Você pode ser o Aécio ou o Bolsonaro, o meu voto é seu se:

Vai ser um texto rococó mesmo. Texto de quem está pra lá de indignado e esquece qualquer tipo de partidarismo. Sou esquerda, mas estou gostando de ver o Dória expondo a la Trump os problemas de São Paulo que a sociedade faz vistas grossas mesmo sofrendo de indignação por causa deles, porque não acha quem toca no assunto e de maneira a demonstrar que é um problema para ser resolvido pelo governo municipal, estadual ou federal e é urgente. O Dória, no caso, esfregou na cara da população paulistana o drama que se vive com as pichações públicas. Coisa que o Kalil deveria estar fazendo em BH com os pulões nos ônibus.

Escrevo isso porque estou em casa e não posso dormir para acordar cedo amanhã para ir trabalhar porque um bando de moradores de um conjunto de prédios, gente que foi removida de uma favela para a construção de uma obra caça-votos, a Linha Verde, do ilustríssimo senhor governador perdulário Aécio Neves, insiste em colocar em volume total, e sem hora para acabar, o seu funk asqueroso.

O local era uma chácara antes de se transformar no inferno residencial que virou. Os moradores de então, que cresceram juntos e fizeram o bairro crescer, construiram boas casas que hoje estão desvalorizadas devido ao aumento do caos social, viviam em plena harmonia e colaborava uns com os outros. Silêncio era garantido de haver já a partir das seis da tarde. Somente nos sábados e domingos, quando havia uma festa em que o bairro todo era convidado, é que o som passava um pouco do limite das 22 horas. A Lei manda silenciar tudo às 22 horas. Mas, favelado (no sentido cultural) respeita lei? O Governo, através da sua polícia, cobra o cumprimento da Lei? Cobrava há quarenta anos, época em que a região era uma maravilha, porque era regime militar. Não tinha esse oba-oba em que cada um faz o que quer!

Por isso eu disponibilizo meu voto a qualquer candidato que queira implantar um projeto onde iguais moram entre iguais, trabalham entre iguais, se divertem entre iguais. Que se faça uma linha (nada de linha verde) para ninguém atravessar. Aí fica tudo em paz. Quem gosta de barulho, pichação, banalidades, apologias imbecis vive no meio de seus iguais; quem gosta de qualidade de vida em todos os aspectos idem.

Então, ó, candidatos que estão pagando marqueteiros e olheiros para preparar suas campanhas em busca de voto para o ano que vem, tá aí, de graça, uma sugestão verossímil para vocês angariarem votos de um monte de gente. E esta postagem é só a primeira da lista. Vou por mais questões que necessitam de uma divisão de espaço para que a população do bem consiga ter benefícios e fazer valer o seu voto para continuar a desejar morar neste país. Do jeito que está o melhor é ir embora para outro. Se gostam tanto de imitar os United States e de reverenciar essa pátria quando citam democracia: lá tem leis que priorizam o silêncio, a população faz por onde (incluindo a instrução que recebe da mídia, que por lá trabalha com intenções melhores do que a daqui (se bem que a daqui que corrompe a sociedade serve a eles)) desejar viver bem e quem infringe as regras sofre as consequências.

Eu não faço questão da notinha

venhaanarquisar
#VenhaAnarquisar

E então temos instaurado no lugar da democracia no Brasil um sistema ditatorial pró empresários e outros hegemônicos mantido por um grupo de políticos inescrupulosos e juristas covardes simpatizantes da justiça por conveniência. Políticos e juristas anárquicos à qualquer tipo de ética.

Esse grupo perdeu a última eleição presidencial para o Partido dos Trabalhadores, utilizou de sua hegemonia para armar um golpe de estado que o colocou onde queria, no trono presidencial, e agora quer se vingar do trabalhador por ele não ter votado em seus candidatos corruptos e ter preferido manter no posto a administração pública federal que, tirando a maquinagem da grande mídia, estava dando certo para o trabalhador e para o pobre, que são os que carregam nas costas o sistema.

