Morreremos de fome se não quisermos morrer de câncer

Putz! Meu perfil no Whatsapp chove de terrorismo informacional. O mais comum é o temor pela configuração de guerra entre Irã e Estados Unidos. Sobre esta, eu até já espalhei por aí meus comentários fora da caixa. Esse embate já é pensado há bastante tempo e vai saber se todos os citados nele – Estados Unidos, Brasil, Irã, Rússia, Venezuela, China, Ucrânia, Criméia, Argentina, França, Coréia do Norte – não estão de mãos dadas prontos para encenar seu papel no conflito.

Afinal, a população mundial supera a possibilidade de gestão do Capitalismo, o sistema econômico vigente em todo o planeta. Visível ou encripadamente. Guerras resolvem problemas como superpopulação – dizimando pessoas e animais da face da Terra, liberando alimento e espaço – ou de desemprego – haja vista a iminência da Quarta Revolução Industrial, que vai fazer sumir com mais de 800 milhões de vagas de emprego e várias profissões e possibilidade de empreendimento. Sem que aqueles que ganhariam seu pão neles desapareçam junto. E isso afeta também a arrecadação pública e faz com que políticos, juristas e servidores públicos entrem na fila do desespero. Não é a toa que pregam tanto a favor do Estado-mínimo ou liberalismo econômico.

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Também não é a toa que Jair Bolsonaro teria dado de bandeija a Base de Alcântara para o Tio Sam usar: já estaria planejado destinar ao padrinho de campanha eleitoral o excelente ponto para enviar mísseis em direção à Europa. Até coisas como a Reforma da Previdência pode ser analisadas com essa ótica. Mandarão jovens para morrer na guerra e precisarão com isso que os que estão trabalhando, prestes a aposentar-se, esperem mais um pouquinho no trampo. E mais a homofobia massiva: Ao acabar a guerra haverá a necessidade de recompor a população. Pra isso é preciso que homens e mulheres se acasalem e haja procriação. Tô certo ou tô errado?

Mas, o que me levou a escrever esta postagem é outro compartilhamento de terrorismo: A guerra contra os produtos alimentícios adoecedores. Vulgo: produtos industrializados. Cheios de açúcar, corantes, conservantes, acidulantes, gordura hidrogenada, glutén, carbonato de sódio, aspartame, flúor, cloro e centenas de outras substâncias químicas adoecedoras mais. Algumas transgênicas, outras abusam de agrotóxico.

O refrigerante, a margarina, a gelatina, farinha Láctea, o biscoito Club Social, Nesfit/Belvita, Maizena, leite em pó, Sucrilhos, sucos do tipo Clight, refrigerantes além da Coca-Cola, conforme o viral, o professor da Esalq (escola de agricultura em Piracicaba, SP), Marcos Sorrentino, copiando outros que, contundentemente, desde de antes da primeira década do século XXI terminar, como o Dr. Lair Ribeiro, condenou.

Muitos dessa lista eu como ou bebo há cinquenta anos e por enquanto ainda estou sadio. E sem falar na lista de remédios industrializados que me aliviaram e ainda aliviam a barra e estão hoje na lista negra.

Só não entendi porque não condenou também a cerveja! Acho que ele ou o autor do viral terrorista não queriam criar confusão com consumidores que preferem morrer do que ficar sem seu produto favorito. A gente não pode agradar todo mundo, não é mesmo? A gente não é cerveja!

Agora, o certo a fazer o viralizador não incentiva em seu post. Já que corremos tanto risco de contrair câncer de toda sorte, Alzheimer, diabetes ingerindo – e degustando com boca boa – essas gostosas e de boa aparência porcarias industrializadas, por que não cobram da Anvisa um pronunciamento em cadeia nacional a respeito? Por que não exigem que membros renomados da comunidade científica, pra lá de credenciados, vão à imprensa para defender categoricamente a verdade por trás desse ataque se ela existe?

Assim, tomaremos atitudes que forçam a indústria alimentícia a acabar com esse esquema de comercializar produtos que abastecem de capital a indústria médica-farmacêutica. Não é mesmo?

Ao presidente da república não adianta enviar tweets: ele só responde à gente da panela dele. Não difere em nada de seus adversários tucanos e petistas em matéria de acessibilidade ao público. O presidente não quer saber de nossos reais problemas, só dos que ele acha que temos.

Agora, pensemos nessas atitudes, que não seria diferente de boicotar o consumo dos porcaritos. A indústria iria deixar de faturar, com isso deixaria também de empregar. Deixando de empregar, ficaremos sem emprego. Desempregados não teríamos como comprar entre outras coisas comida. Sem comida, não morreremos de câncer ou outra dessas doenças, mas, morreremos de fome. Dá pra entender porque é tão delicada a questão?

Essas questões sobre engenharia alimentar e medicinal são discutidas no livro “Os meninos da Rua Albatroz“. Adquira um exemplar e conheça a discussão!

 

Quanto mais supremacia, mais decadência

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No Comunismo, o bem público permanece público. A propriedade privada sofre estatização e passa a pertencer ao público (povo).

No Neoliberalismo, o bem público se torna privado. E a propriedade privada continua a ser privada.

No Comunismo há participação plena do povo como proprietário dos bens e das riquezas nacionais. Ninguém explora ninguém.

Os que contestam isso não fazem outra coisa que não tentar impedir que essa verdade seja percebida e encoraje a destruição de suas mordomias pela busca dessa situação de igualdade.

No Neoliberalismo, os grupos hegemônicos compartilham os bens privados. E o restante da população é explorado por estes.

Não é preciso ser um gênio em economia para decidir qual sistema é melhor. Mas, é preciso ter conhecimento e coragem para tomar a decisão de lutar por ele.

Continue fazendo isso da forma que dá: apoiando o neoliberalismo. Pois, quanto mais rico se fica, mais pobres se faz.

Chegará-se a um ponto em que os pobres não conseguirão mais sustentar a riqueza dos ricos. Ou perderão o interesse por isso. E sem essa sustentação, os ricos empobrecerão.

Veja o exemplo tirado do futebol. O futebol é super maqueado. Clubes são feitos vencedores, enquanto outros são feitos perdedores. As rivalidades entre os clubes também são fabricadas e artificialmente suportadas.

Os clubes e as federações fazem negócios entre si, que incluem controle de resultados de partidas e destino de títulos. Sem importar se o torcedor espera ver em campo a verdade que acredita nela: que presencia um esporte, uma disputa. E não o cumprimento de um trato, de uma negociação.

Funcionando dentro dessa dualidade de clubes prósperos e clubes semi-fracassados ou sem brilho algum, mas, com contingente de torcedor que interessa ao mercado de consumo do segmento esportivo, o mimimi que alimenta a imprensa existe. E é isto que atrai anunciantes e, portanto, receita não só para os veículos de comunicação.

