futuro com risco de extinção ou de empobrecimento total da instituição desportiva que massacra sua torcida em suas negociações. Ou, caso esteja fora de cogitação essa hipótese: com seus vacilos e maus resultados.

Por falta de rival local devido à sua supremacia, o time que sobrará aos poucos verá também sua decadência. Futebol precisa de rivalidade. O que é cultuado dentro desse segmento cultural é isso. Basta ouvir o que sai da boca dos torcedores à cada vez que o time que torcem pra ele supera o rival.

Um torcedor se vendo só levando a pior para o rival, principalmente quando é mais do que óbvio que uma forra é evidente, como seria o Atlético Mineiro vencer o duelo ilustrado, e ainda vendo o adversário se encher de títulos de campeonatos enquanto o clube do coração posa de azarado como se fosse esta a real explicação, tende a se libertar, se desaprisionar da lavagem cerebral que é o interesse doentio pelo futebol, que é uma coisa insignificante.

Torcedor não ganha nada de fato. Nem enche seu bolso e nem sua barriga. Nem com a tristeza, quanto mais com a alegria que isso possa trazer. Após a euforia dada pela conquista de um título vem a vida que segue. Vem a necessidade de matar um leão por dia. Vem o correr atrás para saldar as contas do mês. E sozinho. Sem a ajuda de qualquer delegação esportiva ou da imprensa.

Vem a real de se ser solitário, mal-sucedido social e financeiramente, mal alfabetizado e privado das verdadeiras boas coisas da vida. Coisas que não acontecem com quem faz parte da cúpula que administra o futebol.

Essas instituições, pelo contrário, insistindo na batalha pela escravização da mente do indivíduo, que o faz perder dinheiro em nome dos interesses delas, que é um deles a manutenção do comportamento fútil, agressivo e abobado, porém lucrativo, que o futebol cria em quem o leva a fundo, fazem é atrapalhar os compromissos de quem se submete a elas.

Voltando à política, que afeta substancialmente a vida de todas as pessoas, por isso não é insignificante como o futebol, com um quadro de decadência devido à saturação de fartura se confirmando, dá-se a reação da burguesia, que jamais gostaria de viver como um pobre ou mesmo em igualdade social, ainda que gozando de bonança todos nessa igualação.

E a saída para os burgueses seria devolver direitos e aceitar compartilhar a riqueza também com os que estão fora dos grupos hegemônicos.

A nova voz do povo

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Uma maneira de publicar um manifesto. Em entrevista a um telejornal regional na manhã de 9/7/2019, o Governador de Minas Gerais respondeu à entrevistadora sobre o rumo que deveria tomar o metrô de Belo Horizonte. Conforme ele, o estado mineiro não possui qualquer condição de amparar o transporte. E não muito diferente estaria a União. Logo, a saída seria privatizar ou abrir concessão.

Imediatamente pensei como povo que sou e desejei que o governador conhecesse a minha opinião. E já tomasse a decisão de abrir concessão. Me coloco, no caso, dentro da parcela do povo que sabe que manter estatal todo o transporte coletivo, não só o metroviário, não é mais possível.

Daí, espalhei no Whatsapp em grupos e perfís de contatos uma mensagem tentando dizer ao Zema “Privatização do metrô: NÃO; Estatal: TAMBÉM NÃO; Concessão: JÁ”, visando compartilhamento, que hoje em dia costuma funcionar com uma expectativa maior de se ser atendido pelas autoridades do que aquilo que antigamente era chamado de “A voz do povo” após o voto, que eram os abaixo-assinados, as reuniões em associações e as passeatas.

Veio parar em minha cabeça, logo depois, uma série de outras questões que eu gostaria que não só o governador, mas também o presidente da república e seus ministros, soubessem qual a decisão que o povo gostaria que tomassem para cada uma delas.

A mídia e a imprensa PIG (homenagem ao PHA) se auto-intitulam porta-vozes do povo. Porém, jamais vi esses porta-vozes acertarem. É puro atrevimento desses tomarem para si esse título.

Afinal, sempre o que defendem é o interesse de seus patrões, chamados de anunciantes em algumas vezes, contratadores de serviço de moldagem de opinião noutras. Muitos deles são os nossos empregadores e outros são os próprios políticos, defendendo o interesse deles próprios.

O político, que é quem está na condição de tomar decisões por nós, é eleito pelo povo. Sem o povo não há pra ele tal cargo e tal condição privilegiada. E nem o resto, que pra ele é o mais importante: salário gordo com grande possibilidade de aumentar gigantescamente em negociações excusas.

