Desprivatização, a melhor forma de acabar com o Comunismo

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IMAGEM: Internet

Sugerido na coluna da direita do site ao assistir um viral, vi no Youtube a entrevista do Pedro Bial com o guru de Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho. O viral é aquele em que o reivindicante à alcunha de filósofo mete o pau, categoricamente, prestando um grande serviço à Esquerda brasileira, nos militares ao redor de seu pupilo presidente.

Aliás, a nova polêmica envolvendo o Governo Bolsonaro, essa de atacar a disciplina Filosofia nas escolas, só pode ser represália exigida pelo círco militar contra os ataques do astrólogo, filósofo e, pasmem, educador.

Em meio a uma chuva de informações duvidosas prestadas pelo entrevistado, combates à esquerda brasileira que conquistam cada vez mais o apoiador do sistema político conservador e mentiras deslavadas, sem admitir ser próprio da direita o discurso de ódio, Olavo dispara-se contra o Comunismo.

Inclusive, como se Carlos Bolsonaro só destinasse sua ira aos comunistas, nunca a outros desfavorecidos da sociedade, Olavo dá razão ao filho do presidente, dizendo que todo ódio propagado contra os comunistas é tolerável.

Eu perguntei pra mim mesmo: “qual a razão de o Comunismo incomodar tanto esse cara”. No caso, o Olavo. O Carlos provavelmente não sabe direito o que é isso e o critica porque é discípulo do educador impostor.

Não é um sistema falido? Não se mostrou incompetente, economicamente falando? A base de todas as preocupações no Ocidente não é a Economia? Onde assustava a implantação do regime já não deram de mão? Sendo que no caso da China a mudança de modelo econômico não foi muito boa para o Ocidente.

O Olavo vive nos Estados Unidos. Será que ele não sabe que de lá vem uma corrente de idealistas de regimes sociais que pregam a favor do Capital, mas que são contra a propriedade privada?

Os caras instruem a acumular dinheiro em contas bancárias; a formar capital financeiro em vez de patrimônio físico. Cuidar cada membro da sociedade de se tornar sucesso em alguma profissão e faturar trabalhando para alguma empresa ou senão tornar-se um grande empreendedor, dono de um meganegócio.

Eles pregam a favor do aluguel em detrimento à aquisição de imóveis. Os locadores – recebedores dos aluguéis – também não seriam proprietários de imóveis ao pé da letra, pois, o seu imóvel é o seu produto, dependeriam dele para ganhar seu dinheiro, portanto, não poderiam fazer com ele o que bem quiserem, como manda o Capitalismo tradicional.

Em vez de passar a vida a se preocupar com a segurança e o desfrute de seu patrimônio, o profissional de sucesso desse modelo viveria a viajar para outros lugares, fazendo turismo, curtindo a vida, abastecendo de dinheiro, com o seu consumo, outras praças. Voltando à vida de trabalhador sempre que a bufunfa se tornar escassa e a boa vida ter que dar um tempo. Se tornar!

Em sua edícula praticamente ele só apareceria para repousar. Vai ter lá os móveis e eletrodomésticos. Talvez possam ser de propriedade sua, isto seria indiferente. Coisas altamente rotativas pelo desprezo ao cárcere, o que faria bem para o Capitalismo estarem sempre a serem compradas. Nem seria preciso praticar o obsoletismo planejado nos produtos.

Outra contradição ao Capitalismo atual que esses caras sugerem se relaciona ao culto ao automóvel. Pra quê ter um carro? Precisar de garagem, dar manutenção, pagar IPVA. Precisa de um para ir a algum lugar ou para curtir um barato? Alugue!

Vá de ônibus, taxi, Úber quando a grana estiver pouca, ou se não estiver afim de dirigir ou dirigir não se fizer necessário. Ganha com esse comportamento o sistema de transporte e um monte de gente. Ganha o meio-ambiente, a qualidade de vida nos centros urbanos.

As questões que envolvem o trabalhador estariam todas resolvidas. Os patrões – donos dos bens de produção e dos duráveis de consumo, como os alugáveis – teriam que agir pianinho com o trabalhador. Precisariam forní-lo de dinheiro para que o mercado que envolve seus negócios esteja estável e dando condições para estes obterem lucro e com isso ajudar o proprietário a quitar suas despesas e manter seu status quo.