Agora vem o presidente imposto e sua equipe querer implantar uma política trabalhista abusiva, que rasga a CLT e põe o trabalhador na mesma condição de um cavalo a levar chicotadas para fazer sua função pra dar lucro só pro patrão, encher os bolsos dos que aviltam o dinheiro arrecadado na forma de imposto com o trabalho e, de quebra, dar uma vida melhor para sindicalistas corruptos que mamam nas tetas da Contribuição Sindical e vão mamar na propina que a nova política trabalhista favorecerá, já que o que o patrão precisar que o operário faça, mesmo que ilicitamente, ele acordará com os sindicatos e o acordo que for firmado entre eles sobreporá a CLT.

Para colocarem um instrumento desses à disposição do patrão, por certo ele não tem boas intenções para com o trabalhador e quer tirar deste a única arma que ele tem, que são as limitações da arrogância da patronagem dada pela CLT. Eu vi muitas vezes pessoas ganharem causas trabalhistas na Justiça contra empresas e sindicatos, tendo os termos da CLT como objeto de defesa. Querem garantir que isso não volte a acontecer, blindando o empregador com esse instrumento.

Para esse governo ilegítimo e tirano, a culpa da crise, fictícia na minha opinião – inventada pra ser dado, por exemplo, presente de Natal para o setor de telecomunicação, sob a alegação de salvar empregos -, é toda do trabalhador. O empresário que sonega imposto ou administra mal sua empresa e por isso colhe maus resultados não tem culpa nenhuma. O político corrupto, que não quer rever seu salário desnecessariamente exorbitante e demais regalias e nem parar de locupletar e assaltar os cofres públicos, idem. A Reforma Política, que Dilma quis dar prosseguimento para acabar com a corrupção e limitar coerentemente os gastos públicos, por ameaçar os corruptos nem se fala mais nela. É realmente um bando de pilantras, mal intencionados como é de praxe, que está operando sob a insígnia da Lei. Querem enganar a quem com esse papo de que estão resgatando a economia do Brasil?

Querem acabar com todas as conquistas que o trabalhador conquistou nos últimos vinte anos. E há coisas que são tão absurdas, que faz até a gente duvidar de que seja sério o que foi divulgado do texto dessa reforma. Tem ar de ser coisa para distrair a população, colocar ela discutindo, para com isso chegarem a uma solução ou ganharem tempo para vê-la aparecer no meio político mesmo, que é de onde deveria vir.

Férias parceladas? Sabe lá se duas vezes de quinze dias. Quando vou descansar, viajar, curtir os benefícios que supostamente a vida de trabalhador me dá? Eu sei que “eles” podem fazer a toda hora ou a hora que desejarem, todas as coisas que não querem que eu possa. O que eu vou fazer aos oitenta anos quando eu finalmente me aposentar? Pegar o dinheiro que consegui juntar, sem o auxílio do FGTS, pois este não mais vai existir, e comprar uma área num cemitério para eu descansar numa lápide decente? E tem essa questão de juntar dinheiro também para se analisar. Se fosse realmente o trabalhador negociando diretamente com o patrão como os analistas favoráveis aos golpistas dizem, eu apoiaria. Só que não é.

Se fosse eu discutiria com o patrão o que eu ganharia e só aceitaria o trampo se o que eu ganhasse desse para eu custear a locomoção até o trabalho todos os dias, as outras lotações que eu viesse a utilizar no meu cotidiano, a comida mensal, as contas fixas. Eu teria que poder pagar um plano médico para mim e para a minha família. A escola dos meus filhos. A conta do supermercado. As tarifas do lazer. E, já que não mais existirá a poupança forçada do FGTS e do acerto ao sair da empresa: um valor com que eu pudesse abastecer uma caderneta de poupança e com ela formar um patrimônio para a velhice ou ter um seguro para as horas desempregado.

Só que não é. O “empregado” a que se referem nessa fala descompromissada é o sindicato. A vida do trabalhador estará a jugo de sindicalistas. Pessoas comuns, suscetíveis à corrupção, vão decidir tudo para o trabalhador, sem a permissão dele e sem ele ter direito de escolha entre permitir ou não.