E ele se faz distante do povo depois que é eleito. É fácil pra ele fazer chegar até nós sobre o quê ele vai votar nas assembléias. Já a gente fazer chegar a ele qual a alternativa que gostaríamos de vê-lo optar por ela é quase impensável. E ele coincidir conosco na escolha, conhecendo ou não a nossa opinião, é um deus-nos-acuda.

É necessário um mecanismo que fosse capaz de além de fazer o político conhecer a opinião do povo, o pressionar a respeitá-la. Algo que fizesse com que ele se sentisse bastante prejudicado se não fizesse exatamente o que o povo lhe orientasse a fazer.

Foi então que resolvi criar algumas postagens, com versão em vídeo, e publicá-las aqui no blog. Pessoas como eu, que deram de mão de serem esquerdistas ou direitistas, querem coisas como MinarquiaJÁ, LiberalismoEconômicoJÁ, PrivatizaçõesNÃO, ConcessõesSIM, EntreguismoNÃO, ReformaDaPrevidênciaJÁ, ReformaTrabalhistaJÁ, ReformaPolíticaJÁ, ParlamentarismoSIM, SegurançaPúblicaJÁ, MalhaFerroviáriaJÀ, combate ostensivo às drogas, combate às ditaduras de grupos sociais, redução da influência da mídia. Ordem e progresso em vez de demagogia e hipocrisia ostentado sob a alcunha de nacionalismo e moral alta.

E uma série de outros assuntos que precisam ser resolvidos para que o Brasil avance e a prosperidade junto da tranquilidade tragam qualidade de vida para a população. Em cada postagem: uma questão dessas abordada com bastante detalhamento.

Muitos desses tópicos, os políticos já tramitam em suas assembléias, já discutem. Porém, o texto-base deles nem sempre atende perfeitamente o povo. Gostaríamos que nossos pitacos fossem levados em consideração na construção do texto ideal para ser aprovado.

Então, se você esteve aqui, leu esta postagem e tem interesse semelhante, junte-se a nós e vamos experimentar essa ideia. Quem sabe alcançamos os assessores dos poderosos e nossas mensagens são levadas até eles?

Quem não arrisca não petisca”.

Todos que conseguiram, tentaram”.

Antes que o Governo desabe – Final

governobolsonaro

O Governo Bolsonaro sustenta a propaganda de combatente da corrupção, defensor da Constituição Nacional e moralizador dos sistemas sociais no Brasil.

Diversas falas proferidas em campanha eleitoral e em exercício das funções governamentais comprometem seus componentes e dão direito ao povo para fazer cobranças nesse sentido.

É a oportunidade que o povo precisava para rever tudo aquilo que se encontra corrompido, amoral ou imoral e exigir embasado que os parlamentares discutam e ponham em prática as soluções.

O discurso do governo é próprio para se focar nas leis inconstitucionais. Boa parte dos reais problemas sociais se devem aos efeitos que a inconstitucionalidade delas causam.

O sujeito esperto pode simplesmente colocar os parlamentares para resolver seus problemas ou barrá-los de ocasionar novos se valendo de detalhes na Constituição que tornam inconstitucionais possíveis objetos de jurisdição. O Artigo 5º desta é o que melhor dá essa condição.

Já tecemos aqui texto conflitando a Lei Maria da Penha, as cotas para introdução em concursos públicos e o tratamento diferenciado para as alegações de racismo e de homofobia com o que rege o artigo.

As regras na Constituição são suficientes para tratar esses e outros casos de desigualdade de condições, de maneira que especialidades se tornam algo ilegal. Sair do consolidado global para criar privilégios para grupos não passa de articulação política para o fim, muitas vezes, de criar curral eleitoral.

A Reforma da Previdência proposta pelo Governo, por exemplo, enfrenta oposição devido a um jogo de interesses que não leva em conta o bem do país. Ninguém quer largar o osso colocado em suas mãos, ninguém quer perder benefícios ilícitos ou mal articulados, e com isso a necessidade de reforma que passa a Previdência não anda.

Esta semana teve um avanço com a aprovação do texto-base do projeto na Comissão da Câmara. O impasse mais grave envolve as classes policial e professor. Enquanto a ruralista comemorou vantangens.

No caso dos policiais, o artigo da Constituição Nacional citado resolve o impasse. Conforme a suposição que apresentarei, pode ser que o artigo resolva também os outros.