Trabalhador insatisfeito pede conta. Sem a mesquinharia de preocupar com acerto e em ter o que pagar senão perde o patrimônio que conseguiu levantar com o seu suor. No dia seguinte já haverá porta aberta para ele operar novamente.

É capaz até do próprio explorador do imóvel lhe alugado, para salvar seu ganho mensal com aluguel, mexer os pauzinhos pro inquilino se empregar novamente. A última coisa que esse sistema vai querer saber é de desempregado debaixo de suas asas, desfalcando o consumo.

Ah, diga-se de passagem, o espaço para servidor público nesse sistema é bastante pequeno. O mesmo para empresas estatais inexiste. A necessidade de políticos, o grande peso econômico no Brasil, é bastante reduzida. Há alguma dúvida quanto a aposentadoria capitalizada nesse sistema ser a opção mais indicada?

Projetos sociais, universidade pública, saúde e transporte público, vai tudo pro ralo. E com total condescendência do cidadão, tendo ele condições de pagar por tudo isso.

É tudo que o Brasil precisa pra se livrar da crise e da corrupção. E tudo que o atual governo precisa pra se livrar do esquerdismo que tanto o incomoda.

Afeta, inclusive, a Segurança. A insegurança ocorre com as pessoas mantendo-se presas à posses, tendo o que ser roubado ou invejado. Como escreveu John Lennon: “tendo o que matar ou morrer por”. Sendo elas diferentes socialmente com base em posses. Sendo incomuns em vez de comuns.

O advento e atual estágio de evolução do dinheiro eletrônico garante que as investidas de sujeitos hostis contra indivíduos funcionais tão somente para tomar deles dinheiro sejam inibidas.

Num sistema econômico desse tipo, que ameaça o Socialismo ou o Comunismo podem apresentar? Logo, o seo Olavo de Carvalho deveria ser mais claro com relação à sua inquietação quanto ao Comunismo.

O cara, eu acho, é inteligente demais pra achar que Comunismo é o mesmo que terrorismo. No que tange essa questão, o emprego desse capitalismo utópico descrito, por não haver o culto da propriedade privada o desmonta.

Falar que no pacote do comportamento comunista está o homossexualismo, a vitimização, invasão de terra improdutiva, privilegização de grupos, culto à droga, à bebedeira, à violência, ao ateísmo e à vagabundagem, ele bem sabe que  tudo isso é fruto da democracia e a massificação desses fatores são bandeiras de ativistas de linha ideológica não declarada, que usam as esquerdas para chegar ao poder e cuidarem de seus interesses.

E as esquerdas os representam porque formam com isso currais eleitorais e por sua vez obtêm cargos políticos de boa monta. E com eles vão também cuidar de seus interesses.

Mas, não é isso que é Comunismo. E nem são esses: comunistas. São um monte de babacas, que em nada diferem dos babacas conservadores, que fazem com que o verdadeiro comunista se sinta no dever de procurar outra ideologia. Talvez até essa desses idealistas discutidos aqui.

Somos pobres ou desatentos?

Num meio de mês, um homem estava num ônibus lotado. Havia nele pelo menos 70 pessoas em pé amontoadas ou sentada disputando o espaço nos assentos. A linha seguia para uma fábrica e os que a utilizavam eram operários desta. De antemão se sabia que todos ali ganhavam um salário mínimo, recebiam da empresa a passagem para se locomover até ela e a refeição do dia durante o expediente. Portanto, não era necessário que alguém levasse consigo dinheiro para o trabalho. O próprio observador dispunha de pouco mais do que cinco reais dentro de sua carteira.

Então, despertou no observador uma curiosidade. E ele pensou: “Se eu pedisse para que todos aqui abrissem suas carteiras, calculassem o quanto de dinheiro há nela e informassem o valor para que fosse somado um a um e fosse conhecido o valor total de dinheiro que há nesta lotação nesse momento nos bolsos de trabalhadores, será que daria um bom montante”. Era só uma curiosidade, mas ele continuou divagando como se fosse uma tarefa sua pesquisar. E nessa divagação ele concluiu: O mínimo que quem tivesse algum dinheiro teria era cinco centavos. Logo, setenta pessoas portando cinco centavos no bolso se obteria a quantia de três reais e cinquenta centavos. Ou seja, pela amostragem, a classe operária em questão, unida mal conseguiria pagar um café da manhã simples para uma pessoa somente. Então, se concluiria que a classe era formada por pobres.