E o que for decidido prevalecerá sobre a CLT. Ou seja: Se o empregado desconfiar que foi lesado e ele for reclamar, o patrão lhe dirá que um representante dele participou da decisão e com isso houve democracia. E, se hoje para frear os sindicalistas, que também abusam do trabalhador em seus tratos com a patronagem, o empregado pode usar os termos da CLT e cobrar prejuízos ou desfazer acordos, amanhã isso não será mais possível. É pegar ou largar. “Não está satisfeito: pede pra sair“. Vão lembrar da frase do Capitão Nascimento o tempo todo. Essa reforma só beneficia os exploradores do sistema.

Já que o gatilho para a anarquia vem de cima, a ordem agora, então, para o trabalhador, é observar como vivem os desagregados do sistema, encher-se de coragem e adotar o comportanento deles. Eles peitam esses exploradores e não dão retorno tributário para nenhum deles. Não praticam o consumismo formal, fiscalizado; não trabalham sob regimes trabalhistas de espécie alguma; não geram impostos para o governo e nem lucro para as empresas. Compram — quando compram — informalmente o produto C ou o D. E por vezes são vistos atravessando produtos A trazidos clandestinamente da China, ou de outro tigre asiático, via Paraguai (que já cogitam destruir a Ponte da Amizade), montando uma concorrência formidável para a maioria das empresas que formam o pool que apoia essas reformas escravagistas que o governo clandestino manda a safada da Grande Midia falar pra quem ainda acredita nela que são boas para o país.

É certo que a vida de desagregado tem seu preço. Comparando-a com a fútil vida moderna que nos condicionaram e nos condicionam a ela diariamente, pode ser que viver sem dignidade seja o preço. Mas, em que um mendigo que consegue todos os dias comer, beber água e encontrar um canto para dormir é menos digno do que um trabalhador comum? Tudo que a natureza nos exige para permanecermos vivos ele cumpre. Sem ter que se sujeitar a horários predeterminados por outros, sem ter que ouvir mandes e desmandes, receber a miséria que acham de pagar.

O mendigo não tem que se preocupar com a sua segurança, ele só tem que se defender. Ou com a de seus pertences, pois, ele não tem nada para ser lhe subtraído. Ele não tem que pagar para estar vivo até a hora em que ele partir desta para a mesma onde vai parar o trabalhador comum – e sem levar nada. O mendigo vai passar a vida realizando, totalmente livre, as mesmas experiências de sobrevivência que o cidadão agregado.

E depois que ele morrer ele vai se tornar igual a estes. Na sociedade que vivemos somos diferenciados dos mendigos apenas por aceitarmos as implantações de hábitos e de costumes que nos implantam na mente. Aí vamos achar-nos mesmo a estar na miséria, passando por privação, não levando uma vida digna, pois, viver na mendicância é abrir mão dessas coisas supérfluas e inatas. Se abrimos mão dos artificialismos e das convenções do que é vida digna impostos-nos pelo sistema, nos tornamos mendigos.

Costumo me lembrar de quando eu trabalhei como gerente de uma editora. Eu fui contratado para isso e exercia atividades relacionadas a esse posto. Na carteira profissional havia qualificação provisória e a remuneração, bem abaixo do que seria a prometida, idem. O tempo passava e a promessa de regularização dessa situação só prorrogava. E com o meu trabalho a empresa sempre atingia seus objetivos e eu via os patrões enriquecerem. Tentei arrumar outro emprego na área, mas, eu só encontrava funções gerais para trabalhar. Meu currículo estava me atrapalhando devido à qualidade excessiva para os cargos que surgiam.

Um dia falei para meus patrões que eu queria ser demitido e readmitido na vaga de zelador que eles estavam oferecendo. Expliquei que estando trabalhando em uma função que requer menos qualidade e ganhando um salário compatível com a função eu não me sentiria enganado e me sentiria mais digno. Eu sofreria menos e seria livre.

