Bem-vindo ao Governo Temer: A ditadura do empregador

TEXTO GRANDE, MAS IMPERDÍVEL!

Eu sei que é próprio de governos que visam dar apoio total às empresas, mas, todo o sistema está arregimentado contra o trabalhador?

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IMAGEM: Pintura de Debret que retrata a vida dos escravos no engenho.
FONTE: Criaarq

No Brasil, Fulano trabalha em uma empresa italiana prestadora de serviço de call center para uma operadora de telefonia móvel também italiana. Esse call center lhe obriga a dar certo resultado, que não é possível ser dado sem que o atendente de telefone sofra abusos físico, psicológico e moral. Até praticar crimes, enganando a pessoa que liga pro call center procurando resolver um problema,  o que é lhe de direito e é a missão da empresa atender, em nome dela ele é pressionado a cometer. E sem ganhar nada, só ajudando a ganhar dinheiro, montando em suas costas e pondo “o do atendente” na reta, uma máfia de gringos que acha que manda no Brasil e um punhado de brazukas que aceitam passar adiante as ordens que recebem, em troca de uma pequena mixaria a mais do que o que ganham seus subordinados. .

Ao passar do período de experiência e tendo visto muita irregularidade, passado por muito sofrimento e percebido que prestando serviço ali jamais haveria-lhe crescimento sem que ele aceitasse abusos e mutilação de seu caráter, e também sem que houvesse debilitação da sua saúde que acaba com suas qualidades profissionais e o deixa sem condições de prestar serviços para outro empregador ou por conta própria, fulano se rebelou.

Decidiu ele que faria seu trabalho conforme as normas da Anatel e da operadora de telefonia móvel contratante dos serviços do call center, amparando, respectivamente, em sua regulamentação para o mercado e em seus manuais de instruções sobre o trato com os seus produtos. Decidiu também que exporia, sem se comprometer, o mais possível, para o público e os demais interessados, as falcatruas que a empresa que lhe empregava praticava para gerar mais atendimentos e com isso faturar mais, sobrecarregando o operador e sem prestar os próprios para o cliente.

Isso para o call center, andar na linha, comprometia o andamento dos negócios, pois o próprio simulava ligações, mandando pessoas ligarem, às vezes de dentro do próprio estabelecimento, só para aumentar o montante de ligações recebidas. Ou seja: fraudava contra a respectiva pagadora dos atendimentos, sua cliente. Providenciando atendimento para as ligações legítimas o cliente não liga novamente nos dias a seguir. Isso era outro empecilho que precisavam conter em Fulano.

Como já era previsto, a empresa iria sentir o contragolpe do operador, que influenciava outros e aí sim se tornava preocupante. Entrou ela em uma rotina de persegui-lo para lhe forçar o pedido de demissão ou produzir provas para lhe aplicar uma Demissão por Justa Causa, já que por algum motivo forte a empregadora não fazia demissões com direitos pagos ao empregado, salvo em casos extremos ou impostos pela Justiça do Trabalho.

Tendo constatado que tanto a Anatel quanto a operadora de telefonia móvel tomadora dos serviços não iriam lhe socorrer, pois, sabiam dos ocorridos e faziam vistas grossas, Fulano, saturado da indiferença da empresa ante a si e das estratégias da mesma para tentar conter seus ataques ou torná-lo refém dela, procurou o sindicato da categoria. Ele já havia percebido que o citado estava corrompido, fazendo cara de representante do trabalhador e protegendo a patronagem de seus representados, causando-lhes danos em não forçar a barra contra o patrão e desinformando-lhes quanto a sindicalismo, os fazendo cair em má fé praticada pelo sindicato e pela empregadora. Mas, para seguir o protocolo, Fulano foi atrás da entidade. E só obteve a confirmação de suas suspeitas ao sofrer profundo abandono e desprezo disfarçado de providência, em todos os contatos que fez.

Partiu, então, Fulano em busca de uma experiência incontestável de assédio moral. Naquela empresa, devido ao amadorismo da gestão de pessoas e trabalho, era algo viável. Não foi difícil conseguir vários casos amplamente testemunhados para ele escolher um e levar no pau.

Mas, assim como as situações abusivas sofridas coletivamente, que bastava que cinco ou mais operadores desse ao mesmo tempo seu testemunho na Justiça alegando a mesma coisa que responsabilizaria a empresa pelo critério do “muitos dizendo o mesmo” e pararia com elas, não era fácil arrumar quem se comprometesse a dar fé à queixa de outro sem temer qualquer tipo de retaliação por parte do empregador. Ficava o direito de reclamar e o poder de ganhar a causa sufocados por falta de provas irrefutáveis, que a empresa cuidava para que não pudessem ser criadas e por causa do medo de retaliação, que omitia o testemunho direto.

Fulano experimentou contar com a Polícia Civil. O assombro de ter que ir a uma delegacia física o fez acessar a virtual. No respectivo site ele descobriu que o caminho para iniciar um processo de abuso moral contra a empresa passava por um órgão do SUS chamado CEREST. Centro de Referência de Saúde do Trabalhador. Ia lá consultar com um psicólogo.

