Nada gera quando a mente exagera

Muitas pessoas não têm qualquer dúvida de que é a sua mente que cria tudo o que vive. E parte delas sofrem porque sabem disso e ainda assim não conseguem se livrar de viver coisas horríveis. O melhor exemplo para ilustrar isso é dado pelos que são tomados por medo obssessivo. O medo mais comum é o de viver um acontecimento trágico ou o de encontrar pela reta um bicho peçonhento perto de atacá-lo.

Vencer esse medo e fazer com que a mente só produza alegrias é um grande desejo de quem passa por isso. Mais do que ninguém ele sabe do grande poder para criar que ele possui e se pergunta “por que não criar aquilo que me traz coisas boas“. E esse desafio não é difícil de vencer. Basta utilizar de técnica de automanipulação da mente para sair-se bem sucedido.

A mente humana funciona livremente. Mas, a realidade depende de lógica. Nada que não é natural dela pode ser concebido. Se não existem cavalos voadores, por mais que queiramos vê-los surgirem em nossa frente, não o teremos. Logo, tudo o que se tem que fazer para manobrar a mente quando as obsessões aparecerem é exagerar. É fazer com que o objeto do medo ganhe aspecto impossível de ser gerado.

Se o medo de um animal peçonhento aparecer, devido a uma experiência real vivida com um ou sugerida por alguém, se relaciona com um escorpião, por exemplo, basta treinar a imaginação para sempre imaginá-lo em um tamanho que não é o próprio desse bicho. Se quando a obsessão surgir, fazer com que o escorpião desenhado na mente pela obsessão tenha dimensões infundadas incapacitará a resposta na realidade. Ficará-se só na imaginação. Por mais que se queira, não se conseguirá obter na realidade um bicho desses de um metro de diâmetro, por exemplo.

Se porventura essa afirmação venha a ser desmentida, quem estiver a viver uma experiência dessas não terá qualquer dúvida de que é a sua mente que criou tal monstro. E quando estamos convictos de que somos os autores de uma obra, não temos qualquer medo dela. Poderemos a destruir facilmente ou apoderar-se dela, com toda segurança do mundo.

Porém, o mais certo de acontecer é o efeito contrário: ambição por criar. E o que aconteceria seria o insucesso: nada se criaría. Isso porque o processo criativo da mente não envolve só convicção. Quando se quer que algo venha à luz é preciso imaginá-lo e por-se em estado receptivo latente. Esse estado incide deixar de lado o que foi solicitado, apenas guardar no íntimo que já esteja atendido.

E confiança demais gera pensamentos recorrentes em a coisa sendo criada. E isso gera ansiedade, que, por sua vez, nos faz afastar da energia essencial para a realização. Quem é responsável por criar qualquer coisa na nossa vida é essa energia. A nossa obsessão, por exemplo, só a evoca, mantém contato com ela como se a estivéssemos solicitando a coisa obcecada.

Esse método de persuasão da própria mente equivale ao emprego do mantra “nada errado, tudo certo” para afugentar pensamentos que atraem acontecimentos trágicos. A lógica desse mantra consiste no fato de que se ao final de uma expectativa tudo estará certo, mesmo que aconteça a tragédia solicitada involuntariamente ela não abalará quem a solicitou. Soaria como um pedido para se vivenciar uma situação de alívio. E esse alívio é dado pela energia criadora.

Mudança de vida ao alcance de todos

A maioria esmagadora dos humanos quer mudar de vida. Faz de tudo para obter informações sobre como fazer isso. E o que consegue é sempre informações complicadas, que exigem realização de verdadeiros rituais para funcionarem. Vai saber se funcionarão mesmo!

Mas, será que tem que ser assim? Será que não existe um método que permita haver mudanças por esforço próprio na própria realidade, sem ter que se sujeitar a rituais complexos? Algo digno do que entendemos por magia pura e simples: pensar e obter logo em seguida?

Há algum tempo, eu me encontrava à beira de cair no sono e me veio uma proposta. Todos nós temos programado em nossas mentes um padrão de pensamentos. Fui atiçado a indagar para mim mesmo: “E se eu mudasse esse padrão arbitrariamente“. Mudar por mudar, simplesmente mudar. Eu forçaria meu cérebro a realizar sinapses cerebrais que não lhe são natas ou que não lhe são frequentes, com isso eu o faria desenvolver-se, expandir-se, aprender a criar alternativas e responder rapidamente. Sabia lá eu o que significaria isso!