Percebe que é essa a mesma escolha que o desagregado faz? Pra que contribuir tanto com o sistema se você não é respeitado e só está melhor do que o mendigo enquanto mantiver o pensamento que o burguês que te explora implantou em sua cabeça, através de diversos instrumentos sociais, como a mídia e a escola por exemplos?

São desagregados do sistema, além dos pedintes, o vagabundo, o drogado, o alcoólatra, o trabalhador informal, o bandido classe B (aquele que não veste colarinho branco). O ermitão, o invasor de propriedades, o lunático. E o anarquista. Todos que rejeitam o modelo de sociedade e estilo de vida que o sistema oferece e quer manter são desagregados. Mesmo quando vivem às margens da sociedade como os monges.

Portanto, não taxarei mais quem bate carteira (que hoje deu lugar ao celular); quem pula catraca de ônibus ou de bilheterias; quem vende ou compra produtos falsificados; quem pirateia; quem usa software pirata ou sem licença; quem pratica charlatonagem; quem rouba; quem compra de camelô, de noiado ou de lojas clandestinas; quem trafica; quem invade propriedade; quem sonega imposto; quem faz download e fatura em cima; quem faz gato de fornecimento de água e de luz, de internet ou, principalmente, de TV a cabo; quem frauda crédito de telefonia móvel; quem não paga o IPTU; quem compra CNH. É esse pessoal, desviando dinheiro do governo e das empresas, é que vai me ajudar a derrubar esse bando de golpistas que tomaram de assalto Brasília. Ou pelo menos as leis que esse bando implantar.

Eu sei que o grosso da arrecadação ilícita desses crápulas vem da venda dos nossos recursos naturais, como o minério em geral, para o estrangeiro, e também com a extração e refinagem de petróleo ou com as árvores da Amazônia. Durante um tempo eles nem vão sentir o desfalque no bolso deles. Entretanto, eles não podem pagar o funcionalismo público com esse dinheiro não fiscalizado. A grana lavada que sai do setor de telecomunicação é suficiente só para pagar o quadro do próprio setor. Logo, uma rebelião no meio servidor público, principalmente nas corporações policiais, irá despontar. E, aí meu, será a condição que estamos esperando para acabar de vez com essa cúpula de ladrões e desgraçados que tomou conta do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e do Judiciário brasileiro.

Esse texto ficou grande, eu deveria tê-lo posto em um e-book e distribui-lo para que o interessado o imprimisse para ler em momentos sem computador ou celular na mão. Mas, adviria gastos monetários para o leitor que se dignasse a imprimir e o pequeno empresário não merece ver o leitor aplicar nele o que o texto ensina. Rs! Quem quiser me copiar (sem trocadilhos), vou organizar o texto desta página em um PDF e levá-lo para impressão. Vai estar sempre à mão me servindo de uma espécie de Bíblia para eu consultar e me motivar a praticar o meu boicote contra o sistema. E pode ficar sossegado, comerciante aliado onde eu fizer a impressão que pretendo, e fazer tranquilamente seu caixa 2, pois, eu não vou pegar a notinha.

Quer anarquia maior do que ler? Absorver análises de teorias conspiratórias que combatem a verdade estabelecida para você acreditar? Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”, nem que seja baixando um PDF pirata, pode notar que nem pus o link para ser clicado e acessar o local de compra, e comece agora a sua revolução pessoal contra esses que nos oprimem.

É preciso que você faça na rua a anarquia que você faz na internet

mundoconectado

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A esperança venceu o medo“. Com essa frase Lula calou a boca da atriz Regina Duarte, dos Marinho, o resto do PIG e de um monte de político e empresários que temiam que um dia ele conseguisse superar o candidato trabalhado pela grande mídia e chegasse ao posto de Presidente da República. Essa frase, naquele dia, deu título ao meu primeiro post em meu primeiro blog. Me lembro que eu escrevia estando de porre. Não preciso dizer que o post era uma homenagem à vitória de um candidato a presidência da nação, que recebeu meu voto. Pela primeira vez meu voto valeu. Sem problemas, pois, Collor e FHC iriam me deixar bastante desapontado se eu tivesse acreditado neles pelo menos em uma de suas vezes como vencedores.