Um exemplo que dá razão para essa realidade teria se dado esta semana na Copa do Brasil 2019.

Temos o time do Cruzeiro de Belo Horizonte exposto na mídia como a estar em brava crise financeira por causa de dívida oriunda de corrupção. Em sorteio suspeito colocaram um embate do clube contra o rival local no torneio. Isto, se bem administrado conseguiria gerar uma boa soma de dinheiro com as atenções alcançadas.

Na fase em que ocorreu o embate, Quartas de Final da competição, o vencedor passando dela abocanharia onze milhões de reais. Teriam administrado, então, uma derrota do Atlético, inesperada até mesmo pelo próprio torcedor cruzeirense, no Mineirão no jogo de ida. E uma vitória, no Independência, estádio do Atlético, faltando um golzinho pra mandar para o número da disputa de pênaltis a sorte da partida, que se recorressem a ele seria manjado por já ter sido bastante usado em outras jogadas envolvendo os dois escretes.

E pra garantir que o Cruzeiro ganhe mais dinheiro com doações da confraria – que toda ela tem interesse em que o clube não seja abalado pela crise que o assola, pois, é bom instrumento de arrecadação para todos – teriam tirado do torneio os virtuais campeões, Flamengo e Palmeiras. Os quais, se enfrentassem a equipe mineira com o compromisso de cederem a ele a vitória, qualquer um suspeitaria de maracutaia devido à superioridade atual da equipe carioca e da paulista ante a mineira.

É mais fácil o flamenguista pensar que perder para o Atlético Paranaense na casa dele e em uma disputa de pênaltis é compreensível e o palmeirense achar que foi injustiçado perante o Internacional de Porto Alegre. Os quatro: participantes também da confraria, que mais parece uma companhia de teatro.

Com isso, o Cruzeiro provavelmente abocanhará os 70 milhões de reais prometidos ao campeão do certame. O que amenizará sua crise, que não parece ser de hoje que o meio a conhece. Talvez, esses últimos títulos que o clube de Minas Gerais contemplou faça parte dessa campanha de socorro financeiro ao próprio. Não cair para a Segunda Divisão do Brasileirão idem.

Salvo, é claro, se este texto alastrar-se. Aí, mudarão alguma coisa. De maneira, é claro, que só especialista percebe a alteração. Coisa que desencorajaria a crença no que prega o autor dele. Que por incrível que pareça, antes mesmo de publicar qualquer coisa, encontrou no meio simplório onde se encontram os mais iludidos torcedores gente com tal desconfiança.

Saída essa que ocasionaria o campeão não sair, de bom grado, do campeonato com o prêmio, só com o título. Futebol é capitalismo e no capitalismo tudo é produção, ficção, montagem para dar consumo e etc.

Mas, à medida em que uma agremiação do pólo vencedor se distancia cada vez mais em conquistas do seu rival, o público que cultua este o deserta. Perde seu interesse por ele ou muda sua preferência de atenção e vai torcer para o outro.

Mesmo havendo o marketing psicológico, injetado pela cúpula que conduz o modo de pensar desse nicho social, que marginaliza ou abomina o chamado vira-folha.

Esse distanciamento faz com que as presenças no estádio e as audiências dos veículos de comunicação sofram baixas; crianças que torceriam para o clube fracassado deixariam de existir por falta de incentivo dos pais, que imaginariam formarem fracassados ou sofredores ao legar ao filho sua preferência de torcida.

E com isso se estabelece o futuro com risco de extinção ou de empobrecimento total da instituição desportiva que massacra sua torcida em suas negociações. Ou, caso esteja fora de cogitação essa hipótese: com seus vacilos e maus resultados.

Por falta de rival local devido à sua supremacia, o time que sobrará aos poucos verá também sua decadência. Futebol precisa de rivalidade. O que é cultuado dentro desse segmento cultural é isso. Basta ouvir o que sai da boca dos torcedores à cada vez que o time que torcem pra ele supera o rival.

Um torcedor se vendo só levando a pior para o rival, principalmente quando é mais do que óbvio que uma forra é evidente, como seria o Atlético Mineiro vencer o duelo ilustrado, e ainda vendo o adversário se encher de títulos de campeonatos enquanto o clube do coração posa de azarado como se fosse esta a real explicação, tende a se libertar, se desaprisionar da lavagem cerebral que é o interesse doentio pelo futebol, que é uma coisa insignificante.

Torcedor não ganha nada de fato. Nem enche seu bolso e nem sua barriga. Nem com a tristeza, quanto mais com a alegria que isso possa trazer. Após a euforia dada pela conquista de um título vem a vida que segue. Vem a necessidade de matar um leão por dia. Vem o correr atrás para saldar as contas do mês. E sozinho. Sem a ajuda de qualquer delegação esportiva ou da imprensa.

Vem a real de se ser solitário, mal-sucedido social e financeiramente, mal alfabetizado e privado das verdadeiras boas coisas da vida. Coisas que não acontecem com quem faz parte da cúpula que administra o futebol.

Essas instituições, pelo contrário, insistindo na batalha pela escravização da mente do indivíduo, que o faz perder dinheiro em nome dos interesses delas, que é um deles a manutenção do comportamento fútil, agressivo e abobado, porém lucrativo, que o futebol cria em quem o leva a fundo, fazem é atrapalhar os compromissos de quem se submete a elas.

Voltando à política, que afeta substancialmente a vida de todas as pessoas, por isso não é insignificante como o futebol, com um quadro de decadência devido à saturação de fartura se confirmando, dá-se a reação da burguesia, que jamais gostaria de viver como um pobre ou mesmo em igualdade social, ainda que gozando de bonança todos nessa igualação.

E a saída para os burgueses seria devolver direitos e aceitar compartilhar a riqueza também com os que estão fora dos grupos hegemônicos.

Aprovação da Reforma da Previdência: Jamais atrapalhe o seu inimigo quando ele está cometendo um erro

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As criptomoedas, como o Bitcoin, podem secar os cofres do mercado financeiro. Faltarão dinheiro padrão dentro deles e sobrarão bytes de dados à disposição dos consumidores para efetuarem suas compras.

Há uma condição que em se configurando destrói o Capitalismo por completo, que é todos os envolvidos no sistema se equipararem financeiramente. O exemplo abaixo demonstra como isso se sucederia.

Imagine que você monte um depósito de material de construção em uma região recém loteada. Considere que todos os lotes do loteamento foram vendidos e que os compradores decidiram já construir.