É que se “todos somos iguais perante a lei“, tal qual rege o artigo, ninguém tem que trabalhar menos do que ninguém para obter o benefício da aposentadoria. Nem mesmo entre gêneros. A regra torna “todos” (nós) iguais perante as questões de âmbito nacional.

É certo o que ouvi de um suposto sargento em um desses famigerados vídeos compartilhados em redes sociais com propósitos excusos. O cara do vídeo fazia observar que um policial de 50 anos de idade não dá conta de correr atrás de bandido de 16.

Pra tanto, não é preciso ele trabalhar na rua a partir dos 45 anos de idade, por exemplo. Dentro da corporação, um estatuto pode legar ao servidor que enfrentará com o avanço etário dificuldades para realizar seu exercício desvio para funções mais compatíveis com a sua então capacidade.

Informalmente já é assim na Polícia Militar. Muitos dos pracinhas avançados na idade vão trabalhar nos escritórios até a aposentadoria. Resolvem-lhes os problemas ao mesmo tempo que abre-se oportunidade para novas contratações. O mesmo pode acontecer com a mulher na lavoura, a professora, o motorista de ônibus. Desde que tratado nos estatutos internos de cada classe.

Outra inconstitucionalidade de lei que aquele que é envolvido por ela deve aproveitar o provável interesse do governo em solucionar choques e permitir que tanto as empresas possam realizar seus ciclos com segurança quanto os trabalhadores seus afazeres implica o setor de telecomunicações de iniciativa privada.

A justiça e moralização pretendida pelo governo deve afetar o empregador, seu fornecedor, seu tomador de serviço, seu funcionário e também seu consumidor. O operador de telemarketing é bastante desrespeitado senão por todos esses, pelo menos pelo último. Acontece muito de um atendente ser profundamente desacatado durante o exercício de sua função.

Coisa que leva para a conta da seguridade social muito caso de afastamento devido a lesões psíquicas aos operadores e ocasiona às empresas muita indenização por danos morais aos funcionários que sofrem insultos, ameaças e tentativas de sabotagem ou desvirtuação de seu atendimento.

Se resolve esse problema estendendo o benefício do Artigo 331 do Código Penal ao prestador de atendimentos que opera na iniciativa privada. O artigo pune o desacato ao servidor público em exercício de função de atendimento. E, já que “todos somos iguais perante a lei“, o empregado do setor privado de cargo similar tem direito de se equiparar ao do setor público na hora de se defender do consumidor exaltado ou em missão sabotadora.

Coloquei um “final” para a série de postagens com o título “Antes que o governo desabe” devido à fraca reação à parte 1. Se você achou útil esta postagem, manifeste-se em um dos canais de reação. Havendo esse comportamento por parte do leitor, poderemos reabrir a série com as dissertações bem interessantes que pretendíamos lançar nas postagens.

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!

15M2017: O dia em que o povo não falou só pra ele

Libertas Quae Sera Tamen“. (Liberte que serás também – inscrição na bandeira de Minas Gerais)

inconfidencia-mineira

IMAGEM: Blog do professor Rodrigo Mateus

7:55 da manhã. Mais do que o prazo que tenho para sair para ir trabalhar. Passei a mão em uma camisa vermelha e vesti. Ouvi minha irmã comentar que a Globo se omitia ante ao que acontecia nas estações de ônibus de Belo Horizonte. Não era de se esperar que a emissora de TV fosse noticiar o que contraria seus interesses e os dos seus. Uma paralisação social geral para conter a aprovação de uma lei abusiva, pretendida pelo Governo ilegítimo de Michel Temer e das elites por trás do mesmo.

Por sorte minha irmã conseguiu se esquivar da lavagem cerebral que sofre, que faz com que as pessoas busquem informações na rede de televisão maldita em vez dos poucos veículos de comunicação sérios que existem, e zapeou pelos canais. Encontrou a TV Record informando a situação caótica na estação Vilarinho, que por aquela hora estava fechada. A Record é uma emissora do PIG também, capacho do Governo também. Preparava ela para sua audiência do horário números circenses como selecionar pessoas e gratificá-las para falar que estavam furiosas com a greve dos ônibus e dos agentes de saúde, pois, tinham cirurgias para fazer. Daria um ar de que a greve geral não passava de um movimento idealizado e mantido por vagabundos revoltados, sem causa, contra o sistema.