Mais um malogro. O médico, que era a cara do Aécio Neves, o desencorajou. Ouviu dele que em seu caso ele deveria era ter ligado imediatamente para o 190. E foi exatamente a instituição por trás do 190 que lhe indicara virtualmente o médico.

Entrara em cena na busca por socorro do jovem proletário o Ministério do Trabalho. Procurou e achou, bateu e foi lhe aberto. Mas, ao que pediu obteve um “estamos de greve” como atendimento. Havia seis meses que os ouvidores e os fiscais do trabalho estavam nessa situação. Na certa as empresas pagavam para eles dias de férias permanentes, sem que eles perdessem o que já mamam nas tetas do orçamento público, que não sei se esse pessoal vai tê-lo congelado por 20 anos, para evitar que eles socorressem trabalhadores e com isso inibir gastos com processos trabalhistas. Recorrer à advogados que não os públicos sempre esteve fora de questão para o trabalhador médio. E Fulano é um desses. Problema resolvido para o patrão. Mais um órgão de Defesa do trabalhador arregimentado.

Restava-lhe, também, a Justiça do Trabalho. Nela não foi muito diferente. O que mudou é que a greve não existia para o órgão, pois, é negócio para a entidade que casos de reclamações trabalhistas entrem constantemente para justificar o trabalho dos juristas e, com o movimento de causas perdidas por empresas, aumentar o faturamento dos funcionários de maiores patentes da instituição. A Justiça do Trabalho permite o trabalhador se defender sem usar um advogado, mas, vai ele achar que faz boa coisa não contando com um. Fica sem saber quem no púlpito é o advogado da ré: se o juiz ou se o de beca que ela levar para o fórum.

Entretanto, além de madrugar para pegar senha e entrar na fila de atendimentos e passar o dia inteiro no local, só para começar um imbróglio, os próprios atendentes iniciais alertavam que a causa só seria ganha se o juiz considerasse procedente o pleito. Do contrário, um pedido de rescisão indireta, por exemplo, seria transformado em pedido de demissão. E podia acontecer represália da empresa nos casos em que o reclamante ganhasse a causa e permanecesse no emprego. E o Ministério do Trabalho não poderia impedir. “Caso houvesse interesse em continuar no emprego…”. E a reticência demonstrava o descaso que estaria por vir caso se quisesse enfrentar a empresa sem o uso de um advogado. Voltava-se à estaca zero.

Ficou, então, para Fulano, apenas o desejo de se vingar da empresa. Teria que acontecer na surdina. Envio de e-mail ou preenchimento de formulário nos sites das instituições fiscalizadoras do trabalho e da legislação. Denúncias anônimas de tudo o que acontecia nos galpões do call center foram digitadas por Fulano. Pensava ele em acionar a Polícia Federal para estourar cativeiro de trabalho escravo; abordar centro de prática de estelionato contra o consumidor; investigar crime de formação de quadrilha (Anatel, operadoras de telefonia móvel, call center, CEREST, órgãos de defesa do trabalhador, sindicato da categoria e até os clientes que ligavam falsamente para provocar provas constantes na gravação da ligação, que servissem para tornar refém da empresa o trabalhador ou facultasse a dispensa por justa causa do mesmo). Tudo isso passou pela cabeça de Fulano.

Todo o sistema, para Fulano, estava em conluio para que o dinheiro entre em bolsos distintos, cada um com o seu tanto ou com o seu tantinho, sob o apelido de empregabilidade em massa e fruto do Trabalho. E agora ele aguarda ver na prática o resultado de suas denuncias. A resposta do e-mail ele já desistiu de esperar. Se isso já funcionava assim, tá certo que por debaixo dos panos, quando o trabalhador estava no poder, o que ele espera agora que está instaurado um governo que protege o patrão e está nem um pouco preocupado com o trabalhador e com o consumidor populares? Quer é aumentar a jornada de trabalho dele e cortar-lhe alguns benefícios.

Como o futebol é usado para manipular a política

O texto ficou inevitavelmente grande, mas, se leres por completo agradecerás!

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IMAGEM: Internet

Uma coisa que não consigo engolir até hoje é a ascensão do tucano Aécio Neves na corrida para o Segundo Turno da sucessão presidencial de 2014. Naquele ano se comemorava os 50 anos do Golpe Militar de 1964 (comemorava, hein) e haveria Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Para mim,  é aí que começa a trapaça toda.

Não assisti a nenhum dos jogos pela televisão, no máximo vi no Youtube vídeos de alguns gols. Como faço hoje com qualquer evento, não só de esporte. Pelo rádio eu ouvi trechos de algumas partidas e até tempos completos. Futebol pelo rádio é local, a gente se identifica na narração, e para mim é para sempre.