Essa primeira fase do bairro é a que garante para você o maior lucro, pois, não só sua probabilidade de venda é boa, muitos clientes automáticos, você sequer precisará gastar com propaganda, como também é boa a expectativa de saída de qualquer produto com que você queira trabalhar. As construções saindo do zero, você venderá areia, cimento, brita, portas e janelas.

Na próxima fase, alguns itens do seu catálogo já não serão fartamente vendáveis, pois, as casas já estarão construídas. Você passará a fornecer peças de reposição. E não poderá deixar de ter no seu catálogo itens não reparáveis, como areia por exemplo, pois, pode pintar alguém que queira fazer no próprio imóvel alguma reforma ou alguma ampliação. Nessa fase, seu lucro cai bastante, pois, pode acontecer de mensalmente poucos clientes irem ao seu estabelecimento pedir alguma coisa para reparos.

Isso acontecendo, você não poderá mais contar com a quantidade de funcionários que você tinha na primeira fase, por não precisar mais deles e nem dar conta de pagá-los. E seu catálogo de mercadorias cairá bastante em categoria e quantidade de itens. Isso frustrará, inclusive, seus fornecedores.

Uma transformação enorme já aconteceu nesse caso. Mas, pode ficar pior.

Em dado mês ou por meses seguidos nenhum cliente pensará em visitar seu comércio para fazer alguma compra. Cliente zero não é expectativa plausível, mas, redução de venda de modo a comprometer os pagamentos mensais é completamente esperável.

Como problemas como esse já foram resolvidos outrora, sem ser mudando o empresário de ramo ou criando novas necessidades e produtos para casas, no caso, ou sem ser criando marketing psicológico de vendas, do tipo que faz o consumidor achar que precisa fazer uma atualização em seu item de consumo para acompanhar a moda ou a modernidade, a chamada obsolescência planejada?

Ah, e sem ser sabotando as construções dos moradores, tipo investindo em acidentes criminosos que obrigam a reconstrução de prédios, como se suspeita de já ter ocorrido na história do setor de negócio em estudo. Capitalismo é sujo, não esqueçamos disso!

O dinheiro pessoal já apareceu como saída. Dentro do próprio exemplo podemos explicar como funciona isso.

Suponhamos que em um dos imóveis do loteamento o dono precisou fazer um grande desaterro. E que a terra que teve que ser desassoreada ficou guardada no próprio quintal. Seu dono cuidou dela para que ela ficasse fértil e fosse boa para plantação.

Suponhamos que o dono desse lote precise de algo que o depósito de material de construção do bairro possa lhe fornecer. E que o empresário do depósito tenha descoberto ou criado junto aos moradores uma demanda de terra para plantação.

Os dois então fariam uma troca. O dono da terra fértil estaria pagando com ela a mercadoria de que precisaria. Ela teria sido seu dinheiro pessoal.

Tanto melhor vai parecer com isso, se o dono da terra souber a respeito da demanda surgida ao depósito. Seu dinheiro pessoal valorizará. Em vez de troca com o depósito ele pagaria o que precisasse com uma fração da terra.

Como seria o depósito o administrador da demanda, este cuidaria de comprar todas as moedas que o dono da terra tivesse. Isto se não quisesse enfrentar a concorrência dele na venda do artigo aos precisados.

Concorrência nem seria o pior cenário. O pior seria se o dono da terra resolvesse fazer mesmo dela seu dinheiro pessoal e passasse a conseguir tudo o que precisasse ou desejasse dando porções de sua gleba em troca. Ele conseguiria preço melhor por ela agindo dessa forma do que vendendo ao depósito.

Por que isso afetaria com mais ênfase o depósito?

Pense na seguinte situação: O supermercado da região recebe mensalmente terra fértil em troca de artigos da lista de compras de supermercado do dono da terra.

O supermercado não teria o que fazer com essa terra todo mês. Exceto, vender para o depósito. Uma compra que sairia mais cara para o depósito, pois, o supermercado lançaria seu lucro. Só não sairia com ágio se o supermercado recebesse em produtos do depósito, o que não é esperável de acontecer todo mês.

E se fosse?

Se fosse e se outros ramos nesse sistema procedessem comprando e vendendo com a terra, o dinheiro sumiria. Nem é preciso comentar que se sucederia a falência dos bancos devido a não necessidade de guardar e movimentar dinheiro ou de imprimir moeda.

Nesse cenário pode até ser que entre as empresas do mercado de consumo estaria resolvido o balanço. Mas, e quanto aos pagamentos dos funcionários, dos impostos, da Previdência e dos fornecedores de mercadorias dos comércios? Estes não aceitariam o dinheiro pessoal em questão como remuneração pelos seus feitos.

Se você criar seu próprio dinheiro e infiltrá-lo no meio onde você reside é possível que você vá desestabilizar o sistema nele adotado, caso seja o Capitalismo.

Entretanto, você não sentirá falta de nada que não de dinheiro. A prosperidade incide em você ter o que precisa e não em você ter dinheiro.

É como ter tudo, menos dinheiro. Percebe como o dinheiro é uma ilusão e não tem valor algum? E que instituições como os bancos só existem enquanto ele existe?

É por isso que quem insiste na manutenção do sistema monetário no mundo e quem são as instituições mais ricas e perversas no planeta são os bancos. Comece sua revolução socialista destruindo os bancos.

A Reforma da Previdência no Brasil, aprovada na semana que passou, parece ser um cavalo de Tróia nesse sentido. A parte da população que ficou ressentida é a mais criativa. Desta se pode esperar uma poderosa moeda pessoal que vá fazer o trabalho de vingança.

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!

Eleição manobrada só não: Pós-eleição também!

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Li em uma reportagem que Jair Bolsonaro estaria planejando voltar o processo eleitoral ao modo convencional, acabando com o uso de urna eletrônica. Mais um sinal de alta devoção ao seu patrão Estados Unidos.

Eu, pra dizer a verdade, sou totalmente a favor. Por mais que me doa lembrar o tanto de cédulas que tive que dobrar nas vezes em que fui mesário durante as primeiras eleições após a redemocratização.

Com uso de papel, além da possibilidade de fraude ser reduzida e a identificação do voto só não ser nula por haver a possibilidade de se examinar impressões digitais, é possível anular o voto enviando mensagens com poucas e boas para serem lidas pelos apuradores e registradas pelas bancas fiscalizadoras para que os candidatos – e a imprensa golpista – saibam o que o eleitor gostaria mesmo de estar votando.

Se na eleição do ano passado isso tivesse retornado, muita gente teria anulado seu voto escrevendo “voto no Lula”. Por falta de quorum o Bolsonaro não ganharia e teriam que fazer nova eleição, com outros candidatos. E mais o Lula.

O que me faz opor ao presidente despatriota quanto à sua proposta é ele alegar que correu o risco de não ser eleito por causa de tentativa de fraude nas urnas.