A primeira ideia que me veio envolvia o sentido do olfato. Estamos acostumados com os aromas, os bons cheiros, como os de perfume. Uma atitude radical como enfiar a mão em um punhado de estrume e cheirá-la foi o que de imediato me ocorreu.

Imaginei que haveria um curto-circuito na minha mente, pois, ela está programada para recusar tanto essa atitude de enfiar a mão no interior de uma plasta de estrume, quanto a de após isso cheirar a mão. Meu órgão controlador da minha moral teria que adaptar-se à minha decisão, uma vez que tudo ocorreria conforme a minha vontade.

Eu estaria, com isso, dominando a minha vontade. E a minha mente estaria a produzir uma realidade diferente da habitual para me atender. Isso não deixa de ser uma mudança na minha experiência, que eu iria ter que julgar como boa ou má. E se possível sem sofrer qualquer influência de conceitos já implantados em meu ser, os quais dizem que eu devo julgar com o máximo de repugnância o fato descrito.

Eu experimentaria, então, o que é ser livre. Uma sensação de poder, proveniente do bem-estar inevitável de ser experenciado quando se vê a ser capaz de burlar regras, tomaria conta de mim. E esta seria a mola propulsora que faria, a partir de então, dominar a única responsável por, através de meu cérebro, me dar os meus dias: a minha mente.

E assim venho procedendo. Não cheirando estrume na mão, é claro! Mas, fazendo, dentro das precauções necessárias, o que normalmente eu não faria. E venho conquistando uma força interior que é o que vai me levar a conquistas interessantes. Não rejeitando, obviamente, a possibilidade de não estar a haver melhora alguma na minha realidade, pois, é apenas sensível a detecção de novas experiências vividas e o conceito de melhora é proveniente de conceituações previamente implantadas por terceiros na psique da sociedade. Uma batalha contra essa conceituação acontece. E é saindo vitorioso dessa batalha que se reconhece mudanças na vida.

A vida é o produto dos nossos paradigmas ou crenças. E é mudando esses paradigmas e crenças que criamos independência de viver. E passamos a viver o que queremos e não o que querem os outros.

Cura pela auto regressão

Auto regressão é uma técnica que visa o aproveitamento do tempo e respectivo aperfeiçoamento das faculdades cerebrais, além de ajudar a manter o cérebro ativo.

Funciona da seguinte forma: Nos momentos anteriores ao sono noturno, recorde momentos vividos a cada hora do dia, a começar pela última e regredir até a primeira. Tente reviver com vivacidade os episódios que conseguir se lembrar. Se emocione com os momentos recordados, quando forem dignos de emoção, e se surpreenda e se parabenize com a sua capacidade cerebral e de memória. Agradeça e se sinta feliz pelo cérebro que tem.

No dia seguinte, tente viver, na sua realidade material, com intensidade, cada momento. Se veja fazendo cada coisa e curtindo o máximo possível. Coloque todos os seus sentidos em atividade nessas horas. Se sinta pleno, presente, enquanto faz o que estiver a fazer. Celebre o que faz corretamente e apenas lamente O que tiver feito de maneira errada, procurando nao mais repetir o erro. Corrija Se for possível.

Dessa forma, ao se lançar a terapia à noite novamente, você não terá dificuldades em fazer a regressão, pois cada momento marcante lhe virá nitidamente e sem esforço para relembrá-los em ordem cronológica. Você talvez conseguirá trazer-lhe na regressão até mesmo os momentos antes de você acordar para aquele dia e, havendo disciplina, você lembrará também dos sonhos que antecederam o seu despertar. De maneira paulatina e regressivamente. Podendo ir até os momentos marcantes do dia anterior.

Quanto mais a sua memória for se aperfeiçoando com a prática, mais você volta no tempo e aprende a controlar o seu dia, com o uso de informações que possam te ajudar no presente, obtidas de momentos passados. Memória boa, por si só é sinal de saúde. Mental e física, pois a mente atua no corpo o regenerando. E haverá também mais disposição para fazer as tarefas do dia a dia.

Com a prática, você verá que o tempo começa a passar mais devagar para voce. Você parece aproveitar cada segundo, tantos são os episódios que você registra e consegue relembrar deles, detalhadamente, durante a sua regressão. Essa atividade cerebral prazerosa é válida no combate às doenças neurodegenerativas, traz conforto espiritual e motivação para a labuta. Estados que só podem resultar, sem demandar muito esforço, em sucesso pessoal.

Esteja 100% atento no seu dia e aproveite cada segundo.