Porém, graças ao vale-transporte, ninguém ali precisava pagar do próprio bolso, à vista, a passagem do ônibus que utilizava; nem pela refeição do meio do dia, pois, eles tinham cartão-refeição, dado pelo empregador; e a maioria esmagadora vestia boas roupas e tinha os cabelos aparados ou penteados a seu critério, calçava bons sapatos e estava equipada com mochilas e bons aparelhos celulares, os quais essa maioria vivia a teclar nas interfaces dos aplicativos Whatsapp e Facebook para se comunicar, mesmo estando os comunicantes um do lado do outro. Não havia internet gratuita dentro do ônibus da linha operária, por isso se concluía que eles tinham créditos no celular ou pagavam um plano mensal de telefonia móvel, que dava direito ao uso mensal da internet.

Bem, num meio de mês, essa situação de sociedade sem dinheiro já garantia uma aparência de que tudo que os membros dessa sociedade precisa para tocar a vida estava satisfeito. Considerando que a situação apresentada para o cálculo feito mentalmente pelo protagonista deste conto é a mais extrema, cada trabalhador portando cinco centavos no bolso, pois era um meio de mês, que maravilha não seria a condição de cada indivíduo desses nos dias pós pagamento de salário, quando o mínimo a se cogitar ter na carteira cada operário poderia ser elevado a cinco, dez ou cinquenta reais?

E nessa nova análise entraria também outros proventos que animariam ainda mais o trabalhador: Seu FGTS teria recebido mais um depósito, a aposentadoria estaria mais próxima. Aquela gente não poderia reclamar, de modo algum, da sua situação sócio-econômica, por ser formada por trabalhadores. Tinha emprego. Emprego é o maior tesouro que uma pessoa que quer ser taxada como abastada de riqueza pode aspirar. E isso basta para responder à pergunta do título desta postagem: somos desatentos.

Pobre não é uma condição inexorável, pobre é um estado. Que pode ser temporário ou definitivo e esse destino somos nós que escolhemos. Nossas atitudes determinam o que somos nesse aspecto. É bom se alinhar ao que sua condição atual o permite. E não querer obter ou fazer mais do que pode. E enquanto se usufrui de uma situação razoável momentânea, se tem segurança para se preparar para outra mais prodigiosa. Evoluir, melhorar cada vez mais a qualidade de vida é isso.

País rico é país que tem emprego para o seu povo!

Leia os livros “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Os meninos da Rua Albatroz” para saber como aproveitar a reflexão tecida nesta postagem.

Capitalismo vermelho

Dos poucos que me leem, muitos pensam que sou um defensor incontinente do comunismo e das facções esquerdistas que há no mundo, que fazem propaganda de lutar pela igualdade social e por um mundo completamente independente do capital seja lá de onde for.

Porém, eu não sou tão avermelhado assim, a parte da ideologia marxista que me interessa é apenas a que cuida da garantia de direitos ao povo de uma nação. Não importa se haja igualdade ou não. Se um homem come três sanduíches por dia enquanto outro homem come apenas um. Desde que os dois possam comer diariamente, o regime que estiver em vigor em uma sociedade é perfeito. E não só comer: vestir, morar, estudar, trabalhar em uma companhia, locomover-se confortavelmente até ela ou até sua casa, tratar-se quando enfermo.

igualdade e justiça

Deixemos a competição apenas para os supérfluos ou para o luxo. Quem quiser ter um carro em vez de utilizar o transporte público, que lute por isso. E não precisa ser gratuito o transporte público, mas tem que ser funcional e acessível em matéria de tarifa. E o trabalhador deve tê-lo descontado em seu salário e recebido antecipadamente para que ele possa arcar com condução todos os dias.

Moradia é outra preocupação minha. Este planeta existe para vivermos, fomos desenvolvidos aqui e dependemos dele para vivermos. Portanto, ninguém é dono de espaço nenhum e, sendo assim, todos têm direito de ter um cantinho para ficar enquanto existe. E ter este cantinho deve ser um cuidado do Estado. Os que mantém propriedade privada, se pegarmos a história das posses, encontraremos muita invasão e apoderação indevida, na base da lei do mais forte. Com o tempo, a burocracia e seus instrumentos, sendo evoluída capciosamente, aliada à força policial recrutada por quem tem dinheiro para isso, legou a famílias um montante absurdo de terras, deixando outras levadas ao nomadismo, que hoje se exprime com a instituição do aluguel. Se propriedade privada é o carro chefe da sedução capitalista, por que tantos a amargarem aluguel?