Ora, quem correu esse risco foram os outros candidatos. E olha lá se não houve o fato. A reta final com Haddad apertando a diferença e o número de abstêmios só crescendo, eu não engulo que foi por um milagre de Deus que a vitória da democracia escapou das mãos dos democratas.

Fraude é forjar atentado; é propagar fakenews; é fugir de prestar contas pro próprio eleitor em debates; é contar com a estranha condescendência do TSE em não apurar as suspeitas de irregularidades. Quem precisa se preocupar com urna batizada podendo fazer uso de todas essas regalias?

Águas passadas. Vamos agora verificar o que aconteceu depois da posse.

Quem é de Belo Horizonte e era acostumado a transitar pela Av. Antônio Carlos, do bairro Bonfim até o encontro desta avenida com a Abraão Caram, sabe como esse trecho dela expressava um miserê danado. Violência, assaltos, tráfico e uso de drogas ao ar livre, bebedeira, mendicância, prostituição.

O lugar não era tão feio, mas, os que populavam as encostas de morros, degraus do conjunto de prédios do IAPI, construções abandonadas enfeiavam, metiam medo e enchiam de repugnacão a quem passava por ali, mesmo que dentro de um veículo automotivo.

Durante a copa do mundo moveram aquele povo dali. E depois dela voltaram com ele. E esse quadro piorou. E até o fim da eleição do ano passado causou muito desânimo nos moradores de BH passar por ali, morar ali, ter negócio ou trabalhar ali. Ficou morta essa parte da cidade.

No dia Seguinte à posse do Bolsonaro, a região voltou ao padrão copa do mundo. É como está lá agora. E devo adicionar o fato de ter diminuído puladores de roleta dentro dos ônibus; babacas transitando nas ruas com som alto nos carros tocando funk cretino. De repente está todo mundo ordeiro e educado.

Valeu a pena o Bolsonaro vencer“, podem pensar. Ou concluírem que com medo do novo militarismo temperado com milicianismo e com a maior severidade da justiça nas punições, supostamente representada por Sérgio Moro como Ministro da Justiça, os meliantes resolveram cair fora porque a maré não ficou pra peixe.

Um fato eu admito: já no dia seguinte à posse, a presença da polícia nas ruas e o clima de ordem e segurança eu notei. Me senti seguro e parabenizei os novos tempos nesse quesito. Marginais sendo colocados nos muros e revistados no centro da cidade eu vi várias vezes nos primeiros dias.

A polícia agora parece que pode agir porque acabou a amarra que os governos anteriores colocavam nas mãos dos agentes pra eles não cumprirem a contento suas obrigações. Agora, parece que se vagabundo vai preso não é solto minutos depois pra ir atrás de quem o prendeu e acertar contas com mais vantagens, entre elas a proteção do Judiciário e da comissão dos direitos humanos. Sabe-se lá se não também de empresários.

Só que estamos falando também de drogados, que acham que usar droga em público não é crime, que som alto nas ruas é direito dado pela democracia. E temos que por em mente que essa limpeza ocorreu muito rapidamente. Logo, dá pra concluir que o caos urbano é manipulado.

Muitos dizem que os que estão por trás do Bolsonaro financiavam esse caos. Quando ele ganhou, objetivo cumprido, foi só dar o toque para o pessoal parar com as encenações repugnantes e como num passe de mágica a ordem se estabeleceu. Mandaram irem fumar e cheirar, roubar e espancar longe dos olhos da população.

Assim é fácil pagar de grande governante, que resolve os problemas que o povo precisa. Dá pra desconfiar até do prefeito, no caso Alexandre Kalil, se ele não teria ligação com o PSL ou se não participaria da fraternidade por trás deste partido.

Porém, não dá pra tirar o PT dessa suspeita. Durante a Copa era o PT quem estava no poder. Federal e estadual. E do jeito que tá lá a região agora esteve então por trinta dias.

E aí vem essa prisão do Temer. Bem em momento oportuno para o Bolsonaro, que perdia cabelos por causa do crescimento de rejeição ao seu atrapalhado e confuso governo tecido em ambientes virtuais. Com o até aqui seu aliado sistema judiciário pendendo a defender o estado democrático de direito, que Bolsonaro tanto quer eliminar do país.

Tal qual questiona sabiamente o vídeo acima, veio bem a calhar essa prisão. Como não desconfiar de que somos – nós povo – iludidos com as investidas dos governos para o fim de governar? Parece que quem está por trás do Bolsonaro, esteve por trás do PT e até mais anteriormente. Até à presidência do Collor.

E parece também que eles injetam seus projetos de governos e estão sempre coletando falhas. Aí, quando têm que consertar alguma coisa, fazem o público de criança, de imbecil, de ignóbil. Não podem nos tratar como civilizados e capazes de entender que erraram e que certas medidas terão que ser feitas para salvar o país. Preferem ver as pessoas se distraindo com os factóides que injetam na mídia. Dividindo opiniões sem saber quem está com a certa enquanto todas as personagens oponentes dentro delas estão unidas feito unha e carne.

Todo mundo sabe que a reformulação do trabalho, de modo a propiciar o empregador empregar para ter emprego, é necessária. Idem a da Previdência e as privatizações. Diminuição dos servidores públicos. Talvez o liberalismo econômico. Doa a quem doer essa conscientização. Discutirei isso em outro post mais detalhadamente.

Por isso, é no mínimo autoajuda o governo confiar no povo e discutir com ele saídas que beneficiem a todos. Sem essa de querer golpeá-lo para que ele aceite reformas estranhas e não volte a votar na esquerda.

Como os serviços de rede social na internet censuram seus usuários

A última postagem deste blog, junto com os últimos feeds gerou uma fuga de aproximadamente 50% dos seguidores do meu perfil no Twitter. Quero aqui manifestar minha preocupação com o fato.

Todos suspeitamos que há no mundo uma conspiração internacional que busca controlar toda a humanidade. Conspiração formada por pessoas influentes, donas dos principais negócios e cargos políticos que movimentam a sociedade humana, e controle que lhe proporciona manter esse status.

Qualquer um de nós pode fazer gratuitamente pesquisas no Google, contas de e-mail em diversos servidores, perfis em rede social, canal de vídeos no Youtube, blogs para expressar suas ideias. Basta apenas ter uma conexão à internet e o aparelho que permite fazer uso da conexão e navegar pela rede. Quando se paga pelos dois recursos o custo é bem baixo.

Logo, como ganha dinheiro, por exemplo, o Facebook, o Whatsapp, o Instagram e o Twitter?