É que eu não estava empolgado com aquela perda de dinheiro e com a arrogância da FIFA, de entidades governamentais e midiáticas. Mas, me lembro de ter ouvido pela Alvorada FM de Belo Horizonte, um spot de notícia que dava o índice de popularidade da presidente Dilma Rousseff pouco antes da estréia da Seleção Brasileira. Que era de 60%. Naquele momento o país começaria a medir se valera a pena tanto sacrifício exercido por populares, governos e empresas em pró da realização do evento megalomaníaco desimportante. Das empresas que apostaram pesado na realização da competição a Rede Globo era a grande interessada para que tudo corresse bem. Ela atingiria os objetivos que traçara com as transmissões, por isso ela ficou pianinho com a oposição ao PT. Só faltava beijar na boca do partido.

A audiência que ela esperava não saiu lá essas coisas. Nenhum órgão oficial de pesquisa ou veículo de comunicação vai confirmar o fiasco de ibope que foi, mas é o que foi. Muita gente não quis saber mais do que acompanhar jogo do Brasil e olha lá. Aquelas chatices de programas que duram o dia inteiro falando sobre Copa do Mundo que a TV e o rádio precisam que as pessoas preguem a bunda no sofá para vê-los ou ouvi-los tiveram que se contentar com as meia dúzias de atenções que conseguiam. Os patrocinadores devem ter ficado uma fera com o negócio mal feito. Os jogos das outras seleções: se eles não inventam esquetes como jogador comer orelha do outro e otras cositas mas não ia-se saber a respeito nem no Facebook, que foi o grande campeão de audiência durante a Copa 2014.

Para a Globo a seleção dela chegar à última fase da competição já salvava o investimento, pois, faria cumprir os objetivos midiáticos pelos quais a contrataram para cobrir o ensejo. Chegar à última fase de uma copa do mundo de futebol significa, na pior das hipóteses, disputar o terceiro lugar. Se fosse esse o destino a ser dado para os canarinhos, os álibis estavam sendo plantados com a fraca atuação na primeira fase e a passagem apertada pelo Chile nas oitavas de final.

Menciono destino a ser dado porque não é segredo nenhum que existe a acusação de que o futebol é controlado por uma certa fraternidade que controla tudo que chama atenção e que exige muito dinheiro para ser realizado e que em se injetando dinheiro o lucro é muito grande. Falam que essa fraternidade é a maçonaria – ou uma ordem maçônica que paga o pato em seu nome, mas que não passa de bode expiatório ou simples menção no que realmente tange os afazeres conspiratórios. Mas, o que a maçonaria não controla, não é mesmo? A fórmula é simples de entender: Ela opera onde as sociedades são governadas por empresas e os membros dessa organização é que são os donos dessas empresas. Logo, em tudo que eles põem o dinheiro deles eles exigem que seja feito de acordo com os seus interesses. Estes são prioritariamente políticos.

E voltar, efetivamente, ao controle político da nação é para essa organização algo urgente. Avermelhando o país como estava o governo do PT, o poder desse grupo despencaria. Estatização de empresas aconteceriam e aí: “xô, propriedade privada e fonte de lucro”. E com Dilma Rousseff mantendo sua popularidade durante a copa naquele ano de eleição presidencial, mesmo com o favoritismo verde e amarelo indo para o ralo e este infortúnio sendo associado à presidente via marketing político de guerrilha espalhado em redes sociais na internet, a expectativa da entidade de chegar ao alto comando do país já em 2014 minaria, mesmo tendo ela um representante infiltrado na vice-presidência para manobrar nos bastidores do território inimigo. O plano B, então, teria entrado em ação.

As copas do mundo, bem como os principais campeonatos de futebol do planeta, incluindo o Brasileirão, são arranjados, de maneira muito bem feita, teoricamente livre de suspeitas. Quem suspeita de manobragem o faz por intuição antes de investigar a fundo. O motivo disso é ganância, lucram com a articulação popular pelos assuntos do mundo do futebol. Discussão contundente sobre isso há aos montes pela internet a fora, em literatura impressa e em vídeos de documentários.

Aquela seria uma copa para a Holanda ganhar. Enfrentaria o Brasil na Final. O Brasil receberia a compensação na Copa seguinte, a da Rússia, ficando com o título e elevando o preço do passe de seus heróis astronomicamente. Nota: Aqueles que zombaram do Kajuru quando ele se fazia a prever o resultado da Copa 2014, dando o título para o Brasil, não entendem nada nada da cabeça dos cartolas do futebol, por isso não entenderam o que intencionava fazer o polêmico apresentador de televisão e também o que ele conseguiu. Quem saca esse esquema o usa e se beneficia dele, nem que seja com projeção. Projeção no capitalismo é dinheiro à vista até quando vem em forma de calaboca.

A Colômbia enfrentou o Brasil nas quartas de final. Ela tinha tudo para experimentar sua primeira estada na semi. Mas, a ordem foi dada pela “ordem” – que não é a illuminatti, pois o nome desta é usado apenas para desviar os olhos da correta -, para que o jogo fosse difícil e terminasse com um parco 1×0 para os tupiniquins.