2017-03-15 11.11.56

IMAGEM: Twitter @opinoaberto

Pelo menos deu para eu saber que o destino que eu tinha intenção de seguir não seria mudado. Me mandei para a Praça da Estação. Eu encontraria por lá o pessoal do partido político que sou filiado, o PCdoB, e participaria dos eventos programados para o dia. Enquanto eu os procurava, deparei-me e adentrei em um clima carnavalesco. Com alas de baterias, como a do Levante Popular, e jovens e idosos trajados alegoricamente. Fantasias de protesto.

Não se tratava da quadra da Salgueiro, mas o vermelho e branco predominava. O azul da UNE – União Nacional dos Estudantes – e de outros grupos estudantis, de universitários e de secundaristas, o amarelo, mais reforçado na pele dos carteiros, que apareceram em peso vestidos à caráter, e o laranja dos trabalhadores da SLU – Serviço de Limpeza Pública – disputavam as posições posteriores. Balançavam bandeiras, subiam cartazes e faixas, gritavam gritos de guerra e riminhas sarcásticas envolvendo quase sempre o sobrenome de Michel Temer.

Gente do PT, do PSTU, do PSol e do PCdoB se unia às entidades sociais para tratar a mobilização. Cinco caminhões, munidos de aparelhagem de som e palanque com microfones estavam de prontidão para primeiramente darem seu recado os palestrantes – líderes de movimentos estudantis e de outros nichos representantes de classes, sindicalistas, políticos de esquerda. A visibilidade maior era da CUT. A mestre de cerimônia em cima do caminhão da entidade – Central Única dos Trabalhadores – era uma das organizadoras do ato público em Minas Gerais. O levante em Belo Horizonte recebeu gente não só da Capital.

A jovem senhora da CUT, preparando o pessoal para a marcha até a Praça da Assembléia, teve a brilhante ideia de fazer uma dinâmica. Orquestrou o público para que toda gente envolvida na ação de protesto se concentrasse em frente ao palanque do caminhão da CUT. Um mar de cabeças humanas se teceu. Em seguida ela chamou a imprensa presente, tanto a vermelha, quanto a marrom, e pediu aos fotógrafos e jornalistas para que eles olhassem e registrassem com suas câmeras possantes a quantidade de gente que estava presente. Mais tarde a TV Globo, por exemplo, diria para a agora parca audiência do MGTV, que não havia mais do que seiscentas pessoas no ato. “Manda a Polícia Militar subir e contar também“. Gritei. Ela ouviu meu grito e solicitou a presença da PM no alto do carro. Dificilmente conseguiriam convencer à população que havia menos de 100 mil participantes no manifesto contra o Governo em BH. A praça totalmente lotada, em dias de shows que interessam à Globo noticiar volumosamente o público, pois ela própria os promove, com menos do que aquilo ela anuncia cem mil. Parece que é a capacidade do local. A dinâmica foi bem sacada, pois, fez com que a grande mídia tivesse sabotada sua contrainformação usando sua própria moeda. Era um contragolpe.

Emfim, saímos da Praça da Estação e fomos em direção à Assembléia Legislativa. Haveria por lá uma audiência pública. Políticos e manifestantes protagonizariam uma acariação. Discutiriam a punição dada – boicote do voto aos traidores do país que votassem à favor da falsa reforma – àqueles que não respeitassem o desejo do povo de quedar a PEC 237, que acabará com o atual sistema previdenciário brasileiro, deixando as pessoas sem aposentar, e os demais termos da reforma trabalhista. Me mantive longe da multidão, às margens apenas, devido aos ataques de labiritinte que tenho quando sinto claustrofobia. Herdei do trabalho e querem que eu trabalhe mais do que me falta para aposentar para que eu me trate quando isso acontecer.

Balas no bolso, garrafa com água dentro da mochila que eu levava nas costas, panfletos recolhidos aos poucos em uma das mãos. Segui viagem solitariamente. Bem diferente das militâncias dos velhos tempos de juventude. Mas: “tá limpo”! Adaptações politizadas para marchinhas de carnaval eram cantadas no alto do caminhão que eu seguia, enquanto os palestrantes conscientizavam os populares que transitavam. Revelavam para eles à força tudo o que eles não ouviam da Grande Mídia ou por não dar atenção à imprensa de esquerda. Os que não aderiam ao movimento por se submeterem às falácias da imprensa corporativa tremiam nas bases ao tocarem no assunto “vão ficar sem aposentadoria“, “vão ficar sem férias e sem 13º salário“. Até os informais ambulantes pararam para pensar se não deveriam engrossar o levante. Afinal, muitos deles vendem coisas para aposentados e gente curtindo férias.