Esses serviços possuem cotas de usuários pagantes e cotas de anunciantes que veiculam publicidade nas interfaces de seus sistemas. Porém, o grande ganha-pão desses serviços vem de outra fonte. Eles são uma espécie de funcionários da conspiração. Comungam na mesma fraternidade e são pagos para preservar os interesses de seus membros, bem como evitar que seus segredos sejam revelados ou que pessoas se organizem para atacar a fraternidade e seus objetivos.

O que venho publicando talvez esteja fazendo alguma dessas coisas. Se faz, não tenho qualquer intenção de fazê-lo, só o de me expressar. A maior parte do que publico vem de minha intuição ou de análise de informações contidas em materiais que acesso livremente, sem qualquer dificuldade. Ou seja: qualquer um pode acessá-los.

O que o Twitter faz é tentar me desencorajar de publicar o que publico, não só naquela rede. A tática é me fazer pensar que estou aborrecendo pessoas com o que posto e por isso elas desistem de me dar atenção e de fazer parte do meu rol de seguidores.

Bem sei que não houve fuga alguma. A tecnologia de mineração de dados do Twitter consegue avaliar quem dentre seus seguidores pode ser desligado automaticamente pelo serviço sem que sinta que deixou de seguir você. Essa tecnologia verifica da sua lista de seguidores quem jamais reagiu às suas postagens ou já o fez com frequência bem baixa e há tempo que não faz, quem um feed seu jamais foi parar no mural dele durante sua navegação pelo próprio perfil, quem quando navega pelo perfil não dá atenção a nenhum dos perfis que segue, os tem por alguma razão, mas até se esquece que segue alguém, e quem já até clicou em postagem sua para vir alguma coisa, mas o clique é o único rastro deixado.

Esses são usuários elegíveis para sofrerem perda de “following” sem se dar conta. Alguns seguem tanta gente que fica ainda mais difícil para eles notarem baixas. E o Twitter ainda pode contar com o recurso de lhes gerar automaticamente “following” para compensar a desconexão caso isso seja necessário. Qual usuário daquela rede social já não se perguntou “ué, eu tô seguindo esse cara”?

Quero dizer ao Twitter, que jamais precisei de quaisquer dos meus seguidores. E o meu interesse em usar a rede é mais recreativo do que comercial. Se ocorrer de a rede apresentando qualquer motivo apagar meu perfil, será para mim como perder um seguidor: não fará qualquer diferença.

Portanto, continuarei manifestando minhas ideias onde tiver espaço, pois, como já justifiquei, se exponho o que não é para expor o faço sem ter qualquer intenção disso. A mesma exposição pode ser encontrada nos perfis de outras pessoas na própria rede. Se são segredos continuarão guardados observando-se a audiência que tenho, até mesmo sem sofrer baixas, e a quantidade de reações em postagens que alcanço em quaisquer dos veículos que dizem oferecer espaço para comunicação e expressão na internet.

A condenação do trabalhador

Há algo muito difícil de engolir nesse processo de incriminação do Lula para ele perder o direito de concorrer à presidência da república em 2018. Se não há provas de que ele é dono do triplex do Guarujá e se o juíz Sérgio Moro determinou que ele não é o proprietário de direito, mas, é o de fato, comparada a apropriação à determinada pelo usucapião, então, qual o motivo da acusação de Lula ter usado sua condição de chefe de estado para adquirir o imóvel, se nessa forma de apropriação não há transferência legítima de bem?

Nunca vi alguém apossar de terras lhe dadas em troca de benefícios. Se foram lhe dadas, pra que apossar? Se assim fosse, a acusação de corrupção passiva se faria jus, caso o termo de comprometimento fosse troca de titularidade graças a um tráfico de influência. E até onde sei, no usucapião o sujeito tem que fincar na terra apropriada pelo menos oito anos para passar a ser dono dela. E não só dormir no triplex uma única noite. E sem poder vendê-la no futuro. Então, que merda de corrupção é essa que alguém se envolve em um negócio que nem a longo prazo, quando a condição de traficante de influências já tiver passado, vai lhe dar dinheiro?

Outra coisa difícil de engolir é o comportamento escrachado da mídia que trabalha para que o público aceite a condenação do Lula. Se tentam impedí-lo de concorrer nas próximas eleições, querendo o condenar até mesmo sem provas, é porque temem de ele ser eleito novamente. Correto? É um afronto à inteligência do eleitor querer forçá-lo a votar em outro que não incomode quem tenta definir a Política no Brasil.

É o mesmo que deixar claro que se está a dizer: “do jeito que você é burro, eleitor, vai acabar votando nesse cara de novo, então, vamos dar um jeito de ele não entrar na competição porque só assim é que você não vai votar nele“,”vou transformá-lo em ladrão, encher sua cabeça com mensagens negativas sobre ele, assim você se convence de que tudo que esse cara fez pelo país gerou uma conta enorme para pagar“. Conta essa, caso exista realmente, é o próprio povo – incluindo os pequenos e médios empresários – que vai pagar, pois, os salários e regalias dos políticos e dos juízes do STF, em meio à crise que eles próprios dizem haver, não param de subir, assim não sobra dinheiro pra União participar da conta.

O que mais me aborrece nesse teatro todo é o fato de quererem eliminar um nome pra gente votar, mas não colocam nenhum outro pra gente avaliar. Os que estão ficando livres para competir – Aécio, Alckmin, Dória, Bolsonaro, Luciano Huck (kkk) -, Deus me livre deles! Não voto nem a porrete nesses caras. Arriscaria no Roberto Requião e no Flávio Dino. Enquanto a mídia não seja paga para os destruir também.

Alguém já percebeu o quanto está difícil para o trabalhador ganhar causa na Justiça do Trabalho mesmo tendo todas as possibilidades de ganho? Vi em uma atermação na instituição um atermador desencorajar um sujeito que tentaria recorrer de abusos sofridos pelo empregador. Falou com o cara que o que ele pedia tinha que ser muito bem provado senão os juízes iam considerar a posição do empregador, pois, estavam comprometidos em evitar demissões e pagamentos de rescisões. O empregado que trabalhe insatisfeito e sofrendo prejuízo, foi o que ele quis dizer.

O homem sequer ouviu o reivindicante comentar sobre as provas que possuía. Já foi logo pegando uma interpretação da CLT por três autores e deu pra ele dar uma lidinha no que diz o Art. 483. De sete alíneas que o artigo tem, havia nela, escrita à lapis, mais uma, a qual continha tudo o que o empregador precisava para desviar-se de qualquer prova contra ele. Precisa desenhar para mostrar que corrupção da grossa está é aí? Cadê o caçador de corruptos lá do Paraná? É uma verdadeira sangria o que estão fazendo para favorecer a patronagem e dar sustentação ao trabalho escravo que acontece na maioria das grandes empresas.