Como é mencionado no livro “Os meninos da Rua Albatroz“, que todo ser humano deve ler, no futebol de hoje em dia, uma jogada extraordinária em que um jogador muito bem agenciado e bombando na mídia dá um chapéu sobre um adversário, pega do outro lado, passa a bola entre as pernas do outro marcador e toca ligeirinho no cantinho do goleiro que aparece pode ser arquitetada e desempenhada com tamanha perfeição pelos atores… perdão: atletas, que parecerá aos olhos de quem a acompanha ao vivo, das arquibancadas do palco… digo: estádio, ter sido natural. Indubitável. Sem qualquer chance de ter sido fruto de armação. Cheio de cooperadores para que tudo desse certo em nome de Deus (no caso, o chefão do futebol). Vários dirigentes do esporte, patrocinadores, veículos de comunicação, locutores esportivos, árbitros, técnicos, atletas vão ficar furiosos se lerem isso, portanto, não creia em nada. Ok? E assim como as jogadas de mestre, os gols fabulosos, os “erros” de arbitragens e de mexidas de técnicos são muitas vezes farsas, os momentos nefastos de contusão, com ou sem consequente expulsão ou outra advertência ao infrator, fazem parte do show.

O esquete que me faz pensar ter sido a Copa do Mundo 2014 utilizada para conduzir a opinião pública a ceifar a popularidade da Dilma vem disso. Poucos minutos para acabar o jogo em que o Brasil vencia a Colômbia por 1 x 0, o zagueiro colombiano Zuñiga entrou duro no Neymar. E sem pensar duas vezes (cena preparada que até os locutores já sabiam ela) disseram no rádio e na televisão que o atacante brasileiro ficaria de fora dos dois últimos jogos do Brasil. A mídia trabalhava a aceitação popular de que com Neymar fora a seleção canarinho não tinha lá grandes chances de prosseguir. Criara-se ali o àlibi para uma vindoura desclassificação projetada. E não era porque quem viria era a poderosíssima Alemanha. Não era já amarelagem. A massa compreenderia a partida inesperada diante ao infortúnio da famigerada contusão do ex-jogador do Santos. Não compreendeu a suposta convulsão do Ronaldo Fenômeno em 1998 nos vestiários da Final perdida para a França? É o único epilético que se conhece ter sofrido epilepsia uma única vez (só chacota)!

O curioso foi ninguém comentar que a gravíssima contusão que tirou o Neymar da Copa ter durado menos de trinta dias para ele superar e estar novamente disponível para jogar bola. No dia 18 de agosto de 2014, 45 dias depois, Neymar voltou a jogar pelo Barcelona e ainda fez dois gols. O colombiano que teria o agredido também colheu bons frutos depois da tarefa feita. Só no Brasil é que ele foi marginalizado, é óbvio: massa alienada. Ficou mais conhecido até do que o comedor de orelhas, Soares do Uruguai. Pelo menos naqueles primeiros momentos pós copa, que é quando tudo que os marqueteiros preparam para por em campo frutifica. Fazer o número do algoz do Neymar fez muito bem ao Zuñiga. Até eu sei o nome dele! Minto: foi o Google que me contou.

E o estouro de atenção que foi quando o mártir reencontrou seu carrasco em campo em junho de 2015? Ainda estava fresco o assunto, por isso arrumaram logo o confronto.A chamada da TV Globo para buscar audiência para o jogo foi algo bem piegas como “veja o reencontro de Neymar com o seu carrasco da Copa”. Essa Rede Globo é muito brega!

Mas, voltemos para a Copa. A tarefa de fazer o Brasil chegar até a última fase fora cumprida. Se caso a seleção perdesse para a Alemanha ela disputaria o Terceiro Lugar. Surgiu, então, um encalço: Se para cumprir um propósito tivessem que tirar os canarinhos da Final, a audiência espetacular que daria essa transmissão fadaria ao fracasso. Os números até então já não eram os melhores.

A luz do fim do túnel vinha da outra semifinal. A Argentina estava no páreo. Iria repetir contra a Holanda a Final de 1978. Na fase, a laranja mecânica já tinha presença garantida desde a copa anterior.

Veja se você concorda comigo: Se o Brasil tivesse fora da Final e em seu lugar tivesse a Argentina, com o trabalho feito na psique do brasileiro desde 1978 para ele odiar os hermanos quando o assunto é futebol, você deixaria de ver o jogo da Final – até o fim da prorrogação que fatalmente iriam inventar de acontecer – e de torcer fervorosamente para a Alemanha? Não ia, não é mesmo? Você iria se juntar àqueles que não se deixam levar pela mídia e torcem para a Argentina assim mesmo, os que são fãs do Messi e mais o público orgânico da competição, pregaria a bunda no sofá e caçaria ver o maldito jogo. Uns secariam e outros pululariam para ver o argentino bola de ouro Leonel Messi aguardar uma única bola para salvar a pátria da Argentina. Essa bola até aconteceu. Claro que ela não ia faltar. Lembra daquela falta, último minuto da prorrogação, da entrada da área e do tipo que ele não costuma errar pelo menos a área do goleiro? E não é que ele chutou por cima do travessão? Cara, confesso que o segundo tempo da prorrogação até eu assisti. Se ele resolve não cumprir o trato com os donos do mundo (não só do futebol) e mete fora do alcance do goleiro como ele até então sempre fazia, hein? Os alemães ficaram preocupados: “lá vai esse cara fazer besteira”. Mas ele não fez, foi obediente. Rs! E assim aquela audiência foi salva. A Argentina também deve ter lá sua compensação num futuro próximo. Se bem que eles têm exportado a altos preços em euro (que parece com ouro) seus jogadores para a Europa ultimamente, né? Nem precisam de ganhar Copa do Mundo na base da maracutaia.