Não durou muito tempo, em pleno Pirulito da Praça Sete, alguém pôs em minhas mãos a ponta de uma faixa. Subi a Avenida Amazonas até o destino conduzindo um dos lados da faixa que ficou estendida horizontalmente. Olhei primeiro do que se tratava a inscrição. Achei interessante se tratar de uma cobrança ao Governador de Minas, Fernando Pimentel, o piso salarial dos trabalhadores em educação prometido. Uma tremenda alusão de que a luta não era partidária e era honesta, não deixando de chamar à responsabilidade políticos das próprias coligações ou predileções. Coisa que direitista tem que aprender para fazer oposição com justiça em vez de convocar a ingenuidade do povo para dar golpes unicamente em nome de seus interesses.

2017-03-15 13.58.40

IMAGEM: Twitter @opinoaberto

O lema era “Ai, ai, ai, ai / Acaba com a Reforma ou o golpista cai“. Tinha também o clássico “um, dois, três, quatro, cinco, mil / ou pára a Reforma ou paramos o Brasil“. E BH mostrou que está disposta. A essa altura, após a brilhante fala de uma líder do Movimento Negro, aplaudida pela imensa maioria branca que subia a Amazonas em ritmo de procissão, uma jovem em nome dos estudantes secundaristas me emocionou. “O homem deve ser livre. O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo, e pode mesmo existir até quando não se é livre. E no entanto ele é em si mesmo a expressão mais elevada do que houver de mais livre em todas as gamas do sentimento humano. É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.“Proferiu ela a frase do revolucionário Carlos Marighella.

Não bastasse isso, até o sindicato e vários representantes das polícias Civil, Municipal e Federal aderiram ao levante e fizeram palestras ao microfone, tendo como fundo musical “Até quando” do Gabriel Pensador, e tudo mais. Aí senti firmeza! Não estamos tão sozinhos! Se fudeu, Bolsonaro!

A diversificação de temas me chamou a atenção. Mostrava que o povo está consciente dos diversos problemas que estamos precisando resolver, mas, tirava um pouco o foco da luta, que era a votação da “Reforma da Morte”, a mudança na Constituição Nacional e na CLT que interessa somente aos banqueiros e aos ricaços do país e põe o povo para pagar as contas de um corpo político que quis tomar o poder para preparar o país para as elites deitarem e rolarem. De deficitária a Previdência do país não tem nada. Muitos especialistas mostram isso nas redes sociais contundentemente, para qualquer um entender, mesmo não sendo bom entendedor e sem precisar desenhar.

O outro ponto sabotador de intenções e manifestos e que sempre está presente nos movimentos eram os infiltrados. Os que criam focos de briga, estouram foguetes, passam por onde a organização disse que não foi permitido passar. E os que acendem e fumam cigarro de maconha no meio da passeata. Gente que trabalha para os golpistas e que a imprensa que vai fechar close neles para fazer reportagem maldosa e minimizadora sabe onde está para ir lá fotografá-la ou filmá-la. Os que ficam em casa à espera do resultado e veem pela TV vão ter essas cenas para desprezar a luta.

E foi assim. Eu tinha que relatar o meu dia. Já na Praça da Assembléia Legislativa, em frente ao órgão, pessoas se aglomeraram e o ambiente virou o de um Parque Municipal em um dia de domingo. Só que com batucadas, cornetadas, cantigas de protestos e faixas expostas no chão. Até um cemitério para o professor aposentado pela reforma do Temer foi montado. Muita irreverência em um evento bonito. Vendedores faturaram mais do que nos dias normais. Ganhei um boné da CUT e preguei na camisa uns bótons adesivos. Ouvimos o que tinham a dizer os deputados que participariam da audiência pública e tomamos conhecimento da agenda da CUT e das outras entidades que brigavam pela nossa aposentadoria. No Brasil todo teve protestos anti Temer e seu governo, contra a mídia golpista e o Judiciário vendido, que nós brasileiros pagamos os salários dos membros com o nosso trabalho, consumo e atenção.

Tuas Terras que são altaneiras
O seu céu é do puro anil
És bonita oh terra mineira
Esperança do nosso Brasil

Tua lua é a mais prateada
Que ilumina o nosso torrão
És formosa oh terra encantada
És orgulho da nossa nação

Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais

Oh! Minas Gerais

(Trecho do hino de Minas Gerais)