O sujeito que esperava contar com o Ministério do Trabalho percebeu que este era também refém do sistema que protege as empresas. Tratou logo de procurar um contato de advogado particular lá fora e em vez de contar com servidores públicos que mamam nas tetas do trabalhador para existirem seus cargos, contar com um trabalhador que urrou numa faculdade particular de Direito e tenta sobreviver no mercado abocanhando as causas que puder abocanhar. É de perdoar o MT se for essa a intenção.

De qualquer forma, o que querem com o Lula não é só impedí-lo de voltar a ser chefe de estado, mas, também, tirar as guardas do trabalhador, manchando a imagem da ala esquerda da política brasileira, que é a que cuida dos interesses do povo. Fica esperto, caso você seja trabalhador e não um boyzinho come-quieto revoltadinho do MBL, por exemplo, antes de aderir ao golpe que você vê pela Globo.

A difícil tarefa de ser eleitor no Brasil

Recebi um exemplar do jornal Brasil de Fato de hoje, que destaca a manobra da Rede Globo, do STF, refém do juíz Sérgio Moro, e dos tucanos, representando a ala conservadora da política nacional, para impedir a candidatura à presidência da república neste ano de 2018 do ex-presidente Lula. Fato que se ocorrer destruirá todos os planos da corja por trás da Operação Lavajato (é tão acusada de ser fraudulenta essa operação, que se pode escrever o nome dela de qualquer jeito).

Juízes, burgueses, políticos corruptos, investidores internacionais, sobretudo do Petróleo, grupos de comunicação, suspeita-se de supostos judeus organizados (Alckmin, Aécio, Luciano Huck pra ficar só no Brasil) visando a manutenção de sua hegemonia em segmentos de mercado no país, e agentes menores estariam acuados havendo esse panorama de Lula reeleito para o “V” de vingança que se esboça.

Chega a ser tão óbvio de que há interesse anti-democrático e anti-trabalhador no foco dessa sentença, que se até mesmo o brasileiro que foi irremediavelmente afetado pela moldagem de opinião paga à Globo exigisse que Lula participasse da eleição, mantendo-se assim a postura certa de preservar a democracia e de querer mostrar nas urnas a sua verdadeira opinião, votando no seu real candidato e não nos que operam para que sejam eleitos, uma reação ao golpe que visa escravizar o trabalhador, tirar a soberania do país e dar ainda mais mamata para as elites que comandam tecnicamente a sociedade, que estão por trás dos principais negócios e do capital que giram a economia brasileira, se obrigaria uma retomada do desenvolvimento que se chegou a experimentar nos áureos tempos petistas, desta vez inteiramente com os pés no chão.

Mesmo que Lula ganhe e que haja verdade no que propagaram sobre a integridade do PT para as pessoas absorverem, nenhum político que ocupar o Palácio da Alvorada, o Senado ou as câmaras de deputados estará com a consciência tranquila para exercer seu cargo. Pensará muitas vezes antes de qualquer tentativa de desvio moral. O que se pode dizer que essa tal operação trouxe de bom para a política nacional é isso.

Até Jair Bolsonaro, se quiser dar um exemplo de civismo para seu público, ele que está melhor colocado na disputa contra Lula à presidência da república, conforme espalham os institutos de pesquisa de opinião pública, deveria exigir decência ao juíz Sérgio Moro e seus assessores da nata do STF para promover justiça e não golpe. Afinal, Bolsonaro não precisa ter medo da popularidade do metalúrgico.

Por enquanto, o que o povo suplica é por respeito ao seu voto. Se for simples assim: Dar as cartas para a população um STF e um juíz em específico, que estariam recebendo investimento de grupos estrangeiros para inibir a candidatura de Luís Inácio da Silva e conduzir ao governo da nação um determinado candidato, provavelmente tucano, qual o aspirante ao cargo presidencial que não fizesse parte dessa quadrilha estaria livre de também sofrer perseguição, impeachment e outros instrumentos para interromper seu governo? Se a cúpula comandante não gostar do eleito, ela o tira. Bolsonaro estaria desde já defendendo o voto de seu próprio eleitorado. A não ser, é claro, que ele faça parte do conluio conspirador! Ele diz que não faz. Mas, é aquele negócio: “Falsidade ideológica é virtude no meio político mundial“. Chega a ser o lema: “Ou se é honesto, ou se é político“.

Eu vivi os “Anos de chumbo“, nasci em sessenta e cinco, e não posso negar que aqueles tempos não foram tão cruéis para o cidadão comum como serão se o país oficializar esse estado de sítio que é o STF atuar na política bancando o justiceiro, tendo a Rede Globo e a mídia corporativa subordinada a ela como capataz para o serviço de adestramento da população. Se tiver que ter golpe militar para colocar os militares no poder novamente façam antes de civis incompetentes e mal intencionados inibirem essa possibilidade. Prefiro aquela vida da minha infância e adolescência do que ser escravo do Poder global, ser trabalhador e cidadão explorado por um grupinho de gringos e de babacas tupiniquins metidos à besta. Os militares pelo menos criavam e mantinham estatais e respeitavam o trabalhador. Não vou me sujeitar. Virarei um homem-bomba. Um sandinista. Um autêntico militante do Baader-Meinhoff, meu grupo subversivo preferido.

E para o caso de Lula sofrer a inibição do direito de concorrer às eleições 2018, havendo ou não bom senso em defender esse direito por parte de seus adversários, o público tem uma missão a fazer. É claro que se trata de um recrutamento cuja adesão será mais fácil aos esquerdistas. Se não há mais legalidade nesse país, se uma quadrilha se julga dona dele e põe como chefe de estado quem ela quiser, se nosso voto não valerá nada se não for em quem ela quiser, recorreremos (porque estou dentro) à anarquia como forma de governo. Nada respeitaremos. Baderna total. Faremos valer nossos direitos com base na força bruta.

Poxa, se trata de um exército de mais de cinquenta milhões de pessoas. Boicote de consumo, greves, irreverência nas ruas. Quero ver se vai haver tantos policiais na rua para conter isso. Quero ver caso prenderem, de verdade ou de mentirinha, uns gatos pingados e fazerem aparecer na televisão o que fizeram, se isso vai botar medo e consecutivamente ordem na população. “Necessidade não tem lei“, vão é aprender na marra, na linguagem que eles entendem, o sentido dessa frase que há muito é, inconscientemente, lema de quem tem fome.