Bem, avancei na informação, então, a solução dada para o faturamento com a audiência do último jogo da copa já conhecemos. Aproveitaram o potencial que daria a possibilidade dos rivais de laboratório argentinos ganharem uma copa sediada pelo Brasil. Porém, outras soluções teriam que ser dadas. Só o Brasil sofrer uma derrota para a Alemanha não efetivaria como queriam os conspiradores. Àquela altura isso era perfeitamente compreensível. Além do álibi de ficar de fora do jogo o suposto craque Neymar, que sem ele, supostamente a equipe não jogava, havia o de terem tirado outros jogadores importantes pelos mais variados motivos inexplicáveis ou torpes. Foi pra campo praticamente um time B do Brasil. Tinha o fato de jogar em casa, né? Mineirão, Belo Horizonte. E aqui é o país do futebol, porra, somos os melhores do mundo, o único hexacampeão! Ou é penta? Eu nem sei mais.

Naquele dia, algo mais desastroso do que a queda do viaduto Guararapes, que ficava nas mediações do Mineirão e que havia acontecido poucos dias antes do jogo, poderia acontecer e se fosse associado à imagem do governo, colocando nele a culpa, daria bons frutos em termos de destruir o adversário político. Seria fatal. A queda do viaduto já estava ajudando.

Com toda fragilidade do time do Brasil levado a campo, somada aos outros fatores, a torcida aceitaria sem reclamar da equipe até o placar de uns três a zero. Mas, desde que visse jogadores aguerridos defendendo a camisa. Pois o público ficou foi na saudade. O que viu foi jogadores apáticos, descompromissados, provavelmente cumprindo ordens, pois devem eles obediência a seus agentes e ao lobby internacional do futebol. Rolou uma entrega lamentável de resultado. Nem o Peru conseguiu fazer pior diante a Argentina em 1978. Basta ver os gols da Alemanha contra o Brasil daquele dia, de xícara vazia e sem a alienação de torcedor que não aceita essa explicação para não perder a ternura pelo futebol brasileiro e pelas organizações que o prende a isso para faturar em cima dele, que se percebe o quanto foi estranho aquelas atuações. No gramado do Mineirão, pelo lado brasileiro não pisavam representantes da legítima e honrosa história do futebol do nosso país, que agora se encontra manchada por um inusitado 7 x 1 para os alemães.

Depois disso, um monte de comídia que aparece na televisão, que sabe muito bem o que aconteceu naquele dia, apareceram na mídia com horário marcado para manifestar sua profunda decepção com o fato e explicar que com o Brasil na situação que estava com relação a governo não se poderia esperar outra coisa. Pegou o uso da tática granciana de se jogar a opinião pública contra um adversário utilizando a responsabilidade deste para com a satisfação da sociedade?

Neste país, onde a maioria gosta de se submeter à mídia, de achar que ela expressa a verdade e representa – em vez de formar – a opinião dessa maioria, essa massa que acha que não pode ficar sem saber e sem proferir o que circula no meio midiático, o quarto poder deita e rola com atividades ilegais que são legalizadas por conveniências por um corpo político corrupto, que junto com os veículos de comunicação fatura nas costas dessa gente sem dar nada de tangível ou de importante pra ela. E o produto final que geram esses conspiradores é usado contra o próprio sujeito que lhes dão atenção.

Fechando, então, minha leitura individual desse episódio, se você pensa que não podia ficar pior, enganou-se! Entraria em cena a disputa do Terceiro Lugar da copa. O Brasil não poderia ficar com ele, pois, se o Primeiro antes da copa começar seria da Holanda, ela não poderia voltar para casa com as mãos abanando. Mesmo tendo havido a promessa, feita pelos majors do certame, de ser ela a próxima campeã do mundo para compensar a mudança de última hora. Vai que de novo não dá?

Quando tudo rende resultado, o Brasil ficar em quarto lugar na competição que sediou e  que era o franco favorito, combinado com as outras mazelas fabricadas, tudo isso associado ao governo o denegriria. A volta da Direita ao comando máximo e legítimo da nação poderia ser certeira. Pode ser que àquela altura o Brasil perder naturalmente por 3 tentos a 0 para a Holanda, que era até melhor time do que a Alemanha, não inspiraria se tratar de conspiração. Mas, jamais vamos saber se os pseudo jogadores canarinhos não entregaram essa também.

“Às vezes, de tão inacreditável a verdade deixa de ser conhecida”
(Heráclito)

Um cabo eleitoral chamado Zyka Vírus

Enquanto bradamos contra a corrupção, corrompemos.

Esta postagem abre uma série que vai mostrar o quanto somos corrompidos não só pelos políticos e o quanto praticamos corrupção. Será bastante didático. O marcador é “A corrupção nossa de cada dia”. Acompanhe!