Me remeto a esse ponto da minha existência e da existência do Brasil para falar sobre a internet. Ela chegou por aqui em tempos tucanos e mesmo assim já anarquisava. Era mais visível do que hoje o espírito de cooperação que havia entre os internautas. Tanto os que proviam conteúdo, quanto os que os acessavam e faziam girar contadores de visitas. A gente conseguia obter informação preciosa e material, por vezes restritos a certa elite, abundantemente. Foi difícil conter o entusiasmo naqueles tempos. Quantos flip disk (disquetes) lotados de kbytes guardados para a posteridade que acumulamos!

Segredos eram revelados sem chance de serem ocultadas ou desinformadas as revelações como hoje se abriu uma brecha para se fazer isso. Muita gente se viu nua, sem poder fazer qualquer coisa para cobrir-se e evitar o desprestígio ou pelo menos a real avaliação do público sobre a sua personalidade. A mídia começou a perder o monopólio da formação de opinião pública.

Era fotos secretas que eram divulgadas na luz do dia, sem qualquer possibilidade de serem tiradas do ar antes de um estrago ser feito. O e-mail virou o Pravda, tão enorme era a tiragem das cópias carregando mensagens-denúncias ou palavras de ordem que iam parar nas caixas postais de interessados do mundo inteiro. E não se pagava mais do que o acesso discado à internet para fazer isso, depois que apareceram o Zipmail, o BrFree e o IG para dar e-mail gratuito para todo mundo trocar mensagens e farrear. Se de madrugada, a economia descia a zero, pois, as telefônicas mantinham tarifas reduzidas após a zero hora.

E o MP3? Arruinou com gravadoras, pra você ter uma ideia! O Napster, o Audio Galaxy, o Kazaa, o E-mule ameaçaram com força o capitalismo da indústria do entretenimento até serem freados. O ICQ, até aparecerem o MSN e o Skyper, desanimaram as telefônicas de continuar operando no modo convencional: telefonia. E todos que estavam empenhados em usar esses mecanismos para satisfazer suas demandas de comunicação, absorção de informação e entretenimento eram considerados e-marginais. E sem estar fora da lei. Até quiseram colocar-nos fora da lei, mas não conseguiram. Tenho muito a agradecer aos “cjb.com” ou aos “.da.ru” da vida. Que hospedavam nossos fetiches e a cúpula conspiracionista global nada podia fazer contra eles. Sequer os encontravam.

Sabe, acusam a turma da esquerda brasileira de ser formada por dissidentes de grupos terroristas brazukas do passado. Eu amo a história daqueles guerrilheiros que amavam profundamente o Brasil e não deixavam por menos para os militares, para os colonizadores estrangeiros e para a elite civil que havia na época e que hoje é representada pelos políticos da direita e empresários conservadores brasileiros que andam dando as cartas depois que deram um novo golpe de estado. Meu livro “Os meninos da Rua Albatroz” faz apologia à ALN, MR8, VPR, ao COLINA e aos guerrilheiros do PCdoB no Araguaia. E ainda os estrangeiros como o Baader-Meinhoff, as Brigadas Vermelhas ou a FARC. Luis Carlos Prestes, Marighella e Lamarca são lembrados como grandes heróis que foram. Stédile e o MST, a CNBB e a Resistência Ecumênica idem.

Se são dissidentes ou não, é sabido que a veia de ente contestadora, reacionária e anarquista passa pelo corpo deles. E eles conseguiram passar para os mais novos o significado disto: anarquizar para derrubar o sistema. Uns caras como o Bolsonaro disseram que os petistas, em tal época, sem dinheiro tocavam o terror. Frizando: imagine o que não fariam agora (depois de ganhar o poder) que estão endinheirados. A alusão subentendida deles obriga-nos a concluir que aqueles artilheiros que atiravam com armas roubadas dos quartéis hoje têm, licitamente, seu próprio arsenal. E sabem atirar ou manejar uma granada muito melhor do que qualquer marreco (recruta do exército). Se a direita voltar ao poder, na marra ou não, terá que enfrentar os canos dos fuzis para sustentar-se nele por pelo menos o tempo de acabar de roubar o Brasil ou aprovar leis que deixem o caminho livre para explorar o povo, como essa Reforma Trabalhista que Michel Temer pretende empurrar na vida do trabalhador.