A TV Globo já induz mesmo seu bobo público a taxar de baderneiro quem brada contra os interesses dela. Sim, sentenciar o ex-presidente é interesse também dos Marinho. Ela propaga que quem se deixa levar pelo sentimento de injúria com a situação que ela é uma das protagonistas, impede o bom andamento da democracia. Só falta então a baderna em vias de fato, o preconceito já é legalmente disseminado pela corrupta, no entender de muitos, empresa de comunicação. Esperemos o motivo cabal então para nos entregarmos ao total descontrole.

Como pode: uma legião de pessoas suplicando contra a condenação do Lula e só porque a megera emissora de televisão não mostra a verdade e instrui seus pau-mandados (Bandeirantes, SBT, Veja, IstoÉ, Folha de São Paulo) a fazer o mesmo, faz parecer que esse fato não existe? Existe sim. E é mais gente do que se imagina os que mesmo não se interessando em votar no Lula querem a candidatura dele para ter pelo menos a impressão de que seu voto vai ser respeitado e de que seu país ainda é seu e pode ser que ele não será entregue.

E olha isso que o STF, o Ministério do Trabalho e a Polícia Federal têm conhecimento, é de suma importância, e não dão qualquer atenção: Sem haver ainda um governo lhe favorecedor eleito legalmente as empresas já estão deitando e rolando cheia de abusos para cima do trabalhador e do consumidor, principalmente as de telecomunicação. Imagine o que advirá quando se instaurar o governo que esse golpe contra a democracia brasileira quer botar lá, que já tá aí baixando as guardas do trabalhador para seus gestores enfiarem o supapo?

Então, povo, não se deixe intimidar e não faça valer interesses que não são os seus e nem são benéficos a você. Entenda melhor esse processo e busque as notícias nos veículos menores, pois, seus custos podem ser pagos por anunciantes de menor porte, que, é bom que se diga, também têm interesse em acabar com essa cúpula golpista que se instalou na política brasileira, pois, são também afetados por ela. Seus negócios são facilmente abocanhados pelos concorrentes participantes da corja imperialista ou são destruídos, sem importar se eles empregam. Só com essa atitude você já está fazendo algo para moralizar esse país, sem ter que se preocupar se o que faz é o certo. O grande medo do brasileiro é o de se comprometer, já que não consegue obter informação segura, logo, evitar a informação subsidiada e fraudulenta que propaga a Grande Mídia e as redes sociais da internet é o melhor caminho. Seja menos vulnerável.

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Bem-vindo ao Governo Temer: A porta da rua é a serventia da casa

31 (maldito 31) de agosto de 2016, após um golpe de estado o vice-presidente de Dilma Rousseff, Michel Temer, ao lado do Supremo Tribunal Federal, de parlamentares conservadores ou recrutados pelo capital privado, de magnatas religiosos da ala evangélica e da grande mídia do Brasil, assumiu a presidência da república. De lá para cá, grandes perdas para a população pobre, trapalhadas políticas e assassinatos de reputação de esquerdistas marcaram o governo ilegítimo.

Amparado em um STF sequestrador do Legislativo, por parecer serem feitos reféns de processos jurídicos deputados e senadores, que busca adesão para tudo que as equipes de Temer têm em mente, principalmente o que fere a Constituição Nacional, o que faz com que o Brasil perca soberania e torne cada vez mais servo do imperialismo global, e o que pune o povo, que não se submeteu às táticas eleitoreiras dos conspiradores e escolheu Dilma para presidir novamente o país em 2014, Temer faz a sua reforma que põe a nação que ilegitimamente governa a se tornar presa fácil para o imperialismo global.

À custa de muitos golpes midiáticos, sua agenda vai sendo cumprida. O Brasil se fragiliza em todos os aspectos e sucumbe às privatizações, sendo que agora, diferentemente dos tempos tucanos, o que deveria ser “imprivatizável” aparece como totalmente possível. E os benefícios sociais implantados pelo PT e alguns até de antes dessa era, como marca de desprezo da corja que preside o país vão para o ralo.

O trabalhador será levado à escravidão total. As mulheres terão que esquecer os avanços sociais que experimentam e voltar a ser submissa ao homem e serva da família. O pobre sem emprego terá que desaparecer por conta própria se não quiser se transformar em peça de zoológico humano, vivendo dentro de jaulas para que os visitantes possam conhecer como era um espécime dessa classe que a elite governante tanto despreza e odeia.

A lei que permite a terceirização do trabalho em todos os níveis, com a ajuda do voto de parlamentares amedrontados por terem a liberdade em risco e do de alguns mercenários, foi aprovada no Congresso. Resta o presidente robô ditador comemorar para seus patrões – os imperialistas globais – as falsas reformas trabalhista e previdenciária.

Ao que parece o destino destas será a votação inspirada no voto sob ameaça, consolidando o mesmo fechamento que teve a Lei da Terceirização, que acaba inclusive com o funcionalismo público, pois, uma vez podendo terceirizar qualquer atividade, os governos irão deixar de contratar funcionários públicos e ir buscar terceirizações para tudo o que secretarias, prefeituras, câmaras legislativas e etc. precisarem em matéria de serviços.

Mas, por mais que a mídia golpista tampe do grande público o que está por trás dos planos do governo e faça parecer para a grande massa, que lhe dá atenção, que está tudo bem no Brasil e que as propostas do governo ilegítimo irão modernizar a sociedade e fazê-la prosperar, militantes esquerdistas atentos conseguem driblar o bloqueio e organizar movimentos contrários às aspirações do Governo. Movimentos com intenção de lhe dar um pé-na-bunda e expulsar dos gabinetes esses pseudos democratas e pseudos patriotas que desfilam de terno e gravata e toga esnobando seu poder conseguido na base da estruturação do acato às leis impostas por eles e medo de sofrer retaliação do sistema e violência dos cárceres por violá-las, que é comum se vir escrito na testa dos populares que formam o contingente útil para a conspiração.

“Um carro parado no meio de uma avenida gera um congestionamento. Vários carros parados já é um protesto.” (Ulrike Meinrof – Militante do Baader-Meinrof (RAF))

Gente que de forma alguma a elite conspiradora gostaria de ver irreverente aparece literalmente chutando o balde e disposta a desagregar, e em último caso pegar em armas para combater seus fraudadores, caso a voz do povo, que é nítida que deseja a anulação da Lei da Terceirização e o arquivamento das propostas para a previdência e para o trabalho, teimarem em não ouvir. Essa gente vai iniciar um ciclo de greves gigantes e de passeatas volumosas, que tirarão qualquer chance de a TV Globo noticiar como uma baderna democrática de poucos participantes, sob o risco de a máscara de malfeitora desta cair ainda mais. Greve geral não é manifestação, como a emissora dos Marinho quis com que sua ainda grande audiência moldasse a própria opinião com respeito ao evento anti Temer ocorrido em 15 de março de 2017, que foi bem registrado por amadores que formam um novo, fidedigno e volumoso meio de comunicação, cujos registros foram vistos por milhões de brasileiros, muitos dos quais estavam cegados pela imprensa golpista quanto às informações postadas.