Há muitas teorias conspiratórias que duvidam da seriedade das vacinas. Pelo menos das modernas. Muitas alegam que os surtos de doenças endêmicas que aparecem de quando em quando são falsos, não há surto nenhum, há apenas a escalação da mídia para fazer parecer que há, criar pânico nas pessoas e fazê-las reivindicar para os governos providências de erradicação da suposta peste. E outras alegam que há o surto, porém, tendo sido uma manobra de conspiradores, que teriam desenvolvido um vírus para fazer o trabalho de debilitar a saúde e assustar as pessoas, estando, para todos os efeitos, sob controle a epidemia para ser banida quando se saciasse o propósito a ser atingido. Esse propósito poderia ser eliminar humanos da face da Terra — ou seja: reduzir populações para os níveis de gestão eficiente do capitalismo — ou reverter grandes somas de dinheiro dos governos para os laboratórios farmaceuticos que vivem do fornecimento de vacinas para as populações do mundo.

À respeito de vacinas, a mecânica por trás do funcionamento delas visa fazer com que o indivíduo inoculado force seu organismo a desenvolver anticorpos para combater um intruso fora de ação (o vírus ou a bactéria mortos) que habita seu corpo. Sendo assim, a vacina obriga o vacinado a fortalecer seu sistema de defesa interno. Logo, alguém que possui o sistema imunológico fortalecido não precisa de vacinas.

Mas, então, por que não investem para que as pessoas tenham bem preparado contra ataques de invasores, que não precisam ser necessariamente vírus e bactérias, seu sistema imunológico? A resposta é: porque assim os laboratórios farmacêuticos não veriam lucro. Nem com vacinas, nem com remédios, uma vez que sequer uma gripe demandaria uso de remédios ou ida a médicos. Por que acham que até hoje não disponibilizaram uma vacina eficaz contra a gripe comum? Ora, todo ano a gente gripa e o ano todo tem alguém gripado. E não uma só pessoa ao mesmo tempo: gripe alastra. Gera gente precisando ir ao médico, depois à farmácia e segue-se o itinerário de se gastar dinheiro para se curar. E isso mesmo se se usa o sistema público de saúde, pois o dinheiro sai do orçamento tributário. Em outras palavras: o motivo é corrupção, explorar mercados produzindo a necessidade de consumo por meio de truques e de danos morais e físicos.

E outra coisa: O que deixa nosso sistema imunológico debilitado é o progresso, a vida urbana. É a comida industrial que comemos; a água ácida e fluoretada que bebemos; o ar poluído que respiramos; a poluição sonora e as emanações eletromagnéticas a que nos expomos; o excesso de emissão de radiofrequência que geramos com nossos celulares e outros aparelhos, recebemos na pele e alteram-se nossos hormônios; o excessivo contato com o plástico, com o alumínio e com outros metais pesados e tecidos sintéticos;  fugirmos do Sol; a correria para realizar os compromissos que achamos que temos que realizar; as altas cargas de emoções fortes e de adrenalina; as altas doses de melancolia e de sofrimento; o stress; o sedentarismo. Consegue perceber o quanto o capitalismo perde se formos saudáveis?

Agora, utilizar o álibi de uma endemia ou de uma epidemia para se conseguir votos é só no Brasil que provavelmente já se cogitou tal coisa. Menciono isso por eu ter visto na TV uma propaganda do PSDB em que um homem bem parecido com o Geraldo Alckmim, se não for o próprio, anuncia bem entusiasmado a chegada da vacina contra o Zyka Vírus. A jogada é fazer com que o público pego pelo anúncio se simpatize pelo PSDB por pensar que o partido se preocupa com o problema (que até doutores estão dizendo que não existe fora da mídia) e cuida de tomar as providências enquanto outros partidos estariam a fazer outras coisas que não são de interesse público. Tática fascista de persuasão de eleitorado e de enganação consentida.

Todo esse quadro envolvendo as campanhas de vacinação e mais a tática de propaganda eleitoreira persuasiva mencionada é bem abrangido e trás mensagens surpreendentes no livro “Os meninos da Rua Albatroz”. Leia o livro e aprenda a se defender do sistema corrompido e corrupto em que vivemos.

A ditadura que nos espera

Vamos ter que aprender a viver numa ditadura burguesa. Há dias que tento acionar o Ministério do Trabalho para reclamar de uma empresa. O telefone específico não atende e na portaria dizem estar de greve. Mas, na verdade é estratégia de má vontade contratada por interessados em não permitir que haja queixas contra empresas no Ministério do Trabalho.

Agora vai ser assim: se pode prejudicar uma empresa, tipo uma causa trabalhista ou de consumidor, então eles vão protegê-la de ser citada, de sofrer degradação da imagem e de ter que pagar indenizações, além de gerar seguro-desemprego ou afastamentos ou outro direito que tenha que ser pago pelos cofres públicos. Cercearão tudo que for para o governo pagar ou que esvazia a Caixa Econômica Federal, como o pagamento de FGTS.