Nesse novo tópico, “Capitalismo vermelho”, irei discorrer sobre cada instituição do capitalismo que não acredito que se mantidas, principalmente como está, me convencerão de me desavermelhar totalmente e passar a ajudar na abdução de mentes para contribuir com o regime em que empresas governam. O regime que precisa se valer de fraudes para sobreviver. E discorrerei, também, sobre a razão de determinados direitos humanos deverem ser garantidos ao homem que apenas quer cumprir com sua existência, sem se ensoberbecer ou constituir ganância, aqueles que se contentam com a garantia do que ele precisa para viver, o que listei em um dos parágrafos anteriores.

Não acredito nas ideias religiosas para a criação do homem e deste planeta. Para mim, essas duas criações ocorreram casualmente, ou pelo menos, pra colocar um ser pensante na direção, dirigidas por uma inteligência cósmica que pouco se importava ou importa com a moral humana que foi estabelecida pelas religiões de todo o orbe terrestre e pelos humanistas após o surgimento e desenvolvimento do homem.

O que lemos na Bíblia ou no Alcorão por exemplo, só consigo mastigar se eu cruzar as informações obtidas nesses livros para explicar o criacionismo com os textos de estudiosos que levam a origem humana para teorias que falam sobre cultura extraterrestres e experiências genéticas alienígenas. Ou até mesmo os textos espíritas que falam sobre ter o homem sido desenvolvido por seres espirituais vindos da estrela de Capella. Para mim isso faz muito mais sentido. E, também, o que os cientistas – positivistas, sociais, políticos – afirmam e dão base para uma ou outra articulação capitalista não está fora de cogitação eu refutar.

Eu acredito que o mundo é de todos nós e devemos compartilhá-lo da melhor forma possível. Se a verdade estiver com os religiosos, todos somos irmãos e devemos ter atitudes que compactuem com isso, seria o que Deus espera que façamos. Ou do contrário ele não é tão bondoso. A moral judaica-cristã é uma farsa.

Se estiver com a ciência, a razão para agirmos como irmãos é ainda mais forte, pois, sabemos com muito mais clareza que viemos do pó e ao pó voltaremos e que ninguém, dada a origem ser a mesma: o útero materno, que é igual em qualquer mulher, tem mais direito do que ninguém senão por se valer de instrumentos burocráticos, teorias sociais e força bruta paga sem igualdade de condições para ter o posto mantido, a pessoas (soldados) que também fazem parte do grupo daqueles que elas reprimem.

O dia que isso acabar, o dia que os verdadeiros guardiões e garantidores da fortuna e propriedade dos opressores da sociedade souberem que não são obrigados a fazê-lo, nem pelo quinhão que recebem, e que sua gente, unida, tem maior número e por isso pode se tornar uma ameaça ao sistema de castas estabelecido, não haverá outra opção para as famílias poderosas por trás das empresas que gerem o planeta senão aceitar adotar um capitalismo honesto e humano, em que todos os viventes do globo, incluindo plantas e os outros animais, saem ganhando.

Essa é a minha relação com o pensamento marxista, que não está na íntegra presente, dessa forma, nos ideais da esquerda brasileira ou do comunismo aplicado em nações vermelhas até aqui. E o uso de táticas de guerrilha urbana (marxismo ideológico) para formar grupos e conquistar seu voto e chegar ao poder, prática usada tanto pela esquerda, quanto pela direita no Brasil, não me agrada, apesar de eu achar que para derrubar o inimigo vale tudo.

Minha visão sobre todos os assuntos que discutirei neste novo tópico está bem demonstrada no livro “Os meninos da Rua Albatroz“, o livro que fala de tudo. E a minha ideia de capitalismo utópico eu deixei registrado no livro “Contos de Verão: A casa da fantasia“, no qual um sistema de competição sadia em um mercado específico, o do turismo, descreve o bom relacionamento que acontece entre governos, empresas, fornecedores, órgãos públicos, patrões, empregados e clientes – representando os consumidores – é inventado e prova que é possível vivermos satisfatoriamente sem termos que mudar o regime governamental, desde que nos desprogramamos das acepções que nos foram impregnadas desde a infância vivida em um sistema capitalista e desde que façamos concessões em função da boa qualidade de vida de si, do próximo e do meio-ambiente.