A única reforma que o povo quer ver em vigência é a política. Esta os golpistas que governam querem distância. Se o Brasil precisa fazer qualquer coisa no campo da previdência ou do trabalho para vencer a crise sócio-econômica preparada para a mídia noticiar e desestabilizar o país em favor da tomada do poder por parte de políticos e partidos conservadores que a financia, isso deve ser analisado, pensada a solução e apresentada para o povo por gente competente, honesta e descomprometida com grupos capitalistas nacionais e internacionais. Ou seja: por um novo Congresso Nacional. Eleito pelo voto direto, dado em políticos sem campanhas financiadas pelo capital privado e sem maquinação.

E é isto que queremos ver se firmar depois de amanhã, 28 de abril de 2017: O demoronamento de um governo. A expulsão dos verdadeiros corruptores do estado de seu trono indevido. Para o qual a porta da rua é a serventia da casa, digo eu como povo que sou. Com a devida antecipação das eleições diretas 2018 logo a seguir.

Esta é a minha opinião!

Pede pra sair, Romanov

A arte, a cultura e o futuro do capitalismo

romanov

Pensadores da Escola de Frankfurt, como Herbert Marcuse, criador do termo “indústria cultural”, e Theodor Adorno, acreditavam que o Capitalismo um dia encontraria seu ponto de ruptura. Esse ponto seria o momento em que os processos de produção seriam automatizados e as pessoas perderiam seus empregos para máquinas. E a população C, formada por trabalhadores de produção (braçais), se ampliaria de tal forma que os parcos empregos deixados pelas máquinas ao homem não suportariam tanta gente. Isso traria uma imensa crise. Pessoas sem trabalho para arcar com o seu sustento e o de suas famílias; mercados à mingua devido a insuficiência de consumidores, principalmente para os produtos do tipo C, pois, máquinas não compram. A categoria de produto não importa quando o assunto é falta de consumidor, pois, a classe de capitalista que explora esse mercado é a mesma que explora o A e o B. Todos fazem parte da mesma irmandade, portanto, se falta para um, falta para todos. O que lucra com produto C, compra ou utiliza os serviços de classe A e B da mesma forma que os outros imperialistas acima na hierarquia informal.

Uma solução também prevista por adeptos da Escola de Frankfurt para a crise desse momento é a redução populacional. A quantidade de pessoas pisando no solo terrestre sempre foi gerida. E quando era conveniente incentivar os nascimentos, como nos adventos das guerras, para alimentar os quartéis, se incentivou. Também quando se precisou alimentar de trabalhador braçal a indústria, como na Revolução Industrial, também se incentivou.

Mas, agora, é hora da engenharia reversa. Dois terços da população mundial precisam ser eliminados. E isso não tem nada a ver com a Bíblia. É gente demais a precisar de moradia, de abastecimento hídrico, de alimento e, consequentemente, trabalho. E ainda temos que contabilizar o consumo e necessidade de espaço que os outros animais possuem.

O chão de fábrica a produzir pilhas de enlatados e ensacados, veículos, utensílios domésticos, indumentárias não é mais suficiente para garantir emprego para pagar os que estão na ativa, os que vão entrar e ainda os que já saíram e gozam de suas aposentadorias.

Instituições como a moda ou como o esporte continuam cumprindo sua missão de criar o desejo de consumo pelo que elas instituem. Falta é oportunidades para que os apaixonados que elas criam possam conter suas paixões com o consumo de seus produtos. É hora de rever tudo isso. Não basta criar o desejo de consumir. É preciso dar essa condição para as pessoas o realizar.

Os filósofos de Frankfurt sugeriram uma fórmula: o emprego da arte e da cultura como meio individual de produção para contrabalançar a falta de oportunidades. O máximo possível de indivíduos levariam vida de artista ou de escritor. Venderiam seus trabalhos para o público que se encontrasse nos empregos possíveis. Em seus momentos de ócio, ele os consumiriam. Necessitar-se-ia aumentar esses momentos. As jornadas de trabalho teriam que ser reduzidas. Jornada de dezoito horas de expediente para a indústria e o setor de serviços, com turmas trabalhando em turnos de seis horas cada.

Necessitar-se-ia, também, fazer com que as pessoas voltassem, através de engenharia social, a gostar de livros, saraus, quadrinhos, cinema, esculturas, peças de antiquário, teatro. Foi por meio de engenharia social que todos nós fomos levados a abominar esses itens de arte e de cultura. Houve um tempo em que era perigoso para o sistema indivíduos se tornarem cultos. Mas, agora é a salvação. A cultura do celular e da internet vieram a calhar e se encaixam bem nessa empreitada de juntar tudo o que ocupa o tempo das pessoas de forma que elas não se importam em pagar por isso. A música, a televisão, o turismo, a moda e o esporte nunca deixaram de contribuir na dimensão que sempre contribuiram.

Feito tudo isso, redução populacional se poderia descartar. Nada de falsos conflitos militares ou civis; nada de falsas epidemias e campanhas de vacinação clandestinas; nada de violência urbana genocida de toda sorte; acidentes aéreos forjados; desastres climáticos orquestrados por meio do HAARP; sem que a Monsanto troque a vegetação natural pelos seus transgênicos para implantar sua vaidosa engenharia alimentar; nada de alteração arbitrária da sexualidade padrão para o fim de evitar nascimentos.

Controle de natalidade, sim, é preciso. E é o bastante. Mas, sem mutilar gente, sem corromper gente, sem esterelizar gente por meio de métodos obscuros. Com direito à admissão do aborto, sim. Sem hipocrisias. Sem que as pessoas se deprimam por estarem sendo privadas de viver um grande amor.

Para que isso deixe de parecer utopia, só precisamos, nós da boiada, trocar de lugar com os governantes do mundo. Os magnatas patriarcas das poucas famílias que determinam como é a história de todas as nações. É deles que temos que tomar o controle. Precisamos mostrar para eles que precisam confiar em nós. Não somos incapazes. Podemos, sim, cuidar do planeta. Não somos máquinas de reproduzir apenas. Temos inteligência de sobra quando não estamos tendo nossas maneiras de pensar manobradas para arcar com os planos dessa elite controladora de humanos e de tudo o que há no planeta. Tá na hora de se libertar das cordas e marchar em direção a eles. Como bolcheviques, fazermos dos filhos dessas famílias uns Romanov. Podemos ver a humanidade sendo feliz sem ter que ser serva de gangsters na pele de grandes empresários que se reúnem em sociedades secretas para dar as cartas para o mundo.