De qualquer jeito conterão gastos públicos e segurarão o dinheiro nos bancos. E ajudarão as empresas a alcançar produtividade, impedindo ou inibindo os atestados médicos e outros truques que os funcionários usam como meio de remediar suas perdas e para desfazerem-se de cansaço físico típico da exploração do trabalho.Assim fica fácil equilibrar contas do Estado e parecer que o país retomou o progresso com o advento do impeachment da Dilma: às custas do trabalhador.

O trabalhador e o consumidor terão que rebolar para fazer sua queixa valer ou para fazer com que empresas e o sistema sintam e seja feita a Justiça. Com a imprensa o povo nunca pode contar. Os problemas do povo a imprensa não mostra. Ela é paga para não mostrar. Há um cerco contra o povo, pois a grande mídia não dá voz para ele.

Então, pela mídia as empresas não serão incomodadas; pelo governo também não; pelos sindicatos também não. E muito menos pelos partidos, que no caso só haverão os conservadores. Os de esquerda serão suprimidos.

Resta saber como se posicionarão as igrejas, as associações de bairros e de pequenos comerciantes e outros grupos que não participam do conluio por não serem convidados.

O PMDB e o PSDB priorizam elites burguesas e grupos econômicos em seus governos. O povo eles só usam para atingir seus objetivos. A crise de emprego de fachada, em que empresários e grupos estrangeiros de multinacionais se aliaram para forjar o desemprego, vai ser solucionada tão logo o Temer entre oficialmente no poder. É para dar aquele efeito moral fascista de providência tomada. Os preços, que combinaram de aumentar para forjar a inflação, baixarão e o consumo voltará como num passe de mágica. Os produtos que esconderam ressurgirão e pronto: acabou-se a crise, a eficiência entrou em ação, vote nela em 2018. Táticas de nazistas que imperialistas adoram usar.

Mais tarde é que o povo verá que virou zumbi, consumista de bobagem e eleitor de fascistas, e trabalhador escravo que não tem onde recorrer, pois todo o sistema estará corrompido e comprometido com os capitalistas. Incluindo ministérios públicos e sindicatos, quiçá a Polícia Federal. O povo terá que se conformar com a situação que se encontrar. De trabalhador  insatisfeito e de consumidor desrespeitado e desamparado.

Quem são os que foram representados pelo voto sim ao impeachment da presidente?

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Hitler, Mussolini, Frank Delano Roosevelt, Winston Churchill, Hirohito, Alcapone. Ideologicamente todos esses estavam ontem, 17 de abril de 2016, no Congresso Nacional encarnados naqueles que votavam sim ao impeachment da presidente. Financiando eles tínhamos: os Rockefeller, os Rotchild, os Windsor, os McCarty, os Bush, os Ford. George Soros, Bill Gates. Maçons, rosacruzes, Iluminatis, a máfia italiana, o Cartel Terra Nostra. A Monsanto, a Dawn, a Bayer, a Nestlé.

Os Marinho, dando cobertura para todo o cartel da comunicação mundial. O PIG: Partido da Imprensa Golpista. Que engloba, entre outros, a Folha de São Paulo, a revista Veja, as organizações Globo.

O agronegócio. Que agora tem caminho livre para jorrar nos ares seus agrotóxicos e para semear sementes transgênicas. Cancerígenos que acabam com o planeta. A saúde dos brasileiros será exterminada.

A máfia dos remédios, das vacinas e dos laboratórios farmacêuticos internacionais. A perversa Unimed, que é do segmento financiador do Eduardo Cunha, que quer acabar com o SUS e implantar planos de Saúde Bradesco para ser descontado nos holerites dos trabalhadores. Quem não estiver empregado não vai poder tratar de doenças.

A máfia das escolas, da telefonia móvel, dos transportes. O Uber.

A censura, a perda de direitos, de trabalhador e de consumidor. Os políticos corruptos — os que aparecem e os que a mídia esconde. Os militares — remanescentes ou adeptos da ditadura militar.

Os homofóbicos, os racistas, os pedófilos e os exploradores da fé religiosa.

Você que comemorou, que soltou foguetes ou espalhou pelas redes sociais posts favoráveis ao golpe, se cuide, caso você não tenha acesso a esses colarinhos brancos bon-vivant que votaram sim ao impeachment.

Os bolsos deles estão mais cheios do que os de qualquer petista. Eles ganham muito bem para representar esses que foram relacionados aí pra cima. Não se iluda pensando que eles estão bem intencionados, preocupados com a corrupção e do seu lado.

Do jeito que a coisa foi feita, os golpistas não precisaram de apoio popular para aplicar o golpe. As decisões ficaram entre eles próprios no conchavo parlamentar. Ninguém se sente representado por esses estranhos. Espanta saber que a gente é que põe eles lá para nos representar. Será que pomos mesmo? Será que eles não vão pro cargo também por meio de golpe e a gente faz papel de palhaço nas urnas e leva a culpa de ter colocado eles lá?

Eles agiram como nazistas. Colocaram o povo contra o PT. Espalhando coisas como “o partido estaria com interesse de acabar com os direitos dos trabalhadores”. Eles prepararam a população ideologicamente a conviver com a falta desses direitos porque uma vez no poder são eles que vão tirá-los.