Só que Lula armou a população brasileira de outro jeito. Do jeito pacífico como era do agrado de Martin Luther King. Faz mais o perfil de quem entrou para a história saindo do meio sindicalista. Lula deu acesso à internet ao pobre e o pôs para aprender inglês. As frases nas camisetas que Caetano Veloso e Gal Costa pediam em música para o público ler já podiam ser lidas. E não só elas, mas também todo o roteiro de um filme norte-americano ou um livro inteiro de qualquer estilo comercial ou lírico. Direto do .com.

E com isso, o povo não mais espera os filmes ou os seriados gringos chegarem em forma de enlatado, serem traduzidos e exibidos na tela da Globo para serem assistidos. Nem ao cinema o povo vai mais. As informações dos grandes veículos de imprensa do mundo, de esquerda ou de direita, são absorvidas nas fontes, antes de, ao amanhecer, os tablóides brasileiros as maquiarem e as colocarem nos noticiários como um frango em uma assadeira apreciada por um cachorro vadio na porta de um estabelecimento comercial. A mesma antecipação acontece com as revistas, com a música, com a moda. Com o pornô. A Playboy até saiu de circulação, sabe lá o que isso significa? Vai voltar agora, se “Temer” quiser! É preciso limitar a internet pra ficar mais segura a volta.

Toda a mídia e as empresas prejudicadas com essa sua anarquia aguarda sair a lei que limita a disponibilização da banda de internet para, dessa forma, poderem se defender de você. Fazer com que você volte para elas. Que você volte a comprar CDs, nem que seja o pirata no camelô; que você volte a ver televisão, ouvir rádio, comprar jornais; que você volte a enviar cartas e a falar ao telefone. Deixe esse negócio de publicar livros só porque ficou fácil publicar depois do “Lula lá”. Vai acabar fazendo voltar o nobre e ameaçador costume de ler, que essa corja tanto lutou para dizimar porque se você der atenção somente para a multimídia você pode ter seu cérebro lavado com mais êxito.

Querem que você pare de fazer downloads e pague impostos e direitos autorais. E que você pare de fazer uploads também. Nada de disponibilizar para o público coisas que às vezes eles não querem que muita gente saiba. Mesmo que seja a sua mais autêntica opinião, como tenho costume de fazer quando me meto a escrever alguma coisa. Querem que você volte a usar o telefone fonado para pedir alguma entrega ou se queixar de algum problema próprio de SAC resolver. É entrada de dinheiro para os call centers, não sabe? Sai dessa de tudo ter que ser pedido num site de e-commerce ou pelo famigerado Whatsapp.

Entende como você é anarquista, derruba o sistema e nem sabe? Isso é belicoso demais e foi o PT quem te armou. Só quero com esse texto que você perceba que você é um anarquista. Inconsciente, mas anarquista. Suas ações abalam o regime capitalista. Diminuem o dinheiro a circular. Isso é ataque comunista. Tudo bem que foram os próprios descuidados capitalistas que te deram essa oportunidade de ser assim. “Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Ec. 7:29). Até a Bíblia já previa esse caos.

Porque você foi absorvido pelo mundo conectado e aderiu ao “touchscreen way of life“, você passa a vida a anarquisar. E você acha que isso está te fazendo bem e você não quer parar. Então, anarquisar é bom e está ao seu alcance. Empregue isso noutros planos importantes, como a vida fora do meio digital. Vamos precisar disso para derrubar as intenções desse governo que aí está, no Brasil, a rifar o pobre e o trabalhador.

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