Décimo Terceiro, FGTS, Seguro Desemprego. Tudo isso sofreu ataque durante esse tempo, para que você desenvolvesse o ódio ao PT. Tudo aquilo que o PT te deu nesses 16 anos, que te aproximou socialmente dos barões dessa nação, eles ameaçam tirar.

Desvirtuam os programas, falam que não prestam. Não prestam? Mas você tem usado todos eles, não é? É Fies, é ProUni, é o Bolsa Família, é o Minha Casa Minha Vida. As cotas na Universidade, o SUS. É você quem sabe se presta ou não. É você quem usa. Eles não, eles não andam de ônibus, eles não estudam em escola pública. Nem os filhos deles têm que se dignar a qualquer coisa dessas. E os filhos deles ainda querem o seu lugar na universidade pública.

Hoje vi muita tristeza nas ruas. Muita gente só caiu na real depois que o golpe foi dado. Nem de longe se pareceu com o impeachment do Collor. O do Collor até o eleitor dele comemorou. Agora não, nem crime de responsabilidade existiu. Pedaladas fiscais, que governante que não faz isso? Pode já iniciar o mandato do Temer com o impeachment então.

Moralização, acabar com a corrupção? Que espécie de povo ingênuo é esse que acredita que esses corruptos querem mesmo acabar com a corrupção? O próprio palhaço presidente da Câmara, que liderou o show circense, é réu.

Eu quero saber se eu vou poder votar novamente pra presidente nas próximas eleições. Porque, se eu puder, se nesse restinho de governo esses canalhas não transformarem o voto presidencial em indireto, eu vou me juntar a 54 milhões de indignados e vamos colocar de novo a esquerda no poder. Quer seja o PT, o PDT, o PSOL, o PCdoB. Eu vou gravar a cara de cada um desses que votaram sim e se depender de mim eles não vão ser votado. E a minha propaganda será forte contra eles. Essea inimigos da pátria e da democracia.

Fica aí os versos de um preocupado Renato Russo, da música “Metal contra as nuvens”, que parecia prever este momento em que a democracia parece estar no CTI e a liberdade cairá por terra.

Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor dos meus domínios
Sei o que devo defender
E pelo amor que tenho temo
o que agora se desfaz

E você acha que política é coisa séria

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” abre, em seu prefácio. um panorama que apresenta o contexto da política brasileira logo após as eleições de 2014. Os capítulos que se seguem tentam mostrar, através de um conto que leva em conta textos jornalísticos, experiências de vida, teorias conspiratórias e ficção, como foi a preparação ideológica da sociedade brasileira que formou o eleitor brasileiro dos dias atuais. Houve quem se deixou levar pelas acepções esquerdistas e quem se deixou levar pelas direitistas. Também foram formados, pelo mesmo processo e pelos mesmos manipuladores, os que ficam em cima do muro e os que se dizem desinteressados da política. Com esse resumo podemos dizer que o livro é bem politizado e cabe aqui na nossa página de complementos do livro tecer textos que remetem à atual crise política que sofre o país.

“O homem que não lê bons livros não tem vantagem nenhuma sobre o homem que não sabe ler”
(Mark Twain)

Estamos em um país que sofre com a mediocracia. No livro mencionado é explicado o surgimento e o crescimento desse governo da mídia, pelo qual os fatos a serem creditados e as decisões a serem tomadas para o social passam primeiro pela informação duvidosa e tendenciosa expelida sob demanda pelos veículos de comunicação. Sendo que o pior problema que passa o Brasil não é a crise política, mas, sim, a influência da mídia sobre a opinião pública.

A partir desta postagem nesta seção deste site, será postado, como medida de contragolpe, textos que manifestam opinião que colocam em xeque o que é propagado pela mídia. Aproveite para conhecer opiniões fora do subsídio, muitas delas tecidas por outros escritores, por jornalistas livres e por pessoas que gostariam de expressar-se e encontram dificuldades de ter a opinião visualizada, devido a forte censura encripada praticada pelos grupos hegemônicos que determinam a opinião a ser aceita e controlam a mídia que tem visibilidade para garantir o caminho livre para a corrupção. Não que este espaço seja deveras visualizado, mas, de grão em grão a galinha enche o papo e se aliando aos espaços dos demais contestadores do poder midiático se cria uma reação e se tenta levar a informação contestadora ao maior número de pessoas possível. A união faz a força.

“Sei que sou uma gota d’água, mas, sem ela o oceano seria menor”
(Madre Teresa de Calcutá)

Leia esses posts para criar sua independência de opinião e sair das matrix que a mídia exerce sobre você. O que é o propósito do livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

Num momento em que se brada contra a corrupção, corrupção maior — manipulação da opinião pública — pratica os veículos de comunicação que mobilizam as massas a criar ódio contra um único grupo, protegendo vergonhosamente outros, e a manifestar repúdio quanto a uma situação que pode não ser verdadeira, cujo desfecho pode levar a severas perdas para a população e para o país.